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Dólar Hoje: Cotação Abre em Queda à Espera de Decisões do Fed e Copom

por Camila Braga - Repórter de Economia
28/01/2026
em Dólar, Destaque, Economia, News
Dólar Hoje: Cotação Abre Em Queda À Espera De Decisões Do Fed E Copom - Gazeta Mercantil

Dólar hoje: Abertura em Queda Reflete Cautela do Mercado em Dia de “Super Quarta” com Fed e Copom

O mercado financeiro global amanheceu nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, imerso em um ambiente de expectativa e cautela. No Brasil, o reflexo imediato dessa tensão macroeconômica é observado na cotação do Dólar hoje, que abriu as negociações em trajetória de queda, alinhando-se ao enfraquecimento da moeda norte-americana no cenário internacional. Investidores locais e estrangeiros ajustam suas posições aguardando os desfechos das reuniões de política monetária mais importantes do planeta: o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil.

A movimentação do Dólar hoje não é um evento isolado, mas sim a peça central de um quebra-cabeça complexo que envolve diferenciais de juros, fluxos de capitais e expectativas inflacionárias. A desvalorização da moeda americana frente ao Real nas primeiras horas do pregão reflete, tecnicamente, o comportamento do índice DXY — que mede a força do dólar ante uma cesta de moedas fortes —, o qual também opera em terreno negativo.

Nesta análise aprofundada, dissecamos os vetores que pressionam o Dólar hoje, os cenários possíveis para a Selic e os Fed Funds, e como o investidor deve interpretar a volatilidade cambial neste início de 2026.

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O Cenário Externo: A Influência do Fed no Dólar hoje

Para compreender a formação de preço do Dólar hoje, é imperativo olhar para Washington. O Federal Reserve conclui hoje sua reunião de política monetária. Embora o mercado já tenha precificado grande parte das probabilidades, a incerteza reside no comunicado e nas sinalizações sobre os próximos passos da autoridade monetária americana.

Quando o Fed sinaliza a manutenção ou corte de juros, a tendência natural é que o dólar perca força globalmente. Isso ocorre porque juros menores nos EUA tornam os títulos do Tesouro americano (Treasuries) menos atrativos em comparação com ativos de maior risco e rendimento em mercados emergentes, como o Brasil. Esse fluxo de saída de capital dos EUA em busca de yield (retorno) em outras praças aumenta a oferta de divisa estrangeira, pressionando o Dólar hoje para baixo.

O índice DXY, mencionado como fator de influência na abertura, serve como um termômetro global. A queda do DXY nesta manhã sugere que os players globais estão apostando em um Fed menos “hawkish” (agressivo nos juros) e mais “dovish” (propenso ao estímulo ou manutenção). Se essa premissa se confirmar no anúncio da tarde, o Dólar hoje poderá testar novos suportes gráficos, favorecendo a valorização do Real.

Contudo, o risco reside na frustração das expectativas. Caso o Fed adote um tom mais duro do que o esperado, alertando para pressões inflacionárias persistentes em 2026, poderemos ver uma reversão brusca, com o Dólar hoje ganhando força rapidamente à medida que a aversão ao risco domina as mesas de operação.

A “Super Quarta” e o Copom: O Impacto Doméstico no Câmbio

Enquanto o cenário externo dita a tendência global, o cenário doméstico calibra a intensidade do movimento do Dólar hoje. O Copom também define a taxa Selic nesta quarta-feira. A relação entre a taxa de juros brasileira e a americana cria o que os economistas chamam de diferencial de juros, fator crucial para o carry trade.

O carry trade consiste em tomar dinheiro emprestado em uma moeda de juro baixo (como o iene ou, em menor grau, o dólar) e aplicá-lo em uma moeda de juro alto (como o Real). Quanto maior a Selic em relação aos juros americanos, mais atrativo se torna o Brasil para o capital especulativo, o que traz dólares para o país e derruba a cotação do Dólar hoje.

Analistas discutem se há espaço para cortar a Selic ou se a prudência ditará uma manutenção. a notícia de que o Dólar hoje abre em queda dá um alívio marginal ao Banco Central, pois uma moeda valorizada ajuda a combater a inflação importada (preços de combustíveis, trigo e insumos industriais). Se o Copom sinalizar que manterá os juros em patamares restritivos por mais tempo para garantir a convergência da inflação, o Real tende a se fortalecer ainda mais, consolidando a queda do Dólar hoje.

Por outro lado, qualquer sinalização de afrouxamento monetário prematuro ou preocupações fiscais pode afugentar o investidor estrangeiro, fazendo o Dólar hoje disparar. Portanto, a cotação atual é um retrato momentâneo de um mercado em compasso de espera.

Análise Técnica e Fluxo Cambial

Do ponto de vista técnico, o comportamento do Dólar hoje revela níveis importantes de suporte e resistência que estão sendo monitorados por tesourarias de bancos e fundos de hedge. A abertura em queda coloca a moeda americana próxima de zonas de suporte psicológico. O rompimento desses níveis pode acionar ordens automáticas de venda (stop loss de comprados), acelerando a desvalorização.

O fluxo cambial comercial também desempenha um papel relevante. O Brasil, como potência agrícola, mantém um fluxo constante de exportações. Quando o Dólar hoje cai, exportadores podem segurar suas vendas de moeda esperando taxas melhores, enquanto importadores aproveitam a “promoção” para comprar divisas e pagar obrigações no exterior. Esse jogo de forças entre oferta e demanda comercial ajuda a reduzir a volatilidade extrema, mas não impede a tendência principal ditada pelos juros.

Além disso, o mercado de derivativos (futuros de dólar na B3) costuma antecipar os movimentos do mercado à vista (spot). A queda no Dólar hoje observada na abertura é, muitas vezes, construída no mercado futuro, onde a liquidez é maior e a alavancagem permite apostas mais agressivas sobre os desfechos do Fed e do Copom.

O “Preço Justo” do Dólar e a Realidade de Mercado

Muito se discute sobre o “preço justo” da moeda. Modelos econométricos baseados em paridade de poder de compra ou termos de troca muitas vezes sugerem que o Dólar hoje poderia estar cotado abaixo dos níveis atuais. No entanto, o câmbio no Brasil carrega um “prêmio de risco” fiscal e político que impede uma apreciação mais robusta do Real.

A menção ao “preço justo” nas análises de mercado reflete a tentativa de quantificar quanto desse prêmio de risco está embutido na cotação do Dólar hoje. Em dias de “Super Quarta”, esse prêmio oscila violentamente. Se o Fed e o Copom entregarem o que o mercado espera, parte desse prêmio pode ser desmontada, trazendo o câmbio para níveis mais condizentes com os fundamentos econômicos do Brasil, que incluem uma balança comercial superavitária e reservas internacionais robustas.

Entretanto, o investidor deve ter cautela. O conceito de preço justo é teórico. O preço real é aquele que aparece na tela do home broker ou da casa de câmbio. E o Dólar hoje mostra que o mercado prefere pagar para ver, mantendo uma postura defensiva até que os comunicados oficiais sejam divulgados no final da tarde.

Impactos Setoriais da Queda do Dólar Hoje

A variação do Dólar hoje não afeta apenas o mercado financeiro; ela transborda para a economia real, impactando empresas e consumidores de maneiras distintas.

  1. Indústria e Importadores: Para empresas que dependem de insumos importados, a queda do Dólar hoje é uma excelente notícia. Isso reduz custos de produção e pode melhorar as margens de lucro ou permitir preços mais competitivos ao consumidor final. Setores como o farmacêutico, químico e de tecnologia são beneficiados diretamente.

  2. Exportadores e Agronegócio: Na contramão, o agronegócio e as exportadoras de manufaturados veem suas receitas em reais diminuírem quando o Dólar hoje recua. No entanto, muitas dessas empresas possuem hedge (proteção cambial) para mitigar essas oscilações de curto prazo.

  3. Turismo e Consumo: Para o brasileiro que planeja viajar ao exterior em 2026, a queda do Dólar hoje aumenta o poder de compra internacional. Isso também estimula o consumo de bens importados no varejo doméstico.

  4. Inflação (IPCA): Talvez o impacto mais importante seja na inflação. O Dólar hoje mais baixo barateia o diesel e a gasolina (que seguem preços internacionais), além do trigo (pão e massas). Isso ajuda o Banco Central a controlar as expectativas inflacionárias, criando um ciclo virtuoso que pode permitir juros menores no futuro.

Perspectivas para o Fechamento do Mercado

À medida que o dia avança, a volatilidade do Dólar hoje tende a diminuir no meio do pregão, assumindo um comportamento lateral, para então explodir novamente próximo aos anúncios das decisões. É o clássico “comprar no boato, vender no fato” ou vice-versa.

Investidores devem ficar atentos não apenas aos números das taxas de juros, mas às palavras escolhidas pelos presidentes dos Bancos Centrais. Uma palavra mal colocada sobre “risco fiscal” ou “inflação de serviços” pode reverter a queda do Dólar hoje em minutos.

Para quem opera day trade ou precisa realizar operações de câmbio para empresas, o dia de hoje exige cautela redobrada. A liquidez pode secar em momentos chave, aumentando o spread (diferença entre compra e venda). A orientação da maioria dos analistas é evitar posicionamentos alavancados antes da divulgação das atas.

O Papel do Índice DXY na Tendência de Longo Prazo

Voltando ao índice DXY, que mede a força da moeda americana contra pares como Euro, Iene e Libra, sua correlação com o Dólar hoje no Brasil é inegável. Se a economia europeia der sinais de recuperação ou se o Japão alterar sua política monetária, o dólar perde força globalmente.

Neste início de 2026, observa-se um movimento de realocação de portfólios globais. Mercados emergentes voltam ao radar, e o Brasil, com seus juros reais ainda altos, destaca-se. Se o DXY continuar sua trajetória de correção, é provável que vejamos o Dólar hoje buscar patamares mais baixos nas próximas semanas, independentemente de ruídos políticos locais, desde que o arcabouço fiscal seja respeitado.

A abertura em queda do Dólar hoje é, portanto, um sintoma de um movimento global de apetite ao risco, validado pela expectativa de que o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos chegou ao fim ou está prestes a ser revertido.

O Que Esperar do Dólar Hoje e Amanhã?

O pregão desta quarta-feira é decisivo. A abertura em queda do Dólar hoje sinaliza otimismo, mas o jogo só termina após o fechamento do mercado e a digestão dos comunicados do Copom e do Fed. O cenário base aponta para uma manutenção da volatilidade, com viés de baixa para a moeda americana caso não haja surpresas negativas vindas de Brasília ou Washington.

Para o investidor, a recomendação é de diversificação. Tentar acertar o “olho da mosca” na cotação do Dólar hoje é tarefa para profissionais e algoritmos de alta frequência. Para o planejamento financeiro de longo prazo, a exposição cambial deve ser estrutural, e não baseada apenas nos movimentos de um único dia, por mais importante que seja essa “Super Quarta.

Acompanharemos o desenrolar das negociações. O comportamento do Dólar hoje ditará o humor da Bolsa de Valores (B3) e das curvas de juros futuros nos próximos dias. Em um ano que começa desafiador como 2026, a vigilância sobre o câmbio é a regra de ouro para a preservação de patrimônio. A queda matinal é um alento, mas a prudência é a melhor conselheira em dias de decisão de política monetária.

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