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J&T Express avança em logística inteligente e frota limpa em relatório ESG de 2025

Companhia listada em Hong Kong ampliou uso de IA, big data, veículos autônomos, embalagens reutilizáveis e iniciativas de governança trabalhista em sua rede global

por Alice Nascimento - Repórter de Negócios
07/05/2026 às 22h52 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h20
em Empresas, Notícias
J&Amp;T Express - Gzt - Gazeta Mercantil

A J&T Global Express Limited (1519.HK), provedora global de serviços logísticos listada na Bolsa de Valores de Hong Kong, divulgou seu Relatório Ambiental, Social e de Governança de 2025 com avanços em logística inteligente, eficiência energética, transporte de baixo carbono, capacitação de colaboradores, direitos trabalhistas, ética empresarial e responsabilidade social. O documento mostra a tentativa da companhia de integrar metas de sustentabilidade à expansão de sua rede global de entregas.

Ao longo de 2025, a J&T Express ampliou o uso de inteligência artificial e big data em etapas como coleta, triagem, transporte e entrega de encomendas. A companhia afirma que essas tecnologias foram usadas para otimizar rotas, elevar eficiência operacional e reforçar a capacidade de última milha, etapa considerada uma das mais críticas e custosas da logística.

No transporte, a empresa encerrou 2025 com 14 parques logísticos próprios no mundo, somando 1,05 milhão de metros quadrados. Também informou investimentos em equipamentos de maior eficiência energética, incluindo mais de 150 mil roletes motorizados síncronos de ímã permanente e mais de 400 esteiras de baixo consumo.

Na última milha, a J&T Express ultrapassou 1.000 veículos autônomos em operação até o fim de 2025. A frota é apoiada por algoritmos inteligentes voltados a aumentar a eficiência das entregas, reduzir deslocamentos improdutivos e melhorar a produtividade em áreas urbanas.

Logística inteligente ganha peso na operação global

O relatório de ESG indica que a J&T Express vem usando tecnologia como eixo central de eficiência operacional. A aplicação de inteligência artificial e big data em toda a cadeia logística busca reduzir custos, melhorar previsibilidade e aumentar capacidade de processamento.

Em empresas de entregas expressas, ganhos de eficiência dependem de decisões tomadas em tempo real. A definição de rotas, a distribuição de pacotes, o uso de centros logísticos e a alocação de entregadores influenciam diretamente prazos, custos e emissões.

A expansão de veículos autônomos na última milha reforça essa estratégia. A companhia informou ter superado a marca de 1.000 unidades em operação até o fim de 2025, um volume que sinaliza avanço na automação de etapas de entrega.

O crescimento dessa frente também exige atenção regulatória e trabalhista. À medida que algoritmos passam a organizar jornadas, rotas e produtividade, empresas de logística são pressionadas a adotar maior transparência sobre critérios de gestão, remuneração e avaliação de desempenho.

Frota limpa avança em China, Filipinas e Singapura

Na agenda ambiental, a J&T Express informou ter ampliado o uso de veículos limpos e elétricos em diferentes mercados. Na China, a empresa investiu em 1.697 tratores movidos a GNL, equivalentes a 30% de sua frota própria no país.

Segundo o relatório, essa mudança contribuiu para reduzir em 6% a intensidade de emissões em relação a 2024. O dado é relevante para o setor logístico, em que transporte terrestre responde por parcela significativa das emissões operacionais.

Nas Filipinas, a companhia alcançou 100% de uso de biodiesel B5. Em Singapura, caminhões elétricos já representam 6% da frota.

A adoção de combustíveis menos intensivos em carbono e veículos elétricos mostra que a J&T tenta adaptar sua operação a diferentes realidades regulatórias e de infraestrutura. Mercados com maior disponibilidade de recarga elétrica, combustíveis alternativos ou incentivos públicos tendem a acelerar essa transição.

Embalagens reutilizáveis acumulam 3,33 bilhões de usos

Outro ponto destacado no relatório foi a ampliação de embalagens sustentáveis. A J&T Express informou que o volume acumulado de sacos reutilizáveis chegou a cerca de 38,27 milhões, com uso total aproximado de 3,33 bilhões de vezes.

A redução de embalagens descartáveis é uma das principais frentes ambientais no setor de entregas, especialmente com o avanço do comércio eletrônico. O aumento do volume de pacotes pressiona o consumo de plástico, papelão, fitas e materiais de proteção.

O modelo de embalagens reutilizáveis busca reduzir desperdício e custo unitário ao longo do ciclo logístico. A efetividade da medida, no entanto, depende da taxa de retorno, da durabilidade dos materiais e da capacidade de padronização entre centros de distribuição, entregadores e clientes.

Para companhias globais de logística, esse tipo de iniciativa também tem impacto reputacional. Clientes corporativos passaram a exigir indicadores ambientais mais claros em suas cadeias de suprimentos, especialmente em transporte, armazenamento e embalagem.

Acordo na China mira transparência algorítmica

No eixo social e trabalhista, a J&T Express destacou a implementação, em Xangai, do “Acordo sobre Algoritmos de Plataforma e Regras Trabalhistas da J&T Express (Rede Completa) 2025”. Segundo a companhia, trata-se do primeiro acordo nacional de negociação algorítmica no setor de entregas expressas.

A iniciativa abrange mais de 290 mil trabalhadores e tem foco em proteção salarial, desenvolvimento de carreira e transparência algorítmica. O tema ganhou relevância global com a expansão de plataformas digitais que usam algoritmos para distribuir tarefas, medir produtividade e definir incentivos.

A negociação algorítmica busca estabelecer parâmetros mais claros sobre como sistemas automatizados afetam a rotina de trabalhadores. Em logística, esses sistemas podem determinar rotas, metas, pontuação, prioridade de pedidos e remuneração variável.

Ao incluir o tema em seu relatório ESG, a J&T Express sinaliza preocupação com a governança de novos modelos de trabalho. O desafio será demonstrar, na prática, que a automação da gestão operacional não reduz direitos, previsibilidade de renda ou segurança dos trabalhadores.

Treinamentos crescem e alcançam 1,4 milhão de participantes

A J&T Express também informou avanço na capacitação de colaboradores. Em 2025, o número de cursos disponíveis na plataforma global da companhia cresceu 60%, enquanto as horas de treinamento aumentaram 2,8 vezes.

Na área de segurança, foram realizadas mais de 27 mil sessões de treinamento, com mais de 1,4 milhão de participantes. O volume mostra a escala da operação e a necessidade de padronização em processos críticos.

Em logística, treinamentos de segurança têm impacto direto sobre acidentes, qualidade do serviço, conformidade regulatória e continuidade operacional. Motoristas, operadores de centros de distribuição e entregadores estão expostos a riscos distintos, que exigem protocolos específicos.

O desenvolvimento de talentos também está ligado à retenção de mão de obra. Em mercados com alta rotatividade, empresas de entrega precisam investir em capacitação, carreira e condições de trabalho para reduzir perdas operacionais e preservar qualidade.

Empresa amplia ações sociais em áreas rurais e desastres

No eixo de responsabilidade social, a J&T Express destacou iniciativas em revitalização rural, educação e assistência pós-desastres.

Em Chongqing, na China, a empresa utilizou drones pela primeira vez para coleta e transporte de laranjas em regiões montanhosas. Segundo a companhia, cada unidade tem capacidade de até 10 mil quilos por dia, reduzindo custos para produtores locais.

Na Tailândia, a empresa firmou parceria com o Departamento de Extensão Agrícola para oferecer serviços logísticos voltados a frutas frescas. A iniciativa busca facilitar a circulação de produtos agrícolas e melhorar o acesso de produtores a mercados consumidores.

A companhia também relatou ações emergenciais em diferentes países. Após um incêndio em Tai Po, Hong Kong, a J&T doou HK$ 10 milhões e distribuiu 300 kits de itens essenciais. Após enchentes na Indonésia, fretou voos para transportar 13 toneladas de suprimentos às áreas afetadas.

Essas ações reforçam o papel da logística em momentos de crise. Empresas com capilaridade regional e capacidade de transporte podem atuar de forma relevante na entrega de suprimentos, especialmente em áreas afetadas por desastres naturais.

Compliance global inclui anticorrupção e cadeia de suprimentos

Na governança, a J&T Express afirmou ter aprimorado seu sistema global de compliance, coordenado pela sede e executado localmente. O foco inclui combate à corrupção, concorrência justa e conformidade na cadeia de suprimentos.

Durante o período, a companhia realizou treinamentos sobre prevenção à lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e anticorrupção para diretores e alta liderança, alcançando 100% de cobertura. Também capacitou mais de 89 mil participantes em temas de integridade.

A governança global é um ponto sensível para empresas que operam em múltiplos países. Diferenças regulatórias, relações com fornecedores, práticas locais de contratação e exposição a riscos políticos exigem controles internos robustos.

A J&T Express afirma ter ampliado requisitos de compliance para toda a cadeia. Essa medida é relevante porque riscos de corrupção, trabalho irregular, falhas ambientais e práticas anticoncorrenciais podem ocorrer não apenas dentro da companhia, mas também em fornecedores, parceiros e operadores terceirizados.

ESG vira ferramenta de competitividade logística

O CFO da J&T Express, Dylan Tey, afirmou que o ESG deixou de ser apenas um conceito dentro da rede logística global da companhia e passou a se traduzir em capacidades operacionais concretas. Segundo ele, a empresa avançou em transporte de baixo carbono e na governança de novos modelos de trabalho.

A fala reflete uma tendência no setor: sustentabilidade deixou de ser apenas reputação corporativa e passou a integrar eficiência, redução de custos, acesso a clientes e mitigação de riscos.

Empresas de comércio eletrônico, varejo e indústria passaram a exigir de operadores logísticos indicadores ambientais e sociais mais consistentes. Em contratos globais, métricas de emissões, segurança, compliance e uso de tecnologia podem influenciar a escolha de fornecedores.

Para a J&T Express, a expansão global aumenta a pressão por transparência. Operações em diferentes mercados exigem consistência entre discurso ESG, práticas locais e indicadores verificáveis.

J&T Express tenta alinhar expansão global a exigências ESG

O Relatório ESG de 2025 mostra uma J&T Express em processo de adaptação a novas exigências operacionais, ambientais e trabalhistas. A companhia combina expansão tecnológica, automação, frota de menor emissão, embalagens reutilizáveis e governança de algoritmos para sustentar sua rede global.

O desafio será converter esses avanços em resultados mensuráveis e recorrentes. No setor logístico, a escala da operação pode ampliar ganhos de eficiência, mas também aumenta complexidade ambiental, regulatória e social.

A companhia apresentou indicadores relevantes, como 1,05 milhão de metros quadrados em parques logísticos próprios, mais de 1.000 veículos autônomos em operação, 38,27 milhões de sacos reutilizáveis e 3,33 bilhões de usos acumulados. Também reforçou compromissos em compliance, anticorrupção e treinamento.

Com a pressão crescente por cadeias de suprimentos mais sustentáveis, o relatório posiciona a J&T Express (1519.HK) no debate sobre como empresas globais de entrega podem combinar crescimento, tecnologia e responsabilidade socioambiental. A avaliação do mercado dependerá da capacidade da companhia de manter transparência, reduzir emissões e demonstrar impacto concreto em sua operação global.

Tags: 1519.HKanticorrupçãoBig Datacomplianceembalagens reutilizáveisEmpresasESGfrota elétricaGNLgovernança corporativaInteligência ArtificialJ&T ExpressLogísticalogística inteligenteveículos autônomos

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Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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