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Silveira diz que PL dos minerais críticos afirma soberania do Brasil

Ministro de Minas e Energia defende texto aprovado pela Câmara e afirma que governo buscará preservar no Senado medidas para agregar valor à cadeia mineral brasileira

por Carlos Menezes - Repórter de Política
07/05/2026 às 17h32 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h20
em Política, Destaque, Notícias
Silveira Diz Que Pl Dos Minerais Críticos Afirma Soberania Do Brasil - Gazeta Mercantil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, que o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados para criar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos representa uma afirmação da soberania brasileira sobre recursos considerados essenciais para a transição energética, a indústria de defesa, a produção de fertilizantes e o desenvolvimento tecnológico. O texto, relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), seguirá agora para análise do Senado.

A proposta aprovada pelos deputados cria regras de governança, incentivos e instrumentos de política pública para estimular pesquisa, extração, beneficiamento e industrialização de minerais considerados críticos ou estratégicos. O projeto também prevê mecanismos de rastreabilidade, certificação ambiental, financiamento, inovação e definição periódica das substâncias enquadradas nessas categorias.

Silveira elogiou o parecer de Arnaldo Jardim e afirmou que o Ministério de Minas e Energia atuará no Senado para preservar as medidas aprovadas na Câmara. Segundo o ministro, o texto busca alinhar a exploração mineral aos interesses nacionais e evitar que o Brasil permaneça apenas como exportador de matéria-prima bruta.

Câmara aprova marco para minerais críticos e estratégicos

O projeto de lei 2.780/2024 cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta define minerais críticos como aqueles cuja disponibilidade pode estar em risco em razão de limitações na cadeia de suprimento e cuja escassez poderia afetar setores prioritários da economia nacional, como transição energética, segurança alimentar e segurança nacional.

O texto também institui o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral. Esse comitê terá a função de definir quais substâncias serão enquadradas como minerais críticos ou estratégicos, considerando critérios econômicos, industriais, tecnológicos, ambientais e de segurança nacional.

A aprovação na Câmara ocorreu em meio ao aumento da disputa global por minerais usados em tecnologias de baixo carbono, equipamentos eletrônicos, baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, sistemas de defesa e cadeias de semicondutores.

A pauta ganhou peso estratégico porque países industrializados têm buscado reduzir dependência de fornecedores concentrados em poucos mercados, especialmente em cadeias dominadas pela China. Nesse contexto, o Brasil tenta se posicionar não apenas como detentor de reservas, mas como potencial participante da etapa industrial da cadeia.

Governo quer preservar texto no Senado

Alexandre Silveira afirmou que o governo trabalhou junto ao relator Arnaldo Jardim para que a exploração mineral estivesse alinhada aos interesses nacionais. O ministro disse que a próxima etapa será buscar a aprovação do projeto no Senado preservando os avanços considerados fundamentais pelo Ministério de Minas e Energia.

A fala indica que o governo pretende evitar uma desidratação do texto na tramitação seguinte. O Senado poderá manter, alterar ou rejeitar trechos aprovados pela Câmara. Caso haja mudanças, a proposta poderá voltar à análise dos deputados.

O interesse do Executivo está ligado à tentativa de estruturar uma política de Estado para recursos minerais considerados estratégicos. O governo avalia que o Brasil precisa usar suas reservas como base para atrair investimento, desenvolver tecnologia e ampliar a capacidade de processamento e transformação dentro do país.

Para Silveira, a proposta sinaliza que o Brasil não pretende ocupar apenas o papel de exportador de minério bruto. A ambição declarada é avançar na agregação de valor, na industrialização e na inovação associada à cadeia mineral.

Texto prevê incentivos, fundo garantidor e rastreabilidade

O PL aprovado pela Câmara estabelece instrumentos para estimular projetos ligados a minerais críticos e estratégicos. Entre eles estão incentivos fiscais e financeiros, mecanismos de certificação ambiental, rastreabilidade da produção mineral e criação de um Fundo Garantidor da Atividade Mineral.

O fundo terá a função de servir como garantia em operações de crédito para novos investidores. A intenção é reduzir riscos de financiamento em projetos de mineração e beneficiamento, sobretudo em setores que exigem capital intensivo, tecnologia e prazos longos de maturação.

O projeto também determina que empresas do setor invistam parte da receita em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Esse ponto busca estimular a criação de conhecimento técnico no país e reduzir a dependência de tecnologia estrangeira em etapas mais sofisticadas da cadeia.

A rastreabilidade e a certificação ambiental aparecem como elementos centrais em um mercado global cada vez mais sensível a critérios de sustentabilidade. Minerais críticos usados na transição energética também são cobrados por padrões de origem, impacto socioambiental, governança e responsabilidade na cadeia de fornecimento.

Minerais críticos entram na disputa global por tecnologia

Minerais críticos e estratégicos ganharam relevância global porque são insumos fundamentais para setores que definem competitividade industrial e segurança econômica. Lítio, níquel, cobalto, cobre, grafite e terras raras estão entre os recursos mais citados em políticas industriais voltadas à transição energética e à digitalização da economia.

O lítio é usado em baterias de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. O níquel e o cobalto também têm papel relevante em baterias e ligas industriais. O cobre é essencial para redes elétricas, equipamentos industriais e infraestrutura de energia. As terras raras são usadas em ímãs de alta performance, motores elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos, equipamentos médicos e sistemas de defesa.

A concentração da oferta em poucos países aumenta o risco geopolítico. Em momentos de tensão internacional, restrições comerciais, guerras ou interrupções logísticas, a disponibilidade desses minerais pode afetar cadeias industriais inteiras.

Por isso, países têm criado estratégias nacionais para garantir acesso, diversificar fornecedores, formar estoques, financiar projetos e desenvolver capacidade de processamento. O PL brasileiro se insere nesse movimento.

Brasil quer deixar papel de exportador de matéria-prima

Silveira afirmou que as riquezas minerais do país devem servir prioritariamente aos interesses do povo brasileiro, à modernização da economia e à soberania nacional. A declaração reforça uma diretriz que tem ganhado espaço no governo: ampliar a industrialização associada aos recursos naturais.

Historicamente, o Brasil tem posição relevante na exportação de commodities minerais, mas participa menos das etapas de maior valor agregado. O desafio é transformar reservas em cadeias produtivas mais completas, com processamento, refino, tecnologia, componentes industriais e produtos finais.

Esse movimento exige investimentos em infraestrutura, energia, logística, licenciamento, pesquisa geológica, segurança jurídica, capacitação técnica e financiamento. Também depende de coordenação entre União, estados, empresas, universidades, agências reguladoras e órgãos ambientais.

A política de minerais críticos tenta criar um arcabouço institucional para essa coordenação. Ao estabelecer prioridades, incentivos e governança, o governo busca dar previsibilidade ao setor e orientar investimentos privados para segmentos considerados estratégicos.

Terras raras reforçam peso geopolítico da proposta

As terras raras ocupam lugar central no debate. O grupo reúne 17 elementos químicos usados em tecnologias avançadas, incluindo ímãs permanentes, motores elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, sistemas de comunicação e aplicações militares.

O Brasil detém uma das maiores reservas conhecidas de terras raras do mundo, atrás apenas da China, segundo o texto-base. Essa condição dá ao país uma vantagem potencial, mas ainda limitada pela baixa capacidade de processamento e pela necessidade de investimentos em tecnologia.

A simples existência de reservas não garante liderança industrial. A etapa mais complexa está na separação, purificação e transformação desses elementos em insumos de alto desempenho. Essa cadeia exige conhecimento técnico, escala, controle ambiental e mercados compradores.

O projeto aprovado pela Câmara busca justamente criar instrumentos para que o país avance nessas etapas. A intenção é evitar que os minerais sejam exportados com baixa agregação de valor e retornem ao Brasil na forma de componentes ou produtos industriais mais caros.

Setor mineral vê oportunidade, mas cobra segurança regulatória

A aprovação do projeto foi recebida por entidades do setor mineral como avanço regulatório. O Instituto Brasileiro de Mineração avaliou positivamente a proposta e classificou o texto como uma boa prática na regulação, segundo cobertura do Correio Braziliense.

Para o setor privado, a criação de uma política nacional pode trazer previsibilidade e sinalizar prioridades do Estado. No entanto, empresas tendem a acompanhar com atenção a regulamentação futura, especialmente pontos ligados a incentivos, exigências de investimento, rastreabilidade, critérios de enquadramento e eventuais mecanismos de controle sobre exportações.

Parte relevante do alcance da política ainda dependerá de regulamentação pelo Executivo, conforme análise da CNN Brasil. O substitutivo aprovado retirou a ideia de anuência prévia do governo e adotou mecanismo de homologação via triagem, mantendo instrumentos para induzir agregação de valor e monitorar exportações.

Esse equilíbrio será decisivo. Regras muito rígidas podem afastar investimentos. Regras muito frouxas podem manter o país apenas como fornecedor de matéria-prima. O desafio é criar uma política industrial capaz de estimular valor agregado sem comprometer competitividade.

Projeto conecta mineração, indústria e defesa nacional

A proposta também aproxima mineração de temas como indústria, defesa, tecnologia e segurança nacional. Ao classificar determinados recursos como críticos ou estratégicos, o Estado passa a tratá-los não apenas como commodities, mas como ativos de política econômica e geopolítica.

Essa mudança de enquadramento acompanha uma tendência internacional. Estados Unidos, União Europeia, China, Canadá e Austrália têm ampliado políticas para minerais críticos porque esses insumos sustentam cadeias sensíveis, como baterias, eletrônica, inteligência artificial, armamentos, satélites e energia limpa.

Para o Brasil, o tema também tem conexão com fertilizantes. A dependência externa nesse setor é considerada vulnerabilidade estratégica, especialmente em momentos de guerra, sanções, restrições comerciais ou choques logísticos.

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos pode, portanto, influenciar diferentes setores da economia. Seu impacto não ficará restrito às mineradoras. Também poderá alcançar indústria automotiva, energia renovável, defesa, agronegócio, química, tecnologia e infraestrutura.

Tramitação no Senado definirá alcance da nova política mineral

Com a aprovação na Câmara, o projeto entra em uma etapa decisiva no Senado. A Casa poderá preservar o texto aprovado pelos deputados ou promover mudanças em pontos sensíveis, como governança, incentivos, fundo garantidor, critérios de classificação e instrumentos de agregação de valor.

O Ministério de Minas e Energia já sinalizou que atuará para manter as medidas consideradas essenciais. A articulação do governo será acompanhada por empresas do setor, parlamentares de estados mineradores, entidades industriais, ambientalistas e investidores.

A aprovação final do marco poderá dar ao Brasil uma política formal para minerais críticos em um momento de disputa internacional por cadeias de suprimento. O efeito concreto, porém, dependerá da regulamentação, da capacidade de execução e da atração de investimentos para processamento e industrialização no país.

A fala de Alexandre Silveira explicita a aposta do governo: transformar reservas minerais em instrumento de política industrial, inovação e soberania econômica. A votação no Senado definirá até onde essa estratégia será preservada.

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Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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