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FMI projeta Brasil como a 8ª maior economia do mundo até 2030

Relatório do FMI aponta avanço do PIB brasileiro para US$ 3,2 trilhões, enquanto EUA e China seguem na liderança global.

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
08/05/2026 às 13h49 - Atualizado em 14/05/2026 às 22h08
em Economia, Destaque, Notícias
Fmi Projeta Brasil Como A 8ª Maior Economia Do Mundo Até 2030-Gazeta Mercantil

O Brasil deve voltar ao grupo das dez maiores economias do mundo até 2030, segundo projeções divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no relatório World Economic Outlook. A estimativa aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcançará cerca de US$ 3,2 trilhões nos próximos cinco anos, movimento que colocaria o país na oitava posição do ranking global, acima de economias tradicionais como Itália e Canadá.

O levantamento do FMI indica que os Estados Unidos devem permanecer como a maior economia do planeta ao fim da década, com PIB estimado entre US$ 32 trilhões e US$ 37 trilhões. A China seguirá na segunda colocação, com projeção de US$ 26,05 trilhões, enquanto Alemanha e Índia aparecem praticamente empatadas na disputa pela terceira posição.

A nova projeção recoloca o Brasil no centro das discussões sobre crescimento global em meio à reorganização das cadeias produtivas, à disputa geopolítica entre Estados Unidos e China e à busca de investidores internacionais por mercados emergentes capazes de ampliar participação na economia mundial.

O relatório também reforça a expectativa de que as economias emergentes continuarão concentrando parcela relevante da expansão global ao longo desta década, embora países desenvolvidos mantenham liderança em tamanho absoluto de PIB.

Estados Unidos mantêm liderança global, mas China terá maior expansão absoluta

De acordo com o FMI, os Estados Unidos continuarão ocupando a liderança da economia mundial em 2030, sustentados pelo peso do consumo doméstico, pela força do setor financeiro e pela predominância das gigantes de tecnologia.

A projeção coloca o PIB americano em até US$ 37,68 trilhões ao fim da década, consolidando o país como principal centro econômico global mesmo diante do avanço chinês.

A China, por sua vez, deve alcançar US$ 26,05 trilhões em PIB nominal até 2030. Embora permaneça na segunda colocação do ranking, o país asiático deverá registrar o maior ganho absoluto de riqueza entre todas as economias analisadas pelo FMI.

Segundo as estimativas, a economia chinesa deve adicionar aproximadamente US$ 5,7 trilhões em PIB entre 2026 e 2030. Nos Estados Unidos, o crescimento previsto é de cerca de US$ 5 trilhões no mesmo intervalo.

O desempenho esperado para a China reflete a continuidade da expansão industrial, os investimentos em tecnologia, infraestrutura e inteligência artificial, além do fortalecimento do mercado interno chinês.

Ainda assim, o FMI avalia que desafios estruturais, como o envelhecimento populacional, a desaceleração do setor imobiliário e o aumento do endividamento corporativo, devem limitar uma aproximação mais acelerada em relação ao tamanho da economia americana.

Índia se aproxima da Alemanha e amplia peso entre emergentes

A Índia aparece como um dos principais destaques do relatório do FMI.

O país deve atingir US$ 6,17 trilhões em PIB até 2030, praticamente empatado com a Alemanha, projetada em US$ 6,18 trilhões.

O avanço indiano reflete o crescimento demográfico, a expansão do consumo doméstico e o aumento da industrialização do país, além da migração de investimentos internacionais para cadeias produtivas alternativas à China.

Nos últimos anos, grandes empresas globais ampliaram operações industriais na Índia em busca de diversificação geográfica e redução da dependência chinesa, movimento que ganhou força após as tensões comerciais entre Washington e Pequim.

O FMI também aponta que Índia, China e Estados Unidos responderão, juntos, por quase metade de toda a expansão econômica global até o fim da década.

Além dessas três economias, o relatório destaca Reino Unido, Alemanha, Japão, Indonésia, Brasil e Canadá entre os principais contribuintes para o crescimento do PIB mundial.

Coletivamente, os dez países mais relevantes do ranking deverão responder por 66,5% de toda a expansão econômica global projetada até 2030.

Brasil deve subir da 11ª para a 8ª posição no ranking mundial

No caso brasileiro, a projeção do FMI aponta crescimento de aproximadamente US$ 560 bilhões no PIB até 2030.

O avanço levaria o Brasil da atual 11ª colocação para a oitava posição entre as maiores economias do mundo.

A estimativa é interpretada por economistas como um sinal de recuperação relativa do peso brasileiro na economia internacional após anos de crescimento moderado, instabilidade fiscal e perda de competitividade industrial.

O desempenho projetado também ocorre em um momento de maior interesse global por mercados emergentes ligados à produção de alimentos, energia, minerais críticos e biocombustíveis — segmentos nos quais o Brasil possui forte participação.

A expansão brasileira prevista pelo FMI está associada à expectativa de continuidade da demanda internacional por commodities, ao fortalecimento do agronegócio, à ampliação da produção energética e ao crescimento de setores ligados à transição energética.

Ao mesmo tempo, analistas observam que o potencial de avanço do Brasil dependerá da capacidade de o país ampliar investimentos, melhorar produtividade e manter estabilidade macroeconômica nos próximos anos.

Questões ligadas ao equilíbrio fiscal, trajetória da dívida pública, juros estruturais elevados e reformas econômicas continuam sendo apontadas pelo mercado como fatores determinantes para o crescimento sustentado do país.

Crescimento global deve continuar concentrado em grandes economias

Embora mercados emergentes ampliem participação na economia mundial, o relatório do FMI mostra que o crescimento continuará concentrado nas grandes potências econômicas.

Estados Unidos, China, Alemanha, Índia, Reino Unido e Japão seguem dominando a maior parte da atividade global em valores absolutos.

A projeção reforça uma tendência observada nas últimas décadas: mesmo com avanço de economias emergentes, os países desenvolvidos continuam concentrando elevada capacidade financeira, tecnológica e industrial.

No caso europeu, Alemanha, Reino Unido e França permanecem entre os maiores PIBs globais, apesar do crescimento econômico mais moderado em comparação aos emergentes asiáticos.

O Japão, por sua vez, segue entre as maiores economias do planeta mesmo enfrentando desafios demográficos e baixa expansão populacional.

A Indonésia aparece entre os países emergentes com maior potencial de avanço ao longo da próxima década, impulsionada pelo crescimento populacional e pela relevância estratégica no mercado global de minerais críticos utilizados em baterias e transição energética.

Economias menores terão crescimento proporcional mais acelerado

O FMI também destaca que os maiores crescimentos percentuais de PIB deverão ocorrer em economias menores, sobretudo em países africanos e da América do Sul.

Entre os destaques estão Suriname, Malawi e Etiópia.

O Suriname, por exemplo, deverá ampliar sua economia em aproximadamente 137% até 2030, adicionando US$ 6,7 bilhões ao PIB atual estimado em US$ 4,9 bilhões.

Embora esses países tenham participação reduzida no PIB global, o crescimento proporcional elevado evidencia o potencial de expansão de economias emergentes ligadas à exploração de recursos naturais, investimentos externos e desenvolvimento de infraestrutura.

Especialistas observam, porém, que crescimento percentual elevado em países de base econômica reduzida não necessariamente representa aumento significativo de influência global.

Ainda assim, esses mercados podem ganhar relevância regional e atrair maior atenção de investidores internacionais nos próximos anos.

Projeções reforçam disputa geopolítica por crescimento e investimentos

As projeções do FMI também ampliam a leitura sobre a reorganização geopolítica da economia mundial ao longo desta década.

A manutenção da liderança americana, o avanço contínuo da China e a ascensão da Índia consolidam um cenário de competição crescente por cadeias produtivas, inovação tecnológica, energia e influência comercial.

Nesse contexto, o Brasil aparece como uma das principais economias emergentes com potencial de ampliar protagonismo internacional, especialmente em setores ligados a alimentos, mineração, energia renovável e exportações agrícolas.

O avanço previsto pelo FMI pode fortalecer o peso brasileiro em negociações multilaterais, acordos comerciais e fluxos internacionais de investimento.

Ao mesmo tempo, economistas destacam que a posição do Brasil no ranking global dependerá da capacidade de sustentar crescimento de longo prazo em um ambiente internacional marcado por juros elevados, tensões geopolíticas e desaceleração econômica em mercados relevantes.

Retorno do Brasil ao top 10 recoloca país no radar global

A projeção do Fundo Monetário Internacional de que o Brasil voltará ao grupo das dez maiores economias do mundo até 2030 recoloca o país no radar de investidores e organismos internacionais em meio à disputa global por crescimento e capital.

O avanço previsto para a oitava posição ocorre em um cenário de reorganização econômica global liderada por Estados Unidos, China e Índia, enquanto economias emergentes buscam ampliar participação nas cadeias produtivas internacionais.

Para o mercado, o desafio brasileiro continuará sendo transformar o potencial de expansão em crescimento sustentado, aumento de produtividade e maior capacidade de atração de investimentos nos próximos anos.

Tags: BrasilChinaCrescimento EconômicoEconomiaeconomia globalEstados UnidosFMIÍndiamaiores economias do mundoPIBWorld Economic Outlook

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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