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Wall Street sobe com EUA e China no radar; S&P 500 e Nasdaq batem recordes

Bolsas de Nova York avançam com expectativa sobre reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, alta de tecnologia e dados de varejo nos EUA

por Camila Braga - Repórter de Economia
14/05/2026 às 13h28
em Mercados, Destaque, Notícias
Wall Street Sobe Com Eua E China No Radar; S&Amp;P 500 E Nasdaq Batem Recordes - Gazeta Mercantil

Wall Street abriu em alta nesta quinta-feira (14), com S&P 500 e Nasdaq em novos recordes, à medida que investidores acompanham as negociações entre Estados Unidos e China e a força das ações de tecnologia. O Dow Jones também voltou a superar os 50 mil pontos, impulsionado pela alta da Cisco (CSCO), enquanto Nvidia (NVDA), Boeing (BA) e dados de varejo dos EUA reforçaram o apetite por risco.

Logo após a abertura, o Dow Jones subia 0,63%, aos 50.004,34 pontos. O S&P 500 avançava 0,34%, aos 7.469,81 pontos, no maior nível nominal histórico. O Nasdaq ganhava 0,30%, aos 26.481,46 pontos, também no maior patamar nominal da história.

A alta ocorre em meio à viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, onde se reúne com o presidente chinês, Xi Jinping. O encontro recolocou a pauta comercial no centro dos mercados globais e reduziu, momentaneamente, o peso das negociações entre Estados Unidos e Irã no radar dos investidores.

O avanço de Wall Street também reflete a expectativa de que Pequim amplie compras de produtos e serviços americanos, incluindo aeronaves da Boeing (BA), além de possível flexibilização no comércio de semicondutores avançados. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse esperar uma grande encomenda chinesa de aviões da Boeing durante a visita de Trump a Pequim.

S&P 500 e Nasdaq renovam máximas em Nova York

A abertura positiva consolidou mais uma sessão de força para as bolsas americanas. O S&P 500 e o Nasdaq ultrapassaram novas máximas nominais, sustentados principalmente por ações de tecnologia, semicondutores e companhias ligadas à inteligência artificial.

O movimento ocorre depois de uma sequência de ganhos em Wall Street, com investidores voltando a assumir risco mesmo diante de juros elevados e incertezas geopolíticas. Na véspera, S&P 500 e Nasdaq já haviam fechado em recordes, impulsionados por ações ligadas à inteligência artificial e pela recuperação de fabricantes de chips.

O Dow Jones também ganhou força e retomou o nível de 50 mil pontos. O índice foi beneficiado pelo salto das ações da Cisco (CSCO), que avançavam cerca de 15% após balanço corporativo e anúncio de corte de aproximadamente 4 mil empregos.

A reação positiva à Cisco (CSCO) reforça a leitura de que investidores seguem premiando empresas com disciplina de custos, geração de caixa e capacidade de preservar margens. O movimento também ajudou a ampliar a alta para além das megacaps de tecnologia.

EUA e China dominam o radar dos investidores

As negociações entre Estados Unidos e China foram o principal vetor externo para o mercado nesta quinta-feira. A visita de Trump a Pequim é acompanhada de perto porque pode abrir espaço para acordos comerciais, encomendas industriais e ajustes em restrições tecnológicas.

Segundo Bessent, Washington busca ampliar exportações americanas para a China, incluindo aeronaves, energia, produtos agrícolas e investimentos chineses em setores considerados não sensíveis nos Estados Unidos. A discussão também inclui a criação de estruturas bilaterais para tratar de comércio e investimentos entre os dois países.

A Boeing (BA) apareceu entre os destaques da sessão. A expectativa de uma grande encomenda chinesa impulsionou as ações da fabricante, já que contratos de aeronaves costumam ter impacto relevante sobre a carteira de pedidos e sobre a percepção de demanda global do setor.

Posteriormente, Trump afirmou que a China concordou em comprar 200 aeronaves da Boeing, em um anúncio que reforça a tentativa de reequilibrar a relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Apesar do tom positivo, o encontro também ocorre em meio a temas sensíveis. Taiwan, exportação de chips, tarifas, segurança tecnológica e influência geopolítica seguem como pontos de tensão entre Washington e Pequim.

Nvidia volta ao centro do rali de tecnologia

A Nvidia (NVDA) continuou no centro das atenções em Wall Street. Na véspera, as ações da companhia avançaram mais de 2%, levando a empresa a atingir valor de mercado de US$ 5,5 trilhões.

O presidente-executivo da Nvidia (NVDA), Jensen Huang, integra a comitiva de Trump na China, movimento visto pelo mercado como sinal de que semicondutores e inteligência artificial estão entre os temas estratégicos da negociação bilateral.

Segundo informações de mercado atribuídas à Reuters, os Estados Unidos autorizaram cerca de dez empresas chinesas a comprar o chip H200 da Nvidia (NVDA), embora nenhuma entrega tenha sido realizada até o momento. A presença de Huang na viagem reforçou a expectativa de avanço nas tratativas sobre a venda desses semicondutores.

A eventual liberação de chips H200 para empresas chinesas é relevante porque o tema está no centro da disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Washington tenta preservar sua liderança em inteligência artificial, enquanto Pequim busca reduzir restrições ao acesso a componentes avançados.

Para os investidores, qualquer sinal de flexibilização controlada pode beneficiar fabricantes de chips, fornecedores de infraestrutura de data centers e empresas ligadas à cadeia global de inteligência artificial.

Varejo dos EUA cresce 0,5% em abril

Além da pauta geopolítica, Wall Street também reagiu a dados econômicos dos Estados Unidos. As vendas no varejo subiram 0,5% em abril, depois de avanço revisado para baixo de 1,6% em março, segundo o Departamento do Comércio.

O resultado veio em linha com a expectativa de economistas consultados pela Reuters. O dado reforça a leitura de que o consumo americano segue resiliente, embora em ritmo mais moderado do que no mês anterior.

As vendas no varejo são acompanhadas de perto porque o consumo representa a maior parte da economia dos Estados Unidos. Um desempenho positivo tende a sustentar projeções de crescimento, mas também pode manter cautela em relação à inflação.

A leitura de abril mostrou que parte da alta foi influenciada por preços mais elevados, especialmente em itens ligados a energia. Isso mantém a atenção do mercado sobre o impacto dos combustíveis e de outros custos no comportamento do consumidor americano.

Pedidos de auxílio-desemprego sobem, mas mercado de trabalho segue estável

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentaram em 12 mil, para 211 mil, na semana encerrada em 9 de maio, segundo o Departamento do Trabalho. O número ficou acima da projeção de 205 mil pedidos, mas ainda indica um mercado de trabalho relativamente estável.

A leitura foi recebida sem alterar de forma significativa a percepção dos investidores sobre a economia americana. O dado mostra alguma moderação, mas não sugere deterioração forte do emprego.

Para Wall Street, essa combinação segue favorável no curto prazo. A economia americana mostra sinais de desaceleração gradual, mas não de ruptura. Ao mesmo tempo, o consumo permanece positivo, o que sustenta expectativas para lucros corporativos.

O ponto de atenção continua sendo o Federal Reserve. Se consumo, emprego e preços permanecerem firmes, o banco central americano pode manter juros altos por mais tempo, limitando parte do potencial de alta das bolsas.

Juros do Fed seguem no radar, mas não travam rali

As expectativas para a política monetária dos Estados Unidos continuam no centro das decisões de investidores. A ferramenta FedWatch, do CME Group, passou a indicar que as apostas para aumento de juros pelo Federal Reserve foram deslocadas de março para abril de 2027, segundo dados citados pelo mercado.

A leitura predominante é que o Fed deve manter uma postura cautelosa enquanto avalia inflação, consumo, mercado de trabalho e impactos geopolíticos sobre energia e cadeias globais.

Mesmo com juros elevados, as ações americanas seguem sustentadas por lucros corporativos, avanço da inteligência artificial e expectativa de melhora nas relações comerciais entre Estados Unidos e China.

Esse ambiente favorece empresas com crescimento elevado, margens fortes e liderança em setores estratégicos. Por isso, tecnologia, semicondutores e infraestrutura de inteligência artificial seguem liderando o movimento de alta.

Wall Street mantém rali com tecnologia e comércio global

A sessão desta quinta-feira reforça a combinação que tem sustentado Wall Street em 2026: força das ações de tecnologia, otimismo com inteligência artificial, consumo ainda resistente e expectativa de avanços comerciais entre Estados Unidos e China.

O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping trouxe de volta a possibilidade de acordos bilaterais capazes de beneficiar empresas americanas, como Boeing (BA) e Nvidia (NVDA). Ao mesmo tempo, dados de varejo e emprego mostraram que a economia dos Estados Unidos continua em expansão, ainda que com sinais de moderação.

Com S&P 500 e Nasdaq em novas máximas, investidores passam a observar se as negociações em Pequim produzirão resultados concretos ou se o rali recente será seguido por realização de lucros.

Por ora, Wall Street segue em trajetória positiva, sustentada pela leitura de que tecnologia, comércio global e consumo americano ainda oferecem suporte aos principais índices de Nova York.

Tags: BoeingChinaCiscoDonald TrumpDow JonesEstados UnidosFederal Reservejuros nos EUAmercadosNasdaqNVDANvidiaS&P 500varejo dos EUAWall StreetXi Jinping

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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