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PEC do fim da escala 6×1 avança na Câmara com jornada de 40 horas e punição a empresas

Relatório prevê mudança em três pontos da Constituição, criação da escala 5x2 e veto à redução salarial durante transição.

por Daniel Wicker - Repórter
15/05/2026 às 14h27
em Trabalho, Destaque, Notícias
Câmara Dos Deputados

Divulgação/Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 deve alterar três pontos da Constituição Federal e estabelecer regras de transição para parte dos setores econômicos, segundo informações antecipadas pelo relator da matéria na comissão especial da Câmara dos Deputados, deputado Leo Prates. A proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, amplia o descanso remunerado para dois dias por semana e prevê punições para empresas que reduzirem salários durante a implementação do novo modelo trabalhista.

A votação do parecer está prevista para o fim de maio. O relatório deve ser apresentado em 20 de maio, com análise na comissão especial marcada para 26 de maio e votação no plenário da Câmara no dia seguinte. O debate ocorre em meio à pressão de centrais sindicais, movimentos ligados ao fim da escala 6×1 e setores políticos alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto em discussão busca consolidar um acordo político entre integrantes do governo federal, lideranças da Câmara e parlamentares da base aliada para substituir as propostas originais que defendiam jornadas de 36 horas semanais e escalas de quatro dias de trabalho por três de descanso. O desenho atual reduz a resistência do setor empresarial e tenta ampliar as chances de aprovação da PEC no Congresso Nacional.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses após mobilizações nas redes sociais, atos sindicais e pressão de movimentos trabalhistas que defendem redução da carga horária sem corte salarial. O tema também passou a ocupar espaço relevante na agenda econômica e política do governo federal, sobretudo diante da tentativa do Planalto de fortalecer pautas ligadas ao mercado de trabalho e à renda.

Relator confirma mudanças em três artigos da Constituição

Segundo o deputado Leo Prates, o relatório da PEC deve alterar diretamente dispositivos do artigo 7º da Constituição Federal, responsável por definir direitos trabalhistas. O principal ponto envolve a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.

A nova redação proposta prevê “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta semanais”, mantendo a possibilidade de compensação de horários mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

A mudança busca estabelecer um novo teto constitucional para a jornada sem obrigar empresas que já operam abaixo das 40 horas semanais a modificar contratos vigentes. A estratégia reduz o impacto imediato em determinados segmentos econômicos e tenta evitar insegurança jurídica na implementação da nova regra.

Outro ponto central da proposta envolve o descanso semanal remunerado. Atualmente, a Constituição assegura um repouso semanal, preferencialmente aos domingos. O texto em elaboração pretende incluir a previsão de dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Na prática, a medida institucionaliza o modelo 5×2 como padrão constitucional para trabalhadores urbanos e rurais.

O terceiro eixo da PEC trata da proteção salarial. O relator afirmou que o texto deve incluir vedação expressa à redução de salários durante a adaptação das empresas ao novo regime de jornada.

Caso sejam criadas regras de transição para setores específicos, companhias que reduzirem remunerações poderão perder benefícios ou flexibilizações previstos no período de adaptação.

Governo tenta construir modelo intermediário para reduzir resistência empresarial

A proposta em negociação representa um meio-termo entre as PECs apresentadas anteriormente no Congresso e o projeto de lei enviado pelo governo federal. O Planalto trabalha para evitar desgaste com o setor produtivo ao mesmo tempo em que tenta atender demandas de trabalhadores e sindicatos.

As PECs apresentadas pela deputada Erika Hilton e pelo deputado Reginaldo Lopes defendiam jornada de 36 horas semanais. O texto ligado à parlamentar do PSOL também previa a adoção da escala 4×3.

Nos bastidores, integrantes da equipe econômica e lideranças políticas passaram a avaliar que uma redução mais ampla da carga horária encontraria forte resistência no Congresso e no setor empresarial, especialmente em áreas intensivas em mão de obra, como comércio, serviços, logística e indústria.

Por isso, o governo passou a apoiar uma alternativa considerada mais gradual: jornada de 40 horas semanais, manutenção da escala 5×2 e preservação da negociação coletiva para setores específicos.

O Ministério do Trabalho também defende que detalhes operacionais sejam tratados em projeto de lei complementar ou ordinário, evitando excesso de rigidez constitucional.

O próprio relator afirmou que a intenção é produzir “uma PEC mais enxuta”, transferindo discussões específicas para legislação infraconstitucional e acordos coletivos.

Setores produtivos monitoram impacto sobre custos e produtividade

A tramitação da PEC do fim da escala 6×1 passou a ser acompanhada com atenção por empresários, associações comerciais e investidores. O receio do setor produtivo envolve principalmente o aumento do custo operacional e a necessidade de contratação adicional de funcionários para recompor jornadas.

Empresas do varejo, supermercados, alimentação, hotelaria, saúde e transporte estão entre as mais expostas ao impacto potencial das mudanças. Esses segmentos operam com jornadas contínuas, funcionamento em fins de semana e grande dependência de escalas rotativas.

Representantes empresariais avaliam que a redução da jornada sem corte salarial pode pressionar margens operacionais, elevar despesas trabalhistas e afetar preços ao consumidor.

Por outro lado, defensores da proposta argumentam que jornadas menores podem elevar produtividade, reduzir afastamentos por questões de saúde mental e estimular geração de empregos formais.

O debate também envolve efeitos macroeconômicos. Parlamentares favoráveis à proposta sustentam que trabalhadores com maior tempo livre tendem a ampliar consumo, lazer e circulação de renda na economia.

Já críticos alertam para possíveis impactos inflacionários e aumento de custos para pequenas e médias empresas.

Projeto do governo mantém negociações coletivas e regimes especiais

Além da PEC, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei para regulamentar pontos específicos da jornada de trabalho. O texto altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legislações especiais.

O projeto prevê manutenção de regimes diferenciados, como a escala 12×36, desde que a média semanal respeite o limite de 40 horas.

A proposta também preserva negociações coletivas para compensação de jornada, definição de folgas e organização de escalas conforme peculiaridades de cada atividade econômica.

Entre as categorias abrangidas estão trabalhadores do comércio, profissionais da saúde, aeronautas, atletas profissionais, radialistas e empregados domésticos.

O governo tenta evitar conflito direto com setores que dependem de jornadas especiais ou funcionamento contínuo. Por isso, parte das regras poderá variar conforme acordos firmados entre empresas e sindicatos.

A manutenção da negociação coletiva é considerada peça central da estratégia política do governo para reduzir resistência de empresários e ampliar apoio parlamentar à proposta.

Congresso acelera tramitação após pressão sindical e debate nas redes

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou dimensão nacional após mobilizações impulsionadas por movimentos trabalhistas e campanhas digitais ligadas ao grupo Vida Além do Trabalho (VAT).

Atos realizados no Dia do Trabalhador e audiências públicas organizadas pela Câmara passaram a pressionar parlamentares a acelerar a tramitação da proposta.

Nos bastidores do Congresso, líderes partidários avaliam que o tema possui forte apelo popular e pode influenciar o debate eleitoral de 2026, especialmente entre trabalhadores jovens e categorias urbanas.

Ao mesmo tempo, há preocupação entre parlamentares de centro e representantes da bancada empresarial sobre possíveis efeitos econômicos negativos caso a transição seja considerada abrupta.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, participa das negociações para construção de um texto que reúna apoio suficiente para aprovação em dois turnos.

Por se tratar de PEC, a proposta exige ao menos 308 votos favoráveis na Câmara e 49 no Senado em cada turno de votação.

A articulação política do governo busca consolidar apoio entre partidos do Centrão e reduzir resistência de setores ligados ao empresariado.

Debate sobre escala 6×1 amplia disputa política e econômica no Congresso

A tramitação da PEC do fim da escala 6×1 ocorre em um ambiente de disputa entre interesses econômicos, pressão sindical e articulação política no Congresso Nacional.

A proposta passou a ser tratada pelo governo como uma agenda estratégica para a área trabalhista, ao lado de iniciativas voltadas à renda, formalização de empregos e fortalecimento do consumo interno.

Parlamentares da oposição e representantes do setor produtivo devem tentar incluir mecanismos de flexibilização, prazos maiores de adaptação e regras diferenciadas para determinados segmentos econômicos.

Já movimentos sindicais pressionam para que o texto preserve a redução da jornada sem perdas salariais e impeça acordos considerados prejudiciais aos trabalhadores.

A expectativa no mercado é de que as discussões avancem ao longo das próximas semanas com forte impacto político, econômico e institucional, especialmente em setores intensivos em mão de obra e nas negociações entre governo, Congresso e empresários.

Tags: Câmara dos DeputadosCLTCongresso Nacionalescala 6x1governo LulaHugo Mottajornada de trabalhojornada semanalLeo PratesPEC da escala 6×1trabalhadorestrabalho

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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