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IPC-S sobe 0,66% em maio, com pressão de habitação e despesas diversas

Indicador da FGV IBRE acumula alta de 4,17% em 12 meses; queda em Transportes ajudou a conter avanço maior da inflação ao consumidor

por Camila Braga - Repórter de Economia
18/05/2026 às 11h35
em Economia, Destaque, Notícias
Ipc-S Sobe 0,66% Em Maio, Com Pressão De Habitação E Despesas Diversas - Gazeta Mercantil

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal, o IPC-S, subiu 0,66% na segunda quadrissemana de maio de 2026, informou nesta segunda-feira (18) a Fundação Getulio Vargas Instituto Brasileiro de Economia, a FGV IBRE. O indicador acumula alta de 4,17% em 12 meses e mostra que a inflação ao consumidor voltou a ganhar força no curto prazo, apesar da perda de ritmo em metade dos grupos de despesas pesquisados.

A leitura da segunda quadrissemana de maio aponta uma inflação ainda irregular, com alívio relevante em Transportes, desaceleração em Alimentação e Saúde, mas avanço mais forte em Habitação e Despesas Diversas. O resultado indica que a pressão sobre o custo de vida permanece concentrada em itens relevantes do orçamento das famílias, mesmo sem alta disseminada por todos os componentes do índice.

O IPC-S é acompanhado por economistas, empresas e agentes do mercado financeiro por oferecer uma leitura frequente da evolução dos preços ao consumidor. Embora tenha metodologia própria, o indicador ajuda a captar movimentos de curto prazo em despesas essenciais, como moradia, alimentação, transporte, saúde e serviços.

Transportes caem e evitam pressão maior sobre o índice

O principal ponto de alívio no IPC-S veio do grupo Transportes, cuja taxa passou de alta de 0,63% na primeira quadrissemana de maio para queda de 0,15% na segunda leitura do mês. A virada do grupo para o campo negativo foi decisiva para conter uma aceleração mais intensa do índice geral.

Transportes costuma ter peso importante na leitura da inflação porque reúne itens que afetam diretamente o consumidor e também a dinâmica de custos da economia. Combustíveis, tarifas, transporte público, manutenção de veículos e serviços ligados à mobilidade influenciam o orçamento doméstico e podem ter efeitos indiretos sobre outros preços.

Na segunda quadrissemana de maio, porém, o grupo atuou como fator de contenção. A mudança de alta para queda reduziu a pressão sobre o IPC-S e compensou, em parte, a aceleração observada em Habitação e Despesas Diversas.

Esse comportamento também ajuda a explicar por que o índice geral subiu, mas sem uma pressão uniforme entre as oito classes de despesas. A inflação medida pela FGV IBRE avançou, porém a composição interna mostra movimentos divergentes entre os principais grupos.

Alimentação segue pressionada, mas perde ritmo

O grupo Alimentação também desacelerou, embora tenha permanecido em patamar elevado. A taxa passou de 1,40% na primeira quadrissemana de maio para 1,35% na segunda quadrissemana. A perda de força foi limitada, mas relevante por se tratar de um dos componentes mais sensíveis para a percepção de inflação das famílias.

A alimentação pesa de forma mais intensa no orçamento dos consumidores de menor renda, que destinam parcela maior da renda mensal à compra de alimentos. Por isso, mesmo pequenas variações nesse grupo costumam ter efeito direto sobre o poder de compra.

A alta de 1,35% mostra que os alimentos continuaram pressionando o IPC-S, ainda que em ritmo ligeiramente menor. Esse movimento impede uma leitura mais confortável do indicador, porque a alimentação permanece entre os grupos com maior variação no período.

A desaceleração, no entanto, contribuiu para limitar o avanço do índice cheio. Ao lado de Transportes, Saúde e Educação, o grupo ajudou a reduzir parte da pressão inflacionária observada em outros segmentos da cesta de consumo.

Saúde e educação também desaceleram

Saúde e Cuidados Pessoais passou de alta de 1,08% para 0,87% entre a primeira e a segunda quadrissemana de maio. O grupo perdeu força, mas ainda registrou avanço relevante, o que mantém atenção sobre despesas com medicamentos, planos, serviços médicos e itens de cuidados pessoais.

Esse tipo de despesa tem impacto particular sobre as famílias porque, em muitos casos, não pode ser adiado ou substituído com facilidade. Quando os preços ligados à saúde sobem, o consumidor tende a ter menor margem de ajuste no orçamento.

Educação, Leitura e Recreação também perdeu força, ainda que de maneira marginal. A taxa passou de 0,31% para 0,30%. O movimento indica estabilidade relativa do grupo na passagem entre as duas leituras de maio.

Com isso, quatro das oito classes de despesas que compõem o IPC-S desaceleraram no período: Transportes, Alimentação, Saúde e Cuidados Pessoais e Educação, Leitura e Recreação. O dado mostra que a alta do índice geral não decorreu de pressão generalizada, mas de avanços mais concentrados em determinados segmentos.

Habitação acelera e amplia custo recorrente das famílias

Na direção oposta, o grupo Habitação acelerou de 0,59% para 0,85% na segunda quadrissemana de maio. O avanço foi um dos principais vetores de pressão sobre o IPC-S no período.

Habitação é um grupo especialmente relevante porque reúne despesas recorrentes e essenciais, associadas ao uso e à manutenção do domicílio. Aluguel, condomínio, tarifas residenciais e serviços ligados à moradia costumam ter impacto direto no orçamento mensal.

Quando esse grupo acelera, a inflação tende a ser percebida de forma mais persistente pelas famílias. Diferentemente de gastos eventuais, despesas de moradia têm baixa flexibilidade e ocupam parte fixa da renda de consumidores e trabalhadores.

A alta de Habitação também tem importância para a leitura macroeconômica. Pressões nesse grupo podem dificultar uma desaceleração mais consistente da inflação, sobretudo quando ocorrem simultaneamente a aumentos em alimentos ou serviços.

No resultado da segunda quadrissemana de maio, Habitação neutralizou parte do alívio vindo de Transportes. A combinação explica a alta de 0,66% do IPC-S, mesmo com desaceleração em metade das classes pesquisadas.

Despesas Diversas têm uma das maiores acelerações

Despesas Diversas foi outro destaque de pressão no indicador. A taxa passou de 0,07% na primeira quadrissemana de maio para 0,88% na segunda leitura. A aceleração foi uma das mais expressivas entre os grupos informados pela FGV IBRE.

O grupo reúne itens variados do consumo das famílias e pode capturar movimentos pontuais de preços em bens e serviços de menor peso individual, mas que, somados, influenciam o resultado agregado.

A alta de Despesas Diversas reforça a leitura de uma inflação heterogênea. Enquanto Transportes recuou e Alimentação perdeu ritmo, outros componentes avançaram o suficiente para manter o IPC-S em alta relevante.

Vestuário também passou a contribuir positivamente para o índice. O grupo saiu de queda de 0,01% para alta de 0,09%. Comunicação, por sua vez, avançou de estabilidade para 0,06%.

Embora Vestuário e Comunicação tenham registrado variações mais moderadas, os dois grupos contribuíram para a composição final do indicador. O avanço simultâneo desses segmentos mostra que a pressão inflacionária não ficou restrita a Habitação e Despesas Diversas, ainda que esses dois grupos tenham sido os principais pontos de aceleração.

Alta de 4,17% em 12 meses mantém inflação no radar

Com o resultado da segunda quadrissemana de maio, o IPC-S acumula alta de 4,17% em 12 meses. A variação anualizada mantém a inflação ao consumidor no radar de analistas, empresas e formuladores de política econômica.

A inflação acumulada em 12 meses é relevante porque oferece uma leitura menos sujeita a oscilações pontuais. No caso do IPC-S, o resultado mostra que os preços ao consumidor ainda avançam em ritmo que exige acompanhamento, especialmente diante de pressões em grupos essenciais.

Para as famílias, o avanço do índice representa perda de poder de compra quando a renda não acompanha a mesma velocidade dos preços. O impacto tende a ser maior quando as altas se concentram em alimentação, moradia, saúde e outros itens de difícil substituição.

Para empresas, a inflação influencia custos operacionais, reajustes de contratos, definição de preços e planejamento de margens. Setores mais dependentes de consumo doméstico também acompanham esses indicadores para avaliar a capacidade de gasto das famílias.

No mercado financeiro, leituras de inflação como a do IPC-S entram no conjunto de dados usados para formar expectativas sobre juros, atividade econômica e comportamento da renda. Resultados mais pressionados podem reforçar cautela, enquanto desacelerações em grupos importantes ajudam a moderar projeções.

Composição do IPC-S mostra quadro misto em maio

A segunda quadrissemana de maio mostrou uma composição dividida. Quatro grupos desaceleraram, enquanto outros quatro ganharam força. Essa distribuição indica que a inflação ao consumidor não se espalhou de maneira uniforme, mas segue presente em componentes relevantes da cesta.

Transportes foi o principal amortecedor do índice, ao passar de alta para queda. Alimentação e Saúde também contribuíram para reduzir a pressão, ainda que continuem em patamar elevado. Educação, Leitura e Recreação ficou praticamente estável.

Do outro lado, Habitação e Despesas Diversas responderam pela maior parte da aceleração. Vestuário e Comunicação tiveram avanço mais discreto, mas também passaram a pressionar o resultado.

Esse quadro exige leitura cuidadosa. Uma desaceleração em grupos importantes pode não ser suficiente para produzir queda no índice cheio quando outros segmentos avançam com intensidade. Ao mesmo tempo, altas concentradas não significam necessariamente disseminação ampla da inflação.

No caso do IPC-S de maio, o resultado sugere que a trajetória dos preços permanece instável. O alívio em Transportes foi relevante, mas não bastou para impedir a alta do indicador geral.

Indicador reforça atenção sobre custo de vida

O avanço de 0,66% do IPC-S na segunda quadrissemana de maio reforça a atenção sobre o custo de vida no país. A inflação medida pela FGV IBRE segue influenciada por movimentos divergentes entre os principais grupos de despesa, o que torna a leitura do índice mais complexa.

A pressão de Habitação é especialmente relevante por envolver gastos recorrentes. Já a alta de Despesas Diversas indica que itens de consumo variado também ganharam força no período. A alimentação, embora tenha desacelerado, continua em nível elevado.

O comportamento dos transportes será decisivo nas próximas leituras. Caso o grupo mantenha trajetória de alívio, pode continuar ajudando a conter o índice. Se voltar a acelerar, a pressão sobre o IPC-S tende a aumentar, principalmente se Habitação e Alimentação permanecerem em patamares altos.

A leitura da FGV IBRE também será acompanhada em conjunto com outros indicadores de inflação. Para economistas, a composição dos índices importa tanto quanto o resultado cheio, porque ajuda a identificar se a pressão está concentrada ou se começa a se espalhar por diferentes grupos de consumo.

Pressão em moradia e serviços mantém inflação sob observação

O resultado da segunda quadrissemana de maio mostra que a inflação ao consumidor continua exigindo monitoramento. O IPC-S subiu 0,66%, acumulou alta de 4,17% em 12 meses e teve como principal característica a divergência entre grupos que aliviaram e grupos que pressionaram o índice.

A queda em Transportes impediu avanço maior, mas a aceleração de Habitação e Despesas Diversas manteve o indicador em terreno pressionado. Alimentação e Saúde perderam força, mas continuaram com variações relevantes para o orçamento das famílias.

Com esse desenho, o índice da FGV IBRE reforça que a inflação segue concentrada em despesas de impacto direto no custo de vida. A evolução de moradia, alimentos e transportes continuará sendo determinante para avaliar se os preços ao consumidor terão acomodação mais consistente nas próximas leituras.

Tags: alimentaçãoEconomiaFGV IBREhabitaçãoindicadores econômicosinflaçãoInflação 2026IPC-Spreços ao consumidorTransportes

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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