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Energia elétrica impulsiona alta do IGP-DI de setembro e pressiona inflação no Brasil

Tarifa de eletricidade residencial é o principal fator de pressão, aponta FGV

por Redação
07/10/2025 às 13h23 - Atualizado em 21/11/2025 às 15h25
em Economia, Destaque, Notícias
Energia Elétrica Impulsiona Alta Do Igp-Di De Setembro E Pressiona Inflação No Brasil - Gazeta Mercantil

Energia impulsiona alta do IGP-DI de setembro e reacende alerta inflacionário no Brasil

O IGP-DI de setembro registrou avanço expressivo puxado pela energia elétrica residencial, que teve alta de 10,34% após o fim do desconto nas contas de luz relacionado ao Bônus de Itaipu. O movimento fez com que o índice, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), voltasse a sinalizar aceleração inflacionária no varejo, refletindo o impacto direto dos custos de energia sobre o orçamento das famílias e sobre os preços gerais da economia.

O aumento do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi amplamente influenciado pelo comportamento da tarifa de eletricidade, mas também por outros componentes que pressionaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI). O grupo de Habitação, que concentra o peso da energia elétrica no cálculo, passou de uma variação negativa em agosto (-0,80%) para uma alta de 2,13% em setembro — uma das mais intensas do ano.


IGP-DI de setembro mostra aceleração e reforça preocupação com energia

De acordo com a FGV, a alta do IGP-DI de setembro reflete o esgotamento dos efeitos temporários que haviam reduzido os preços de energia nos meses anteriores. Com o fim do bônus nas contas de luz e a retomada de custos estruturais no setor, o índice voltou a subir, impactando diretamente a inflação ao consumidor.

Além da energia elétrica, houve avanço expressivo em passagens aéreas (18,91%), condomínios residenciais (2,05%), refeições em bares e restaurantes (0,90%) e seguros de veículos (3,33%). Esses aumentos demonstram uma retomada da demanda em setores de serviços e habitação, que já vinham apresentando tendência de recuperação desde o início do segundo semestre.

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter a escalada dos preços. Entre as maiores quedas destacaram-se o tomate (-12,78%), desodorante (-9,17%), perfume (-3,44%), leite longa vida (-1,79%) e batata-inglesa (-6,86%). Mesmo assim, a redução desses itens não foi suficiente para compensar o impacto das altas em energia e transportes.


IPC-DI reverte queda e fecha setembro com alta de 0,65%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que compõe uma das parcelas mais sensíveis do IGP-DI, saiu de uma deflação de 0,44% em agosto para um aumento de 0,65% em setembro. Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa apresentaram taxas de variação mais elevadas, o que demonstra uma difusão maior da inflação entre diferentes setores da economia.

As maiores altas foram registradas em:

  • Habitação: de -0,80% para 2,13%;

  • Educação, leitura e recreação: de -1,79% para 2,00%;

  • Transportes: de -0,24% para 0,30%;

  • Alimentação: de -0,50% para -0,18%;

  • Comunicação: de 0,04% para 0,07%.

Já os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (-0,06%), Vestuário (-0,17%) e Despesas Diversas (-0,13%) tiveram variações mais brandas, ajudando a atenuar o impacto geral.


Núcleo do IPC-DI sobe e mostra tendência de pressão de preços

Outro ponto importante identificado pela FGV foi o aumento do núcleo do IPC-DI, indicador que exclui as variações mais extremas para identificar a tendência subjacente da inflação. Em setembro, o núcleo avançou 0,24%, após alta de 0,20% em agosto.

O índice de difusão — que mede a proporção de itens com aumento de preços — caiu levemente, de 59,35% em agosto para 54,19% em setembro. Isso indica que, embora o número de itens em alta tenha diminuído, os aumentos registrados foram mais intensos e concentrados, especialmente nos grupos de energia e serviços.

No acumulado de 2025, o núcleo do IPC-DI já apresenta alta de 3,41%, enquanto em 12 meses a variação chega a 4,41%, sinalizando uma inflação persistente em componentes estruturais.


Energia elétrica é o vilão do IGP-DI e preocupa economistas

A energia elétrica se tornou o principal fator de preocupação entre analistas de mercado. A alta de 10,34% nas tarifas residenciais não apenas elevou o custo direto das famílias, mas também pressiona cadeias produtivas que dependem fortemente de energia, como indústria, comércio e serviços.

O efeito é duplo: aumenta o custo operacional das empresas e reduz o poder de compra da população, dificultando a desaceleração dos preços no curto prazo. Segundo especialistas do setor elétrico, o repasse integral do custo da energia deve continuar nos próximos meses, o que pode manter o IGP-DI pressionado até o fim do ano.

O impacto da energia sobre o índice geral mostra a importância de políticas de moderação tarifária e investimentos em infraestrutura energética. Com o fim de subsídios temporários como o Bônus de Itaipu, o consumidor volta a sentir no bolso os efeitos da oscilação de custos de geração e transmissão.


Serviços e transportes ampliam o impacto inflacionário

Além da energia, o aumento das passagens aéreas, condomínios e seguros de veículos reforçou o movimento de alta do IGP-DI de setembro. O setor de transportes foi influenciado por reajustes sazonais e aumento de demanda, enquanto o setor de serviços manteve tendência de recomposição de margens após meses de estabilidade.

As refeições fora de casa, que subiram 0,90%, também refletem a retomada da circulação de pessoas em grandes centros urbanos. Embora o ritmo de alta ainda seja controlado, o encarecimento dos serviços prestados tende a manter a inflação de serviços em patamar elevado, mesmo com o arrefecimento dos alimentos.


Itens de alívio: alimentos e higiene pessoal ajudam a conter avanço

Apesar das pressões generalizadas, alguns itens continuaram registrando quedas expressivas de preços em setembro. O destaque foi o tomate, com redução de 12,78%, influenciado pela maior oferta em regiões produtoras e condições climáticas favoráveis.

Produtos de higiene pessoal, como desodorante (-9,17%) e perfume (-3,44%), também contribuíram para segurar a alta do índice. No setor alimentício, leite longa vida (-1,79%) e batata-inglesa (-6,86%) reforçaram o movimento de queda em produtos básicos de consumo.

Essas reduções, contudo, ainda não têm peso suficiente para neutralizar os aumentos em energia e serviços, que respondem por uma fatia muito maior na estrutura de despesas das famílias brasileiras.


Panorama do IGP-DI no ano e perspectivas

Com o resultado de setembro, o IGP-DI acumula alta consistente em 2025, refletindo as pressões vindas de energia, transportes e serviços. Mesmo com alívios pontuais em alimentos, a tendência inflacionária segue preocupante para os próximos meses, especialmente com a expectativa de novas correções tarifárias até o fim do ano.

Economistas alertam que, se o comportamento da energia continuar em alta, o Banco Central poderá enfrentar dificuldades adicionais para manter a trajetória de cortes de juros, já que a inflação ao consumidor tende a ficar mais resistente.

A expectativa é de que o IGP-DI encerre 2025 com alta próxima de 5%, caso não ocorram novos choques de oferta ou reajustes extraordinários de tarifas públicas.

O IGP-DI de setembro confirma um cenário de retomada da inflação no Brasil, com destaque para o papel determinante da energia elétrica. O aumento do custo de vida reflete tanto o fim de subsídios temporários quanto a pressão estrutural sobre serviços e habitação.

A política de moderação tarifária será crucial para impedir que a alta de preços se espalhe ainda mais pelos setores produtivos e comprometa a recuperação do consumo. A próxima divulgação da FGV, referente a outubro, será observada com atenção, pois indicará se o movimento de setembro foi pontual ou o início de uma tendência de alta mais duradoura.

Tags: alta da energiaenergia elétricaFGVIGP-DIIGP-DI de setembroíndice de preços ao consumidorinflaçãoinflação ao consumidortarifa de luztarifas de eletricidade

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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