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Anitta troca o Nubank pelo Mercado Pago e reacende a guerra das fintechs na América Latina

por Redação
22/04/2025 às 18h54 - Atualizado em 27/08/2025 às 09h02
em Negócios, Destaque, Notícias
Anitta Mercado Pago Gazeta Mercantil - Economia

Anitta troca o Nubank pelo Mercado Pago e reacende a guerra das fintechs na América Latina

A movimentação da cantora e empresária sinaliza uma nova fase na disputa entre os gigantes do setor bancário digital

Em um movimento estratégico e simbólico que promete reverberar em todo o ecossistema financeiro da América Latina, Anitta — uma das artistas brasileiras mais influentes da atualidade — deixou oficialmente o Nubank e assumiu o posto de garota-propaganda do Mercado Pago, braço financeiro do Mercado Livre. A ação, além de posicionar a cantora em um novo patamar de protagonismo publicitário, reacende a histórica disputa pela liderança no setor de bancos digitais da região.

Essa transição marca o fim de uma era. Em 2021, às vésperas do IPO do Nubank na Bolsa de Nova York, Anitta foi anunciada como membro do conselho de administração da fintech, representando um passo ousado e inovador da empresa liderada por David Vélez. Em 2022, ela deixou o conselho, mas continuou como embaixadora global da marca. No entanto, em 2025, a artista dá as costas ao roxo do Nubank e abraça com entusiasmo o amarelo e azul vibrantes do Mercado Pago.

Nova campanha publicitária assume tom provocativo

O vídeo de lançamento da nova campanha estrelada por Anitta tem um tom direto e irônico. Em uma linguagem clara e conectada com o público jovem, a cantora afirma que seu antigo relacionamento bancário “não estava rendendo”, sugerindo insatisfação com os serviços prestados pelo Nubank. A fala “vai ficar aí roxo de vontade?” soa como uma provocação direcionada ao antigo parceiro, em uma clara alusão à identidade visual da fintech.

O discurso publicitário da campanha evidencia uma ruptura, mas também um reposicionamento estratégico. A mudança representa mais do que um simples contrato publicitário: simboliza a adesão da estrela à filosofia e aos valores do Mercado Pago, que pretende consolidar sua presença como o banco digital mais relevante da América Latina.

Anitta e sua influência no setor financeiro

Não é de hoje que Anitta demonstra aptidão para os negócios. Ao longo dos últimos anos, a artista expandiu sua atuação além da música, entrando nos universos da publicidade, da moda, da tecnologia e, principalmente, do empreendedorismo. Sua passagem pelo conselho do Nubank teve, à época, um caráter disruptivo. A ideia de trazer diversidade e novos olhares para a administração de uma fintech revolucionária foi elogiada, mas também recebeu críticas por parte de investidores mais tradicionais.

Durante o período em que esteve ligada ao Nubank, Anitta chegou a ser associada ao sucesso do IPO da empresa não apenas na NYSE, mas também à abertura de capital na B3, via BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Apesar de não ocupar um cargo estratégico no novo banco digital, ela afirma que agora sua voz será mais ouvida, e que encontrou no Mercado Pago um ambiente onde pode influenciar decisões, mesmo que informalmente.

Mercado Pago investe pesado para liderar o setor

O anúncio de Anitta como rosto oficial do Mercado Pago é apenas uma das frentes de um projeto ambicioso. O grupo Mercado Livre anunciou que irá investir R$ 34 bilhões no Brasil em 2025, com foco majoritário na expansão de sua fintech. Atualmente, o Mercado Pago opera em oito países da América Latina e já conta com mais de 61 milhões de usuários únicos.

No Brasil, a empresa se consolida como um dos maiores bancos digitais, com crescimento de ativos sob gestão de 111% em apenas um ano e um faturamento estimado em R$ 24 bilhões. Os executivos da companhia são claros ao afirmar: o objetivo é ser o banco digital número um da América Latina.

De acordo com André Chaves, líder do Mercado Pago no Brasil, a empresa ainda está “começando” e pretende dobrar suas apostas, especialmente mirando usuários de bancos tradicionais que ainda não migraram para o universo digital.

Reacende a guerra das fintechs

A rivalidade entre Nubank e Mercado Pago não é recente, mas ganhou novos contornos com o anúncio de Anitta. Ambas disputam a preferência de milhões de clientes com propostas de inovação, rendimento atrativo e desburocratização dos serviços bancários.

Durante os primeiros anos da ascensão das fintechs, o que se viu foi uma verdadeira corrida por diferenciação. Contas digitais com rendimento diário, ausência de tarifas, serviços rápidos e acessíveis transformaram o mercado bancário. No entanto, com a consolidação dos grandes players, a novidade perdeu força e muitos desses benefícios foram reduzidos ou abandonados.

O Mercado Pago, entretanto, parece disposto a resgatar essa essência. Oferecendo produtos com rendimento entre 105% e 112% do CDI, a empresa quer conquistar quem sente falta das antigas “contas rendeiras. A estratégia visa não apenas aumentar a base de usuários, mas também fidelizar um público que busca rentabilidade e praticidade.

Nubank ainda lidera, mas precisa reagir

Mesmo com os avanços do Mercado Pago, o Nubank permanece como o maior banco digital do mundo em número de clientes, com 114 milhões de usuários espalhados por Brasil, México e Colômbia. A empresa, que revolucionou o sistema bancário tradicional, precisará reinventar suas estratégias para manter a liderança diante da ofensiva do concorrente.

A saída de Anitta, embora simbólica, expõe desafios de comunicação e engajamento com o público jovem — justamente o que a cantora representa tão bem. Enquanto isso, o Mercado Pago aposta alto em marketing e promete não apenas competir, mas liderar uma nova etapa na bancarização digital da América Latina.

Influência, marketing e poder de marca

A escolha de Anitta Mercado Pago não é apenas uma jogada publicitária. É uma declaração clara de intenções: o Mercado Pago quer mais que market share, quer ser a marca preferida entre os jovens, os empreendedores e os consumidores digitais. A aliança com uma figura influente, carismática e conectada como Anitta sinaliza uma guinada na forma de comunicar e impactar.

Pethra Ferraz, VP de Marketing do Mercado Pago, resume bem a proposta: “Queremos a voz, a influência e as ideias dela. É efetivamente isso que estamos buscando. Não é sobre cargos e nomes. É sobre conexão e impacto cultural.”

Um novo capítulo para as fintechs

A presença de Anitta no Mercado Pago promete inaugurar um novo ciclo de disputas no setor bancário digital. Mais do que rivalidade entre empresas, o momento sinaliza um amadurecimento do mercado e uma revalorização do papel do marketing e da experiência do usuário na construção de marcas financeiras relevantes.

A guerra das fintechs 2.0 está oficialmente declarada — e tem como protagonistas duas das maiores empresas digitais da América Latina e uma das celebridades mais influentes do país.

Tags: Anitta Mercado Pagobanco digital 2025banco digital América Latinacontas rendeirasfintechs 2025fintechs brasileirasguerra das fintechsMercado LivrenegóciosNubankNubank IPO

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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