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Home Política

Ato de Bolsonaro na Paulista Tem Menor Público Desde 2022 e Mira Congresso em 2026

por Redação
30/06/2025 às 09h43 - Atualizado em 15/05/2026 às 16h49
em Política, Destaque, Notícias
Ato De Bolsonaro Na Paulista Tem Menor Público Desde 2022 E Mira Congresso Em 2026 Gazeta Mercantil

Ato de Bolsonaro na Paulista em 2025 Tem Menor Público Desde o Fim de Seu Governo

Mobilização liderada pelo ex-presidente mostra enfraquecimento da base popular e mudança de estratégia rumo ao Congresso

O ato de Bolsonaro na Paulista, realizado em 29 de junho de 2025, reuniu o menor número de apoiadores desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o cargo em dezembro de 2022. A manifestação foi marcada por discursos políticos, pedidos de anistia para envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 e declarações contundentes sobre as eleições de 2026. Apesar da queda na adesão popular, Bolsonaro demonstrou foco em fortalecer sua influência institucional por meio do Congresso Nacional.

A concentração aconteceu na icônica Avenida Paulista, em São Paulo, mas o que chamou atenção foi a baixa adesão. Segundo levantamento de um grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), aproximadamente 12,4 mil pessoas compareceram ao evento — um número significativamente menor do que as mobilizações anteriores promovidas por apoiadores bolsonaristas desde o fim do mandato do ex-presidente.


Baixa adesão expõe desafios da direita em mobilização popular

O ato de Bolsonaro na Paulista revelou um cenário político distinto daquele observado entre 2018 e 2022. Se antes o ex-presidente mobilizava multidões em manifestações massivas, o esvaziamento do evento de 29 de junho levanta questionamentos sobre o atual fôlego de sua base popular.

Embora ainda mantenha forte presença em setores específicos da sociedade, o bolsonarismo enfrenta desafios crescentes para manter a coesão de sua militância em um contexto marcado por investigações, condenações de aliados e o próprio risco de prisão enfrentado por Bolsonaro.

A baixa adesão também contrasta com o esforço de lideranças políticas ligadas ao ex-presidente para consolidar uma estratégia eleitoral para 2026, na tentativa de retomar o protagonismo político por vias institucionais, especialmente no Congresso Nacional.


Foco no Congresso: Bolsonaro busca força institucional

Durante o ato de Bolsonaro na Paulista, o ex-presidente adotou um discurso voltado à formação de maioria legislativa, mirando as eleições de 2026 como oportunidade de alterar o cenário político do país. A mensagem principal foi clara: mesmo inelegível até 2030, Bolsonaro deseja controlar o Congresso Nacional como forma de interferir diretamente na condução do governo e nos rumos do Judiciário.

Ao pedir 50% da Câmara dos Deputados e 50% do Senado em 2026, o ex-presidente deixou claro seu plano de consolidar uma força política capaz de alterar o equilíbrio entre os poderes, promovendo pautas conservadoras e resistindo à influência do Executivo e do Supremo Tribunal Federal (STF).


Possível influência sobre pedidos de impeachment

Com uma eventual maioria no Senado, a base bolsonarista pretende, segundo o próprio Bolsonaro e seus aliados, impulsionar pedidos de impeachment contra ministros do STF, sendo Alexandre de Moraes o principal alvo. Moraes é relator dos inquéritos que investigam os atos de 8 de janeiro de 2023, nos quais Bolsonaro figura como suspeito por tentativa de golpe de Estado.

A estratégia de confrontação com o Judiciário é antiga no discurso bolsonarista, mas ganha novo peso diante da iminência do julgamento que pode levar o ex-presidente à prisão ainda em 2025.


Tarcísio de Freitas e a projeção para 2026

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apareceu como o principal nome do bolsonarismo com viabilidade eleitoral para 2026. Ao lado de Bolsonaro, Tarcísio incentivou o público a entoar palavras de ordem como “Fora PT” e “Volta, Bolsonaro”, em um claro aceno à militância de direita e ao eleitorado conservador.

Cotado para liderar a chapa presidencial da direita, o governador paulista reforçou a necessidade de pacificação nacional e reiterou apoio aos simpatizantes condenados pelos atos antidemocráticos de 2023.


Presença discreta de outros governadores aliados

Diferentemente de Tarcísio, outros governadores de estados importantes compareceram ao ato de Bolsonaro na Paulista, mas optaram por não discursar. Estiveram presentes Romeu Zema (Minas Gerais), Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Jorginho Mello (Santa Catarina), todos alinhados ideologicamente ao ex-presidente.

A ausência de falas dessas lideranças pode ser interpretada como sinal de cautela diante do desgaste de Bolsonaro e da baixa adesão popular ao evento. Mesmo mantendo proximidade com o ex-presidente, os governadores demonstram prudência ao evitar vinculação explícita a pautas mais radicais do bolsonarismo neste momento.


Bolsonaro desafia a esquerda e ignora público reduzido

Apesar da expressiva redução no número de participantes, Bolsonaro reagiu com indiferença ao esvaziamento do ato. Em discurso inflamado, desafiou seus adversários políticos a promoverem manifestações de proporções semelhantes: “Faço um desafio à esquerda de colocar nas ruas um terço da quantidade de gente que nós colocamos”, afirmou.

A postura de confronto revela que, mesmo com restrições legais e ameaças judiciais, o ex-presidente segue apostando em discursos polarizadores para manter sua base mobilizada e presente nas redes sociais, onde ainda detém forte engajamento.


Inelegível e ameaçado de prisão: os próximos passos de Bolsonaro

Bolsonaro foi declarado inelegível até 2030, o que o impede de concorrer a cargos públicos nas próximas eleições. Além disso, ele responde no Supremo Tribunal Federal a acusações graves, incluindo a de tentativa de golpe de Estado, por seu suposto envolvimento na incitação dos ataques de 8 de janeiro.

O julgamento, que deve ser concluído ainda em 2025, poderá agravar sua situação jurídica e impactar diretamente sua capacidade de articulação política, inclusive na formação de alianças e no apoio a candidatos em 2026.

Mesmo diante desse cenário, Bolsonaro tenta se manter como figura central da direita brasileira, transferindo sua força eleitoral para aliados de confiança.


Desmobilização bolsonarista ou mudança de estratégia?

O esvaziamento do ato de Bolsonaro na Paulista pode sinalizar tanto uma desmobilização natural de sua base popular quanto uma mudança de estratégia do grupo político. Ao priorizar o controle do Congresso e focar nas eleições legislativas, Bolsonaro e seus aliados parecem entender que a reconstrução do poder passa, agora, pelo jogo institucional.

A aposta em lideranças como Tarcísio de Freitas também mostra um movimento de transição no comando do bolsonarismo, com foco na longevidade do projeto político e menos dependência da figura central do ex-presidente.


Conclusão: o bolsonarismo em transformação

O ato de Bolsonaro na Paulista representou muito mais do que uma simples manifestação política. Ele simbolizou o início de uma nova fase do bolsonarismo — menos mobilizador nas ruas, mas ainda influente nas urnas e nos bastidores do poder.

Com o ex-presidente fora das disputas eleitorais, o grupo busca consolidar novas lideranças, ampliar sua força legislativa e manter a pressão sobre as instituições democráticas. O desafio agora será manter essa base coesa, evitar a fragmentação e adaptar-se a um cenário político em rápida transformação.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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