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Bancos apostam em ativos alternativos para driblar juros altos e impulsionar rentabilidade em 2025

por Redação
19/10/2025 às 10h55 - Atualizado em 20/10/2025 às 08h03
em Criptomoedas, Destaque, Economia, Notícias
Bancos Apostam Em Ativos Alternativos Para Driblar Juros Altos E Impulsionar Rentabilidade Em 2025 - Gazeta Mercantil

Do ouro ao cripto: bancos ampliam apostas em ativos alternativos para driblar juros altos

O mercado financeiro brasileiro vive uma transformação silenciosa, porém profunda. Com os juros altos persistindo e o crédito tradicional cada vez mais restrito, grandes bancos e gestoras estão ampliando suas apostas em ativos alternativos, que vão desde o ouro até criptoativos, passando por operações de crédito estruturado e investimentos em empresas em dificuldades financeiras — os chamados special situations.

Esse movimento, que já vinha ganhando força nos últimos dois anos, se consolidou em 2025 como uma nova fronteira de rentabilidade e diversificação de portfólio para o sistema bancário brasileiro.


O crescimento dos ativos alternativos no Brasil

O ambiente de Selic elevada e inadimplência corporativa crescente fez com que os bancos buscassem novas estratégias para manter margens atrativas e atender clientes de alta renda com apetite por retorno acima do CDI. Nesse contexto, os ativos alternativos emergem como uma solução eficiente para driblar o impacto dos juros altos e oferecer rentabilidade diferenciada.

A categoria de ativos alternativos engloba desde ouro, criptoativos e fundos imobiliários, até créditos corporativos complexos, ações de empresas privadas (private equity) e operações estruturadas de dívida (special sits). No Brasil, o destaque atual recai sobre o segmento de special situations, que movimenta empresas em reestruturação financeira e projeta retornos anuais superiores a 20%.


O que são os “special sits” e por que estão em alta

O termo “special sits”, abreviação de special situations, descreve operações financeiras estruturadas voltadas para empresas em dificuldades financeiras ou em processo de recuperação judicial. Essas operações envolvem risco elevado, mas também potencial de lucro acima da média.

Entre as principais características dos special sits estão:

  • Investimentos com garantias reais ou participação acionária.

  • Modelos híbridos entre dívida e equity.

  • Operações complexas, como distressed credit, post-M&A e debt-to-equity.

  • Prazos de retorno mais longos e estrutura jurídica sofisticada.

Historicamente, esse tipo de investimento era restrito a gestoras independentes especializadas, como Jive Investments, Starboard, Prisma Capital, Quadra Capital e G5 Partners. Agora, bancos tradicionais como Itaú, BTG Pactual e Bradesco entraram com força nesse mercado, alterando completamente o seu perfil competitivo.


Por que os bancos estão investindo em ativos alternativos

A entrada dos grandes bancos no segmento de ativos alternativos responde a uma combinação de fatores econômicos e estratégicos:

  1. Compressão de margens: o crédito tradicional oferece menos retorno com juros altos e maior risco de inadimplência.

  2. Busca por diversificação: os bancos querem ampliar o mix de produtos para clientes institucionais e de private banking.

  3. Competição com fintechs e FIDCs: novas plataformas financeiras pressionam as margens das instituições tradicionais.

  4. Oportunidade de retorno: ativos ilíquidos e operações especiais podem render entre 20% e 30% ao ano.

Além disso, os bancos estão criando braços especializados em crédito estruturado e reestruturação, muitas vezes em parceria com fundos estrangeiros e consultorias jurídicas. Essa nova postura marca o início de uma institucionalização do mercado de ativos alternativos no Brasil.


Criptoativos e ouro voltam ao radar dos bancos

O interesse bancário por criptoativos e ouro também ganha destaque em 2025. Ambos são vistos como reservas de valor e proteção contra inflação em períodos de instabilidade monetária.

O Bitcoin, por exemplo, já é tratado por alguns bancos como uma classe legítima de investimento alternativo. Plataformas como o BTG Digital Assets e o PicPay Cripto expandem suas ofertas para investidores institucionais.

Já o ouro registrou recorde histórico de US$ 4.100 em meio às tensões entre EUA e China, reforçando seu papel como porto seguro em períodos de incerteza global. Vários bancos brasileiros reativaram ou ampliaram fundos atrelados ao metal precioso, combinando-o com ETFs de commodities e ativos tokenizados.


Consolidação entre gestoras independentes

Com a entrada dos grandes bancos no setor, as gestoras independentes enfrentam um novo ciclo de consolidação. A dificuldade de captação em um ambiente de Selic alta e o aumento da competição impulsionam fusões, aquisições e parcerias estratégicas.

Entre as principais tendências:

  • Fusões para ganhar escala e captar com fundos de pensão e family offices.

  • Venda de carteiras de crédito inadimplente para fundos maiores ou estrangeiros.

  • Plataformas de co-investimento com bancos e gestoras globais.

  • Foco em nichos específicos, como o varejo em recuperação judicial e o setor imobiliário.

O resultado é um mercado mais profissionalizado, com operações juridicamente complexas e um nível elevado de governança e compliance.


Juros altos: um incentivo à inovação financeira

O cenário prolongado de juros altos no Brasil tem restringido o crédito tradicional, forçando pequenas e médias empresas a buscarem fontes alternativas de financiamento. Os ativos alternativos, especialmente os special sits, passaram a suprir essa lacuna com modelos mais flexíveis e personalizados.

Essas operações oferecem:

  • Prazos adaptáveis ao fluxo de caixa da empresa;

  • Modelagem jurídica sob medida;

  • Possibilidade de reestruturação de dívidas;

  • Participação acionária do investidor na retomada do negócio.

Setores como varejo, agronegócio, construção civil e logística estão entre os principais beneficiados por essa modalidade.


Quem investe em ativos alternativos

O perfil do investidor desse mercado é sofisticado e de longo prazo. Os principais players são:

  • Family offices que buscam diversificação e proteção patrimonial.

  • Fundos de pensão e instituições financeiras com metas de retorno absoluto.

  • Investidores estrangeiros, especialmente fundos de private equity focados em emergentes.

Esses investidores entendem que o risco elevado é compensado por retornos potencialmente superiores, com ganhos de 20% a 30% anuais em operações bem-sucedidas de reestruturação.


Desafios e riscos do setor em 2025

Apesar da expansão, o setor de ativos alternativos enfrenta desafios relevantes:

  1. Risco jurídico — muitas operações envolvem litígios complexos e recuperação judicial.

  2. Baixa liquidez — o retorno depende da maturação do ativo, que pode levar anos.

  3. Valorização volátil das garantias — ativos usados como colateral podem perder valor em crises econômicas.

  4. Concorrência internacional — fundos estrangeiros com capital em dólar podem pressionar preços e margens.

Mesmo assim, a tendência de crescimento é clara, com projeções de expansão de dois a três anos impulsionadas pela inovação tecnológica e pela entrada de capital estrangeiro.


Tecnologia e inteligência de dados impulsionam o setor

O uso de inteligência artificial, análise de dados e modelagem preditiva vem revolucionando a avaliação de risco em operações de ativos alternativos. Bancos e gestoras estão integrando essas ferramentas para precificar ativos com maior precisão, reduzir inadimplência e automatizar auditorias de crédito.

Essa evolução tecnológica tem sido decisiva para atrair novos investidores e aumentar a transparência do setor — fatores cruciais para a consolidação desse novo modelo de investimento no Brasil.


O futuro dos ativos alternativos no Brasil

Os ativos alternativos já não são mais um nicho, mas uma parte essencial da estratégia dos bancos e investidores institucionais. Com os juros ainda em patamares elevados e o crédito tradicional limitado, o Brasil vive uma nova era em que ouro, cripto e operações estruturadas coexistem como pilares da rentabilidade financeira.

A expectativa é que, até 2027, o volume sob gestão em ativos alternativos dobre, impulsionado pela entrada de bancos, fintechs e investidores globais. O país se consolida, assim, como um dos principais mercados emergentes para estratégias de investimento não tradicionais, unindo rendimento, inovação e diversificação.

Tags: ativos alternativosbancos e criptoativoscrédito estruturadoCriptomoedasEconomiainvestimentos alternativosjuros altos Brasilmercado financeiro 2025ouro e bitcoinprivate creditreestruturação financeiraspecial sits

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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