O Bank of America (BAC), segundo maior banco dos Estados Unidos em ativos, registrou queda de quase 17% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2026, pressionado por uma penalidade de US$ 1,2 bilhão relacionada a falhas nos sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao desempenho mais fraco das atividades de mercado de capitais. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (14), mostrou lucro de US$ 6,9 bilhões entre julho e setembro, ante US$ 8,3 bilhões no mesmo período do ano passado. A instituição também ficou abaixo das expectativas dos analistas, mesmo depois de excluído o impacto extraordinário da sanção aplicada por autoridades americanas.
A penalidade foi anunciada na terça-feira (13) pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, depois que investigações conduzidas por diferentes órgãos reguladores identificaram deficiências prolongadas nos mecanismos utilizados pelo banco para detectar, investigar e comunicar operações potencialmente ilícitas. Segundo as autoridades, o Bank of America deixou de informar tempestivamente mais de US$ 5 bilhões em transações consideradas suspeitas, incluindo aproximadamente US$ 1 bilhão relacionado a riscos prioritários de financiamento ilícito e segurança nacional. As irregularidades envolveram falhas na supervisão de contas, na identificação de clientes e no acompanhamento de movimentações financeiras internacionais.
A combinação de despesas regulatórias extraordinárias e retração das receitas de banco de investimento provocou uma reação negativa dos investidores. Antes da abertura de Wall Street, as ações do Bank of America recuavam aproximadamente 4%, ampliando as perdas acumuladas no ano. O movimento refletia não apenas o efeito imediato da multa sobre o balanço, mas também a perspectiva de novos gastos para corrigir as deficiências apontadas pelos reguladores, em um momento em que a instituição enfrenta desaceleração nas comissões de operações financeiras e maior pressão competitiva entre os grandes bancos americanos.
Multa reduz lucro por ação e resultado fica abaixo das projeções
O lucro líquido de US$ 6,9 bilhões equivale a uma redução de aproximadamente 16,9% em relação aos US$ 8,3 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2025. O lucro diluído por ação caiu de US$ 1,04 para US$ 0,91, retração de 12,5%. A despesa de US$ 1,2 bilhão relacionada ao acordo regulatório reduziu o resultado por ação em cerca de US$ 0,17, segundo os números apresentados pelo banco e informações compiladas pela Reuters.
Sem o efeito da penalidade, o Bank of America teria registrado lucro ajustado de US$ 1,08 por ação. Ainda assim, o desempenho ficaria abaixo da projeção de US$ 1,10 dos analistas consultados pela LSEG. A diferença indica que a frustração com o balanço não decorreu exclusivamente da sanção extraordinária, mas também de um resultado operacional inferior ao esperado em determinadas áreas de negócios.
A receita total do banco, líquida das despesas com juros, alcançou aproximadamente US$ 30 bilhões no trimestre, abaixo da previsão de US$ 30,58 bilhões considerada pelo mercado. A instituição, sediada em Charlotte, na Carolina do Norte, apresentou dificuldades especialmente nas operações de banco de investimento e negociação de ativos, duas atividades diretamente influenciadas pelo volume de transações realizadas por grandes empresas e investidores institucionais.
A penalidade também possui uma característica relevante para a análise financeira: trata-se de uma despesa não dedutível para fins tributários, conforme as condições do acordo regulatório. Isso significa que o banco não poderá utilizar os pagamentos para reduzir sua base tributável, o que amplia o impacto econômico da sanção quando comparado a despesas operacionais que admitem dedução fiscal.
A dimensão do encargo ajuda a explicar a forte diferença entre o resultado contábil e o lucro ajustado. Entretanto, mesmo desconsiderando a multa, o desempenho inferior às estimativas mostra que a instituição enfrentou dificuldades adicionais em sua operação ao longo do trimestre.
Reguladores identificaram mais de US$ 5 bilhões em transações suspeitas não comunicadas
A investigação mais relevante foi conduzida pela Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN), unidade do Departamento do Tesouro responsável por combater crimes financeiros e supervisionar o cumprimento de obrigações relacionadas à lavagem de dinheiro.
Segundo o comunicado divulgado na terça-feira, o Bank of America deixou de identificar adequadamente e reportar em tempo oportuno mais de US$ 5 bilhões em operações potencialmente suspeitas. Desse total, mais de US$ 1 bilhão estava relacionado a atividades que apresentavam riscos prioritários para o sistema financeiro americano, incluindo movimentações associadas a redes chinesas de lavagem de dinheiro, possíveis operações fraudulentas e fluxos financeiros com conexões à fronteira sudoeste dos Estados Unidos.
O órgão concluiu que os problemas não estavam restritos a falhas pontuais de tecnologia. A investigação apontou deficiências estruturais nos controles internos, no monitoramento automatizado e nos procedimentos de conhecimento dos clientes. Em diferentes situações, o banco deixou de investigar movimentações que apresentavam sinais de alerta, mesmo quando suas equipes de conformidade haviam identificado riscos ou quando informações provenientes de outras instituições indicavam a necessidade de uma análise mais aprofundada.
Pela legislação americana, as instituições financeiras são obrigadas a apresentar relatórios de atividades suspeitas, conhecidos pela sigla SAR, sempre que identificarem operações enquadradas nos critérios estabelecidos pela regulamentação. Esses documentos permitem que autoridades policiais e órgãos de inteligência financeira examinem movimentações que possam envolver lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo, fraudes e outros crimes.
É importante distinguir operações suspeitas de transações cuja origem criminosa tenha sido comprovada. Os US$ 5 bilhões mencionados pelas autoridades representam o volume de movimentações que deveriam ter sido devidamente examinadas ou comunicadas, e não uma conclusão de que todo esse dinheiro tenha sido efetivamente lavado. A infração reconhecida no acordo está relacionada às obrigações de monitoramento e comunicação exigidas das instituições financeiras.
O período principal examinado pela FinCEN compreende acontecimentos ocorridos entre janeiro de 2018 e julho de 2025, segundo o documento administrativo que fundamentou a penalidade. A extensão temporal demonstra que as irregularidades foram identificadas ao longo de vários anos, antes de resultar nas sanções anunciadas nesta semana.
Penalidades envolvem FinCEN, OCC e órgão responsável por sanções internacionais
A atuação regulatória envolveu três autoridades americanas: FinCEN, Office of the Comptroller of the Currency (OCC) e Office of Foreign Assets Control (OFAC). Embora tenham anunciado penalidades distintas, parte dos valores foi compensada entre os órgãos, evitando que o banco pague duas vezes pela mesma parcela das sanções.
A FinCEN aplicou uma multa de US$ 1,2 bilhão pelo descumprimento das obrigações previstas na legislação de combate à lavagem de dinheiro. O OCC, responsável pela supervisão de bancos nacionais nos Estados Unidos, estabeleceu uma penalidade de US$ 750 milhões, a maior já imposta pelo órgão. No acordo, a FinCEN reconheceu integralmente o pagamento devido ao OCC, de modo que o Bank of America deverá destinar US$ 750 milhões a essa autoridade e outros US$ 450 milhões ao Tesouro americano para satisfazer a multa principal.
Separadamente, o OFAC anunciou um acordo de aproximadamente US$ 11,6 milhões relacionado a possíveis violações de programas de sanções econômicas. A apuração envolveu 475 ocorrências identificadas em operações com restrições aplicáveis a países e pessoas submetidos a sanções americanas, incluindo programas relacionados à Rússia, ao Irã e a atividades associadas ao narcotráfico e ao terrorismo internacional.
Consideradas as compensações previstas, as sanções anunciadas pelas autoridades somam pouco mais de US$ 1,21 bilhão. O montante representa a terceira maior penalidade da história do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, enquanto a parcela atribuída ao OCC estabelece um recorde para o órgão supervisor.
A gravidade atribuída ao caso está relacionada tanto à dimensão do Bank of America quanto à persistência das deficiências identificadas. A instituição movimenta grandes volumes de recursos no sistema financeiro internacional e mantém operações com consumidores, empresas, governos e investidores em diferentes países, o que exige controles de monitoramento proporcionais aos riscos de suas atividades.
Banco já havia recebido ordem para corrigir falhas em 2024
As punições anunciadas nesta semana não representam o primeiro alerta regulatório dirigido ao Bank of America sobre problemas em seus mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. Em dezembro de 2024, o OCC já havia emitido uma ordem administrativa determinando que a instituição corrigisse deficiências em seus programas de conformidade, especialmente nos sistemas de identificação de operações suspeitas e nos procedimentos internos de controle.
Segundo o órgão, porém, o banco não avançou suficientemente na implementação das medidas exigidas. A investigação identificou dificuldades persistentes no acompanhamento de movimentações financeiras, treinamento insuficiente de profissionais responsáveis pela prevenção a crimes financeiros e limitações nos processos de auditoria interna. Os reguladores também apontaram situações nas quais operações com características potencialmente suspeitas não foram encaminhadas tempestivamente às equipes encarregadas de avaliar a necessidade de comunicação às autoridades.
Um dos problemas descritos pelo OCC envolveu a supervisão de transações realizadas por instrumentos financeiros e operações comerciais internacionais. As deficiências nos sistemas de monitoramento permitiram que determinadas movimentações não fossem submetidas aos procedimentos automatizados de verificação previstos para operações de maior risco.
A avaliação dos reguladores foi particularmente severa porque a instituição já conhecia parte dessas limitações e vinha discutindo medidas corretivas desde o fim de 2023. Mesmo assim, segundo as autoridades, algumas deficiências continuaram presentes depois da determinação formal de 2024.
No acordo firmado com a FinCEN, o Bank of America reconheceu violações deliberadas às obrigações previstas na legislação americana de sigilo bancário e prevenção à lavagem de dinheiro, conhecida como Bank Secrecy Act. O reconhecimento se refere aos descumprimentos regulatórios descritos no documento e não equivale à admissão de que o próprio banco tenha participado intencionalmente de todas as atividades criminosas suspeitas mencionadas nas investigações.
Acordo exige revisão de operações antigas e fiscalização independente
Além do pagamento da multa, o Bank of America terá de executar um programa de revisão retrospectiva de transações que possam ter escapado de seus mecanismos de monitoramento. A medida, conhecida como lookback, será conduzida com a participação de um consultor independente, sujeito à aprovação da FinCEN, e terá como objetivo identificar operações que deveriam ter sido investigadas ou comunicadas anteriormente.
O trabalho abrangerá atividades realizadas a partir de janeiro de 2022 e deverá considerar diferentes tipos de movimentação, incluindo pagamentos vinculados a cartões de crédito, instrumentos financeiros negociáveis e transferências internacionais associadas a jurisdições consideradas de maior risco. A revisão também poderá alcançar operações que foram inicialmente classificadas pelos sistemas internos como insuficientemente suspeitas para receber análise mais aprofundada.
O acordo prevê ainda avaliações independentes da qualidade dos mecanismos de identificação de clientes, acompanhamento das operações e supervisão de contas correspondentes mantidas para instituições financeiras estrangeiras. A governança dos dados utilizados pelos sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro também será examinada, uma vez que informações incompletas ou incorretas podem comprometer a capacidade de detectar movimentações atípicas.
Essas exigências representam um custo adicional que não está integralmente refletido no valor da multa. A contratação de especialistas, a substituição de sistemas, o aumento da capacidade de monitoramento e a realização de auditorias podem elevar as despesas administrativas por vários trimestres. O encerramento das obrigações regulatórias dependerá da comprovação de que as falhas foram efetivamente corrigidas, conforme os critérios das autoridades responsáveis.
Para os acionistas, a duração desse processo passou a integrar a avaliação dos riscos da companhia. Embora o impacto da multa seja conhecido e tenha sido contabilizado no terceiro trimestre, os gastos futuros de adequação dependem da complexidade das mudanças exigidas e do resultado das avaliações independentes.
Banco de investimento perde receitas e amplia pressão sobre o resultado
A penalidade regulatória coincidiu com uma desaceleração das atividades de mercado de capitais do Bank of America. As receitas provenientes de comissões de banco de investimento caíram 11% no terceiro trimestre, para US$ 1,8 bilhão, enquanto o faturamento relacionado às operações de vendas e negociação de ativos diminuiu 5%, alcançando US$ 5,1 bilhões.
A retração das comissões refletiu um ambiente menos favorável para fusões e aquisições, emissões de ações e outras operações corporativas. A incerteza geopolítica, a volatilidade dos mercados e os custos elevados de financiamento reduziram o ritmo de determinadas transações, afetando as receitas obtidas pelas instituições que atuam na estruturação e execução desses negócios.
O presidente-executivo do Bank of America, Brian Moynihan, já havia sinalizado em setembro que o desempenho das operações de banco de investimento ficaria abaixo das expectativas de mercado. Na ocasião, o executivo indicou que as comissões poderiam recuar pelo menos 10%, em parte porque a instituição não estava suficientemente posicionada em alguns segmentos nos quais houve maior atividade.
O resultado efetivo, com queda de 11%, confirmou a previsão da administração. Dados da Dealogic mostram que o Bank of America passou da terceira para a quarta posição no ranking global de bancos de investimento nos nove primeiros meses de 2026, refletindo uma perda relativa de participação em um mercado altamente competitivo.
A receita de vendas e negociação também ficou abaixo do desempenho do ano anterior, especialmente nas operações de renda fixa, moedas e commodities. Essa área costuma responder às mudanças nas taxas de juros, na volatilidade dos mercados e na demanda dos clientes institucionais por instrumentos de proteção financeira.
O enfraquecimento ocorreu depois de um primeiro semestre mais favorável para diferentes atividades de Wall Street, período no qual os grandes bancos se beneficiaram de movimentos expressivos dos mercados financeiros. No terceiro trimestre, entretanto, as condições se tornaram menos propícias para parte dessas operações, dificultando a compensação do impacto extraordinário da multa com receitas adicionais.
Resultado ajustado mostra desafios além da penalidade
A diferença entre o lucro divulgado e o desempenho ajustado ajuda a separar os problemas extraordinários das condições operacionais enfrentadas pela instituição. O impacto de US$ 0,17 por ação da penalidade explica parcela importante da queda do lucro líquido, mas a exclusão dessa despesa ainda deixa o resultado abaixo do consenso dos analistas.
O lucro ajustado de US$ 1,08 por ação ficou aproximadamente 1,8% abaixo da expectativa de US$ 1,10. Já a receita de US$ 30 bilhões ficou cerca de 1,9% inferior à projeção de US$ 30,58 bilhões. Esses desvios percentuais são relativamente pequenos quando comparados à dimensão do balanço, mas adquirem relevância em uma instituição de grande capitalização, cujo preço das ações incorpora projeções detalhadas de rentabilidade e crescimento.
A redução das comissões de banco de investimento também reforça a dependência de condições favoráveis para a realização de operações corporativas. Ao contrário de determinadas receitas recorrentes de serviços bancários, o faturamento associado a fusões, aquisições e emissões de valores mobiliários pode variar significativamente conforme o calendário de conclusão dos negócios.
Uma transação prevista para determinado trimestre pode ser adiada por questões regulatórias, dificuldades de financiamento ou mudanças nas avaliações das empresas envolvidas. Por isso, o desempenho de um único período não é suficiente para estabelecer uma tendência definitiva para a divisão de banco de investimento.
Ainda assim, a combinação de receitas inferiores às expectativas e aumento dos custos relacionados à conformidade regulatória reduz a margem de manobra da administração para melhorar a rentabilidade no curto prazo. Parte dos recursos que poderiam ser direcionados à expansão comercial ou à modernização de outros serviços deverá continuar sendo utilizada para atender às exigências dos órgãos supervisores.
Ações do Bank of America caem antes da abertura de Wall Street
A reação inicial dos investidores foi negativa. Nas negociações realizadas antes da abertura regular da Bolsa de Nova York, as ações do Bank of America chegaram a recuar aproximadamente 4%, ampliando a desvalorização de 1,9% acumulada desde o início de 2026 até o fechamento anterior.
A cotação no pré-mercado reflete as operações realizadas antes do início da sessão principal e não deve ser confundida com o preço de fechamento do dia. O comportamento definitivo dos papéis dependerá das negociações ao longo desta quarta-feira, quando os investidores poderão avaliar as informações divulgadas pela companhia e eventuais esclarecimentos apresentados pela administração durante a conferência de resultados.
Entre os pontos de atenção estão a capacidade de recuperação das receitas de banco de investimento, a trajetória das despesas operacionais e o prazo necessário para concluir as medidas impostas pelas autoridades reguladoras.
A dimensão da sanção também reacende o debate sobre os custos de supervisão e conformidade enfrentados pelos grandes bancos internacionais. Instituições com operações em diferentes países precisam administrar um número elevado de exigências regulatórias, que abrangem identificação de clientes, prevenção à lavagem de dinheiro, controle de sanções econômicas e monitoramento de pagamentos.
O investimento em sistemas automatizados pode contribuir para reduzir falhas, mas os reguladores americanos deixaram claro, no caso do Bank of America, que a existência de ferramentas tecnológicas não substitui procedimentos eficazes de análise, treinamento profissional e auditoria.
Multa reforça importância dos controles financeiros nos grandes bancos
A penalidade aplicada ao Bank of America ocorre em um momento de maior atenção das autoridades americanas à atuação de instituições financeiras na prevenção a crimes econômicos. O Departamento do Tesouro destacou que bancos de grande porte possuem responsabilidades proporcionais à dimensão de suas operações e aos riscos associados ao trânsito internacional de recursos.
No caso anunciado nesta semana, o foco não está apenas na existência de transações suspeitas, mas na incapacidade da instituição de identificá-las e comunicá-las tempestivamente. O sistema de prevenção à lavagem de dinheiro depende justamente da colaboração entre bancos e autoridades públicas para que movimentações incompatíveis com o perfil dos clientes possam ser examinadas antes que eventuais esquemas financeiros se ampliem.
A conclusão dos reguladores também mostra que problemas de conformidade podem produzir efeitos financeiros relevantes mesmo quando não estão relacionados diretamente ao risco de crédito ou ao desempenho comercial de uma instituição. A multa reduziu o lucro do trimestre, pressionou a percepção dos investidores e obrigou o banco a ampliar o processo de revisão de suas estruturas internas.
Com lucro líquido de US$ 6,9 bilhões e receitas de US$ 30 bilhões no terceiro trimestre, o Bank of America permanece entre as maiores instituições financeiras do mundo. O resultado divulgado nesta quarta-feira, entretanto, evidencia uma combinação desfavorável: a penalidade extraordinária atingiu o balanço justamente quando áreas importantes do banco apresentavam perda de dinamismo.
O desafio da administração será recuperar a rentabilidade das operações de mercado de capitais e, simultaneamente, demonstrar aos reguladores que os problemas identificados ao longo de vários anos foram corrigidos. A capacidade de cumprir essas duas exigências terá influência sobre as despesas futuras, a confiança dos investidores e o desempenho financeiro da instituição nos próximos trimestres.
Fontes
Bank of America — Divulgação oficial dos resultados do terceiro trimestre de 2026, publicada em 14 de outubro.
Bank of America — Informações e documentos de relações com investidores referentes ao período encerrado em 30 de setembro de 2026.
Departamento do Tesouro dos Estados Unidos — Comunicado de 13 de outubro de 2026 sobre as penalidades impostas ao Bank of America.
Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN) — Ordem administrativa nº 2026-03, de 13 de outubro de 2026, com descrição das infrações e exigências de correção.
Office of the Comptroller of the Currency (OCC) — Comunicado nº 2026-89, de 13 de outubro de 2026, sobre a multa de US$ 750 milhões.
Reuters — Reportagens de 13 e 14 de outubro de 2026 sobre as penalidades regulatórias e o balanço trimestral do Bank of America.
LSEG e Dealogic — Estimativas de resultados de analistas e classificação das atividades de banco de investimento, conforme dados publicados pela Reuters.









