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Caso Master: publicitário confirma à PF plano com influenciadores para defender Vorcaro

Thiago Miranda, da Agência Mithi e sócio do Portal Léo Dias, disse em depoimento que contratou influenciadores para atuar em defesa do Banco Master após liquidação pelo Banco Central

por Júlia Campos - Repórter de Política
12/05/2026 às 22h45 - Atualizado em 14/05/2026 às 22h09
em Política, Destaque, Notícias
Caso Master: Publicitário Confirma À Pf Plano Com Influenciadores Para Defender Vorcaro - Gazeta Mercantil

O empresário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi e sócio do Portal Léo Dias, confirmou em depoimento à Polícia Federal, nesta terça-feira, 12 de maio, em Brasília, que estruturou uma ação com influenciadores digitais para defender Daniel Vorcaro e o Banco Master após a liquidação da instituição pelo Banco Central. A oitiva ocorreu no inquérito que apura a contratação de criadores de conteúdo para uma campanha digital relacionada ao caso Master. Segundo informações divulgadas sobre o depoimento, Miranda afirmou ter sido responsável pela contratação de influenciadores e disse que o serviço teria sido apresentado como uma atuação de gestão de crise.

A investigação mira a possível existência de uma estratégia coordenada nas redes sociais para pressionar autoridades e contestar a decisão do Banco Central que levou à liquidação do Banco Master. O episódio ficou conhecido nos bastidores como “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro.

Miranda teria relatado que Vorcaro o procurou para organizar a contratação de influenciadores com grande alcance nas redes. O objetivo, segundo a apuração, seria ampliar a repercussão de conteúdos contrários à liquidação do Banco Master e favoráveis a medidas que pudessem questionar ou reverter a decisão da autoridade monetária.

O publicitário, porém, negou ter atuado em um ataque coordenado contra instituições, especialmente o Banco Central. Segundo versão atribuída à defesa de Miranda, os contratos não previam ataques institucionais, mas a contratação de influenciadores para repercutir conteúdos ligados ao caso.

Depoimento cita contratação de influenciadores

De acordo com informações divulgadas sobre a oitiva, Thiago Miranda confirmou à Polícia Federal que contratou influenciadores digitais para atuar em conteúdos ligados ao Banco Master e a Daniel Vorcaro. A investigação apura se a ação teve o objetivo de atacar o Banco Central e autoridades envolvidas na liquidação da instituição financeira.

Entre os nomes citados no depoimento estariam influenciadores e páginas de grande alcance nas redes sociais, como Marcelo Rennó, Paulo Cardoso, Fofoquei, Alfinetada e Luiz Bacci. Os perfis teriam sido acionados para comentar e compartilhar conteúdos relacionados à liquidação do Banco Master.

Uma das ações mencionadas envolveria a divulgação de reportagem segundo a qual o Tribunal de Contas da União via indícios de precipitação na liquidação do Banco Master e teria dado prazo de 72 horas para o Banco Central se explicar.

O ponto central da apuração é saber se houve uma campanha coordenada, financiada e direcionada para constranger a atuação do Banco Central, pressionar autoridades públicas ou influenciar a percepção da opinião pública sobre a liquidação da instituição.

Banco Central e TCU entram no centro da disputa

A liquidação do Banco Master pelo Banco Central tornou-se um dos principais episódios recentes do sistema financeiro brasileiro. A decisão atingiu a instituição controlada por Daniel Vorcaro e provocou uma série de desdobramentos judiciais, políticos, regulatórios e reputacionais.

Após a liquidação, o caso passou a ser disputado também no campo da comunicação. Segundo a apuração da Polícia Federal, influenciadores teriam sido usados para repercutir argumentos favoráveis ao Banco Master e críticos à atuação do Banco Central.

O Tribunal de Contas da União também entrou no centro do debate porque medidas ou questionamentos no órgão poderiam, na leitura de aliados do banco, criar pressão adicional sobre a autoridade monetária. A divulgação de conteúdos sobre suposta precipitação do Banco Central passou a ser tratada como parte da estratégia de defesa pública de Vorcaro.

O Banco Central, por sua vez, é responsável pela supervisão do sistema financeiro e pela adoção de medidas prudenciais quando identifica riscos em instituições reguladas. Decisões como intervenção, liquidação ou regimes especiais costumam ser tomadas com base em critérios técnicos, mas podem gerar disputas judiciais e políticas.

Diretor do Banco Central teria sido alvo de críticas

Um dos nomes citados como alvo de críticas digitais foi Renato Gomes, diretor de Supervisão do Banco Central. Ele participou do processo técnico que resultou na liquidação do Banco Master e, por isso, passou a ser associado à decisão que encerrou as atividades da instituição.

A investigação deverá apurar se as publicações extrapolaram o campo da opinião e da crítica pública e passaram a configurar uma ação coordenada de intimidação, ataque reputacional ou pressão indevida sobre agentes públicos.

Esse ponto é relevante porque autoridades regulatórias precisam atuar com independência técnica. Campanhas digitais financiadas por interessados diretos em decisões administrativas podem levantar questionamentos sobre tentativa de interferência na atuação de órgãos públicos.

Ao mesmo tempo, os investigados têm direito à ampla defesa, e a apuração ainda precisa demonstrar se houve crime, quem financiou as ações, quais contratos foram firmados, que conteúdos foram encomendados e se houve orientação para ataques pessoais ou institucionais.

Defesa trata ação como gestão de crise

Thiago Miranda afirmou, segundo relatos sobre o depoimento, que sua atuação se limitou à contratação de influenciadores e ao repasse de conteúdos que deveriam ser comentados ou publicados. Ele teria dito que os contratos não previam ataques a instituições.

Essa linha de defesa busca enquadrar a operação como gestão de crise de imagem. Empresas, executivos e instituições em situações de forte exposição pública costumam contratar agências, assessorias e influenciadores para defender versões, divulgar argumentos e tentar conter danos reputacionais.

A fronteira investigada pela Polícia Federal está justamente entre comunicação estratégica e eventual ação abusiva de pressão contra autoridades. A contratação de influenciadores não é, por si só, ilegal. O que pode gerar responsabilização é a existência de pagamentos ocultos, conteúdo enganoso, ataques coordenados, difamação, coação, desinformação ou tentativa de interferir em decisões públicas.

No caso Master, a apuração ganha sensibilidade porque envolve uma instituição financeira liquidada, um ex-controlador investigado, autoridades regulatórias e repercussão sobre o sistema financeiro.

Vorcaro teria mantido contato frequente com publicitário

Segundo informações publicadas sobre a investigação, Thiago Miranda teria mantido contato quase diário com Daniel Vorcaro após o empresário deixar a prisão, em novembro de 2025, depois de ser alvo da Operação Compliance Zero.

Miranda teria se oferecido para ajudar a reverter a crise de imagem de Vorcaro. A Polícia Federal agora busca entender se a atuação contratada permaneceu dentro dos limites de uma estratégia de comunicação ou se avançou para uma campanha organizada contra o Banco Central e seus dirigentes.

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master e a seu grupo de controle. Vorcaro e demais investigados têm direito à defesa, e eventuais responsabilidades dependem da conclusão das investigações e de decisões do Judiciário.

A relação entre crise financeira, comunicação digital e pressão institucional amplia a complexidade do caso. Em operações de grande repercussão, a disputa narrativa passa a ocorrer em redes sociais, imprensa, Congresso, órgãos de controle e tribunais.

Caso amplia debate sobre influência digital em crises corporativas

A investigação sobre influenciadores no caso Master expõe uma mudança no ambiente de crises corporativas. Antes concentradas em comunicados oficiais, entrevistas e ações judiciais, disputas envolvendo empresas e reguladores passaram a incluir campanhas digitais com criadores de conteúdo e páginas de grande alcance.

Essa dinâmica aumenta o poder de mobilização, mas também eleva riscos jurídicos. Quando uma campanha é financiada por um interessado direto, a transparência sobre patrocínio, autoria e objetivo das mensagens se torna essencial.

No setor financeiro, o cuidado é ainda maior. Informações divulgadas em massa podem afetar reputação de instituições, confiança de clientes, atuação de reguladores e percepção de risco sistêmico. Por isso, investigações envolvendo bancos e autoridades monetárias tendem a ser tratadas com maior rigor.

A Polícia Federal deverá aprofundar a análise de contratos, pagamentos, mensagens, orientações de postagem e conteúdo efetivamente publicado. O objetivo será definir se a ação foi apenas uma tentativa de defesa de imagem ou se houve uma campanha estruturada para atacar o Banco Central e constranger autoridades.

Apuração coloca comunicação do Banco Master sob escrutínio

O depoimento de Thiago Miranda adiciona uma nova frente ao caso Master. Além das discussões sobre liquidação, responsabilidade de administradores e impactos financeiros, a investigação passa a examinar a estratégia de comunicação montada em torno de Daniel Vorcaro.

Para o Banco Central, o episódio envolve a defesa da autoridade institucional em decisões de supervisão bancária. Para os investigados, a linha de defesa tende a sustentar que houve apenas contratação de serviços de comunicação e divulgação de conteúdos públicos.

A diferença entre os dois enquadramentos será definida pela apuração. A PF terá de verificar a origem dos recursos, a natureza dos contratos, o conteúdo das mensagens, a eventual coordenação entre perfis e a existência ou não de orientação para ataques a autoridades.

O caso também deve aumentar a pressão por regras mais claras sobre publicidade, influência digital e campanhas pagas envolvendo temas regulatórios. À medida que influenciadores passam a atuar em disputas financeiras, jurídicas e políticas, cresce a necessidade de transparência sobre interesses econômicos por trás das mensagens publicadas.

Tags: Agência MithiBanco CentralBanco MasterDaniel Vorcaroinfluenciadores digitaisliquidação extrajudicialoperação Compliance ZeroPolícia FederalPolíticaPortal Léo DiasProjeto DVRenato GomesTCUThiago Miranda

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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