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Home Política

Cláudio Castro vai a Brasília após governo Lula enviar comitiva ao Rio para discutir operação com 64 mortos

Reunião entre governo federal e estadual ocorre em meio à crise de segurança e troca de acusações após operação policial mais letal do ano no Rio de Janeiro

por Redação
29/10/2025 às 01h57
em Política, Brasil, Destaque, Notícias
Cláudio Castro Vai A Brasília Após Governo Lula Enviar Comitiva Ao Rio Para Discutir Operação Com 64 Mortos - Gazeta Mercantil

Cláudio Castro vai a Brasília após governo federal enviar comitiva ao Rio para discutir operação que deixou 64 mortos

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou na noite desta terça-feira (28) que viajará a Brasília nesta quarta (29) para discutir com o governo federal os desdobramentos da megaoperação policial que deixou 64 mortos nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio.

A decisão foi tomada após o Palácio do Planalto informar o envio de uma comitiva ministerial ao Rio de Janeiro, composta por ministros e representantes da Polícia Federal (PF), para acompanhar a situação de segurança pública no estado. Com a mudança de agenda, a reunião será realizada na capital federal, com a presença de Cláudio Castro, em um encontro que promete ser tenso diante da escalada de críticas e trocas de acusações entre os dois governos.


Governo Lula envia comitiva para tratar da crise no Rio

O governo federal convocou uma reunião de emergência no fim da tarde desta terça-feira (28), no Palácio do Planalto, para discutir a operação policial considerada a mais letal do Rio de Janeiro em 2025. O encontro foi presidido pelo vice-presidente e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, e contou com a presença de ministros de áreas estratégicas.

Entre os participantes estiveram Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secom), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos), além de representantes dos ministérios da Justiça, Defesa e da Polícia Federal.

Durante a reunião, ficou decidido que os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Rui Costa viajariam ao Rio de Janeiro para avaliar a situação e dialogar com o governo estadual. No entanto, com o anúncio da viagem de Cláudio Castro a Brasília, a comitiva federal adiará a ida ao Rio e participará de uma reunião na capital federal para debater o assunto diretamente com o governador fluminense.


Cláudio Castro muda de rota e tenta reverter desgaste político

A decisão de Cláudio Castro de ir a Brasília é vista por analistas como uma tentativa de controlar o desgaste político após a operação com alta letalidade, que gerou repercussão nacional e internacional. O governador enfrenta pressões de diferentes frentes: do Supremo Tribunal Federal (STF), que cobra um plano de redução da violência policial, e de setores do governo federal, que acusam o Rio de atuar sem coordenação e sem inteligência de segurança.

Fontes próximas ao Palácio Guanabara informaram que Cláudio Castro deve ligar ao ministro Rui Costa na manhã de quarta (29) para acertar os detalhes da reunião. O objetivo do encontro, segundo interlocutores, é alinhar discursos e tentar reduzir o clima de embate entre os dois governos.

A operação que desencadeou a crise foi deflagrada na madrugada de terça-feira, com participação de forças estaduais, e terminou com pelo menos 64 mortos, incluindo suspeitos, civis e policiais. O episódio reacendeu o debate sobre a letalidade policial no Rio de Janeiro e a falta de cumprimento das decisões do STF, que exigem estratégias de inteligência e cooperação com a PF e o Coaf no combate ao crime organizado.


Cláudio Castro x Governo Federal: a nova disputa política

Desde o início da crise, Cláudio Castro e o governo Lula vêm trocando acusações sobre a responsabilidade pela escalada da violência no Rio. Enquanto o governador afirma que faltam recursos e apoio federal, ministros do Planalto afirmam que o estado não apresentou plano estruturado de segurança pública nem cumpriu determinações judiciais.

Essa tensão cresceu após declarações de Castro culpando Brasília pela falta de blindados e equipamentos nas operações. Em resposta, integrantes do governo federal classificaram as falas como uma tentativa de desviar o foco da falta de planejamento estratégico.

O Planalto defende que o Rio precisa abandonar a política de operações improvisadas e investir em inteligência policial e ações coordenadas. O STF, por sua vez, determinou em abril que o estado apresente um plano de retomada territorial e de redução da letalidade policial, com participação de órgãos como a Polícia Federal, o Coaf e a Secretaria da Fazenda estadual.


Lula acompanha a situação em retorno da Ásia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estava em viagem oficial à Malásia, acompanhou a repercussão da operação durante o voo de retorno ao Brasil. Ele desembarcou em Brasília por volta das 20h desta terça-feira (28), após um longo trajeto sem comunicação externa.

De acordo com fontes do Planalto, Lula foi briefado por assessores e ministros sobre a tragédia no Rio e pretende acompanhar diretamente as discussões nos próximos dias. O presidente não participou da reunião de emergência, mas delegou ao vice-presidente Geraldo Alckmin e aos ministros Rui Costa e Lewandowski a condução inicial do diálogo com o governo fluminense.

A expectativa é que, após o encontro com Cláudio Castro, o governo federal anuncie medidas conjuntas para tentar reduzir a tensão política e estabelecer um plano coordenado de segurança pública no estado do Rio de Janeiro.


A operação e suas consequências

A operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, mobilizou centenas de agentes e resultou em 64 mortes confirmadas, além de dezenas de feridos. Foi a ação mais letal do estado em 2025 e reacendeu o debate sobre violência policial, direitos humanos e ausência de políticas preventivas.

Organizações da sociedade civil e parlamentares cobraram uma investigação independente sobre as circunstâncias das mortes e o cumprimento das regras determinadas pelo STF para operações em áreas densamente povoadas.

O Ministério dos Direitos Humanos, liderado por Macaé Evaristo, deve incluir o caso em um relatório nacional sobre letalidade policial, a ser apresentado até o fim do ano. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também monitora o caso, que pode se transformar em uma crise federativa caso a responsabilidade sobre as ações policiais não seja esclarecida.


Brasília será o palco da tentativa de conciliação

O encontro entre Cláudio Castro e os ministros do governo federal em Brasília será decisivo para definir o tom da relação entre os dois poderes.

De um lado, o Planalto tenta conter a repercussão negativa e garantir que o país não mergulhe em uma crise institucional entre União e estado. Do outro, Castro busca mostrar protagonismo político e preservar sua imagem, desgastada por sucessivos episódios de violência e falta de resultados concretos na segurança pública.

Analistas avaliam que a reunião deve resultar em um pacto de cooperação emergencial, com foco em inteligência, integração de dados e presença coordenada das forças federais e estaduais. No entanto, há dúvidas sobre a capacidade de execução dessas medidas, diante da falta de sintonia entre os governos.


Falta de comando e desafios para o Rio

A crise expõe a fragilidade da segurança pública fluminense e a falta de comando político e operacional. O Rio enfrenta há anos um cenário de domínio territorial de facções criminosas, ausência do Estado em áreas vulneráveis e reincidência de operações com alto número de mortes.

Enquanto o governo estadual insiste em operações repressivas, o governo federal e o STF cobram estratégias estruturais e de longo prazo, com foco em investigação, rastreamento financeiro e políticas sociais nas comunidades mais afetadas.

O desafio agora é transformar o confronto político em cooperação técnica, algo que o encontro em Brasília tentará colocar em prática.


O impasse entre Cláudio Castro e o governo Lula

O desdobramento da crise no Rio de Janeiro evidencia o impasse entre o governo estadual e o governo federal. De um lado, Cláudio Castro busca apoio político para se proteger da pressão crescente por resultados na segurança pública; do outro, o Planalto tenta evitar que a tragédia se transforme em uma crise federativa.

Com 64 mortos e uma disputa de narrativas em curso, o país aguarda o resultado da reunião em Brasília, que pode definir os próximos passos na gestão da segurança fluminense. Resta saber se a conversa entre Castro e os ministros de Lula marcará o início de uma cooperação efetiva — ou se o episódio reforçará a imagem de um estado em colapso, com falta de comando, planejamento e diálogo institucional.

Tags: Cláudio CastroComplexo da PenhaComplexo do AlemãoGeraldo Alckmingoverno federalgoverno Lulaletalidade policialoperação no RioRicardo LewandowskiRui Costasegurança públicaSTF

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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