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Home Política

Fabiana Bolsonaro realiza blackface na Alesp e gera representações por racismo e transfobia

por Júlia Campos - Repórter de Política
18/03/2026 às 23h26 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h13
em Política, Destaque, Notícias
Fabiana Bolsonaro Realiza Blackface Na Alesp E Gera Representações Por Racismo E Transfobia - Gazeta Mercantil

Deputada Fabiana Bolsonaro causa polêmica com ‘blackface’ na Alesp e gera representações por racismo e transfobia

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) protagonizou, nesta quarta-feira (18), uma polêmica de grande repercussão nacional ao realizar uma encenação de blackface durante seu discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A prática, historicamente associada a estereótipos racistas que ridicularizam pessoas negras, consiste na pintura da pele com tinta escura e é amplamente considerada ofensiva e discriminatória.

Durante a sessão, Fabiana Bolsonaro justificou a ação como forma de argumentar que mulheres trans não seriam, em sua visão, mulheres biológicas, mesmo se maquiassem ou adotassem expressões de gênero diferentes. A declaração provocou reação imediata de parlamentares e indignação nas redes sociais, gerando debates sobre racismo, transfobia e os limites da liberdade de expressão no plenário.


O ato de Fabiana Bolsonaro e a reação na Alesp

Ao iniciar sua fala, a deputada se apresentou como mulher branca e questionou: “Se eu decidir me maquiar como uma pessoa negra, vou realmente entender as dores da população negra?” Em seguida, pintou o próprio rosto e parte do corpo, caracterizando a prática de blackface deputado, afirmando sentir na pele a discriminação histórica sofrida por negros.

“Eu sou negra agora? Estou sentindo as dores de uma mãe e seu filho que sofrem tudo que a sociedade impõe pelo racismo?”, declarou. A encenação foi considerada ofensiva por colegas de plenário e por ativistas, que ressaltaram que nenhum ato de maquiagem poderia reproduzir a vivência e a luta enfrentada por pessoas negras ao longo da história.

A líder do PSOL na Alesp, deputada Ediane Maria, protocolou representação na Comissão de Ética pedindo investigação por racismo e transfobia. A deputada afirmou que Fabiana Bolsonaro ultrapassou todos os limites, cometendo um ato de racismo flagrante, e reforçou que medidas cabíveis estão sendo tomadas para responsabilizar a parlamentar.

A deputada Beth Sahão (PT), líder da minoria, também ingressou com representação junto ao Conselho de Ética, reforçando que a prática de blackface deputado configuraria crime de racismo e transfobia, considerando os precedentes legais brasileiros, incluindo a tipificação da transfobia como crime desde 2019 pelo Supremo Tribunal Federal.


Blackface: origem e contexto histórico

O termo “blackface”, originário do inglês (black = negro, face = rosto), refere-se à prática de pintar a pele com tinta escura, criando representações caricaturais de negros. Historicamente, essa prática começou nos Estados Unidos no século XIX, após a abolição da escravatura, em peças de teatro em que atores brancos ridicularizavam pessoas negras, associando-as a estereótipos negativos: preguiçosas, mal caráter, violentas ou sexualizadas.

Segundo o professor e ativista antirracista Juarez Xavier, da Unesp, o blackface deputado e sua versão teatral não apenas reforçavam preconceitos, mas também privavam a população negra do exercício pleno da cidadania. “Essas imagens negativas da população negra criam subjetividade que legitima práticas de violência e negação da cidadania. É uma estratégia de brutalização histórica”, afirma Xavier.

No Brasil, o blackface deputado e suas variantes culturais apareceram em carnavais, programas de TV e teatro, como nas fantasias de “Nega Maluca” ou “Índio”, sob o argumento de homenagem. No entanto, especialistas ressaltam que tais representações perpetuam estereótipos e ofendem a identidade de grupos historicamente marginalizados.


Consequências jurídicas e sociais

A advogada Dina Alves explicou que a prática de blackface deputado pode ser enquadrada como crime de racismo pela Lei 7.716/1989 e, ainda, como injúria racial no Código Penal, artigo 140, parágrafo 3º. “É uma atitude potencialmente ilícita, sobretudo porque atinge a honra subjetiva de comunidades e coletivos”, disse.

O caso da deputada Fabiana Bolsonaro também reacendeu debates sobre os limites da imunidade parlamentar, garantida pela Constituição para proteger opiniões, palavras e votos no plenário. A Alesp, em nota, afirmou que cabe ao Conselho de Ética analisar possíveis excessos e determinar punições cabíveis.

Nas redes sociais, internautas reforçaram a gravidade da ação, com comentários como: “Racismo é crime”, “Blackface é crime” e “Racismo não é liberdade de expressão”, refletindo a repercussão nacional do episódio.


Debate sobre identidade de gênero e representação política

Durante o discurso, Fabiana Bolsonaro argumentou que o blackface deputado servia para ilustrar que a maquiagem ou a aparência externa não conferem legitimidade para vivenciar experiências que não são próprias. Ela aplicou a analogia às mulheres trans, questionando a presidência de Érika Hilton na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados em Brasília.

Segundo a deputada, a escolha de Hilton representaria uma ocupação indevida do espaço destinado a mulheres biológicas, abordando questões como parto, amamentação e endometriose. Apesar de declarar que respeita a população trans, Fabiana reforçou que acredita na necessidade de representação separada, defendendo que cada grupo cuide de suas pautas específicas.


Reações de parlamentares e mobilização no Conselho de Ética

Além das lideranças do PSOL e PT, a deputada Andréa Werner (PSB) também protocolou representação no Conselho de Ética. Werner destacou que o plenário da Alesp já foi palco de outros episódios de assédio, como apalpamento de deputadas, e que a prática de blackface deputado configura um agravante, exigindo responsabilização.

As parlamentares enfatizaram a importância de medidas rápidas do Conselho de Ética para demonstrar que a naturalização de racismo e transfobia é inaceitável no contexto legislativo. A mobilização reforça que ações simbólicas, como a de Fabiana Bolsonaro, podem ter consequências legais e políticas significativas.


O impacto do episódio para a sociedade

O caso da deputada Fabiana Bolsonaro evidencia como práticas historicamente racistas podem ser reproduzidas em espaços de poder, mesmo com ampla conscientização pública sobre discriminação. O debate sobre blackface deputado traz à tona reflexões sobre educação, representação e sensibilidade social no Brasil contemporâneo.

Especialistas apontam que a repetição de estereótipos em instituições políticas não apenas reforça desigualdades, mas também deslegitima a voz de minorias, dificultando avanços em políticas públicas voltadas à equidade racial e de gênero.


Blackface deputado: reflexo de um problema estrutural

Juarez Xavier reforça que a prática de blackface deputado, seja nos Estados Unidos ou no Brasil, é mais do que uma provocação superficial: é uma estratégia de exclusão que busca justificar privilégios de determinados grupos, reforçando a marginalização de outros.

“Dizer que o blackface deputado é um problema de fora é falacioso. No Brasil, toda representação histórica do negro é majoritariamente negativa, sustentando preconceitos sociais e políticas discriminatórias”, explica.

O episódio de Fabiana Bolsonaro na Alesp, portanto, se insere em um contexto histórico de luta antirracista, evidenciando como gestos simbólicos podem ter impactos concretos em políticas e na percepção social sobre direitos e igualdade.

Tags: Alespblackface deputadocrime de racismoErika Hiltonética parlamentarFabiana Bolsonaroinjúria racialPLPolíticaPSBPSOLPTRacismorepresentação políticatransfobia

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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