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Desdolarização: entenda o futuro do dólar no mercado global

O que pode mudar no domínio do dólar na economia mundial

por Redação
15/07/2025 às 10h05 - Atualizado em 14/05/2026 às 11h29
em Dólar, Destaque, Economia, Notícias
Desdolarização: Entenda O Futuro Do Dólar No Mercado Global - Gazeta Mercantil - Economia

A desdolarização tem ganhado espaço no debate econômico internacional e despertado preocupações entre investidores e instituições financeiras ao redor do mundo. Embora o dólar ainda seja a moeda dominante em transações globais, movimentos recentes de países como China, Rússia e outros integrantes dos Brics indicam uma tentativa crescente de reduzir a dependência da moeda norte-americana. Mas será que esse cenário pode realmente mudar no curto ou médio prazo?

Nesta análise, vamos entender por que o dólar ainda ocupa posição central no sistema financeiro internacional, o que motiva a busca pela desdolarização, como isso afeta os custos e riscos cambiais e, principalmente, quais estratégias o investidor pode adotar para proteger e diversificar sua carteira diante desse fenômeno.


O domínio do dólar no sistema financeiro global

A liderança do dólar no mercado internacional está alicerçada em fatores estruturais da economia dos Estados Unidos: confiança institucional, solidez fiscal, tamanho da economia e profundidade do mercado financeiro. Atualmente, cerca de 90% das transações internacionais envolvem o dólar, e aproximadamente 60% das reservas cambiais dos países estão denominadas na moeda norte-americana.

Esse protagonismo está ainda associado ao uso generalizado do dólar no sistema SWIFT – infraestrutura de pagamentos globais –, além da preferência pela moeda em momentos de aversão ao risco. Títulos do Tesouro dos EUA, por exemplo, são considerados porto seguro por investidores do mundo inteiro, mesmo em períodos de instabilidade.


A narrativa da desdolarização: tendência ou especulação?

A discussão sobre a desdolarização não é recente. Desde a criação do euro, no início dos anos 2000, já se especulava sobre uma possível perda de hegemonia do dólar. Contudo, o que se observou ao longo dos anos foi justamente o fortalecimento da moeda norte-americana em relação a outras divisas.

Atualmente, a desdolarização ainda parece mais uma tendência discursiva do que um movimento consolidado. Países com aspirações geopolíticas mais assertivas, como China e Rússia, vêm liderando acordos comerciais que não utilizam o dólar, especialmente em setores como energia e commodities. Entretanto, esses acordos representam uma fração pequena diante do volume total de transações internacionais.


Transações sem dólar já estão em curso?

Sim, algumas transações bilaterais e acordos comerciais já ocorrem fora do sistema dolarizado. Países como China, Rússia, Irã e membros do Brics ampliado estão priorizando o uso de suas moedas locais, como o yuan, o rublo e o renminbi, para transações em setores estratégicos.

Após sanções impostas à Rússia e sua exclusão do sistema SWIFT, houve um avanço expressivo na busca por alternativas. A China, por exemplo, incentivou o uso de seu próprio sistema de pagamento e expandiu acordos para transações em renminbi. Brasil e Argentina também já firmaram parcerias com a China nesse sentido, sinalizando um interesse crescente pela diversificação cambial.


Impactos da desdolarização nos riscos e custos cambiais

A crescente utilização de outras moedas em transações internacionais pode elevar o risco cambial, principalmente em países cujas moedas não são amplamente aceitas no exterior. Moedas como real, peso argentino ou lira turca, por exemplo, enfrentam altos custos de conversibilidade e pouca liquidez global.

Essa fragmentação monetária potencial aumenta a complexidade das operações internacionais e pode gerar mais volatilidade para os investidores. Além disso, sem um padrão universal como o dólar, o custo das transações e o risco de crédito tendem a subir, especialmente para economias emergentes.


Como o investidor pode se proteger da desdolarização

Frente ao cenário de desdolarização, mesmo que ainda incipiente, o investidor deve adotar estratégias de diversificação cambial e exposição internacional. A construção de uma carteira resiliente passa pela análise do perfil de risco, objetivos de longo prazo e capacidade de absorver volatilidades.

Entre os ativos recomendados para mitigar riscos estão:

  • Fundos cambiais: indicados para quem deseja exposição ao dólar sem investir diretamente no exterior.

  • ETFs internacionais: opções locais que replicam índices globais.

  • Treasuries norte-americanos: títulos do Tesouro dos EUA continuam sendo ativos de alta segurança.

  • Ações globais: oferecem proteção cambial e acesso à economia mundial.

Outra recomendação importante é a alocação em outras moedas fortes, como euro, iene e libra esterlina. ETFs como o WRLD11, que replica o índice MSCI Global, são alternativas para acessar uma carteira de ações global diversificada.


O posicionamento das gestoras brasileiras

Apesar do avanço das discussões sobre desdolarização, as gestoras de investimentos brasileiras ainda não apresentam mudanças significativas em suas estratégias. A maioria segue considerando o dólar como a principal referência para proteção internacional.

Contudo, já se observa uma movimentação gradual em direção a ativos emergentes, como Índia e China, além de uma crescente alocação em ouro, commodities, energia, criptoativos e ativos alternativos. A busca é por opções que ofereçam resistência em cenários de instabilidade monetária e inflação global.


Ouro, criptomoedas e stablecoins: os ativos alternativos

Esses ativos vêm ganhando espaço no portfólio dos investidores como alternativas ao dólar em momentos de crise ou transformação monetária global.

  • Ouro: tradicionalmente visto como proteção contra inflação e instabilidades geopolíticas. Não depende de governos ou sistemas financeiros e mantém valor ao longo do tempo.

  • Criptoativos: como o Bitcoin, surgem como reserva de valor digital e instrumento de descentralização monetária. Porém, apresentam alta volatilidade e dependem de fatores tecnológicos e regulatórios.

  • Stablecoins: funcionam como ponte entre o universo das criptomoedas e o sistema financeiro tradicional. Atreladas ao valor de moedas fiduciárias, como o dólar, oferecem estabilidade de preço, embora com desafios regulatórios e de governança.

Esses ativos não substituem o dólar, mas se colocam como alternativas em determinados cenários, especialmente entre investidores com maior apetite ao risco.


Existe risco real de fragmentação monetária global?

Embora o debate sobre a desdolarização esteja cada vez mais presente, os especialistas indicam que não há, no curto prazo, risco de uma fragmentação monetária desordenada. O dólar continua sendo a principal moeda de referência e sua substituição requereria décadas de reformulação estrutural global.

A curto e médio prazo, o que se projeta é uma diversificação gradual, com o uso combinado de diferentes moedas em operações bilaterais. No longo prazo, tecnologias como moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDCs) podem transformar o cenário global, mas ainda com o dólar em posição central.


O dólar ainda reina, mas a desdolarização avança

O mundo assiste a uma transição cautelosa, em que a dominância do dólar é questionada por novos atores geopolíticos. Apesar disso, a desdolarização é um processo lento, complexo e condicionado a fatores estruturais profundos. Os EUA ainda lideram em estabilidade, confiança e infraestrutura financeira.

Para o investidor, o mais prudente é adotar uma postura estratégica: diversificação cambial, exposição internacional e atenção às transformações geopolíticas e tecnológicas que possam alterar o cenário nos próximos anos. A desdolarização pode não ser iminente, mas já é um movimento que exige preparo, análise e posicionamento inteligente.

Tags: ativos internacionaisDólardólar e Bricsdólar e commoditiesdólar e yuanEconomiafim do dólarfuturo do dólarhegemonia do dólarinvestimentos contra inflaçãomoedas emergentestransações sem dólar

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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