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Even (EVEN3) vende R$ 288 milhões no 1T26, reduz distratos em 36% e entrega empreendimento de R$ 468 milhões

por João Souza - Repórter de Negócios
14/04/2026 às 08h50 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h53
em Negócios, Destaque, Notícias
Even (Even3) Registra Lucro De R$ 44,87 Milhões No 4T25 E Acelera Crescimento Anual - Gazeta Mercantil

Even (EVEN3) avança nas vendas no 1T26, reduz distratos e reforça monetização de estoque

A Even (EVEN3) abriu 2026 com uma prévia operacional que sinaliza continuidade de execução comercial, disciplina na gestão do estoque e melhora relevante no controle de distratos. A incorporadora reportou vendas líquidas de R$ 288 milhões no primeiro trimestre, com R$ 252 milhões atribuídos à sua participação, número que representa alta de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em um trimestre sem lançamentos, o desempenho da companhia ganhou peso adicional porque todo o volume vendido partiu do estoque existente, o que oferece ao mercado um retrato mais direto sobre a capacidade de conversão comercial da operação.

Os dados mostram que a Even (EVEN3) conseguiu preservar crescimento mesmo em um ambiente sem novos projetos colocados à venda entre janeiro e março. Em companhias do setor imobiliário, trimestres sem lançamentos costumam ser analisados com lupa por investidores e analistas, justamente porque permitem observar se a venda de unidades prontas ou em estoque continua fluindo sem o impulso natural que novos empreendimentos normalmente trazem para a operação. Nesse contexto, a prévia da Even (EVEN3) traz dois sinais centrais: a empresa segue gerando receita com base em ativos já disponíveis e, ao mesmo tempo, conseguiu reduzir de forma expressiva os distratos.

O resultado não elimina pontos de atenção. A velocidade de vendas, medida pelo índice de venda sobre oferta, ficou em 7%, abaixo dos 9% observados no primeiro trimestre de 2025. Ainda assim, o conjunto dos números mostra uma operação que preserva tração comercial, entrega empreendimento relevante e melhora a qualidade do resultado operacional ao conter devoluções de contratos. Para o investidor que acompanha o setor, a leitura da prévia da Even (EVEN3) passa justamente por esse equilíbrio entre ritmo de vendas, eficiência na reciclagem de estoque e capacidade de reduzir ruídos ao longo da jornada de repasse e entrega.

Vendas da Even (EVEN3) crescem mesmo sem lançamentos no trimestre

O principal destaque da prévia operacional foi o volume de vendas líquidas. A Even (EVEN3) somou R$ 288 milhões em vendas no 1T26, dos quais R$ 252 milhões correspondem à sua fatia. Em termos anuais, o crescimento foi modesto, mas relevante por ocorrer em um período sem lançamentos. Isso significa que a companhia dependeu integralmente de seu estoque para sustentar a geração comercial do trimestre.

No mercado imobiliário, vender estoque não é apenas uma medida defensiva. Em muitos casos, é uma demonstração prática de eficiência operacional, porque significa transformar unidades já lançadas em receita efetiva, liberando capital e reduzindo a pressão sobre a estrutura de carregamento dos empreendimentos. Quando a Even (EVEN3) reporta crescimento mesmo nesse cenário, o dado ajuda a reforçar a percepção de que a empresa conseguiu manter a força de comercialização em sua base já disponível.

Esse movimento também tende a ser acompanhado de perto por investidores que observam a qualidade do mix da companhia. Um trimestre sem lançamentos elimina o efeito estatístico de novos projetos com forte impulso inicial de vendas. Dessa forma, a fotografia do período se torna mais limpa para avaliar o comportamento da demanda real sobre o estoque. A prévia indica que a Even (EVEN3) foi capaz de capturar negócios mesmo sem a vitrine adicional de novos empreendimentos, o que pode ser interpretado como sinal de resiliência comercial.

Outro ponto importante é que o avanço de 2,4% nas vendas atribuídas à companhia, embora moderado, ocorreu em uma base comparativa em que o setor ainda convive com juros elevados, seletividade maior por parte do comprador e necessidade crescente de adequação entre preço, renda e financiamento. Nesse ambiente, qualquer crescimento sustentado tende a ser lido menos pela magnitude absoluta e mais pela consistência operacional.

Estoque ganha protagonismo e ajuda a explicar a estratégia da incorporadora

Como não houve lançamentos no trimestre, todo o volume comercializado pela Even (EVEN3) veio do estoque. Esse dado tem implicações relevantes. Primeiro, mostra que a incorporadora segue monetizando ativos existentes, o que pode contribuir para melhorar o giro de capital. Segundo, evidencia uma postura de execução focada em vender o que já está no portfólio antes de ampliar a exposição com novos projetos.

A venda de estoque costuma ser uma variável decisiva na análise de construtoras e incorporadoras, porque ela afeta caixa, percepção de demanda e eficiência da operação. Quando uma companhia vende bem sem lançar, o mercado tende a enxergar uma base comercial mais sólida. No caso da Even (EVEN3), isso significa que a empresa conseguiu movimentar sua oferta sem depender de um evento novo para ativar o interesse do comprador.

Essa dinâmica também conversa com a realidade mais ampla do setor. O mercado imobiliário passa por um ciclo em que o comprador está mais seletivo e o crédito exige maior previsibilidade de renda e capacidade de financiamento. Em um contexto assim, vender estoque se torna um indicativo de que a empresa possui ativos aderentes à demanda, seja em localização, padrão, faixa de preço ou estágio de obra. Por isso, o desempenho da Even (EVEN3) no trimestre carrega uma leitura qualitativa que vai além do número bruto.

Ao mesmo tempo, a ausência de lançamentos naturalmente limita a possibilidade de expansão mais forte do VSO e do volume total vendido. Ou seja, parte da moderação observada na velocidade comercial deve ser lida também à luz dessa característica do trimestre. Ainda assim, o fato de a Even (EVEN3) ter conseguido manter crescimento anual nas vendas sugere que a companhia encontrou sustentação na base operacional já montada.

VSO recua para 7%, mas leitura exige cautela na comparação

A velocidade de vendas da Even (EVEN3), medida pelo índice de venda sobre oferta, ficou em 7% entre janeiro e março, abaixo dos 9% registrados no mesmo intervalo de 2025. O recuo chama atenção porque o VSO é um dos indicadores mais acompanhados para medir a eficiência comercial de incorporadoras. Quanto maior o índice, maior tende a ser a capacidade da empresa de transformar oferta disponível em vendas.

Ainda assim, a leitura do VSO precisa ser contextualizada. Em um trimestre sem lançamentos, a composição da oferta tende a ser diferente. O estoque remanescente pode ter perfil mais heterogêneo, com unidades em fases distintas, tipologias variadas e preços já ajustados ao longo do ciclo comercial. Isso pode pressionar a velocidade de venda sem necessariamente indicar perda estrutural de demanda.

No caso da Even (EVEN3), o VSO mais fraco deve ser observado em conjunto com o avanço das vendas líquidas e, principalmente, com a melhora nos distratos. Em outras palavras, a empresa vendeu em ritmo relativamente menor sobre a oferta, mas conseguiu preservar crescimento anual e melhorar a retenção dos contratos. Esse conjunto pode pesar mais na leitura qualitativa do trimestre do que o recuo isolado do indicador.

Para o mercado, o VSO da Even (EVEN3) será um ponto importante nas próximas divulgações. Caso a companhia volte a lançar projetos e, ao mesmo tempo, recupere velocidade de venda, o dado do 1T26 poderá ser interpretado como uma acomodação pontual. Se o índice continuar pressionado, a discussão poderá migrar para temas como precificação, composição do estoque e poder de absorção da demanda em determinadas praças.

Distratos caem 36% e fortalecem a qualidade da operação da Even (EVEN3)

Se houve um dado com potencial de melhorar a percepção sobre a prévia operacional, ele foi a queda dos distratos. A Even (EVEN3) reportou R$ 48 milhões em distratos no primeiro trimestre, sendo R$ 43 milhões relativos à sua participação. Na comparação anual, houve recuo de 36% frente aos R$ 68 milhões do mesmo período do ano anterior.

No setor imobiliário, a redução de distratos é particularmente relevante porque ela melhora a qualidade do resultado comercial. Não basta vender; é preciso sustentar a venda ao longo do ciclo do contrato. Quando os distratos cedem, a leitura costuma ser de maior aderência entre produto, comprador e capacidade de financiamento, além de melhor execução da companhia na formalização e no acompanhamento do processo comercial.

Para a Even (EVEN3), essa queda pode ter impacto direto na percepção de previsibilidade operacional. Distratos elevados corroem a eficiência da operação porque devolvem unidades ao estoque, afetam a visibilidade de receitas e podem impor retrabalho comercial. Ao reduzir esse indicador de forma expressiva, a companhia transmite um sinal de maior estabilidade na conversão das vendas anunciadas em resultado efetivo.

Há ainda um componente simbólico importante. Em um trimestre em que o VSO recuou, a forte melhora dos distratos impede uma leitura excessivamente negativa sobre a operação. Isso porque a Even (EVEN3) mostra que, ainda que a velocidade de novas vendas tenha sido mais moderada, a consistência da carteira comercial parece ter melhorado. Para investidores mais atentos à qualidade dos números, esse pode ser um dos pontos mais relevantes da prévia.

Entrega de empreendimento de R$ 468 milhões adiciona escala ao trimestre

Além das vendas e dos distratos, a Even (EVEN3) informou a entrega de um empreendimento dividido em três fases, com valor geral de vendas de R$ 468 milhões e 529 unidades. A entrega é um dado importante porque reflete avanço físico da operação e reforça a capacidade da companhia de concluir projetos relevantes dentro de sua estratégia.

No segmento de incorporação, entregar empreendimento não é apenas encerrar obra. Trata-se de uma etapa decisiva para repasses, reconhecimento de receitas, relacionamento com clientes e consolidação da reputação operacional. Quando uma companhia como a Even (EVEN3) entrega um projeto robusto, o mercado passa a ter mais elementos para avaliar a capacidade de execução em um ambiente ainda marcado por custos, crédito seletivo e necessidade de disciplina financeira.

O porte do empreendimento entregue também chama atenção. Um VGV de R$ 468 milhões e 529 unidades mostra escala relevante para o trimestre. Ainda que a prévia não detalhe todos os impactos financeiros dessa entrega, o dado reforça que a operação da companhia não ficou restrita ao esforço comercial sobre o estoque. Houve também avanço concreto na frente de execução, o que ajuda a compor uma visão mais ampla do trimestre.

Para a Even (EVEN3), esse tipo de entrega tende a funcionar como elemento de sustentação institucional junto ao mercado, especialmente em momentos em que a análise não pode se apoiar em novos lançamentos. A mensagem implícita é a de continuidade operacional: a companhia vende, entrega e melhora a qualidade dos contratos em uma mesma janela trimestral.

O que os números da Even (EVEN3) sinalizam para investidores do setor imobiliário

A prévia operacional da Even (EVEN3) sugere um trimestre de desempenho equilibrado, com pontos positivos mais concentrados na qualidade da operação do que em aceleração agressiva de crescimento. O avanço das vendas líquidas, ainda que discreto, ganha relevância pelo fato de ter ocorrido sem lançamentos. A queda dos distratos, por sua vez, fortalece a leitura de maior consistência comercial. Já o recuo do VSO funciona como alerta moderado, mas não suficiente para anular os sinais favoráveis do período.

Na prática, o investidor tende a olhar para a Even (EVEN3) sob três eixos. O primeiro é a capacidade de monetizar estoque, que apareceu de forma clara no trimestre. O segundo é a qualidade dessa monetização, capturada sobretudo pela redução dos distratos. O terceiro é o ritmo comercial, em que o VSO ainda sugere alguma moderação. O balanço entre esses fatores deverá orientar a leitura dos próximos passos da companhia ao longo de 2026.

Também será importante observar se a Even (EVEN3) voltará a lançar projetos nos próximos trimestres e em que intensidade isso ocorrerá. Se a empresa conseguir combinar novos lançamentos com preservação de distratos em patamar mais baixo, a leitura do mercado pode se tornar mais construtiva. Isso porque a companhia passaria a mostrar não apenas resiliência na venda de estoque, mas também renovação do ciclo comercial com qualidade.

Por enquanto, a prévia aponta uma incorporadora que segue executando com disciplina. A Even (EVEN3) não entregou um trimestre de expansão exuberante, mas mostrou capacidade de avançar onde o mercado costuma cobrar mais atenção: venda líquida, retenção dos contratos e continuidade da entrega de empreendimentos. Em um setor em que oscilações operacionais rapidamente aparecem nos números, esse tipo de consistência tende a ganhar valor.

Entre estoque, distratos e entrega, a Even (EVEN3) desenha o tom do ano

Os dados do primeiro trimestre colocam a Even (EVEN3) em uma posição de observação atenta por parte do mercado. A companhia começou o ano exibindo crescimento de vendas, redução importante de distratos e entrega de empreendimento relevante, mas também mostrou uma velocidade comercial abaixo da base comparativa do ano anterior. Esse mosaico forma uma narrativa de equilíbrio, sem euforia, mas com sinais objetivos de solidez operacional.

Para os próximos trimestres, o foco do mercado deve estar em saber se a Even (EVEN3) conseguirá transformar a melhora qualitativa do 1T26 em uma trajetória mais robusta de crescimento. Se isso ocorrer, a companhia poderá reforçar a imagem de incorporadora disciplinada e eficiente em um ambiente ainda seletivo. Caso contrário, a discussão deverá permanecer concentrada na necessidade de acelerar vendas e destravar melhor absorção da oferta.

O ponto central, neste momento, é que a Even (EVEN3) entregou uma prévia operacional com vetores concretos de melhora. Ao vender R$ 288 milhões, reduzir distratos em 36% e concluir um empreendimento de R$ 468 milhões em VGV, a incorporadora mostrou que entrou em 2026 com a operação em movimento. Em um setor no qual consistência vale tanto quanto crescimento, esse é um dado que dificilmente passa despercebido.

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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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