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Galpões logísticos atingem vacância mínima no Brasil com avanço de Shopee e Mercado Livre

por Daniel Wicker - Repórter
22/04/2026 às 18h35 - Atualizado em 14/05/2026 às 22h05
em Fundos Imobiliários, Destaque, Negócios, Notícias
Galpões Logísticos Atingem Vacância Mínima No Brasil Com Avanço De Shopee E Mercado Livre-Gazeta Mercantil

Shopee e Mercado Livre pressionam mercado de galpões logísticos e levam vacância a mínima histórica no Brasil

O mercado brasileiro de galpões logísticos atravessa um dos momentos mais aquecidos de sua história recente, impulsionado principalmente pela expansão acelerada do comércio eletrônico. Dados do primeiro trimestre de 2026 indicam que a disputa entre gigantes do setor, como Shopee e Mercado Livre, tem redefinido a dinâmica imobiliária logística no país, reduzindo a vacância a níveis historicamente baixos e elevando os preços de locação.

A taxa de vacância dos galpões logísticos atingiu 6,4% no período, o menor patamar já registrado, refletindo um desequilíbrio crescente entre oferta e demanda. O movimento é sustentado por uma forte absorção líquida e pela necessidade das empresas de e-commerce em ampliar suas operações para atender à crescente demanda por entregas rápidas e eficientes.

Expansão do e-commerce impulsiona demanda por galpões logísticos

O crescimento estrutural do comércio eletrônico no Brasil tem sido o principal vetor de transformação do setor de galpões logísticos. Nos últimos anos, a digitalização do consumo ganhou tração, acelerada por mudanças no comportamento do consumidor e avanços tecnológicos na cadeia de distribuição.

No primeiro trimestre de 2026, a absorção líquida de espaços em galpões logísticos se aproximou de 1 milhão de metros quadrados, um número expressivo que evidencia o apetite das empresas por infraestrutura moderna e bem localizada. Esse volume supera, inclusive, a entrega de novos empreendimentos no período, criando pressão adicional sobre os preços.

A consequência direta desse cenário é a valorização dos ativos. O preço médio nacional de locação alcançou R$ 30,62 por metro quadrado, enquanto em regiões estratégicas, como o entorno da capital paulista, os valores já ultrapassam R$ 40 por m².

Shopee lidera expansão e redefine escala no setor logístico

A Shopee se consolidou como um dos principais agentes de transformação do mercado de galpões logísticos no Brasil. A empresa protagonizou a maior pré-locação do trimestre, ao contratar 246 mil metros quadrados em um único empreendimento, sinalizando uma estratégia agressiva de expansão.

O crescimento da ocupação da Shopee no país impressiona. Em poucos anos, a companhia saiu de pouco mais de 63 mil m² em 2021 para quase 1,8 milhão de m² em 2026. Essa evolução demonstra não apenas a escalabilidade do modelo de negócios da empresa, mas também a importância crítica dos galpões logísticos como infraestrutura essencial para o e-commerce.

A presença da companhia está concentrada em regiões estratégicas, como Guarulhos, Cajamar e grandes centros urbanos, onde a proximidade com o consumidor final reduz custos e prazos de entrega.

Mercado Livre mantém liderança e amplia contratos estratégicos

Apesar da expansão acelerada da concorrência, o Mercado Livre segue como o principal ocupante de galpões logísticos no Brasil. A empresa foi responsável pelas três maiores locações do trimestre, consolidando sua posição de liderança no segmento.

A estratégia do Mercado Livre tem sido focada na ampliação de sua rede logística própria, garantindo maior controle operacional e eficiência na distribuição. Esse movimento reforça a tendência de verticalização do setor, em que grandes players investem diretamente em infraestrutura para ganhar competitividade.

A disputa entre Shopee e Mercado Livre intensifica a demanda por galpões logísticos, criando um ambiente altamente competitivo e favorável aos proprietários de ativos imobiliários.

Oferta restrita e valorização dos ativos logísticos

Enquanto a demanda por galpões logísticos cresce em ritmo acelerado, a oferta não acompanha na mesma proporção. No primeiro trimestre, foram entregues cerca de 735 mil metros quadrados, número inferior às novas locações realizadas no período.

Esse descompasso contribui para a compressão da vacância e a valorização dos imóveis. O estoque total de galpões logísticos de alto padrão no Brasil atingiu 35,7 milhões de metros quadrados, mas a velocidade de ocupação indica que novos projetos serão necessários para equilibrar o mercado.

A escassez de terrenos bem localizados, aliada ao aumento dos custos de construção, também atua como fator limitante para a expansão da oferta, reforçando a tendência de valorização dos ativos existentes.

Impactos para fundos imobiliários e investidores

O cenário atual dos galpões logísticos é amplamente positivo para investidores, especialmente aqueles expostos ao segmento por meio de fundos imobiliários (FIIs). A combinação de baixa vacância, contratos de longo prazo e reajustes indexados à inflação cria um ambiente favorável para geração de renda.

Além disso, a presença de inquilinos de alta qualidade, como grandes empresas de e-commerce, reduz o risco de inadimplência e aumenta a previsibilidade dos fluxos de caixa.

Para o investidor institucional, os galpões logísticos se consolidam como uma classe de ativos estratégica, com forte potencial de valorização no médio e longo prazo.

Dinâmica regional e concentração em polos logísticos

A demanda por galpões logísticos não se distribui de forma homogênea pelo território nacional. Regiões próximas a grandes centros urbanos, especialmente São Paulo, concentram a maior parte das operações.

O raio de até 30 km da capital paulista se destaca como o principal polo logístico do país, reunindo infraestrutura, acesso rodoviário e proximidade com o maior mercado consumidor do Brasil.

Outras regiões, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Nordeste, também ganham relevância, impulsionadas pela descentralização das operações e pela busca por redução de custos.

Pressões macroeconômicas e desafios do setor

Apesar do cenário positivo, o mercado de galpões logísticos não está imune a riscos. Fatores macroeconômicos, como taxas de juros elevadas e volatilidade cambial, podem impactar o ritmo de expansão do setor.

Além disso, o aumento dos custos de energia e insumos, em um contexto de tensões geopolíticas globais, pode pressionar as margens das empresas e afetar decisões de investimento.

Ainda assim, a resiliência do e-commerce e a transformação digital da economia brasileira sustentam uma perspectiva favorável para o segmento.

Logística como eixo estratégico da nova economia digital

A consolidação dos galpões logísticos como ativos estratégicos reflete uma mudança estrutural na economia. A logística deixou de ser apenas um suporte operacional para se tornar um diferencial competitivo essencial.

Empresas que conseguem integrar tecnologia, distribuição e proximidade com o consumidor tendem a capturar maior valor no mercado. Nesse contexto, os galpões logísticos assumem papel central na cadeia de valor.

A tendência é de continuidade desse movimento, com novos investimentos, inovação tecnológica e maior sofisticação dos empreendimentos logísticos.

Disputa entre gigantes redefine o mapa logístico brasileiro

A competição entre Shopee e Mercado Livre está redesenhando o mapa dos galpões logísticos no Brasil. A busca por eficiência, escala e velocidade de entrega impulsiona uma corrida por ativos estratégicos, elevando o nível de exigência do mercado.

Esse cenário beneficia investidores e proprietários, mas também impõe desafios para novos entrantes, que enfrentam barreiras crescentes de custo e disponibilidade.

O resultado é um mercado mais sofisticado, dinâmico e competitivo, alinhado às demandas da economia digital.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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