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Geely cresce 190% no Brasil e supera 4 mil carros emplacados em abril

Marca chinesa ultrapassa 10 mil veículos vendidos em dez meses no país e consolida o EX2 entre os elétricos mais emplacados do mercado brasileiro.

por João Souza - Repórter de Negócios
10/05/2026 às 22h28 - Atualizado em 14/05/2026 às 22h09
em Negócios, Destaque, Veículos
Geely Cresce 190% No Brasil E Supera 4 Mil Carros Emplacados Em Abril - Gazeta Mercantil

A Geely acelerou sua expansão no Brasil e superou pela primeira vez a marca de 4 mil veículos emplacados em um único mês, segundo dados divulgados pela própria fabricante. Em abril de 2026, a montadora chinesa registrou crescimento superior a 190% em relação a março, em um movimento que reforça a pressão das marcas asiáticas sobre o mercado brasileiro de veículos eletrificados.

O resultado marca uma nova etapa da operação da Geely no país. Desde junho de 2025, quando iniciou sua atuação no Brasil com o lançamento do Geely EX5 totalmente elétrico, a companhia já ultrapassou 10 mil veículos comercializados. O volume foi alcançado em apenas dez meses, período curto para uma marca recém-chegada a um setor ainda dominado por fabricantes tradicionais.

No acumulado de 2026, a Geely já soma mais de 6,5 mil unidades emplacadas. A empresa afirma ocupar atualmente a terceira posição no segmento de veículos 100% elétricos no Brasil. O principal destaque é o Geely EX2, que terminou abril como o segundo carro elétrico mais vendido do país, com 3.602 unidades emplacadas, conforme dados do Renavam citados pela fabricante.

EX2 lidera avanço da marca entre elétricos

O desempenho da Geely em abril foi puxado principalmente pelo EX2. O hatch elétrico se consolidou como o modelo de maior volume da marca no Brasil e passou a disputar espaço em uma faixa estratégica do mercado de eletrificados: a de veículos compactos com apelo de custo-benefício.

O EX2 aposta em preço competitivo, equipamentos de segmentos superiores e pacote tecnológico voltado ao uso urbano. Dependendo da versão, o modelo pode oferecer sistemas avançados de assistência à condução, câmera panorâmica de 540 graus, banco do motorista com ajuste elétrico e pintura com teto contrastante.

A estratégia é semelhante à adotada por outras marcas chinesas que avançaram no Brasil nos últimos anos. Em vez de disputar apenas nichos premium, essas fabricantes passaram a oferecer veículos eletrificados com maior conteúdo tecnológico e preços capazes de pressionar modelos a combustão e híbridos de entrada.

O resultado indica que o consumidor brasileiro começa a responder de forma mais consistente a carros elétricos compactos, especialmente quando há combinação entre autonomia adequada, equipamentos e valor percebido.

Geely ultrapassa 10 mil veículos em dez meses

A marca de 10 mil veículos vendidos em dez meses é relevante porque ocorre em um mercado ainda em fase de formação para veículos elétricos. Apesar do crescimento recente, os eletrificados ainda representam uma fatia menor do mercado total brasileiro, que segue concentrado em modelos flex e SUVs compactos a combustão.

Para a Geely, o número funciona como sinal de validação da operação local. A empresa entrou no Brasil em junho de 2025 com o EX5, SUV elétrico global construído sobre a plataforma GEA, arquitetura desenvolvida para veículos eletrificados.

A rápida expansão também mostra que o mercado brasileiro se tornou prioridade para fabricantes chinesas. O país combina escala, demanda por SUVs e compactos, incentivos regionais em alguns mercados, consumidores atentos a tecnologia e um parque automotivo em transição.

A Geely tenta se posicionar nesse movimento antes que fabricantes tradicionais ampliem de forma mais agressiva suas linhas híbridas e elétricas no país.

Chinesas pressionam montadoras tradicionais

O avanço da Geely ocorre em meio a uma transformação mais ampla no setor automotivo brasileiro. Marcas chinesas vêm ampliando presença no país com foco em eletrificação, pacote tecnológico robusto, garantia competitiva e estratégia comercial agressiva.

Esse movimento pressiona fabricantes tradicionais a acelerar investimentos em híbridos, elétricos e plataformas mais modernas. Montadoras já estabelecidas no Brasil ainda contam com rede ampla de concessionárias, produção local e forte reconhecimento de marca, mas passaram a enfrentar concorrentes com velocidade maior de lançamento.

A disputa também mudou a percepção do consumidor. Modelos chineses, antes vistos com desconfiança por parte do mercado, passaram a ganhar espaço com produtos mais sofisticados, boa lista de equipamentos e preços competitivos em relação a rivais equivalentes.

No segmento de elétricos, a competição é ainda mais intensa. Como não há legado de motores flex ou preferência histórica tão consolidada, marcas novas conseguem disputar espaço com mais liberdade, desde que ofereçam autonomia, assistência técnica, garantia e infraestrutura comercial.

Operação logística cresce em Paranaguá

A expansão da Geely também passa pela logística. Segundo Alex Chen, diretor comercial da Geely Brasil, a empresa iniciou maio com recordes no porto de Paranaguá. Mais de 5 mil veículos chegaram simultaneamente ao terminal, no maior lote já recebido pela instalação envolvendo a marca chinesa no país.

O volume mostra que a fabricante prepara uma oferta maior para atender à demanda dos próximos meses. Em marcas importadas, a regularidade logística é decisiva para evitar filas de espera, rupturas de estoque e perda de vendas para concorrentes.

A chegada de grandes lotes também sinaliza confiança da empresa no ritmo de crescimento. Para sustentar expansão, a Geely precisará combinar importação, distribuição, rede comercial, pós-venda e disponibilidade de peças.

Esse ponto será central para a consolidação da marca. O consumidor de veículos eletrificados tende a observar não apenas preço e tecnologia, mas também assistência, garantia de bateria, valor de revenda e segurança operacional no longo prazo.

EX5 amplia presença no segmento de SUVs elétricos

Enquanto o EX2 responde pelo maior volume recente, o Geely EX5 ocupa papel estratégico na linha da marca. O SUV elétrico foi o primeiro modelo da fabricante no Brasil e funciona como vitrine da plataforma global GEA.

A arquitetura foi desenvolvida para veículos eletrificados e busca combinar eficiência energética, espaço interno e tecnologias inteligentes. No Brasil, o EX5 mira consumidores que buscam um SUV elétrico com proposta mais familiar e maior porte do que hatches urbanos.

O segmento de SUVs é um dos mais competitivos do mercado nacional. Por isso, a presença do EX5 ajuda a Geely a disputar consumidores que migrariam de SUVs compactos e médios a combustão para modelos eletrificados.

A marca também aposta no crescimento dos híbridos plug-in. O Geely EX5 EM-i marca a estreia da tecnologia híbrida plug-in da fabricante no Brasil, com potência combinada de 262 cv, torque de 380 Nm, aceleração de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e autonomia combinada estimada em até 1.300 km, segundo a empresa.

Híbridos plug-in viram ponte para eletrificação

A entrada da Geely em híbridos plug-in mostra que a marca não pretende depender apenas de veículos 100% elétricos. No Brasil, os híbridos plug-in têm ganhado espaço como solução intermediária para consumidores que querem eletrificação, mas ainda têm receio sobre infraestrutura de recarga e autonomia em viagens longas.

O EX5 EM-i mira justamente esse público. Ao combinar motor elétrico com conjunto híbrido, o SUV pode oferecer uso urbano com maior eficiência e autonomia ampliada em percursos rodoviários. A proposta tende a ser mais confortável para consumidores que ainda não querem depender exclusivamente de carregadores.

Essa estratégia também acompanha a movimentação de concorrentes. Marcas chinesas como BYD e GWM vêm apostando em híbridos plug-in para ganhar escala no país, enquanto fabricantes tradicionais ampliam ofertas híbridas flex e eletrificadas.

A disputa deve se intensificar nos próximos meses, especialmente se o consumidor continuar migrando para modelos com menor consumo e maior pacote tecnológico.

Crescimento da Geely aumenta disputa por elétricos no Brasil

O avanço de 190% da Geely em abril mostra que o mercado brasileiro de veículos eletrificados entrou em uma fase de aceleração. A marca chinesa conseguiu ultrapassar 4 mil emplacamentos em um mês, superar 10 mil unidades vendidas desde sua chegada e colocar o EX2 entre os elétricos mais vendidos do país.

O desempenho, porém, também aumenta a pressão sobre a própria empresa. Para transformar crescimento inicial em presença estrutural, a Geely precisará sustentar oferta de veículos, ampliar rede, garantir pós-venda eficiente e manter competitividade de preços em um ambiente cada vez mais disputado.

A chegada de mais de 5 mil veículos ao porto de Paranaguá sugere que a companhia pretende continuar ganhando participação no curto prazo. Ao mesmo tempo, a reação de concorrentes tende a ser mais forte, tanto entre chinesas quanto entre montadoras tradicionais.

O resultado de abril confirma que a disputa por elétricos no Brasil deixou de ser apenas uma promessa. Com Geely, BYD, GWM e outras fabricantes ampliando presença, o mercado automotivo brasileiro entra em uma nova etapa, na qual preço, tecnologia, autonomia e escala comercial passarão a definir quem lidera a transição para a eletrificação.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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