Geraldo Alckmin confirma saída do ministério em abril e cita Haddad, França e Tebet para governo de SP
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reafirmou nesta sexta-feira (6) que deixará o comando da pasta no início de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral. A declaração foi feita durante agenda oficial no Espírito Santo, onde o vice-presidente também comentou o cenário político que começa a se desenhar para a eleição ao governo de São Paulo.
Durante entrevista a jornalistas, Geraldo Alckmin afirmou que pretende seguir o calendário estabelecido pela lei para integrantes do Executivo que desejem disputar cargos eletivos. O vice-presidente acrescentou que a decisão sobre candidaturas, inclusive para o governo paulista, ainda será discutida em momento posterior, dentro das articulações políticas da base governista.
Na mesma ocasião, Geraldo Alckmin mencionou três nomes que aparecem como possíveis candidatos ao Palácio dos Bandeirantes: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
As declarações de Geraldo Alckmin ocorrem em um momento em que lideranças políticas começam a avaliar cenários para as eleições de 2026, especialmente em estados estratégicos como São Paulo.
Geraldo Alckmin reafirma desincompatibilização do ministério
Ao comentar o calendário eleitoral, Geraldo Alckmin explicou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços dentro do prazo legal estabelecido para ministros que pretendem disputar cargos públicos.
De acordo com Geraldo Alckmin, a data provável para a saída da pasta é o dia 2 de abril, limite previsto na legislação eleitoral para a desincompatibilização de integrantes do Executivo.
Segundo o vice-presidente, a exigência vale apenas para o cargo de ministro. O posto de vice-presidente da República não exige afastamento para eventual participação em eleições.
“Eu vou deixar o Ministério da Indústria e Comércio no prazo que a lei estabelece, que provavelmente será no dia 2 de abril, a desincompatibilização. Na vice-presidência não há necessidade”, afirmou Geraldo Alckmin.
A declaração reforça a intenção de cumprir rigorosamente as regras eleitorais que determinam o afastamento prévio de autoridades que pretendem disputar cargos eletivos.
Possíveis candidatos ao governo de São Paulo
Durante a entrevista, Geraldo Alckmin também comentou o cenário político para a disputa pelo governo paulista. Sem antecipar decisões partidárias, o vice-presidente citou nomes que já aparecem nas discussões internas da base governista.
Entre eles está Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda e uma das principais lideranças do governo federal. Geraldo Alckmin afirmou que o ministro reúne qualidades que o colocam como um potencial candidato competitivo.
“São Paulo já temos o Fernando Haddad, que é um ótimo candidato. Eu brinco que é ótimo candidato para tudo”, declarou Geraldo Alckmin.
Além de Haddad, Geraldo Alckmin mencionou Márcio França, atual ministro do Empreendedorismo e ex-governador de São Paulo. França tem trajetória política consolidada no estado e já disputou eleições para cargos majoritários.
Outro nome citado por Geraldo Alckmin foi o de Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, que ganhou destaque nacional após a eleição presidencial de 2022 e passou a integrar o núcleo político do governo federal.
Ao mencionar os três nomes, Geraldo Alckmin destacou que o campo governista possui diferentes alternativas para a disputa paulista.
Relação de Geraldo Alckmin com a política paulista
A fala de Geraldo Alckmin tem peso político significativo por causa de sua longa trajetória em São Paulo. O vice-presidente foi governador do estado por quatro mandatos e é uma das figuras mais conhecidas da política paulista nas últimas décadas.
Ao longo de sua carreira, Geraldo Alckmin construiu forte base política no estado e participou de diversas disputas eleitorais relevantes.
Essa experiência faz com que declarações de Geraldo Alckmin sobre o cenário político paulista sejam observadas com atenção por analistas e lideranças partidárias.
Embora não tenha indicado preferência por nenhum dos nomes citados, a menção feita por Geraldo Alckmin evidencia que o debate sobre candidaturas já começou nos bastidores da política.
Agenda institucional no Espírito Santo
A agenda que levou Geraldo Alckmin ao Espírito Santo também incluiu compromissos relacionados a investimentos na área da saúde.
Durante visita ao município de Colatina, o vice-presidente participou da inauguração do serviço de radioterapia do Hospital e Maternidade São José.
Na ocasião, foram entregues ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e unidades odontológicas móveis destinadas ao atendimento da população.
As ações fazem parte de iniciativas do governo federal voltadas à ampliação da infraestrutura de saúde pública em diferentes regiões do país.
Investimentos do Novo PAC na saúde pública
A agenda de Geraldo Alckmin continuou na cidade de Linhares, onde foi entregue o serviço de radioterapia do Hospital Rio Doce.
As iniciativas integram investimentos previstos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento, conhecido como Novo PAC, dentro do programa Agora Tem Mais Especialistas.
O objetivo do programa é ampliar o acesso da população a serviços de saúde especializados, além de reduzir filas para procedimentos de maior complexidade no sistema público.
Durante a agenda, Geraldo Alckmin ressaltou a importância da ampliação da infraestrutura hospitalar em regiões fora dos grandes centros urbanos.
Futuro político e eventual chapa presidencial
Questionado sobre a possibilidade de continuar como vice-presidente em uma eventual candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, Geraldo Alckmin evitou antecipar qualquer decisão.
O vice-presidente afirmou que o tema será discutido no momento adequado, dentro das definições partidárias e das estratégias eleitorais do campo político aliado ao governo.
“Essa é uma definição mais à frente. Quero dizer que estou muito honrado e muito feliz de participar com o presidente Lula ajudando o Brasil”, afirmou Geraldo Alckmin.
A declaração reforça a cautela adotada por Geraldo Alckmin diante das discussões eleitorais que começam a surgir no cenário político nacional.
Disputa em São Paulo deve ganhar intensidade nos próximos meses
A eleição para o governo de São Paulo é considerada uma das mais importantes do calendário político brasileiro. O estado possui o maior colégio eleitoral do país e exerce forte influência sobre o cenário nacional.
Por esse motivo, a definição de candidaturas costuma envolver negociações complexas entre partidos, lideranças regionais e o governo federal.
Ao mencionar nomes como Fernando Haddad, Márcio França e Simone Tebet, Geraldo Alckmin sinalizou que a base governista possui diferentes opções para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Nos bastidores da política, analistas avaliam que a definição do candidato poderá depender de fatores como pesquisas eleitorais, alianças partidárias e capacidade de articulação política.
Com a confirmação de que deixará o ministério dentro do prazo legal, Geraldo Alckmin também passa a ter maior liberdade para participar das discussões políticas que irão moldar o cenário eleitoral de 2026.









