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Home Política

Declaração de Gilvan da Federal Gera Reação da AGU e Pode Levar a Investigação Criminal

por Redação
09/04/2025 às 10h02 - Atualizado em 23/10/2025 às 21h46
em Política, Destaque, Notícias
Câmara Dos Deputados - Gilvan Da Federal - Gazeta Mercantil

Declaração de Gilvan da Federal Gera Reação da AGU e Pode Levar a Investigação Criminal

Deputado afirma desejar a morte do presidente Lula durante sessão na Câmara; AGU aciona PF e PGR e avalia quebra de imunidade parlamentar


Introdução: o caso que abalou Brasília

A recente declaração do deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES), feita durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, causou forte repercussão no cenário político brasileiro. O parlamentar afirmou desejar a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato que motivou a Advocacia-Geral da União (AGU) a solicitar providências à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), sinalizando possíveis implicações criminais para o caso.

Diante da gravidade das falas e de sua repercussão, o episódio reacendeu o debate sobre os limites da imunidade parlamentar, os riscos à estabilidade democrática e o papel das instituições de controle e fiscalização no Brasil contemporâneo.


Entenda o que disse Gilvan da Federal

Durante a sessão legislativa, Gilvan da Federal, ao comentar a denúncia da PGR sobre planos de assassinato contra o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, fez duras críticas e declarações contundentes. Entre as falas proferidas, destaca-se:

“Por mim, eu quero mais é que o Lula morra! […] Superou o câncer… tomara que tenha um ataque cardíaco. Porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando nosso país.”

A declaração, feita em um espaço institucional da Câmara, extrapolou o campo político e ideológico, tocando em temas sensíveis como incitação à violência e ameaças à integridade física de uma autoridade máxima do Estado brasileiro.


AGU reage e aciona PF e PGR

A AGU classificou as falas como potenciais crimes de incitação ao crime (art. 286 do Código Penal) e ameaça (art. 147 do Código Penal). No documento oficial encaminhado à PF e à PGR, a Advocacia-Geral da União solicitou que seja aberta uma notícia de fato para apuração das condutas do parlamentar.

Além disso, a AGU determinou a instauração de um procedimento administrativo interno, com o objetivo de avaliar eventuais sanções administrativas e preservar o respeito às instituições republicanas. A medida reforça o compromisso da entidade com a defesa do Estado Democrático de Direito.


Imunidade parlamentar em xeque

A Constituição Federal, em seu artigo 53, garante imunidade aos parlamentares por suas opiniões, palavras e votos. Contudo, a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) impõe limites claros à imunidade material. Segundo o entendimento da Corte, esse benefício não pode ser utilizado como escudo para manifestações que incitem a violência, promovam discurso de ódio ou ameacem a ordem institucional.

No documento enviado pela AGU, há menção expressa ao Inquérito 4.781 do STF, que destaca que a imunidade não protege declarações ofensivas que atentem contra a democracia ou contra autoridades públicas no exercício de suas funções.


Consequências possíveis para Gilvan da Federal

Caso a PGR e a PF identifiquem elementos suficientes, o deputado Gilvan da Federal poderá ser alvo de um inquérito policial e até de uma denúncia criminal ao STF, única instância apta a julgar parlamentares federais no exercício do mandato. Entre as sanções possíveis, estão:

  • Abertura de inquérito no STF;

  • Perda de mandato, mediante aprovação da maioria da Câmara;

  • Suspensão de direitos políticos, caso condenado;

  • Multa e pena de reclusão, conforme os crimes tipificados.

Adicionalmente, a Câmara dos Deputados poderá ser provocada a abrir um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar, uma vez que o regimento da Casa prevê punições para condutas incompatíveis com o exercício do mandato.


Projeto polêmico aprovado na mesma sessão

Curiosamente, na mesma sessão em que Gilvan da Federal proferiu as declarações, a Comissão de Segurança Pública aprovou o Projeto de Lei nº 4012/23. A proposta veda o uso de armas de fogo pelos agentes da segurança pessoal do presidente da República e dos ministros de Estado. A aprovação do projeto acirrou ainda mais os ânimos, sendo interpretada por alguns parlamentares como uma retaliação política ao atual governo.


Reações no meio político e jurídico

As declarações de Gilvan da Federal provocaram reações imediatas. Diversos parlamentares, de diferentes espectros ideológicos, classificaram a fala como “inaceitável”, “criminosa” e “atentatória ao regime democrático”. Entidades como a OAB, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também se manifestaram, exigindo medidas firmes e imediatas contra a incitação à violência.


Gilvan da Federal e o histórico de polêmicas

Gilvan da Federal, cujo nome verdadeiro é Gilvan Barros, é conhecido por seu estilo agressivo e por uma série de polêmicas envolvendo discursos inflamados nas redes sociais e no plenário. Ele se elegeu com forte apoio do eleitorado bolsonarista e costuma defender pautas como o armamento da população, o endurecimento penal e a crítica às instituições do Judiciário.

Apesar da base de apoio fiel, suas ações frequentemente resultam em pedidos de investigação e medidas judiciais. O episódio atual pode representar um divisor de águas em sua trajetória política, com risco real de sanções severas.


O papel das instituições diante da escalada de discursos de ódio

Especialistas alertam que a repetição de discursos violentos e o uso da tribuna para disseminar mensagens de ódio ou incitação à violência são sintomas graves de fragilidade institucional. O papel da AGU, da PGR, da PF e do STF torna-se essencial para manter os freios e contrapesos democráticos, especialmente em um contexto de polarização política e ataque às instituições.

A responsabilização de agentes públicos que ultrapassam os limites legais e constitucionais deve ser exemplar, tanto para preservar o decoro parlamentar quanto para garantir a segurança institucional do Brasil.


O limite da palavra no Parlamento

A liberdade de expressão é um pilar inegociável da democracia. Contudo, essa liberdade não pode ser confundida com a licença para agredir, ameaçar ou incitar a morte de adversários políticos. A fala de Gilvan da Federal ultrapassou não apenas os limites do decoro parlamentar, mas também os limites legais da imunidade, colocando em risco a integridade de uma autoridade eleita pelo povo.

Diante disso, caberá às instituições responder com firmeza e equilíbrio, garantindo que a justiça seja feita dentro dos marcos legais e constitucionais. O Brasil democrático exige responsabilidade, respeito e compromisso com a civilidade política.

Tags: AGU Gilvan da FederalCâmara dos Deputados Gilvancrimes de incitaçãodeclarações Gilvan da Federaldeputado Gilvan da FederalGilvan da FederalGilvan deseja morte de Lulaimunidade parlamentar STFinvestigação deputado GilvanPGR investigação Gilvan

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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