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Home Economia

Mudanças no Imposto de Renda sobre investimentos: veja o que muda e como se adaptar

por Redação
09/06/2025 às 11h35 - Atualizado em 07/10/2025 às 12h36
em Economia, Destaque, Notícias
Mudanças No Imposto De Renda Sobre Investimentos: Veja O Que Muda E Como Se Adaptar - Gazeta Mercantil - Economia

Imposto de Renda sobre investimentos: o que muda com a nova proposta do governo

Com o avanço das discussões entre o governo federal e o Congresso Nacional, está prestes a ser publicada uma nova medida provisória que promete reformular o regime do Imposto de Renda sobre investimentos no Brasil. A proposta faz parte do pacote fiscal que visa substituir parcialmente o recente decreto que elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e pode impactar diretamente milhões de investidores brasileiros, do pequeno poupador ao grande especulador do mercado financeiro.

Neste artigo, vamos explicar detalhadamente o que está em jogo, quais ativos serão afetados, como funcionará a nova alíquota fixa de 17,5%, as mudanças na tributação de ativos hoje isentos, além da nova possibilidade de compensação de perdas e a inclusão dos criptoativos na regulamentação.


Reforma no Imposto de Renda sobre investimentos: o que propõe o governo

A principal alteração está na mudança de alíquota do Imposto de Renda sobre investimentos. Atualmente, o IR aplicado segue a chamada tabela regressiva, que varia conforme o tempo que o recurso permanece investido: quanto maior o prazo, menor a alíquota, indo de 22,5% (até 180 dias) a 15% (mais de 720 dias).

A proposta do governo é instituir uma alíquota única de 17,5% para todas as aplicações financeiras, independentemente do prazo de resgate. Isso inclui operações de curtíssimo prazo, como o day trade, tradicionalmente mais oneradas, e investimentos de longo prazo, hoje favorecidos com a menor alíquota da tabela regressiva.


Aplicações isentas que passarão a ser tributadas

Outro ponto polêmico da proposta é a inclusão de algumas aplicações financeiras que hoje são isentas de IR. A nova medida pretende tributar com alíquota de 5% investimentos como:

  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)

  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

  • CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários)

  • CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)

Segundo o governo, a isenção destes papéis distorce o mercado, pressionando os juros de outras modalidades de investimento que precisam oferecer retornos mais atrativos para competir.

Apesar disso, a proposta prevê que o estoque já emitido e o que for emitido até 31 de dezembro deste ano continue isento. A tributação de 5% valerá apenas para novas emissões a partir de 2026.


Ganhos e perdas: nova compensação no IR

Uma mudança importante e considerada positiva por especialistas é a ampliação da possibilidade de compensação de perdas. Atualmente, apenas investidores em renda variável podem compensar prejuízos com lucros obtidos em outras operações no mesmo segmento.

Com a nova proposta, essa compensação será permitida em todas as operações do mercado financeiro, o que inclui também renda fixa, fundos, derivativos, entre outros. A compensação será feita na Declaração de Ajuste Anual do IR.

Contudo, essa flexibilidade não se aplicará aos investimentos considerados incentivados, ou seja, aqueles que possuem benefícios fiscais específicos.


Tributação de criptoativos: regras mais claras e segregadas

Os criptoativos também estão no radar da reforma. A proposta visa regulamentar a tributação de criptomoedas e ativos digitais, com regras semelhantes às das demais aplicações financeiras. No entanto, a apuração e a tributação serão segregadas, ou seja, separadas das outras categorias de investimentos.

Isso significa que os investidores em criptoativos precisarão declarar seus ganhos e perdas separadamente, seguindo um regime próprio de apuração fiscal. A medida busca trazer maior clareza e uniformidade à tributação desse tipo de ativo, ainda pouco regulado no país.


Por que o governo quer reformular o IR sobre investimentos?

A justificativa principal apresentada pelo governo é a correção de distorções de mercado provocadas por isenções fiscais e alíquotas regressivas. Segundo o Ministério da Fazenda, os títulos isentos acabam forçando outras modalidades a pagar mais, desequilibrando o sistema financeiro.

Além disso, a proposta busca aumentar a arrecadação de forma mais justa e eficaz, sem necessariamente elevar os tributos de forma direta. Ao uniformizar a alíquota e acabar com parte das isenções, o governo acredita que poderá melhorar o fluxo de receitas com menor resistência política.


Impacto para o investidor: o que esperar?

Para o investidor comum, as mudanças trazem implicações relevantes:

  • Fim da vantagem do longo prazo: Com a unificação da alíquota de IR sobre investimentos em 17,5%, aplicações de longo prazo perdem o benefício fiscal atual, o que pode desestimular o investidor a manter o dinheiro aplicado por períodos mais longos.

  • Tributação de ativos antes isentos: A inclusão de LCI, LCA, CRI e CRA na base tributária pode alterar significativamente o rendimento líquido desses produtos, antes considerados vantajosos justamente por serem livres de imposto.

  • Compensação de perdas mais abrangente: Por outro lado, a possibilidade de abater prejuízos de qualquer operação do mercado pode beneficiar investidores que diversificam suas carteiras.

  • Criptoativos sob regras específicas: Investidores em moedas digitais terão que se adaptar a novas exigências de declaração e apuração.


O que ainda falta ser definido?

A proposta ainda será incluída em uma medida provisória, o que significa que, embora tenha força de lei imediata, precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder validade. Durante esse período, parlamentares podem apresentar emendas, alterando ou até mesmo barrando trechos da proposta original.

Além disso, os detalhes técnicos, como a forma de apuração para diferentes ativos e os critérios para compensação de perdas, ainda devem ser definidos por meio de instruções normativas da Receita Federal.


Como se preparar?

Investidores e profissionais do mercado financeiro devem estar atentos às mudanças no Imposto de Renda sobre investimentos, pois elas alteram o cenário tributário de forma significativa. É essencial:

  • Reavaliar a composição da carteira de investimentos à luz das novas alíquotas;

  • Considerar o impacto da tributação sobre títulos isentos;

  • estar preparado para mudanças na declaração do IR, especialmente no que diz respeito aos criptoativos e à compensação de perdas.

A proposta ainda está sujeita a modificações, mas sinaliza um movimento claro do governo de simplificação tributária com foco em maior eficiência arrecadatória.

Tags: 5%alíquota IR 17compensação de perdas no IREconomiaimposto sobre aplicações financeirasIR sobre investimentosmudanças no Imposto de Rendareforma tributária investimentostributação de criptoativostributação de LCI e LCA

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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