quinta-feira, 17 de setembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Economia

IPCA-15 de setembro desacelera para 0,13%, influenciado pelo aumento da energia elétrica

por Gabriel Monteiro
25/09/2024 às 09h52
em Economia
Ipca Setembro - Gazeta Mercantil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a principal prévia da inflação oficial no Brasil, registrou uma variação de 0,13% em setembro de 2024. O dado, divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresenta uma desaceleração em relação à taxa de 0,19% observada em agosto, sinalizando uma leve contenção das pressões inflacionárias.

No acumulado do ano, o índice já soma uma alta de 3,15%. Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses alcançou 4,12%, apresentando um recuo em comparação aos 4,35% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Essa desaceleração reflete uma série de fatores, com destaque para a elevação no preço da energia elétrica residencial, que foi o principal fator de pressão inflacionária no período.

Impacto da energia elétrica no IPCA-15 de setembro

A energia elétrica residencial teve uma participação significativa no resultado de setembro, registrando uma alta de 0,84%, revertendo a queda de -0,42% observada no mês de agosto. A principal razão para esse aumento foi a adoção da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que entrou em vigor a partir de 1º de setembro. Essa medida implica em uma cobrança adicional de R$ 4,169 para cada 100 kWh consumidos, impactando diretamente o bolso dos consumidores.

A mudança para a bandeira vermelha reflete a necessidade de recorrer a usinas termelétricas para garantir o abastecimento de energia, o que eleva os custos de produção e, consequentemente, de distribuição. A alta nos preços da energia é um dos componentes mais voláteis da inflação, sendo bastante sensível a fatores climáticos e à situação dos reservatórios de hidrelétricas no país.

Análise setorial: como os grupos se comportaram

O resultado do IPCA-15 de setembro foi influenciado de maneiras diferentes pelos diversos grupos que compõem o índice. Embora a energia elétrica tenha sido o principal fator de alta, outros setores também desempenharam papéis importantes.

  • Alimentação e bebidas: O setor de alimentos, que tem grande peso no cálculo da inflação, apresentou estabilidade em setembro. Alguns produtos essenciais, como arroz e feijão, registraram leve alta, compensando a queda nos preços de carnes e frutas.
  • Transportes: Este setor, que geralmente possui forte impacto sobre o índice geral, registrou leve queda no mês, influenciado pela redução nos preços de combustíveis, como a gasolina, e nas passagens aéreas, devido à diminuição da demanda no fim do período de férias.
  • saúde e cuidados pessoais: O setor teve uma leve alta, puxada principalmente pelos reajustes nos preços de medicamentos e de serviços relacionados à saúde, como consultas médicas e exames.

Comparação entre agosto e setembro

A desaceleração observada no IPCA-15 de setembro, em comparação a agosto, demonstra que, apesar das pressões localizadas, como a alta da energia elétrica, o comportamento dos preços nos outros setores contribuiu para manter a inflação em níveis controlados.

Em agosto, o índice registrou 0,19%, impactado também pela queda nos preços dos combustíveis e pela estabilização nos preços dos alimentos. A principal diferença entre os dois meses foi o impacto da energia elétrica, que, em agosto, havia registrado uma queda que contribuiu para segurar a inflação, enquanto em setembro ela puxou o índice para cima.

Expectativas para o restante do ano

Com a desaceleração observada em setembro, o mercado financeiro e analistas econômicos ajustaram suas expectativas para a inflação oficial de 2024. Apesar do cenário de aumento nas tarifas de energia elétrica e da possibilidade de novas variações nos preços de alimentos e combustíveis, a tendência geral ainda aponta para um controle inflacionário em linha com as metas estabelecidas pelo Banco Central.

Entretanto, o comportamento da inflação nos próximos meses dependerá de fatores externos, como a volatilidade no preço dos combustíveis, a evolução do cenário climático e as políticas públicas adotadas em relação à economia. A depender desses fatores, o IPCA, que é o índice oficial de inflação, pode sofrer impactos significativos, especialmente com a aproximação do final do ano, quando há maior pressão sobre a demanda.

A importância do IPCA-15

O IPCA-15 é considerado a prévia oficial da inflação no Brasil, sendo amplamente utilizado para medir a variação de preços no país antes da divulgação do IPCA, que é o índice oficial. A coleta de dados para o IPCA-15 é realizada entre os dias 15 do mês anterior e 15 do mês de referência, permitindo uma análise mais dinâmica do comportamento da economia.

A diferença entre o IPCA e o IPCA-15 está, principalmente, no período de coleta de dados. Enquanto o IPCA reflete todo o mês, o IPCA-15 oferece uma antecipação do comportamento inflacionário, sendo muito utilizado por analistas e investidores para prever a tendência da inflação no curto prazo.

Além disso, o índice tem um papel relevante na formulação de políticas econômicas. O Banco Central, por exemplo, utiliza os dados da inflação, incluindo o IPCA-15, para definir a taxa básica de juros, a Selic. Se a inflação estiver acima da meta estabelecida, é comum que o BC opte por aumentar a Selic para conter o avanço dos preços. Por outro lado, quando a inflação está controlada, a tendência é de manutenção ou queda dos juros.

A variação de 0,13% no IPCA-15 de setembro mostra que a inflação segue em trajetória controlada, embora ainda existam pontos de pressão, como o aumento da energia elétrica residencial. O comportamento estável de setores como alimentos e transportes ajudou a conter o avanço da inflação no mês, permitindo uma desaceleração em relação ao resultado de agosto.

Com o acumulado de 3,15% no ano e 4,12% nos últimos 12 meses, o IPCA-15 indica que o Brasil segue em um cenário de inflação moderada, o que pode garantir um ambiente econômico mais estável. No entanto, os próximos meses ainda podem reservar surpresas, especialmente em relação aos preços da energia e dos combustíveis, que são fatores de grande impacto sobre o índice.

LEIA MAIS

Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu nesta quarta-feira, 16 de setembro, a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, prolongando pelo quinto encontro consecutivo...

Leia MaisDetails
Empresas Ampliam Venda De Dívidas Vencidas Enquanto Crédito Segue Caro-Gazeta Mercantil
Economia

Empresas ampliam venda de dívidas vencidas enquanto crédito segue caro

Empresas brasileiras estão recorrendo com mais frequência à venda de carteiras de crédito inadimplente para transformar recebíveis de difícil recuperação em liquidez imediata. O mercado movimentou R$ 17...

Leia MaisDetails
Banco Mundial Nomeia Nobel Michael Kremer Como Novo Economista-Chefe-Gazeta Mercantil
Economia

Banco Mundial nomeia Nobel Michael Kremer como novo economista-chefe

O Banco Mundial nomeou nesta quarta-feira, 16 de setembro, o economista americano Michael Kremer, vencedor do Prêmio de Economia de 2019, para os cargos de economista-chefe do Grupo...

Leia MaisDetails
Super Quarta: Fed Pode Subir Juros Enquanto Copom Deve Cortar Selic Para 13,75%
Economia

Super Quarta: Fed pode subir juros enquanto Copom deve cortar Selic para 13,75%

Brasil e Estados Unidos chegam à Super Quarta desta quarta-feira, 16 de setembro, em momentos opostos de seus ciclos monetários. O Federal Reserve deve elevar os juros americanos...

Leia MaisDetails
Minha Casa Minha Vida - Gazeta Mercantil
Economia

Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 500 milhões extras e subsídios chegam a R$ 13 bilhões

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aumentou em R$ 500 milhões o orçamento destinado aos subsídios habitacionais do Minha Casa, Minha Vida...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

08:41:31
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Flávio Bolsonaro Usou Recentemente Apartamento Que Pertenceu A Cunhado De Vorcaro
Política

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Leia MaisDetails
Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

Leia MaisDetails
Brb Recebe R$ 376 Milhões Da Xp Por Créditos Ligados Ao Banco Master-Gazeta Mercantil
Empresas

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

Banco do Brasil (BBAS3): JPMorgan corta preço-alvo para R$ 22 e reduz projeções de lucro

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP