Mercados Americanos Disparam com S&P 500 em Máxima Histórica e Dólar em Queda
Os mercados americanos registraram alta generalizada na sexta-feira, encerrando um semestre positivo e reforçando a confiança dos investidores diante de perspectivas favoráveis.
O índice Dow Jones subiu 0,63%, alcançando 44.094,77 pontos. O S&P 500 avançou 0,52%, marcando 6.204,95 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,47%, ficando em 20.369,73. No acumulado do primeiro semestre, as elevações foram de 3,60% no Dow, 5,49% no S&P 500 e 5,48% no Nasdaq.
Analistas do Swissquote Bank afirmam que os investidores estão cada vez mais “otimistas e dispostos a assumir mais riscos”, impulsionados pela expectativa de uma onda de acordos comerciais antes de 9 de julho. A alta do S&P 500 para recordes históricos reforça esse sentimento, embora analistas da Capital Economics alertem que não há garantia de retorno verdadeiro ao patamar inicial devido ao atual cenário de incertezas políticas e tarifárias.
Panorama das Bolsas e Perspectivas Econômicas
Embora os índices tenham recuperado os níveis anteriores, há cautela: a Capital Economics avalia que, apesar da tendência de alta, o ambiente de volatilidade permanece, com possibilidade de novas flutuações caso as “pausas” tarifárias cheguem ao fim. A projeção para o S&P 500 até o fim do ano fica em torno de 6.250 pontos — levemente acima do nível atual, mas ainda longe de avanços expressivos.
Além disso, 110 empresas do S&P 500 divulgaram projeções de lucro para o segundo trimestre: 59 preveem queda no lucro por ação, e 51, alta. Apesar do número de projeções negativas estar acima da média de cinco anos, a quantidade de positivas também supera esses padrões.
Acelerado Crescimento da Oracle
A Oracle se destacou ao subir 3,99%. A empresa afirmou que o ano fiscal começou com força e mencionou contratos significativos na nuvem — um acordo que deve gerar mais de US$ 30 bilhões em receita anual a partir de 2028.
Juros dos EUA: Tomam Fôlego com Payroll e Política Monetária
Os rendimentos dos Treasuries fecharam em queda às 17h (horário de Brasília). A T-note de 2 anos estava em 3,722%, a de 10 anos em 4,237%, e o T-bond de 30 anos em 4,789%. As taxas registraram queda tanto no mês de junho quanto no primeiro semestre, com uma queda acumulada de 0,189 p.p. apenas no segundo trimestre.
O movimento foi impulsionado pelas compras de títulos no fim do mês. Já os investidores aguardam o relatório de empregos de junho (payroll), com mercado reduzido por conta do feriado de 4 de julho. A expectativa de corte de juros pelo Fed também influencia o cenário, embora haja alerta para riscos inflacionários devido a tarifas e custos de oferta.
A Apollo Wealth Management prevê que o aumento do déficit orçamentário e da emissão de títulos pelo Tesouro pressionarão ainda mais os rendimentos nos próximos meses. A emissão crescente sugere maiores custos de financiamento para o governo.
Dólar Enfraquece com Pressão sobre o Fed e Melhora nas Negociações Comerciais
O dólar caiu frente às principais moedas globais, com índice DXY atingindo 96,875 pontos, o menor em três anos, recuando 0,54%. No semestre, a moeda acumulou queda de 10,7%.
O dólar operava a 144,15 ienes, o euro a US$ 1,1780 e a libra a US$ 1,3722. A queda foi atribuída à pressão por cortes de juros no Fed, aos avanços nas negociações comerciais e à crescente desconfiança quanto à direção da política monetária americana.
Autoridades do Fed mantiveram tom cauteloso, mas alguns membros sinalizaram cortes de juros em 2026. Essa expectativa reforça a perspectiva de nova rodada de enfraquecimento do dólar, ainda que riscos geopolíticos possam oferecer suporte momentâneo à moeda.
Os mercados americanos fecharam o semestre com sinais claros de recuperação e otimismo, impulsionados por expectativas de cortes de juros, negociações comerciais e lançamentos de grandes contratos empresariais. No entanto, o ambiente permanece cauteloso, com volatilidade potencial e decisões políticas influenciando o rumo das bolsas e dos títulos.






