Pesquisa Paraná Pesquisas 24 de junho mostra Lula empatado com Michelle e Tarcísio; Bolsonaro lidera
A nova rodada da pesquisa Paraná Pesquisas 24 de junho traz informações relevantes sobre o atual cenário eleitoral brasileiro. O levantamento revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em empate técnico com Michelle Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Eduardo Bolsonaro (PL) em possíveis disputas de segundo turno. No entanto, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria o único a vencer Lula com margem significativa, mesmo estando inelegível.
Esse cenário aponta para uma eleição de 2026 fortemente polarizada, com a direita apresentando diversos nomes competitivos e o atual presidente enfrentando dificuldades em manter sua liderança isolada.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa Paraná Pesquisas de 24 de junho foi realizada com 2.020 eleitores de todas as regiões do Brasil, entre os dias 18 e 22 de junho. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os dados apresentados oferecem uma visão atualizada e estratégica sobre o posicionamento dos principais nomes cotados para a corrida presidencial de 2026.
Lula x Bolsonaro: única derrota clara
No cenário em que o atual presidente Lula disputa um segundo turno contra Jair Bolsonaro, os números mostram uma vantagem para o ex-presidente. Jair Bolsonaro alcançaria 46,5% das intenções de voto, enquanto Lula ficaria com 39,7%. Essa diferença está fora da margem de erro e revela uma desvantagem consolidada para o petista frente ao seu principal adversário.
Esse resultado reforça a força de Bolsonaro junto ao eleitorado conservador e indica que, mesmo fora da disputa direta devido à sua inelegibilidade, o ex-presidente segue como figura central no debate político.
Lula x Michelle Bolsonaro: disputa apertada
No embate com Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, Lula registra 40,6% das intenções de voto, enquanto Michelle alcança 44,4%. A diferença entre os dois está dentro da margem de erro, configurando empate técnico. Michelle demonstra ser um nome com forte potencial para herdar o eleitorado bolsonarista.
Sua atuação política nos últimos meses e a crescente visibilidade a colocam como possível candidata com reais chances de protagonismo em 2026. A performance da ex-primeira-dama acende um alerta para a campanha petista, que precisa ampliar seu diálogo com setores mais moderados da sociedade.
Lula x Tarcísio de Freitas: outro empate técnico
No cenário contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Lula atinge 40,1% das intenções de voto, contra 43,6% de Tarcísio. Também aqui há empate técnico, o que evidencia que Tarcísio é outro nome forte no espectro conservador.
Sua gestão no maior estado do país e seu perfil técnico vêm sendo bem avaliados. Tarcísio desponta como possível alternativa de centro-direita com discurso econômico liberal e apelo a setores do empresariado.
Lula x Eduardo Bolsonaro: vantagem petista
Em confronto com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, Lula sai vitorioso. O presidente alcança 41,6%, enquanto Eduardo registra 39,1%. Ainda dentro da margem de erro, mas com leve vantagem para Lula.
Apesar do sobrenome, Eduardo apresenta desempenho mais fraco que os demais representantes da direita, o que pode refletir rejeição maior ou menor projeção nacional em relação à ex-primeira-dama e ao governador paulista.
Cenário de primeiro turno: polarização entre Lula e Bolsonaro
Quando se considera o primeiro turno, a pesquisa Paraná Pesquisas 24 de junho mostra que Jair Bolsonaro lidera com 37,2%, seguido por Lula com 32,8%. Os demais nomes ficam muito abaixo, indicando que a disputa permanece centrada nos dois líderes da polarização.
A votação espontânea, na qual os eleitores mencionam nomes sem sugestão prévia, também mostra Bolsonaro ligeiramente à frente, com 19,5%, contra 18,8% de Lula. Isso demonstra um cenário estável de disputa, com os dois mantendo bases eleitorais fiéis.
Impacto político da pesquisa
Os dados trazidos pela pesquisa Paraná Pesquisas 24 de junho oferecem diversos pontos de análise:
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Bolsonaro segue influente, mesmo inelegível, sendo o único a vencer Lula com folga;
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Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas se consolidam como nomes viáveis da direita, empatando com Lula em eventual segundo turno;
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O desempenho de Lula mostra desgaste, possivelmente causado por fatores econômicos, crises institucionais ou rejeição acumulada;
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Eduardo Bolsonaro é o nome mais fraco entre os testados da direita.
Essas projeções sugerem que o PT terá de repensar suas estratégias de campanha e ampliar suas alianças, caso queira manter a presidência em 2026.
Direita pulverizada, mas forte
Um dos pontos mais relevantes da pesquisa Paraná Pesquisas 24 de junho é a pulverização do campo da direita, que possui hoje ao menos três nomes com chances reais de competir com Lula. A divisão do eleitorado conservador pode dificultar a unificação em torno de um nome apenas, mas também mostra a força desse espectro político no Brasil atual.
Michelle Bolsonaro tem o capital simbólico da família e grande apelo entre conservadores. Tarcísio tem o respaldo de uma gestão estadual. Eduardo Bolsonaro, apesar de não ter bom desempenho nesta pesquisa, continua influente em nichos da base bolsonarista mais radical.
E o centro? Onde está?
O levantamento não apresenta nomes do centro político com competitividade para enfrentar Lula ou os nomes da direita no segundo turno. Isso demonstra que, por enquanto, a disputa está centrada na tradicional polarização entre PT e o bolsonarismo, com pouca margem para alternativas como Simone Tebet, Rodrigo Pacheco ou outros nomes especulados.
O que esperar da corrida presidencial de 2026
Se a eleição fosse hoje, o segundo turno muito provavelmente teria Lula contra um nome apoiado por Bolsonaro. A dúvida gira em torno de quem herdará essa candidatura: Michelle, Tarcísio ou outro nome. A pesquisa Paraná Pesquisas 24 de junho deixa claro que o ex-presidente ainda é o principal cabo eleitoral da direita.
A evolução da economia, a taxa de desemprego, inflação, os índices de popularidade do governo e o andamento de reformas no Congresso serão determinantes para os próximos passos do cenário político. A disputa está em aberto, mas a polarização parece mais viva do que nunca.






