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Petrobras Foz do Amazonas: Ibama impõe 29 exigências para liberar perfuração em área sensível da Amazônia

por Redação
16/01/2026
em Business, Destaque, News
Petrobras Foz Do Amazonas: Ibama Impõe 29 Exigências Para Liberar Perfuração Em Área Sensível Da Amazônia - Gazeta Mercantil

Petrobras Foz do Amazonas: Ibama impõe 29 condições para perfuração de poço exploratório

A Petrobras recebeu autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para dar início à perfuração de um poço exploratório na Foz do Rio Amazonas, um dos projetos mais aguardados e debatidos da última década. A licença, concedida após quatro anos de análises, marca um novo capítulo na expansão da exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira, mas vem acompanhada de 29 condições específicas impostas pelo órgão ambiental.

O projeto, localizado no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, está a 500 km da foz do Rio Amazonas e a 175 km da costa. Trata-se de uma região considerada sensível do ponto de vista ambiental, o que explica a complexidade do processo de licenciamento iniciado em 2020.


Petrobras Foz do Amazonas: o potencial energético e o desafio ambiental

De acordo com estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o volume recuperável na Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Esse número representa mais da metade das reservas provadas atuais da Petrobras, que somam 11,4 bilhões de barris.

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O potencial é tão expressivo que especialistas já comparam a Margem Equatorial ao pré-sal, cuja descoberta revolucionou o setor energético nacional. No entanto, a localização do bloco, próxima a áreas de manguezais e habitats de espécies ameaçadas, como o peixe-boi da Amazônia, coloca o empreendimento sob intensa vigilância ambiental.

A licença de operação autoriza a perfuração de um único poço exploratório, com início imediato e duração estimada de cinco meses. Nesta fase, não há produção comercial de petróleo — trata-se de uma etapa de pesquisa geológica para confirmar se há petróleo e gás em escala econômica.


As 29 condições impostas pelo Ibama à Petrobras

O documento do Ibama estabelece um conjunto rigoroso de 29 condições ambientais obrigatórias que a Petrobras deverá seguir para manter a autorização ativa. O descumprimento de qualquer uma delas poderá resultar na suspensão ou cancelamento da licença.

Entre as principais exigências estão:

  • Proteção da fauna aquática: A Petrobras deverá garantir o funcionamento dos Centros de Atendimento à Fauna em Oiapoque (AP) e Belém (PA), com foco especial em peixes-boi e quelônios amazônicos.

  • Plano de Proteção à Fauna: Implementar ações de resgate, reabilitação e soltura de espécies aquáticas afetadas.

  • Simulado de vazamento de óleo: Antes do início da perfuração, será obrigatório realizar um exercício prático de resposta a acidentes ambientais, com monitoramento e resgate de fauna.

  • Compensação ambiental: A Petrobras deverá investir R$ 39 milhões em medidas de compensação ambiental.

  • Gerenciamento de resíduos: Será obrigatório o cumprimento do Plano de Gerenciamento de Resíduos da Atividade de Perfuração e proibição do descarte de cascalhos contaminados no mar.

  • Controle da poluição e monitoramento: Implementar o Projeto de Controle da Poluição, o Projeto de Monitoramento Ambiental, além de programas para educação ambiental de trabalhadores e comunicação social com as comunidades locais.

  • Planos de emergência: Executar o Plano de Emergência Individual e comunicar imediatamente qualquer alteração estrutural nas embarcações ou nos equipamentos usados na operação.

  • Transparência: Apresentar relatórios anuais sobre o cumprimento das condições e disponibilizar dados de localização das unidades marítimas envolvidas.

  • Monitoramento da avifauna: Criar programas para acompanhar os impactos sobre aves marinhas e costeiras.

  • Controle de espécies exóticas: Adotar medidas para prevenir a introdução de espécies não nativas no ecossistema amazônico.

Essas medidas formam um conjunto de obrigações inéditas em complexidade, refletindo o cuidado do órgão ambiental com uma região considerada ecologicamente frágil e de importância global.


Ibama alerta para situação crítica dos peixes-boi

Um dos pontos de maior atenção no parecer do Ibama é a situação dos peixes-boi amazônicos, espécies ameaçadas de extinção. Segundo o órgão, 55 animais estão em reabilitação no Pará, com infraestrutura limitada e recintos inadequados.

No Amapá, há cinco animais em cativeiro, sem estrutura ideal para soltura. O parecer determina que a Petrobras deverá apoiar financeiramente e estruturalmente as iniciativas de manejo e conservação desses animais, em alinhamento com instituições locais e estaduais.

O Ibama também destacou a necessidade de a estatal participar ativamente das estratégias regionais de conservação, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas de proteção da fauna marinha.


Petrobras Foz do Amazonas: impacto econômico e estratégico

O projeto na Foz do Amazonas não é apenas uma aposta energética, mas também estratégica. A Margem Equatorial é vista como a nova fronteira de exploração de petróleo no Brasil, com potencial de substituir gradualmente a produção de campos maduros da Bacia de Campos e garantir a autossuficiência energética nacional nas próximas décadas.

Além disso, a perfuração pode atrair investimentos bilionários em infraestrutura, logística e pesquisa. A operação no Amapá exige embarcações especializadas, helicópteros, equipamentos de alta tecnologia e profissionais altamente qualificados, gerando centenas de empregos diretos e indiretos.


Licença sob vigilância: possíveis sanções e riscos

O Ibama deixou claro que a licença concedida à Petrobras Foz do Amazonas pode ser suspensa ou cancelada a qualquer momento, caso sejam verificadas irregularidades, omissões de informação ou riscos ambientais graves.

Entre as causas que podem levar à revogação estão:

  • Violação de qualquer uma das 29 condicionantes;

  • Omissão ou falsa descrição de informações ambientais;

  • Ocorrência de acidentes que ameacem a saúde pública ou a fauna marinha.

Esse rigor reforça a postura de tolerância zero com riscos ambientais adotada pelo governo brasileiro após anos de debates sobre a viabilidade do projeto.


Petrobras defende exploração responsável na Margem Equatorial

A Petrobras argumenta que a Margem Equatorial tem potencial de transformar a região Norte em um novo polo energético do país, e que todas as medidas de segurança e controle ambiental estão sendo adotadas.

A estatal também destaca que o poço exploratório não representa produção imediata, sendo apenas uma etapa técnica para coletar amostras e dados geológicos. Caso a presença de petróleo seja confirmada, novos estudos e licenças serão necessários antes de qualquer exploração comercial.

Para a empresa, o projeto é essencial para o futuro energético do Brasil, especialmente diante da transição global para fontes mais limpas e sustentáveis. A Petrobras afirma buscar equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.


O dilema da Foz do Amazonas: energia x meio ambiente

O debate sobre a perfuração na Foz do Amazonas divide opiniões entre ambientalistas e economistas. De um lado, há quem defenda que o Brasil precisa aproveitar seus recursos naturais para financiar a transição energética. Do outro, ativistas alertam para os riscos de danos irreversíveis à biodiversidade marinha e costeira da Amazônia.

Essa dualidade ilustra o desafio global de conciliar crescimento econômico e sustentabilidade, especialmente em regiões de alta sensibilidade ecológica. O Petrobras Foz do Amazonas se tornou símbolo desse embate.


Petrobras Foz do Amazonas e o futuro da Margem Equatorial

A licença concedida à Petrobras Foz do Amazonas marca um avanço importante para o setor energético, mas impõe à estatal uma responsabilidade proporcional à dimensão do projeto. Cumprir as 29 exigências ambientais do Ibama será essencial para garantir que o desenvolvimento ocorra de forma segura, sustentável e transparente.

A Margem Equatorial desponta como a nova fronteira do petróleo brasileiro — e o sucesso dessa operação pode redefinir o papel da Petrobras no cenário global. Contudo, qualquer erro pode significar impactos ambientais severos e danos à reputação da empresa.

O futuro da exploração na região dependerá da capacidade da Petrobras de conciliar tecnologia, eficiência e respeito ambiental em cada fase do projeto.

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