terça-feira, 20 de janeiro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Política

PL do Antiterrorismo é adiado após articulação política entre Hugo Motta e governo Lula

Governo Lula articula adiamento de votação que equipara facções criminosas a grupos terroristas

por Redação
05/11/2025
em Política, Destaque, News
Pl Do Antiterrorismo É Adiado Após Articulação Política Entre Hugo Motta E Governo Lula - Gazeta Mercantil

PL do Antiterrorismo é adiado após manobra política na Câmara liderada por Hugo Motta

O PL do Antiterrorismo — proposta que busca equiparar facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) a organizações terroristas — teve sua análise novamente adiada na Câmara dos Deputados. A decisão foi resultado direto de uma articulação política entre o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), com aval do Palácio do Planalto.

Na noite de terça-feira (4), Motta anunciou o cancelamento das reuniões das comissões permanentes marcadas para quarta, determinando que os deputados se dedicassem exclusivamente às votações do plenário. A medida, aparentemente técnica, teve efeito político claro: impedir que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisasse o projeto do PL 1.283/2025, que amplia a Lei Antiterrorismo (13.260/2016).

A manobra adiou pela terceira vez consecutiva o avanço do texto, frustrando parlamentares da oposição que contavam com a votação ainda nesta semana.

Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro
PUBLICIDADE

Como a articulação política travou o PL do Antiterrorismo

Segundo fontes na Câmara, o cancelamento das sessões das comissões foi negociado diretamente entre Guimarães e Motta. O argumento oficial foi priorizar votações urgentes no plenário, mas o efeito prático foi esvaziar a reunião da CCJ e impedir o debate sobre a proposta que equipara o crime organizado ao terrorismo.

O presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), chegou a preparar a pauta, mas, com a abertura da ordem do dia no plenário, foi obrigado a encerrar os trabalhos. Conforme o regimento interno da Câmara, nenhuma comissão pode deliberar enquanto há sessão plenária em andamento.

Nos bastidores, o governo defende que a proposta precisa ser discutida “com mais profundidade” e que a criação de uma comissão especial seria mais adequada. Essa avaliação é compartilhada pela ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), que também atuou junto à base aliada para obstruir a votação do projeto.


O que diz o governo sobre o PL do Antiterrorismo

O Planalto avalia que o texto atual, relatado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), é “radical” e não oferece equilíbrio jurídico suficiente. Derrite, que se licenciou do cargo estadual para acompanhar o andamento da proposta em Brasília, é considerado pela base governista um nome excessivamente alinhado à oposição.

Integrantes do governo defendem que a tramitação seja repensada, inclusive com mudança de relatoria. A intenção seria permitir um debate mais amplo sobre os impactos jurídicos e econômicos de classificar facções criminosas como grupos terroristas — proposta que divide especialistas e preocupa setores do Itamaraty e da área econômica.


Por que o projeto é polêmico

O PL do Antiterrorismo foi apresentado após a megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão. O episódio reacendeu o debate sobre a atuação das facções e gerou pressão da opinião pública para que o Congresso endureça o tratamento penal dado a organizações criminosas.

A proposta altera a Lei Antiterrorismo para incluir milícias e facções dentro da tipificação de terrorismo, ampliando a competência da Polícia Federal e prevendo bloqueio de bens e cooperação internacional contra integrantes dessas redes.

Apesar de o texto ter apoio de parte expressiva do Congresso — especialmente das bancadas de segurança pública —, críticos alertam para riscos de sanções internacionais e possíveis conflitos com tratados de direitos humanos, caso o Brasil passe a adotar o mesmo enquadramento de países como os Estados Unidos e a Argentina, que já declararam cartéis e facções como “narcoterroristas”.


Manobra política e reflexo da relação entre Lula e Motta

A decisão de Hugo Motta de adiar a votação é vista dentro da Câmara como um gesto de alinhamento com o governo Lula. O parlamentar paraibano tem assumido papel de protagonista nas negociações de cargos e emendas entre o Executivo e o Legislativo, consolidando-se como figura-chave na governabilidade do Planalto.

Aliados de Lula avaliam que o bom relacionamento entre Motta e Guimarães tem sido essencial para conter pautas consideradas “sensíveis” ou de alto impacto político. Ao postergar o debate do PL do Antiterrorismo, o governo ganha tempo para diluir a pressão popular e buscar um novo formato de tramitação que evite desgaste com a esquerda e com entidades de direitos humanos.


A atuação de Gleisi Hoffmann e a base aliada

Além de Motta e Guimarães, a ministra Gleisi Hoffmann teve papel determinante na estratégia governista. Segundo apuração nos bastidores, ela orientou deputados aliados a comparecer às sessões da CCJ e, se necessário, promover obstrução dos trabalhos para evitar qualquer deliberação.

Com o cancelamento das reuniões, essa manobra acabou sendo desnecessária. Gleisi argumenta que o texto do PL, ao misturar criminalidade comum com terrorismo, pode gerar insegurança jurídica e abrir espaço para abusos de interpretação.

O governo também teme que a aprovação apressada do projeto gere ruídos diplomáticos e reação negativa de organizações internacionais, especialmente das Nações Unidas (ONU) e de grupos de monitoramento de direitos civis.


A força da oposição e a pressão popular

Do outro lado, deputados da oposição acusam o governo de proteger o crime organizado e de adiar propositalmente a votação de uma pauta que tem apoio majoritário da população. Líderes oposicionistas afirmam que há número suficiente para aprovar o texto, mas que o governo usa o controle da pauta da Câmara para evitar uma derrota simbólica.

A pressão aumentou depois das operações policiais no Rio, que reabriram o debate sobre o poder das facções nas comunidades. Parlamentares bolsonaristas e de partidos de centro-direita intensificaram discursos cobrando endurecimento penal e enquadramento das facções como terroristas.

Mesmo com o adiamento, o tema deve voltar à pauta nas próximas semanas, dependendo da disposição do governo em negociar um novo relator e formato de tramitação.


Impactos possíveis caso o PL do Antiterrorismo avance

Caso o projeto seja aprovado, o Brasil passaria a integrar um grupo restrito de países que classificam organizações criminosas como terroristas, o que implicaria:

  • Acesso ampliado da Polícia Federal às investigações e bloqueios de ativos;

  • Aumento das penas para crimes ligados ao financiamento de facções;

  • Cooperação internacional automática em investigações financeiras e criminais;

  • Possibilidade de sanções internacionais contra pessoas e empresas acusadas de ligação indireta com grupos criminosos;

  • Risco de efeitos colaterais na economia, caso países parceiros, como os EUA, passem a impor restrições com base nessa classificação.

Especialistas em direito penal e relações internacionais alertam que o texto, se aprovado sem ajustes, pode gerar consequências econômicas graves, já que bancos e fundos de investimento estrangeiros poderiam restringir operações financeiras no Brasil por medo de exposição a “organizações terroristas”.


Cenário político e próximos passos

O PL do Antiterrorismo seguirá em compasso de espera. O governo pretende abrir conversas com o presidente da CCJ e líderes partidários para definir uma nova data de análise. Nos bastidores, fala-se em transferir a tramitação para uma comissão especial ou até criar um grupo de trabalho temporário com representantes da base e da oposição.

Enquanto isso, líderes oposicionistas prometem recolocar o projeto na pauta assim que possível, apostando que a pressão popular continuará alta, principalmente após os recentes episódios de violência urbana.

A tendência é que o tema se transforme em bandeira política para as eleições municipais de 2026, com partidos de direita explorando o discurso de “tolerância zero ao crime organizado”, enquanto o governo tenta equilibrar segurança pública e preservação de garantias legais.

Tags: Câmara dos DeputadosComando Vermelhofacções criminosasGleisi Hoffmanngoverno LulaHugo MottaJosé Guimarãeslei antiterrorismoPCCPL do Antiterrorismopolítica brasileiraterrorismo no Brasil

LEIA MAIS

Oferta Da Netflix Pela Warner: Proposta De Us$ 82,7 Bi Em Dinheiro Ganha Apoio Unânime - Gazeta Mercantil
Business

Oferta da Netflix pela Warner: Proposta de US$ 82,7 bi em dinheiro ganha apoio unânime

Oferta da Netflix de US$ 82,7 bilhões pela Warner Bros. altera dinâmica global de M&A e conquista apoio unânime do conselho O cenário da indústria de mídia e...

MaisDetails
Growth: Gigante Dos Suplementos Pode Ser Vendida Em Negociação Bilionária - Gazeta Mercantil - Growth Supplements: Diego Freitas Assume Como Ceo Após Faturamento Recorde De R$ 2 Bilhões
Business

Growth Supplements: Diego Freitas assume como CEO após faturamento recorde de R$ 2 bilhões

Growth Supplements anuncia novo CEO: Diego Freitas assume comando após faturamento histórico de R$ 2 bilhões O mercado brasileiro de nutrição esportiva e bem-estar atravessa um momento de...

MaisDetails
Cury Dividendos: Construtora Paga R$ 1,4 Bi Em 2025 E Atinge Recorde Histórico Na Bolsa - Gazeta Mercantil
Business

Cury dividendos: Construtora paga R$ 1,4 bi em 2025 e atinge recorde histórico na Bolsa

Cury dividendos: Construtora distribui R$ 1,4 bilhão em 2025 e bate recorde histórico na B3 O ano de 2025 consolidou-se como um marco definitivo na trajetória da construtora...

MaisDetails
Carnaval 2026: Marcas Investem Bilhões E Transformam A Folia Em Motor Econômico - Gazeta Mercantil
Business

Carnaval 2026: Marcas Investem Bilhões e Transformam a Folia em Motor Econômico

Carnaval 2026: A Engrenagem de R$ 5,7 Bilhões que Transformou a Folia no Maior Ativo de Marketing do Ano O calendário econômico brasileiro sofreu uma mutação definitiva na...

MaisDetails
Estorno No Cartão De Crédito: Guia Completo Sobre Prazos E Direitos Do Consumidor - Gazeta Mercantil
Economia

Estorno no Cartão de Crédito: Guia Completo sobre Prazos e Direitos do Consumidor

A Mecânica Oculta do Reembolso: Entenda os prazos e direitos reais do estorno no cartão de crédito No complexo ecossistema de pagamentos brasileiro, poucas situações geram tanta fricção...

MaisDetails
PUBLICIDADE

GAZETA MERCANTIL

Oferta Da Netflix Pela Warner: Proposta De Us$ 82,7 Bi Em Dinheiro Ganha Apoio Unânime - Gazeta Mercantil
Business

Oferta da Netflix pela Warner: Proposta de US$ 82,7 bi em dinheiro ganha apoio unânime

Growth: Gigante Dos Suplementos Pode Ser Vendida Em Negociação Bilionária - Gazeta Mercantil - Growth Supplements: Diego Freitas Assume Como Ceo Após Faturamento Recorde De R$ 2 Bilhões
Business

Growth Supplements: Diego Freitas assume como CEO após faturamento recorde de R$ 2 bilhões

Cury Dividendos: Construtora Paga R$ 1,4 Bi Em 2025 E Atinge Recorde Histórico Na Bolsa - Gazeta Mercantil
Business

Cury dividendos: Construtora paga R$ 1,4 bi em 2025 e atinge recorde histórico na Bolsa

Carnaval 2026: Marcas Investem Bilhões E Transformam A Folia Em Motor Econômico - Gazeta Mercantil
Business

Carnaval 2026: Marcas Investem Bilhões e Transformam a Folia em Motor Econômico

Estorno No Cartão De Crédito: Guia Completo Sobre Prazos E Direitos Do Consumidor - Gazeta Mercantil
Economia

Estorno no Cartão de Crédito: Guia Completo sobre Prazos e Direitos do Consumidor

Abono Salarial 2026, Calendário Pis Pasep 2026, Tabela Valor Pis 2026, Consultar Abono Salarial 2026, Quem Tem Direito Ao Pis 2026, Saque Abono Salarial Caixa, Pagamento Pasep Banco Do Brasil, Novas Regras Abono Salarial, Consulta Pis Pelo Cpf, Valor Do Pis 2026. - Gazeta Mercantil
Trabalho

Abono Salarial 2026: Calendário de Pagamento, Tabela de Valores e Quem Tem Direito

EDITORIAS

  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

EDITORIAS

  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

  • Oferta da Netflix pela Warner: Proposta de US$ 82,7 bi em dinheiro ganha apoio unânime
  • Growth Supplements: Diego Freitas assume como CEO após faturamento recorde de R$ 2 bilhões
  • Cury dividendos: Construtora paga R$ 1,4 bi em 2025 e atinge recorde histórico na Bolsa
  • Carnaval 2026: Marcas Investem Bilhões e Transformam a Folia em Motor Econômico
  • Estorno no Cartão de Crédito: Guia Completo sobre Prazos e Direitos do Consumidor
  • Abono Salarial 2026: Calendário de Pagamento, Tabela de Valores e Quem Tem Direito
  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política de Privacidade LGPD
  • Política Editorial
  • Termos de Uso
  • Sobre

© 2026 GAZETA MERCANTIL - PORTAL DE NOTÍCIAS - Todos os direitos reservados - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Brasil
  • Business
  • Cultura & Lazer
  • Economia
    • Criptomoedas
    • Dólar
    • Fundos Imobiliários
    • Ibovespa
  • Esportes
  • Lifestyle
    • Veículos
    • Moda
    • Viagens
  • Mundo
  • News
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - PORTAL DE NOTÍCIAS - Todos os direitos reservados - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com