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Home Política

PL do Antiterrorismo é adiado após articulação política entre Hugo Motta e governo Lula

Governo Lula articula adiamento de votação que equipara facções criminosas a grupos terroristas

por Redação
05/11/2025 às 10h15
em Política, Destaque, Notícias
Pl Do Antiterrorismo É Adiado Após Articulação Política Entre Hugo Motta E Governo Lula - Gazeta Mercantil

PL do Antiterrorismo é adiado após manobra política na Câmara liderada por Hugo Motta

O PL do Antiterrorismo — proposta que busca equiparar facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) a organizações terroristas — teve sua análise novamente adiada na Câmara dos Deputados. A decisão foi resultado direto de uma articulação política entre o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), com aval do Palácio do Planalto.

Na noite de terça-feira (4), Motta anunciou o cancelamento das reuniões das comissões permanentes marcadas para quarta, determinando que os deputados se dedicassem exclusivamente às votações do plenário. A medida, aparentemente técnica, teve efeito político claro: impedir que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisasse o projeto do PL 1.283/2025, que amplia a Lei Antiterrorismo (13.260/2016).

A manobra adiou pela terceira vez consecutiva o avanço do texto, frustrando parlamentares da oposição que contavam com a votação ainda nesta semana.


Como a articulação política travou o PL do Antiterrorismo

Segundo fontes na Câmara, o cancelamento das sessões das comissões foi negociado diretamente entre Guimarães e Motta. O argumento oficial foi priorizar votações urgentes no plenário, mas o efeito prático foi esvaziar a reunião da CCJ e impedir o debate sobre a proposta que equipara o crime organizado ao terrorismo.

O presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), chegou a preparar a pauta, mas, com a abertura da ordem do dia no plenário, foi obrigado a encerrar os trabalhos. Conforme o regimento interno da Câmara, nenhuma comissão pode deliberar enquanto há sessão plenária em andamento.

Nos bastidores, o governo defende que a proposta precisa ser discutida “com mais profundidade” e que a criação de uma comissão especial seria mais adequada. Essa avaliação é compartilhada pela ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), que também atuou junto à base aliada para obstruir a votação do projeto.


O que diz o governo sobre o PL do Antiterrorismo

O Planalto avalia que o texto atual, relatado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), é “radical” e não oferece equilíbrio jurídico suficiente. Derrite, que se licenciou do cargo estadual para acompanhar o andamento da proposta em Brasília, é considerado pela base governista um nome excessivamente alinhado à oposição.

Integrantes do governo defendem que a tramitação seja repensada, inclusive com mudança de relatoria. A intenção seria permitir um debate mais amplo sobre os impactos jurídicos e econômicos de classificar facções criminosas como grupos terroristas — proposta que divide especialistas e preocupa setores do Itamaraty e da área econômica.


Por que o projeto é polêmico

O PL do Antiterrorismo foi apresentado após a megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão. O episódio reacendeu o debate sobre a atuação das facções e gerou pressão da opinião pública para que o Congresso endureça o tratamento penal dado a organizações criminosas.

A proposta altera a Lei Antiterrorismo para incluir milícias e facções dentro da tipificação de terrorismo, ampliando a competência da Polícia Federal e prevendo bloqueio de bens e cooperação internacional contra integrantes dessas redes.

Apesar de o texto ter apoio de parte expressiva do Congresso — especialmente das bancadas de segurança pública —, críticos alertam para riscos de sanções internacionais e possíveis conflitos com tratados de direitos humanos, caso o Brasil passe a adotar o mesmo enquadramento de países como os Estados Unidos e a Argentina, que já declararam cartéis e facções como “narcoterroristas”.


Manobra política e reflexo da relação entre Lula e Motta

A decisão de Hugo Motta de adiar a votação é vista dentro da Câmara como um gesto de alinhamento com o governo Lula. O parlamentar paraibano tem assumido papel de protagonista nas negociações de cargos e emendas entre o Executivo e o Legislativo, consolidando-se como figura-chave na governabilidade do Planalto.

Aliados de Lula avaliam que o bom relacionamento entre Motta e Guimarães tem sido essencial para conter pautas consideradas “sensíveis” ou de alto impacto político. Ao postergar o debate do PL do Antiterrorismo, o governo ganha tempo para diluir a pressão popular e buscar um novo formato de tramitação que evite desgaste com a esquerda e com entidades de direitos humanos.


A atuação de Gleisi Hoffmann e a base aliada

Além de Motta e Guimarães, a ministra Gleisi Hoffmann teve papel determinante na estratégia governista. Segundo apuração nos bastidores, ela orientou deputados aliados a comparecer às sessões da CCJ e, se necessário, promover obstrução dos trabalhos para evitar qualquer deliberação.

Com o cancelamento das reuniões, essa manobra acabou sendo desnecessária. Gleisi argumenta que o texto do PL, ao misturar criminalidade comum com terrorismo, pode gerar insegurança jurídica e abrir espaço para abusos de interpretação.

O governo também teme que a aprovação apressada do projeto gere ruídos diplomáticos e reação negativa de organizações internacionais, especialmente das Nações Unidas (ONU) e de grupos de monitoramento de direitos civis.


A força da oposição e a pressão popular

Do outro lado, deputados da oposição acusam o governo de proteger o crime organizado e de adiar propositalmente a votação de uma pauta que tem apoio majoritário da população. Líderes oposicionistas afirmam que há número suficiente para aprovar o texto, mas que o governo usa o controle da pauta da Câmara para evitar uma derrota simbólica.

A pressão aumentou depois das operações policiais no Rio, que reabriram o debate sobre o poder das facções nas comunidades. Parlamentares bolsonaristas e de partidos de centro-direita intensificaram discursos cobrando endurecimento penal e enquadramento das facções como terroristas.

Mesmo com o adiamento, o tema deve voltar à pauta nas próximas semanas, dependendo da disposição do governo em negociar um novo relator e formato de tramitação.


Impactos possíveis caso o PL do Antiterrorismo avance

Caso o projeto seja aprovado, o Brasil passaria a integrar um grupo restrito de países que classificam organizações criminosas como terroristas, o que implicaria:

  • Acesso ampliado da Polícia Federal às investigações e bloqueios de ativos;

  • Aumento das penas para crimes ligados ao financiamento de facções;

  • Cooperação internacional automática em investigações financeiras e criminais;

  • Possibilidade de sanções internacionais contra pessoas e empresas acusadas de ligação indireta com grupos criminosos;

  • Risco de efeitos colaterais na economia, caso países parceiros, como os EUA, passem a impor restrições com base nessa classificação.

Especialistas em direito penal e relações internacionais alertam que o texto, se aprovado sem ajustes, pode gerar consequências econômicas graves, já que bancos e fundos de investimento estrangeiros poderiam restringir operações financeiras no Brasil por medo de exposição a “organizações terroristas”.


Cenário político e próximos passos

O PL do Antiterrorismo seguirá em compasso de espera. O governo pretende abrir conversas com o presidente da CCJ e líderes partidários para definir uma nova data de análise. Nos bastidores, fala-se em transferir a tramitação para uma comissão especial ou até criar um grupo de trabalho temporário com representantes da base e da oposição.

Enquanto isso, líderes oposicionistas prometem recolocar o projeto na pauta assim que possível, apostando que a pressão popular continuará alta, principalmente após os recentes episódios de violência urbana.

A tendência é que o tema se transforme em bandeira política para as eleições municipais de 2026, com partidos de direita explorando o discurso de “tolerância zero ao crime organizado”, enquanto o governo tenta equilibrar segurança pública e preservação de garantias legais.

Tags: Câmara dos DeputadosComando Vermelhofacções criminosasGleisi Hoffmanngoverno LulaHugo MottaJosé Guimarãeslei antiterrorismoPCCPL do Antiterrorismopolítica brasileiraterrorismo no Brasil

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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