terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Agronegócio

Produção brasileira de noz-pecã deve chegar a 7 mil toneladas

por Antônio Lima
17/02/2026 às 12h49
em Agronegócio
Produção Brasileira De Noz-Pecã Deve Chegar A 7 Mil Toneladas - Gazeta Mercantil

Produção brasileira de noz-pecã deve atingir 7 mil toneladas e sinaliza retomada em 2026

A produção brasileira de noz-pecã deve alcançar entre 6,5 mil e 7 mil toneladas na safra de 2026, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura. A projeção indica recuperação consistente após ciclos impactados por adversidades climáticas, especialmente as enchentes que comprometeram parte da colheita anterior.

O avanço é atribuído à elevada carga de frutos nos pomares, à entrada de novas áreas em fase produtiva e à reorganização técnica do manejo após um período de instabilidade no campo. A expectativa do setor é que o volume se aproxime — ou até supere — o patamar registrado em 2023, considerado um dos melhores anos recentes para a cultura no país.

Leia também: Prio (PRIO3) deve ter queda de produção em maio, enquanto Brava (BRAV3) fica estável.

Em um cenário internacional de oferta ajustada e demanda firme, a produção brasileira de noz-pecã pode ganhar protagonismo, ampliando presença no mercado externo e consolidando o Brasil como fornecedor relevante no segmento de frutos secos de alto valor agregado.

Base comparativa favorece crescimento da safra

A safra de 2025 foi impactada por efeitos climáticos severos, reflexo direto das enchentes registradas no ano anterior, que comprometeram áreas produtivas e afetaram o desenvolvimento das plantas. Com uma base comparativa mais baixa, o desempenho esperado para 2026 ganha ainda mais relevância estatística.

De acordo com o presidente do instituto, Claiton Wallauer, a perspectiva de alta não é apenas reflexo da recuperação pontual, mas também de um processo estrutural de expansão da cultura. Novos pomares implantados nos últimos anos começam a atingir maturidade produtiva, elevando a oferta nacional.

Nesse contexto, a produção brasileira de noz-pecã passa a refletir não apenas recuperação, mas também consolidação da atividade no agronegócio brasileiro.

Mercado internacional sustenta preços

Mesmo com maior volume previsto, o setor não projeta quedas bruscas de preços. A avaliação técnica é que a demanda externa permanece aquecida, especialmente diante da ausência de estoques relevantes nos Estados Unidos e no México — dois dos principais produtores globais.

O preço de referência internacional, baseado na noz norte-americana, segue em patamar considerado atrativo. Esse cenário favorece exportadores brasileiros e contribui para manter margens positivas.

A produção brasileira de noz-pecã, nesse ambiente, encontra espaço para competir com qualidade, sobretudo em lotes premium destinados a mercados exigentes da Europa e da Ásia.

Além disso, a abertura de novos mercados e a diversificação de destinos comerciais reforçam a resiliência da cadeia produtiva, reduzindo a dependência de compradores específicos.

Clima desafia produtores, mas não compromete projeção

O desempenho positivo ocorre apesar de condições climáticas consideradas atípicas. Desde a primavera, o volume de chuvas superou a média histórica em diversas regiões produtoras.

Em dezembro, o acumulado médio foi de 240 milímetros; em janeiro, 236 milímetros. O excesso de umidade elevou o risco fitossanitário, com registros pontuais de antracnose e queda de frutos.

Segundo o coordenador técnico Jaceguáy Barros, o ambiente úmido e quente exige atenção redobrada no manejo. A previsão indica novos volumes elevados de precipitação em março e abril, ainda que de forma irregular.

Nesse cenário, a eficiência do manejo hídrico e fitossanitário torna-se decisiva para assegurar a qualidade final da safra e garantir que a produção brasileira de noz-pecã atinja o teto estimado.

Períodos com 25 a 30 milímetros de chuva permitem suspender temporariamente a irrigação, mas a retomada rápida é fundamental para assegurar o enchimento adequado dos frutos.

Mão de obra e logística entram no radar

Outro ponto sensível para a consolidação da produção brasileira de noz-pecã em 2026 é a disponibilidade de mão de obra na colheita.

A etapa é considerada crítica para a qualidade final do produto. A retirada precisa ser ágil para evitar perdas no solo e deterioração do fruto. Além disso, pomares mais desenvolvidos demandam equipamentos compatíveis com maior volume produtivo.

Produtores relatam que a mecanização tem avançado, mas ainda há gargalos regionais, especialmente em áreas onde a cultura é relativamente recente.

A logística também ganha relevância, sobretudo diante da possibilidade de ampliação das exportações. Custos de transporte e eficiência portuária impactam diretamente a competitividade da produção brasileira de noz-pecã no mercado global.

Expansão da cultura no Brasil

Nos últimos anos, a noz-pecã consolidou-se como alternativa rentável para diversificação de renda no campo. A cultura apresenta bom potencial de adaptação ao clima do Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O ciclo produtivo longo exige planejamento, mas o retorno tende a ser consistente após o período de maturação dos pomares. A expansão de áreas plantadas nos últimos cinco anos começa agora a refletir em maior volume colhido.

Leia também: 10 tendências do agronegócio que vão mover o mercado de capitais

Com isso, a produção brasileira de noz-pecã passa a ocupar espaço estratégico dentro do segmento de frutas de casca rígida, mercado que registra crescimento global impulsionado por tendências de alimentação saudável.

Perspectiva econômica e impacto no agronegócio

O aumento da produção brasileira de noz-pecã ocorre em um momento de atenção aos custos agrícolas. Insumos, fertilizantes e defensivos ainda operam sob pressão de preços, embora haja sinais de acomodação.

Ainda assim, o valor agregado do produto e a demanda externa firme contribuem para sustentar margens positivas ao produtor.

Do ponto de vista macroeconômico, o avanço da safra reforça a diversificação da pauta exportadora do agronegócio brasileiro, historicamente concentrada em grãos e proteínas.

O segmento de frutos secos representa nicho de alto valor, com potencial de expansão gradual e menor volatilidade relativa.

Qualidade será diferencial competitivo

O instituto destaca que a alta carga de frutos observada na maioria das áreas reforça a expectativa de expansão da oferta nacional. No entanto, a qualidade será determinante para consolidar preços e ampliar participação internacional.

Lotes bem manejados, com padrão homogêneo e baixo índice de defeitos, tendem a capturar prêmios no mercado externo.

Assim, a produção brasileira de noz-pecã em 2026 não será medida apenas pelo volume, mas pela capacidade de atender exigências técnicas e sanitárias de compradores globais.

Safra 2026 consolida retomada do setor

A combinação de maior área produtiva, base comparativa favorável, mercado internacional aquecido e profissionalização do manejo sustenta a projeção de até 7 mil toneladas.

Embora fatores climáticos ainda imponham riscos, a avaliação técnica do setor é de que o Brasil caminha para consolidar ciclo de crescimento sustentável.

A produção brasileira de noz-pecã surge, portanto, como um dos vetores de diversificação e agregação de valor no agronegócio nacional em 2026, reforçando a presença do país em um mercado global cada vez mais atento à qualidade e à regularidade de fornecimento.

LEIA MAIS

Motos (Foto De Paulo Pinto, Abr)
Economia

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

No mês de setembro, a indústria brasileira de motocicletas cresceu 10,4% em relação ao ano anterior, com 186.758 unidades produzidas

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Economia

Governo anuncia Pix de até R$ 5 mil para MEIs e propõe perdão de dívidas

A menos de duas semanas para o segundo turno das eleições, o governo federal anunciou nesta terça-feira (13) o “Prospera MEI”, um pacote de medidas

Leia MaisDetails
Boletim Focus: Mercado Corta Projeção Da Inflação De 2026 Para 5,30% - Gazeta Mercantil
Economia

Boletim Focus: inflação de 2026 sobe para 5,22% e Selic projetada cai a 13,25%

Índice apresentou alta de 0,21 ponto percentual, indo par 5,22%; Selic e câmbio registraram queda nos resultados desta semana com estimativa de encerrar o ano em 13,25% e...

Leia MaisDetails
Plano Econômico De Flávio Bolsonaro Levanta Suspeitas De Estelionato Eleitoral - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Plano econômico de Flávio Bolsonaro levanta suspeitas de estelionato eleitoral

O programa econômico de Flávio Bolsonaro (PL) para um eventual governo a partir de 2027 passou a ser questionado pela falta de detalhamento sobre como o candidato pretende...

Leia MaisDetails
Bradseg, Do Bradesco, Mira Expansão Em Seguros E Prioriza Rentabilidade - Gazeta Mercantil - Economia
Empresas

Bradseg, do Bradesco, mira expansão em seguros e prioriza rentabilidade

Estratégia mantém um limite claro: não vai sacrificar rentabilidade para crescer agressivamente em ramos que entraram em disputa excessiva de preços, a exemplo do segmento de automóveis

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

18:04:48
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Motos (Foto De Paulo Pinto, Abr)
Economia

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Leia MaisDetails
Vivara Aprova Emissão De R$ 300 Milhões Em Debêntures Com Vencimento Em 2031-Gazeta Mercantil
Empresas

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

Leia MaisDetails
Mercado Livre
Mercados

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

Leia MaisDetails
Governo Notifica 37 Fintechs Ligadas A Bets Ilegais
Política

Lula atribui à pressão popular mudança de Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6×1

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

Lula atribui à pressão popular mudança de Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6×1

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP