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Home Política

Próximos passos do julgamento de Bolsonaro no STF: votos, penas e impacto político

por Redação
09/09/2025 às 09h04 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h38
em Política, Brasil, Destaque, Notícias
Próximos Passos Do Julgamento De Bolsonaro No Stf: Votos, Penas E Impacto Político - Gazeta Mercantil

Próximos passos do julgamento de Bolsonaro no STF: entenda o que pode acontecer

O ministro Alexandre de Moraes abriu uma nova etapa no processo ao apresentar seu voto como relator da ação penal que investiga a trama golpista após as eleições de 2022. A partir desse movimento, os próximos passos do julgamento de Bolsonaro e de outros sete réus acusados de planejar um golpe de Estado passam a ser observados de perto por todo o país.

O julgamento, que acontece na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), é considerado um dos mais relevantes da história democrática recente do Brasil, com impacto direto sobre a credibilidade das instituições, a estabilidade política e o futuro do ex-presidente Jair Bolsonaro.


O papel de Alexandre de Moraes no julgamento

Como relator, Moraes foi o responsável por inaugurar a fase de votos. Sua manifestação deve ocupar toda a sessão desta terça-feira (9), com um voto extenso, repleto de trechos que ressaltam a defesa da Constituição e da democracia.

Na fala inicial, Moraes reforçou que a impunidade não é opção diante de tentativas de ruptura institucional. O ministro também destacou que as leis precisam ser aplicadas com rigor, sinalizando que sua posição será favorável à responsabilização dos acusados.

Esse posicionamento já indica como serão os próximos passos do julgamento de Bolsonaro, em especial a análise sobre condenações e penas.


A ordem de votação no STF

Após o voto do relator, os demais ministros da Primeira Turma seguirão a seguinte ordem:

  1. Flávio Dino

  2. Luiz Fux

  3. Cármen Lúcia

  4. Cristiano Zanin

Composta por cinco ministros, a Turma precisa de pelo menos três votos para formar maioria pela condenação ou absolvição. Assim, os próximos passos do julgamento de Bolsonaro dependem diretamente desse equilíbrio de votos.


Dosimetria das penas

Caso os ministros formem maioria pela condenação, o julgamento entra na fase da dosimetria das penas, em que o STF define o tempo de prisão para cada réu, de acordo com os crimes imputados.

Se as penas ultrapassarem oito anos, o regime inicial será fechado. Penas menores poderão ser cumpridas em regime semiaberto. Essa etapa será um dos próximos passos do julgamento de Bolsonaro e terá grande peso na repercussão política do caso.


Crimes em análise

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) lista cinco crimes graves, atribuídos a Bolsonaro e seus aliados:

  • Organização criminosa armada;

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

  • Golpe de Estado;

  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça;

  • Deterioração de patrimônio tombado.

Os próximos passos do julgamento de Bolsonaro também incluem a análise de preliminares levantadas pelas defesas, como a contestação da delação de Mauro Cid e alegações de cerceamento de defesa.


A expectativa em torno do voto de Moraes

A fala inicial do ministro já havia indicado que sua leitura do caso é de que houve tentativa concreta de ruptura democrática. Segundo Moraes, a pacificação nacional não pode se basear em perdão ou anistia, mas sim no respeito à Constituição e na responsabilização de condutas ilícitas.

Esse discurso reforça o tom do julgamento e indica que os próximos passos do julgamento de Bolsonaro caminham para um desfecho severo contra os acusados.


Defesa de Bolsonaro e dos réus

Os advogados dos acusados tentaram sustentar que a simples cogitação de um golpe não é crime, contestaram a validade da colaboração premiada de Mauro Cid e defenderam que seus clientes não participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Esses argumentos, no entanto, enfrentam resistência no Supremo, que já reconheceu a gravidade das ações e a necessidade de punição. Ainda assim, os próximos passos do julgamento de Bolsonaro incluem o enfrentamento dessas teses jurídicas, com cada ministro se manifestando sobre sua validade.


Recursos possíveis

Mesmo que a Primeira Turma condene os réus, a prisão não ocorrerá automaticamente. Após a publicação do acórdão, as defesas poderão apresentar recursos como embargos de declaração, que servem para esclarecer eventuais omissões ou contradições.

Caso haja pelo menos dois votos pela absolvição, poderá ser interposto recurso de embargos infringentes, que levaria o caso novamente a julgamento. Esses recursos fazem parte dos próximos passos do julgamento de Bolsonaro e podem adiar uma decisão definitiva.


Impacto político

O julgamento é acompanhado com enorme interesse político. Uma eventual condenação de Bolsonaro representaria um duro golpe em suas pretensões eleitorais futuras e fortaleceria a imagem do STF como guardião da democracia.

Por outro lado, uma absolvição ou decisão mais branda poderia ser interpretada como fragilidade institucional diante de ataques ao Estado Democrático de Direito. Por isso, os próximos passos do julgamento de Bolsonaro são decisivos não apenas no campo jurídico, mas também no cenário político brasileiro.

Os próximos passos do julgamento de Bolsonaro envolvem uma série de etapas que vão desde os votos dos ministros até a definição das penas e eventuais recursos. O processo, que já entrou para a história, tem potencial para redefinir os rumos da política nacional e consolidar a resposta institucional aos ataques contra a democracia.

O país aguarda, agora, os desdobramentos dessa votação, que deve se estender pelos próximos dias, com expectativa de decisão final até 12 de setembro.

Tags: 8 de janeiro julgamento STFAlexandre de Moraes votoBrasilcondenação Bolsonaro STFjulgamento de Bolsonaro no STFPolíticapróximos passos do julgamento de BolsonaroSTF Bolsonarotrama golpista STF

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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