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Home Política

PT, PCdoB e PV pedem investigação contra Flávio e Eduardo Bolsonaro à PGR

Representação criminal também cita Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro e pede apuração sobre possível uso do filme “Dark Horse” em esquema de financiamento político.

por Júlia Campos - Repórter de Política
15/05/2026 às 10h38
em Política, Brasil, Notícias
Pt, Pcdob E Pv Pedem Investigação Contra Flávio E Eduardo Bolsonaro À Pgr - Gazeta Mercantil

Líderes do PT, PCdoB e PV no Congresso Nacional encaminharam à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira, 14, uma representação criminal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A peça também cita o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outros aliados bolsonaristas.

A representação pede apuração de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato, desvio de recursos públicos, falsidade ideológica, corrupção, evasão de divisas, coação no curso do processo e crimes contra a soberania nacional. As suspeitas foram apresentadas pelos parlamentares um dia após reportagem do The Intercept Brasil revelar que Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro o repasse de R$ 134 milhões para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades. O senador afirmou que o contato com Daniel Vorcaro ocorreu no contexto de um investimento privado na produção audiovisual e disse que não admitiu a relação antes por causa de uma cláusula de confidencialidade contratual, segundo o texto-base. Em declaração registrada pela Associated Press, Flávio também sustentou que não ofereceu vantagens indevidas, não intermediou negócios com o governo e não recebeu dinheiro.

Representação mira elo entre Banco Master e filme

A peça apresentada pelos partidos de esquerda afirma que a investigação deve apurar se recursos privados ligados ao “ecossistema” do Banco Master, emendas parlamentares, estruturas societárias vinculadas ao filme “Dark Horse” e operações em dólar no exterior teriam sido articulados em uma engrenagem comum.

Segundo o documento, a hipótese investigativa envolve possível lavagem de dinheiro transnacional, uso de entidades interpostas, fragmentação de repasses públicos, ocultação de beneficiários finais, simulação de finalidade cultural e eventual caixa 2 político-eleitoral.

Os parlamentares sustentam que estruturas empresariais e associativas ligadas à produção do filme poderiam ter sido usadas para captar, circular, ocultar ou dar aparência lícita a recursos destinados à atuação política da família Bolsonaro, inclusive fora do país.

A representação não equivale a uma denúncia criminal. Trata-se de um pedido formal para que PGR e PF avaliem se há elementos suficientes para abertura ou aprofundamento de investigação.

Flávio Bolsonaro é citado por negociação com Vorcaro

O principal alvo da representação é Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência da República. A peça foi motivada pela divulgação de mensagens e áudio atribuídos ao parlamentar em tratativas com Daniel Vorcaro sobre o financiamento de “Dark Horse”.

De acordo com a Associated Press, Flávio negou irregularidades após a publicação das mensagens e afirmou que buscava patrocínio privado para um filme privado sobre a história de seu pai. O senador também disse que não houve contrapartida ilícita, encontro privado ou intermediação de negócios com o governo.

A controvérsia ganhou peso político porque Vorcaro está no centro das investigações sobre o Banco Master. A PF apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias ligadas à instituição, e o caso passou a afetar o cenário eleitoral depois da divulgação das conversas com Flávio.

Para os autores da representação, o vínculo entre o senador, a produção do filme e o ex-banqueiro justifica a apuração sobre a origem, o destino e a finalidade dos recursos negociados.

Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro também são citados

A representação também inclui Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro. O texto pede que as autoridades investiguem eventual participação ou benefício político relacionado à produção audiovisual e às estruturas de financiamento descritas pelos parlamentares.

No caso de Eduardo, os autores da peça mencionam a possibilidade de apurar operações no exterior e atividades de comunicação internacional ligadas ao grupo político bolsonarista. A representação usa como base a hipótese de que o filme e empresas associadas poderiam ter servido como instrumento de promoção política, blindagem judicial e sustentação de articulações fora do Brasil.

Jair Bolsonaro é citado por ser o personagem central do filme “Dark Horse” e por estar no centro da narrativa política associada à produção. A inclusão do ex-presidente na representação não significa acusação formal aceita pela PGR, mas amplia o escopo do pedido apresentado pelos partidos.

Todos os citados têm direito à defesa, e as suspeitas dependem de apuração pelas autoridades competentes.

Partidos pedem rastreamento de recursos privados e emendas

Os signatários pedem que PGR e PF investiguem dois fluxos principais: os recursos privados ligados a Daniel Vorcaro e eventuais emendas parlamentares destinadas a entidades vinculadas à produtora do filme.

A peça menciona estruturas empresariais comandadas por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do longa. Segundo o pedido, essas entidades e empresas devem ser analisadas para verificar se houve desvio de finalidade, circulação de recursos ou ocultação de beneficiários.

Assinam a representação parlamentares como a senadora Tereza Leitão (PT-PE) e os deputados Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Aliel Machado (PV-PR), entre outros congressistas.

A iniciativa reforça a pressão política sobre o entorno de Bolsonaro e amplia o alcance institucional do caso, que agora passa a depender da avaliação da PGR e da PF.

Filme “Dark Horse” volta ao centro da crise

“Dark Horse” é uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. O projeto ganhou repercussão nacional após a divulgação de informações sobre negociações de financiamento com Daniel Vorcaro e sobre possíveis vínculos com entidades que receberam emendas parlamentares.

O filme passou a ser tratado por adversários políticos como possível instrumento de promoção eleitoral antecipada. Já aliados de Bolsonaro afirmam que se trata de uma produção privada, financiada com capital privado e sem uso de dinheiro público.

A disputa sobre o financiamento do longa ganhou nova dimensão após a apresentação da representação criminal. O tema deixou de ser apenas uma controvérsia política e passou a integrar um pedido formal de apuração criminal encaminhado à PGR e à Polícia Federal.

Caso ocorre em meio à pressão sobre Banco Master

Daniel Vorcaro é apontado pela PF como personagem central nas investigações envolvendo o Banco Master. O ex-banqueiro é investigado em um caso de supostas fraudes financeiras que, segundo autoridades citadas pela Associated Press, teria gerado perdas estimadas em cerca de R$ 12 bilhões.

A aproximação entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro elevou o impacto político do caso. O escândalo financeiro do Banco Master, que já tinha efeitos sobre o sistema financeiro e credores, passou a se conectar ao debate eleitoral e ao financiamento de uma produção sobre Jair Bolsonaro.

Para os partidos que apresentaram a representação, esse cruzamento entre banco investigado, filme político, emendas e operações no exterior exige investigação ampla.

Flávio nega irregularidades e fala em investimento privado

Flávio Bolsonaro afirmou que o aporte discutido com Vorcaro era exclusivamente privado e relacionado à produção audiovisual. Segundo o senador, a ausência de declarações anteriores sobre o contato com o ex-banqueiro se explicaria por uma cláusula de confidencialidade contratual.

O parlamentar também declarou que não houve uso de dinheiro público nem oferta de vantagem indevida. A defesa política de Flávio busca separar a negociação sobre “Dark Horse” das investigações envolvendo o Banco Master.

A representação, porém, sustenta que essa explicação deve ser confrontada com documentos, contratos, movimentações financeiras e eventuais vínculos societários ligados ao filme.

Caberá à PGR avaliar se há elementos para pedir diligências, abrir investigação formal ou remeter o caso a outra autoridade competente.

Pedido eleva pressão política sobre família Bolsonaro

A representação de PT, PCdoB e PV aumenta a pressão sobre Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro em um momento de alta sensibilidade eleitoral. O caso reúne elementos com forte potencial de repercussão: Banco Master, Daniel Vorcaro, financiamento privado, emendas parlamentares, produção audiovisual e suspeitas de uso político de recursos.

Do ponto de vista institucional, o pedido ainda está em fase inicial e não representa conclusão sobre culpa ou responsabilidade. A etapa seguinte dependerá da análise da PGR e da Polícia Federal sobre a consistência das alegações apresentadas.

A controvérsia, porém, já entrou no centro da disputa política. Para a oposição a Bolsonaro, o caso pode indicar um possível esquema de financiamento político disfarçado. Para Flávio, trata-se de uma tentativa de criminalizar uma produção privada sobre seu pai.

A evolução da apuração poderá ter efeitos sobre o ambiente eleitoral, a estratégia do PL e a defesa pública da família Bolsonaro diante dos desdobramentos do caso Banco Master.

Tags: Aliel MachadoBanco MasterBrasilDaniel VorcaroDark HorseEduardo BolsonaroFlávio BolsonaroJair BolsonaroJandira FeghaliPCdoBPedro UczaiPGRPolícia FederalPolíticaPTPVTereza LeitãoThe Intercept Brasil

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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