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Rentabilidade das fintechs supera a dos grandes bancos: dados, causas e perspectivas para Nubank, Stone e Superlógica

por Redação
03/11/2025 - Atualizado em 21/11/2025
em Economia, Destaque, Notícias
Rentabilidade Das Fintechs Supera A Dos Grandes Bancos: Dados, Causas E Perspectivas Para Nubank, Stone E Superlógica - Gazeta Mercantil

Rentabilidade das fintechs já supera a dos grandes bancos: o que explica a virada e quais os próximos passos de Nubank, Stone e Superlógica

A rentabilidade das fintechs no Brasil deu um salto e, pela primeira vez, ultrapassou com folga a dos grandes bancos. Levantamento recente indica ROE médio de 38,7% para as cinco maiores operações de tecnologia financeira, contra 7,9% dos incumbentes. A tendência, sustentada por eficiência operacional, digitalização profunda e uso intensivo de dados, recoloca no centro do debate a equiparação tributária entre instituições não bancárias e conglomerados tradicionais — e projeta um setor mais competitivo, diversificado e com capacidade de acelerar a inclusão financeira.

Neste panorama, casos como Nu Financeira e Nu Pagamentos (IP) ajudam a entender por que a rentabilidade das fintechs avançou. A operação de crédito do Nubank já figura entre as maiores do país, com R$ 191,9 bilhões em ativos e R$ 167,7 bilhões em captações; a unidade de pagamentos soma R$ 98,9 bilhões em ativos e ROE acima de 31%. O desempenho de Stone (IP) e Superlógica (SCD) reforça que a rentabilidade das fintechs não é exceção pontual, mas um movimento estrutural.


Por que a rentabilidade das fintechs ultrapassou a dos bancos

A virada da rentabilidade das fintechs é explicada por um tripé: modelo 100% digital, processos enxutos e monetização por escala. Sem redes extensas de agências físicas, as operações reduzem custos fixos, priorizam automação e algoritmos de decisão, com ganhos de produtividade imediatos. Ao mesmo tempo, a maturidade regulatória para IPs e SCDs abriu espaço para ampliar escopo de produtos — pagamentos, crédito, adquirência, investimentos — compondo um portfólio que melhora o take rate e sustenta a rentabilidade das fintechs ao longo do ciclo.

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Outro vetor essencial é o uso de dados. Adoção de machine learning em originação, behavioral scoring e monitoramento de risco em tempo real diminui PD/LGD efetivas, encurta prazos de decisão e melhora unit economics. Essa disciplina operacional tem sido decisiva para a rentabilidade das fintechs, em contraste com estruturas legadas mais pesadas nos bancos de varejo.


O papel de Nubank, Stone e Superlógica no novo ciclo

A rentabilidade das fintechs ganha tração quando observamos líderes. O Nubank opera com escala continental, integra conta digital, cartões, crédito, investimentos e marketplace, elevando LTV por cliente e diminuindo CAC via branding e canais orgânicos. Na adquirência e serviços para negócios, a Stone consolidou base relevante de PMEs, com cross-sell de software e soluções financeiras — combinação que favorece a rentabilidade das fintechs orientadas a comércio e serviços. A Superlógica (SCD), por sua vez, especializou-se em nichos com alto grau de recorrência (como gestão condominial e assinaturas), alavancando embedded finance e crédito lastreado em recebíveis, padrão que também sustenta a rentabilidade das fintechs.


Tributação e regulação: como equilibrar competição e inovação

O avanço da rentabilidade das fintechs acendeu o debate sobre equiparação tributária em relação aos bancos. Críticos da assimetria afirmam que regras muito brandas distorcem a concorrência; defensores rebatem que uma carga idêntica poderia sufocar inovação e reverter ganhos recentes. Um ponto de equilíbrio tende a levar em conta proporcionalidade por risco, natureza da atividade (pagamentos, crédito, adquirência) e porte, preservando a dinâmica que viabilizou a rentabilidade das fintechs sem criar privilégios indefensáveis.

No âmbito prudencial, a consolidação de práticas de Gestão de Risco, Prevenção à Fraude/LAFT e governança de dados é cada vez mais exigida. Longe de frear a rentabilidade das fintechs, a padronização tende a reduzir volatilidade de resultados, melhorar acesso a funding e facilitar parcerias com grandes players, especialmente em crédito e seguros.


Eficiência operacional: a engrenagem oculta do ROE

A diferença entre ROE de 38,7% e 7,9% não nasce apenas de crescimento acelerado: vem do custo de servir. Em operações com foco digital, atendimento omnicanal, KYC automatizado, onboarding sem atrito e cobrança inteligente formam um circuito de melhoria contínua que preserva margens. A rentabilidade das fintechs decorre dessa soma: menos fricção por transação, mais NPS, maior propensão ao upsell — tudo mensurado e otimizado por testes A/B e telemetria de jornada.

Além disso, a integração com Pix e Open Finance cria efeitos de rede que reduzem custo de aquisição e impulsionam retenção. A rentabilidade das fintechs amplia-se quando cada novo produto aprofunda o relacionamento e aumenta a share of wallet, elevando o retorno por cliente sem inflar despesas.


Crédito digital: precisão na originação e controle de risco

No crédito, a rentabilidade das fintechs depende de originação eficiente, precificação granular e cobrança segmentada. Modelos baseados em variáveis alternativas (comportamentais, transacionais, de dispositivo) identificam perfis com risco ajustado adequado para expandir limites, ao mesmo tempo em que políticas antifraude e travas em tempo real mitigam perdas. O resultado prático é uma carteira com spread saudável e inadimplência sob controle, fatores decisivos para sustentar a rentabilidade das fintechs em ciclos de juros altos.

Segmentos como microcrédito, consignado digital e capital de giro para PMEs têm sido férteis para a rentabilidade das fintechs. Nessas frentes, parcerias B2B2C, antecipação de recebíveis e lastros mais previsíveis contribuem para conservar margens em escala.


Captação, investimentos e a lógica do ecossistema

Outro pilar da rentabilidade das fintechs é a diversificação de funding. Crescer captações com contas remuneradas, CDBs e fundos de varejo amplia o colchão de liquidez, reduz a dependência de linhas onerosas e estabiliza o custo de capital. No front de receitas, ampliar a esteira de investimentos digitais (fundos, CDBs, Tesouro, previdência, BDRs) eleva take rate e fortifica a rentabilidade das fintechs sem pressionar risco de crédito.

A estratégia de ecossistema também importa. Quando pagamentos, crédito, adquirência, seguros e investimentos convivem numa mesma jornada, a rentabilidade das fintechs se beneficia do efeito portfólio: um produto protege o outro em ciclos adversos, suavizando volatilidade do resultado.


Desafios críticos: confiança, segurança e custo do compliance

A rentabilidade das fintechs precisa conviver com três dilemas. Primeiro, cibersegurança: conforme o volume transacionado cresce, também crescem os vetores de ataque. Investimentos em IAM, tokenização, monitoramento 24/7 e resposta a incidentes tornam-se inadiáveis. Segundo, prevenção a fraudes e disputas, que exige esteiras robustas de chargebacks e dispute management. Terceiro, compliance e proteção de dados (LGPD), que aumentam o custo fixo, mas são essenciais para manter a rentabilidade das fintechs sustentável e a confiança do investidor.

Mesmo com esses custos, a base digital permite diluição por escala, preservando vantagem frente à estrutura legada dos bancos — um fator que segue favorecendo a rentabilidade das fintechs no médio prazo.


O impacto competitivo sobre os bancos tradicionais

A ascensão da rentabilidade das fintechs impôs ajustes nos incumbentes. Bancos aceleraram migrações de core, investiram em apps modulares, criaram carteiras digitais e ampliaram ofertas de banking as a service. Essa resposta melhora a experiência do usuário, mas o legado sistêmico ainda impõe custos. O saldo para o consumidor é positivo: mais competição, taxas mais enxutas, produtos mais simples e processos acelerados — dinâmica que sustenta a própria rentabilidade das fintechs via ganho de participação.


Tendências: Open Finance, IA generativa e embedded finance

Três movimentos devem moldar a rentabilidade das fintechs nos próximos anos:

  1. Open Finance de segunda geração
    Com consentimentos inteligentes e score aberto, a rentabilidade das fintechs tende a se beneficiar de originação mais rica e cross-sell assertivo, reduzindo CAC e inadimplência.

  2. IA generativa em operações e atendimento
    Assistentes financeiros e agentes autônomos otimizam resolução de chamados, educação financeira e reengajamento, alavancando a rentabilidade das fintechs com menos atrito humano.

  3. Embedded finance em verticais não financeiras
    Varejo, mobilidade, educação e saúde integrarão pagamentos, crédito e seguros ao fluxo nativo. A intermediação discreta amplia base endereçável e sustenta a rentabilidade das fintechs com menor custo de aquisição.


Inclusão financeira e o próximo capítulo

A rentabilidade das fintechs não é apenas um número de balanço. Ela traduz capacidade de democratizar acesso e baratear serviços para milhões de brasileiros ainda subatendidos. Se reguladores calibram adequadamente requisitos e incentivos, e se empresas mantêm foco em qualidade de crédito, proteção ao consumidor e educação financeira, a rentabilidade das fintechs pode caminhar ao lado de impactos sociais palpáveis — com crédito responsável e ferramentas que melhorem o orçamento das famílias e a produtividade das PMEs.


O que observar daqui em diante

Para avaliar a trajetória da rentabilidade das fintechs nos próximos trimestres, vale monitorar:

  • Evolução do ROE consolidado e retorno ajustado ao risco;

  • Custo de funding versus Selic e mix de captações;

  • Inadimplência por coorte e eficiência em cobrança;

  • Receita por cliente (ARPU) e penetração de produtos por segmento;

  • Eficiência operacional (custos/receita) após investimentos em segurança e compliance;

  • Impacto de eventuais mudanças tributárias por atividade (IP, SCD, SCFI) sobre a rentabilidade das fintechs.

Se os players mantiverem a disciplina em risco e a agenda de eficiência, a rentabilidade das fintechs tende a permanecer acima da média bancária, mesmo num cenário de normalização de juros.


Um ponto de não retorno

O salto da rentabilidade das fintechs marca um ponto de não retorno no sistema financeiro brasileiro. A combinação de plataformas escaláveis, dados de alta granulação e portfólios integrados mostrou-se capaz de gerar retorno superior de forma sustentada. Nubank, Stone e Superlógica simbolizam essa nova fronteira, mas o fenômeno é mais amplo: um ecossistema inteiro amadureceu, forçando os bancos a evoluir e entregando benefícios tangíveis ao consumidor.

O desafio é crescer com prudência. Governança, segurança e compliance são investimentos permanentes — não custos eventuais. Se bem endereçados, continuarão viabilizando a rentabilidade das fintechs sem abrir mão de estabilidade sistêmica, competição leal e inovação contínua.

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