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ROI das SAFs: retornos de até 1.100% em casos como Cruzeiro atraem fundos globais; veja riscos e oportunidades

por João Souza - Repórter de Negócios
25/03/2026 às 18h56 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h15
em Negócios, Destaque, Notícias
Roi Das Safs: Retornos De Até 1.100% Em Casos Como Cruzeiro Atraem Fundos Globais; Veja Riscos E Oportunidades - Gazeta Mercantil
O ROI das SAFs emergiu como um dos indicadores mais discutidos no mercado de capitais brasileiro nesta semana, após divulgação de dados consolidados que revelam retornos expressivos para investidores pioneiros no segmento de futebol profissional. Segundo levantamento exclusivo, o ROI das SAFs em casos emblemáticos como o Cruzeiro atingiu patamar de 1.100% em menos de três anos, atraindo o interesse de fundos de Private Equity internacionais e reacendendo o debate sobre a profissionalização do esporte nacional.
A análise do ROI das SAFs ganha relevância em momento de consolidação do modelo das Sociedades Anônimas do Futebol no Brasil. Com mais de R$ 15 bilhões em volume total movimentado no ecossistema, o setor deixou de ser experimento para se tornar classe de ativos estruturada, embora ainda restrita a investidores qualificados. Especialistas ouvidos com exclusividade destacam que compreender as variáveis que impactam o ROI das SAFs é fundamental para decisões de alocação de capital no segmento.

Dados de mercado: volume e valuation impulsionam debate sobre ROI das SAFs

Os números mais recentes do mercado de SAFs reforçam a magnitude do tema. Apenas somando o equity das sociedades consolidadas na Série A do Campeonato Brasileiro — incluindo Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Bahia e Vasco —, o valor de mercado combinado ultrapassa R$ 12 bilhões. O Atlético-MG, após reestruturação de capital, ostenta valuation superior a R$ 3 bilhões, seguido de perto pelas operações lideradas por John Textor (Botafogo) e Pedro Lourenço (Cruzeiro).
Esses múltiplos de valuation são componentes centrais para projeção do ROI das SAFs em cenários de saída ou novas rodadas de investimento. Analistas de mercado apontam que a valorização acelerada de algumas SAFs reflete não apenas resultados esportivos, mas também expectativas de monetização de ativos intangíveis, como marca, base de torcedores e direitos de mídia.

Case Cruzeiro: benchmark para análise do ROI das SAFs

O Cruzeiro consolidou-se como referência para avaliação do ROI das SAFs no Brasil. Ronaldo Nazário assumiu o clube em 2021 em situação de pré-falência, com injeção inicial de caixa de aproximadamente R$ 50 milhões e compromisso de renegociar passivos bilionários. Após saneamento financeiro, retorno à Série A e valorização da marca, vendeu sua participação em 2024 para o empresário Pedro Lourenço por cerca de R$ 600 milhões.
O ROI das SAFs nesse caso atingiu mais de 1.100% em menos de três anos, ajustado por risco e inflação. Esse desempenho excepcional serve como benchmark para investidores que avaliam oportunidades no setor, embora especialistas alertem que replicar tal resultado exige combinação rara de timing, gestão competente e contexto esportivo favorável.

Botafogo e a complexidade de projetar ROI das SAFs no longo prazo

O caso Botafogo oferece perspectiva complementar para análise do ROI das SAFs. John Textor aportou aproximadamente R$ 400 milhões iniciais para assumir 90% da operação, integrando o clube à sua holding Eagle Football. A sinergia corporativa gerou resultados esportivos expressivos, incluindo conquistas de relevância nacional e continental.
Contudo, a sustentabilidade do modelo foi posta à prova com crises administrativas subsequentes e perda de atletas para o mercado interno. O ROI das SAFs no caso Botafogo permanece em avaliação, pois depende de variáveis de longo prazo como retenção de talentos, receita recorrente e governança corporativa. Esse cenário ilustra que o ROI das SAFs não é linear e exige monitoramento contínuo.

Estrutura de investimento: pilares que determinam o ROI das SAFs

Diferentemente de adquirir ações de companhias tradicionais, investir em uma SAF envolve operação complexa de Distressed Asset. A composição do capital nessas transações demanda três frentes simultâneas, elementos cruciais para projetar o ROI das SAFs:
  • Aporte primário (liquidez): recursos novos para custeio operacional diário (OPEX), incluindo salários e logística de competições.
  • Assunção de passivo: responsabilidade solidária sobre endividamento histórico, estruturando mecanismos como Regime Centralizado de Execuções (RCE) ou recuperação judicial.
  • CAPEX obrigatório: investimentos em infraestrutura, como modernização de centros de treinamento e reforma de estádios.
Essa estrutura tripla impacta diretamente o ROI das SAFs, pois eleva o custo de entrada e alonga o prazo de maturação dos retornos. Investidores que ignoram essas variáveis tendem a superestimar o ROI das SAFs em projeções otimistas.

Barreiras regulatórias limitam acesso do varejo ao ROI das SAFs

Para a B3 autorizar abertura de capital de uma empresa, exige-se governança rigorosa, previsibilidade de receita e balanços auditados sem ressalvas. O futebol, por natureza, é o oposto da previsibilidade. Se um clube é rebaixado à Série B, seu faturamento pode cair entre 40% e 50% no ano seguinte, devido à redução drástica nas cotas de televisão.
Nenhum órgão regulador permitiria que o pequeno investidor atrelasse suas economias a um ativo cujo fluxo de caixa depende de variáveis esportivas de alta volatilidade. Por isso, o ROI das SAFs no Brasil em 2026 permanece um jogo de Venture Capital: altíssimo risco bancado por capital fechado e estruturado. O acesso ao ROI das SAFs, portanto, segue restrito a investidores qualificados e institucionais.

Volatilidade esportiva: fator crítico para projeção do ROI das SAFs

Uma característica intrínseca ao futebol é a imprevisibilidade dos resultados em campo. Uma lesão de atleta-chave, uma decisão arbitral controversa ou uma sequência negativa podem alterar drasticamente a trajetória financeira de um clube. Essa volatilidade esportiva se traduz em volatilidade financeira, afetando diretamente o ROI das SAFs.
Investidores que buscam exposição ao ROI das SAFs devem incorporar em seus modelos de valuation cenários estressados: rebaixamento, eliminação precoce em competições continentais, perda de patrocínios principais e oscilações cambiais. A análise do ROI das SAFs, portanto, exige abordagem multifatorial.

Governança corporativa: pré-requisito para sustentabilidade do ROI das SAFs

A experiência recente com SAFs no Brasil reforça que governança corporativa não é acessório, mas pré-requisito para perenidade dos retornos. Conselhos de administração independentes, comitês de auditoria e políticas de transparência são elementos críticos para preservar o ROI das SAFs no longo prazo.
Casos em que a gestão operacional se sobrepôs a controles formais geraram distorções que comprometeram a confiança de investidores. O ROI das SAFs, portanto, está intrinsecamente ligado à qualidade da governança: clubes que adotam práticas de mercado tendem a atrair capital a custos menores.

Perspectivas regulatórias podem impactar futuro do ROI das SAFs

O arcabouço regulatório das SAFs continua em evolução. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central e o Ministério da Economia monitoram desdobramentos do modelo, avaliando possíveis ajustes para ampliar transparência e fomentar a profissionalização da gestão esportiva.
Mudanças regulatórias podem impactar diretamente o ROI das SAFs, seja por meio de novos requisitos de disclosure, limites de alavancagem ou incentivos fiscais. Investidores atentos a esses movimentos tendem a posicionar-se de forma mais estratégica, maximizando o ROI das SAFs em ambiente de regras em construção.

Indicadores-chave para monitorar o desempenho do ROI das SAFs

Para profissionais de mercado que acompanham o setor, certos indicadores merecem atenção constante na avaliação do ROI das SAFs:
  • Receita recorrente: proporção de receitas previsíveis (cotas de TV, sócio-torcedor) em relação ao total.
  • Endividamento líquido/EBITDA: métrica crucial para avaliar sustentabilidade financeira.
  • Valor de mercado por torcedor: múltiplo que permite comparar valuations entre clubes.
  • Retenção de talentos: taxa de permanência de atletas-chave e capacidade de revelar novos valores.
Esses indicadores, combinados com análise qualitativa de governança, formam a base para avaliação consistente do ROI das SAFs.

Tendências globais e o futuro do ROI das SAFs no Brasil

Olhando adiante, o ROI das SAFs tende a ser influenciado por megatendências: digitalização de conteúdos, expansão de mercados internacionais para transmissão de jogos, monetização de dados de desempenho e integração com experiências imersivas.
Clubes que se posicionarem como plataformas de entretenimento global poderão capturar valor adicional e elevar o ROI das SAFs para seus acionistas. A convergência entre esporte, tecnologia e mídia abre novas fronteiras para criação de valor, mas exige investimentos pesados em inovação.

Transparência e comunicação: pilares para credibilidade do ROI das SAFs

Por fim, a credibilidade do ROI das SAFs depende de comunicação clara e transparente com o mercado. Relatórios trimestrais detalhados, conferências com analistas e divulgação proativa de metas são práticas que fortalecem a confiança e reduzem o custo de capital.
O ROI das SAFs, em última análise, constrói-se na relação de confiança entre clube, acionistas e sociedade. Quem compreender essa dinâmica estará melhor posicionado para capturar oportunidades nesse mercado em rápida evolução.

Próximos capítulos: o que esperar do mercado de SAFs nos próximos trimestres

Nas próximas semanas, o mercado acompanhará com atenção os resultados financeiros trimestrais das principais SAFs, que deverão oferecer novos insights sobre a sustentabilidade do ROI das SAFs em diferentes contextos esportivos. A divulgação de novas rodadas de investimento, eventuais processos de abertura de capital e movimentos regulatórios serão monitorados de perto por analistas e investidores.
Para quem busca exposição ao ROI das SAFs, a recomendação é manter abordagem disciplinada, priorizar due diligence rigorosa e diversificar exposição para mitigar riscos idiossincráticos. O futebol brasileiro como ativo financeiro entrou em nova fase: mais profissional, mais transparente e, para quem sabe navegar suas complexidades, potencialmente mais rentável.
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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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