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Projeto para trocar nome da Rua Peixoto Gomide avança na Câmara de SP; ex-senador que dá nome à via matou a própria filha

por Daniel Wicker - Repórter
12/03/2026
em Brasil, Destaque, Notícias, Política
Rua Peixoto Gomide - Gazeta Mercantil

Reprodução

A Câmara Municipal de São Paulo deu andamento a um projeto que pode alterar o nome de uma das vias mais conhecidas da capital paulista e, ao mesmo tempo, reabrir um debate profundo sobre memória pública, violência contra a mulher e os critérios usados pelo poder público para homenagear figuras históricas. A Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, aprovou o parecer de legalidade da proposta que prevê a substituição do nome da Rua Peixoto Gomide por Rua Sophia Gomide, levando o texto a uma nova etapa de tramitação no Legislativo municipal.

A mudança, se confirmada pelo plenário, retira da paisagem urbana de São Paulo a homenagem ao ex-senador Francisco de Assis Peixoto Gomide Júnior e coloca no centro da cidade o nome de sua filha, Sophia Gomide. Segundo a justificativa do projeto, ele matou a própria filha em 1906 por não aceitar o casamento dela. O caso, que por décadas permaneceu à margem da memória institucional da cidade, voltou ao foco com força política e simbólica, transformando a Rua Peixoto Gomide em um dos temas mais sensíveis do debate público paulistano neste momento.

Mais do que uma simples troca de placa, a discussão em torno da Rua Peixoto Gomide projeta um novo tipo de reflexão sobre os nomes que ocupam o espaço urbano. Quando uma rua carrega o nome de uma figura celebrada oficialmente, a cidade envia uma mensagem sobre quem considera digno de reconhecimento. Ao avançar com o projeto, a Câmara sinaliza que homenagens antigas não são imutáveis e que podem ser revistas quando entram em choque com valores atuais de justiça, dignidade e direitos das mulheres.

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Avanço na CCJ acelera tramitação do projeto

A aprovação na Comissão de Constituição e Justiça representa um passo importante porque atesta, nesta fase inicial, que o projeto está apto a seguir dentro das exigências legais e regimentais da Casa. Na prática, isso significa que a proposta sobre a Rua Peixoto Gomide superou a primeira barreira formal e agora entra em uma etapa mais política, em que o mérito da mudança será discutido pelos vereadores em plenário.

Esse tipo de avanço costuma ser decisivo em pautas de forte repercussão pública. No caso da Rua Peixoto Gomide, a tramitação deixou de ser apenas uma proposta protocolar e passou a ganhar status de tema prioritário dentro de uma agenda mais ampla de revisão de homenagens oficiais. O debate tende a crescer porque o projeto mexe com uma via conhecida da cidade, localizada em área de grande circulação, entre bairros valorizados e de alta visibilidade urbana.

As autoras da proposta são as vereadoras Luna Zarattini, do PT, e Silvia da Bancada Feminista, do PSOL. Na justificativa do texto, elas sustentam que a alteração do nome da Rua Peixoto Gomide é necessária para corrigir uma homenagem histórica prestada sem que o episódio do assassinato de Sophia Gomide fosse considerado como parte da memória pública associada ao ex-senador.

Rua Peixoto Gomide deixa de ser apenas endereço e vira símbolo

Durante décadas, a Rua Peixoto Gomide foi percebida pela maioria dos paulistanos apenas como um ponto de referência geográfica. Situada em uma região estratégica da capital, a via atravessa áreas de grande relevância residencial, comercial e institucional. No entanto, a partir do avanço do projeto na Câmara, a Rua Peixoto Gomide deixou de ser somente um endereço conhecido e passou a encarnar um embate simbólico sobre o que a cidade escolhe perpetuar em seu mapa oficial.

O ponto central é que nomes de ruas não são neutros. Eles funcionam como homenagens permanentes. Estão nas placas, nos registros públicos, na memória coletiva e na rotina diária de milhares de pessoas. Ao manter o nome de alguém em um logradouro, o poder público confere legitimidade histórica àquela figura. É justamente essa legitimidade que está sendo questionada agora no caso da Rua Peixoto Gomide.

A proposta em análise muda o foco do homenageado para a vítima. Em vez de manter a referência ao pai, o projeto quer nomear a via como Rua Sophia Gomide. Essa escolha não é apenas semântica. Ela reorganiza o sentido da homenagem e transforma a rua em um espaço de reparação histórica. Em outras palavras, o nome que antes celebrava um personagem da elite política passa a reconhecer publicamente uma mulher cuja memória foi apagada da narrativa oficial.

O caso de Sophia Gomide no centro da revisão histórica

O projeto que pretende mudar a Rua Peixoto Gomide tem como base a reinterpretação do passado a partir de uma lente contemporânea de direitos e memória. Segundo a justificativa das vereadoras, Francisco de Assis Peixoto Gomide Júnior matou a filha, Sophia Gomide, em 1906 por rejeitar o casamento dela. Anos depois, em 1914, o nome do ex-senador foi dado à rua paulistana, sem que o episódio fosse levado em conta na homenagem oficial.

Esse dado é o coração do debate. A crítica das parlamentares é que a cidade, ao batizar a Rua Peixoto Gomide, institucionalizou uma reverência pública sem enfrentar o peso histórico do crime atribuído ao homenageado. Com o projeto atual, o Legislativo municipal tenta revisar essa decisão e reposicionar a narrativa, substituindo a homenagem ao pai pelo nome da filha.

A escolha de Sophia Gomide também produz outro efeito importante: reforça o debate sobre a baixa presença feminina na nomenclatura urbana. Em grande parte das cidades brasileiras, ruas, avenidas e praças ainda levam predominantemente nomes masculinos, ligados à política, ao militarismo, à elite econômica e a figuras tradicionais do poder. Ao transformar a Rua Peixoto Gomide em Rua Sophia Gomide, o projeto não apenas revisa uma homenagem, mas também amplia a presença de nomes femininos no espaço público.

Debate vai além da história e alcança a política atual

O avanço do projeto sobre a Rua Peixoto Gomide acontece em um momento em que a política institucional vem sendo pressionada a rever símbolos, narrativas e homenagens herdadas de outros períodos históricos. O que antes era tratado como dado consolidado hoje é submetido a novo escrutínio público, especialmente quando envolve violência, opressão ou apagamento de vítimas.

Nesse ambiente, a Rua Peixoto Gomide se tornou um caso emblemático porque reúne vários elementos com alto potencial de repercussão. Há um fato histórico grave, uma personagem feminina colocada no centro da reparação, uma via de notoriedade urbana e uma decisão legislativa concreta em andamento. Essa combinação torna a pauta especialmente forte para o noticiário e ajuda a explicar por que o tema tende a ganhar tração nas buscas, nas redes e na cobertura política local.

Além disso, a proposta dialoga diretamente com temas de forte interesse social, como feminicídio, direitos das mulheres e memória institucional. Embora o crime mencionado seja anterior à tipificação moderna do feminicídio, a leitura política contemporânea do caso insere a Rua Peixoto Gomide em uma agenda mais ampla de enfrentamento à violência contra mulheres e de revisão das homenagens públicas dadas a homens associados a esse tipo de crime.

Campanha amplia alcance do caso Rua Peixoto Gomide

A tramitação do projeto sobre a Rua Peixoto Gomide não ocorre isoladamente. A iniciativa está vinculada à campanha “Feminicida não é herói”, que reúne ações voltadas a contestar homenagens oficiais a autores de feminicídio ou a homens ligados à morte de mulheres. Esse enquadramento dá à proposta uma dimensão política mais ampla e fortalece a tese de que a mudança da Rua Peixoto Gomide pode funcionar como precedente para novos casos.

A campanha sustenta que o espaço público não deve naturalizar, muito menos reverenciar, nomes ligados à violência. Por esse raciocínio, manter a Rua Peixoto Gomide com sua nomenclatura atual seria perpetuar uma homenagem incompatível com os valores que a cidade diz defender no presente. A alteração para Rua Sophia Gomide, portanto, aparece como gesto concreto de revisão institucional.

O debate não se limita a essa via. Outras ruas paulistanas também vêm sendo citadas em propostas semelhantes. Isso mostra que a discussão aberta pela Rua Peixoto Gomide integra um movimento mais abrangente de revisão simbólica do mapa urbano. A importância do caso, nesse contexto, está no fato de ser um dos mais visíveis e mais capazes de influenciar futuras decisões legislativas.

PL 483/2025 pode mudar regra geral em São Paulo

Enquanto a Câmara discute especificamente a Rua Peixoto Gomide, outro projeto amplia a pressão e pode alterar de forma estrutural o padrão de homenagens na cidade. Trata-se do PL 483/2025, que busca proibir a futura denominação de ruas e logradouros públicos com nomes de pessoas que tenham cometido feminicídio.

Esse ponto é relevante porque a discussão deixa de ser apenas retrospectiva e passa também a mirar o futuro. A eventual troca da Rua Peixoto Gomide corrige, na visão das autoras, uma distorção histórica já consolidada. Já o PL 483/2025 tenta evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. Juntos, os dois movimentos formam uma agenda de revisão e prevenção.

Se esse conjunto avançar, São Paulo poderá estabelecer um novo padrão institucional para o tratamento da memória urbana. A Rua Peixoto Gomide, nesse cenário, se transformaria em um marco político, não apenas por mudar de nome, mas por simbolizar uma nova etapa na forma como a cidade lida com o passado e escolhe os personagens que deseja homenagear.

O impacto de uma eventual mudança no nome da via

Caso o plenário aprove a proposta, a Rua Peixoto Gomide poderá ser oficialmente renomeada como Rua Sophia Gomide. Em termos práticos, mudanças desse tipo costumam ter repercussões em cadastros públicos, registros de endereço, sinalização e comunicação institucional. No entanto, o principal peso da decisão está no plano simbólico.

A retirada do nome Rua Peixoto Gomide do mapa oficial significará que a cidade reconheceu a necessidade de rever uma homenagem concedida há mais de um século. Isso terá impacto político imediato, porque servirá de referência para outros debates sobre nomes de ruas, prédios, equipamentos e espaços públicos. Em outras palavras, a votação sobre a Rua Peixoto Gomide pode abrir uma nova jurisprudência moral e política na capital paulista.

Também é possível que a mudança produza reflexo no debate nacional. Grandes cidades costumam funcionar como referência para outros municípios, e decisões tomadas em São Paulo frequentemente ecoam em outras câmaras e assembleias. Por isso, o caso da Rua Peixoto Gomide tem potencial para extrapolar a esfera local e se tornar exemplo em discussões semelhantes pelo país.

Plenário terá teste político de alta visibilidade

A próxima fase da tramitação será decisiva porque o plenário tende a transformar o caso da Rua Peixoto Gomide em um teste político mais amplo. Nessa etapa, os vereadores terão de se posicionar diante de uma questão que mistura história, identidade urbana, direitos das mulheres e revisão institucional de homenagens.

Não se trata apenas de votar uma troca de nome. O que estará em julgamento é o entendimento de que a cidade pode ou não atualizar sua memória oficial quando um símbolo do passado passa a ser incompatível com as referências éticas do presente. A Rua Peixoto Gomide entra nesse debate como um caso concreto, visível e de alto impacto narrativo.

A votação também deve medir o peso das bancadas e o grau de adesão a pautas de memória e reparação simbólica. Em um ambiente de polarização política, o tema tende a mobilizar posições ideológicas diferentes sobre tradição, revisionismo histórico, direitos humanos e papel do Estado na definição de homenagens públicas.

São Paulo reabre discussão sobre quem merece ser eternizado no mapa

O avanço do projeto sobre a Rua Peixoto Gomide sintetiza uma mudança importante no debate urbano contemporâneo. Durante muito tempo, a nomeação de ruas foi tratada como ato burocrático ou mera formalidade administrativa. Hoje, esse entendimento perdeu força. O nome de uma rua pode ser visto como uma mensagem política permanente, capaz de revelar as escolhas simbólicas de uma cidade.

Ao recolocar a Rua Peixoto Gomide sob escrutínio, a Câmara Municipal de São Paulo leva ao centro da agenda pública uma pergunta incômoda, mas inevitável: quais histórias merecem ser preservadas em placas oficiais e quais precisam ser revistas à luz dos valores democráticos atuais. A resposta ainda depende do plenário, mas o simples avanço do projeto já mostra que a capital paulista entrou em uma nova fase de debate sobre memória, justiça histórica e reconhecimento.

Se a mudança for aprovada, a Rua Peixoto Gomide deixará de existir como homenagem oficial e dará lugar à Rua Sophia Gomide. Será, ao mesmo tempo, um ato legislativo, um gesto simbólico e um recado institucional. São Paulo dirá, em seu próprio mapa, que não considera aceitável eternizar em espaço público um nome associado à morte de uma mulher quando a vítima permaneceu apagada por tanto tempo da narrativa da cidade.

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