quarta-feira, 16 de setembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Economia

Trump descarta Bessent e promete nova nomeação para o Fed “em breve” com foco em cortes de juros

por Gabriel Monteiro
05/08/2025 às 12h44
em Economia
Trump Descarta Bessent E Promete Nova Nomeação Para O Fed “Em Breve” Com Foco Em Cortes De Juros Gazetamercantil - Economia

Nomeação para o Fed: Trump descarta Bessent e promete anunciar novo indicado “em breve”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (5) que divulgará em breve sua nomeação para o Fed, mais precisamente para uma vaga na diretoria do Federal Reserve, além de sugerir que também pode anunciar o nome do futuro chair do banco central norte-americano. Com a saída antecipada da diretora Adriana Kugler, que deixará o cargo antes do fim de seu mandato em janeiro, a sucessão ganhou ritmo acelerado e virou ponto de atenção para os mercados.

A nomeação para o Fed tem sido um tema de destaque nos círculos econômicos e políticos, especialmente diante das críticas frequentes de Trump à condução da política monetária atual. O presidente expressa há tempos seu descontentamento com a atuação do chair Jerome Powell, especialmente pela resistência do Fed em cortar os juros no ritmo desejado por ele. A escolha de um novo nome para a diretoria — e, eventualmente, para o comando do banco central — poderá redefinir os rumos da política monetária dos Estados Unidos nos próximos anos.


Por que a nomeação para o Fed é tão importante?

O Federal Reserve tem papel central na condução da política monetária dos EUA, influenciando diretamente as taxas de juros, a inflação, o desemprego e os investimentos. A nomeação para o Fed, especialmente para cargos de diretoria e de presidente do banco, impacta diretamente os mercados financeiros globais, inclusive o Brasil, por conta dos reflexos sobre o dólar, os fluxos de capital e o apetite ao risco em países emergentes.

A saída antecipada de Adriana Kugler cria uma oportunidade política para Trump moldar o colegiado do Fed com perfis mais alinhados às suas prioridades econômicas. O atual mandato de Jerome Powell termina em maio de 2026, mas o presidente norte-americano já sinalizou que pode antecipar a escolha de quem assumirá o comando, caso opte por promover o novo diretor nomeado.


Os nomes cotados para o Federal Reserve

Entre os nomes que Trump considera para a nomeação para o Fed estão Kevin Hassett, atual assessor econômico, e Kevin Warsh, ex-diretor do Fed. Ambos têm perfil técnico e histórico de atuação na área econômica, o que agrada setores do mercado. Christopher Waller, atual diretor do Fed, também é citado como possível candidato, embora seu ritmo de afrouxamento monetário não seja tão agressivo quanto o defendido por Trump.

Trump afirmou que a escolha está restrita a quatro pessoas, mas não revelou todos os nomes. O que se sabe é que ele deseja um perfil mais “dovish” (inclinado a políticas monetárias expansionistas) para acelerar a queda das taxas de juros, atualmente em patamar considerado elevado diante do crescimento moderado da economia americana.


O fim das especulações sobre Scott Bessent

Até recentemente, Scott Bessent, secretário do Tesouro, era apontado como favorito para a nomeação para o Fed. Contudo, Trump descartou essa possibilidade ao afirmar que Bessent deseja permanecer em sua atual função. A decisão surpreendeu alguns aliados, mas foi bem recebida por analistas que enxergam conflito de interesses caso ele acumulasse ambas as funções.

A desistência de Bessent reabre o debate sobre a orientação ideológica da próxima composição do Fed. O mercado observa atentamente se Trump indicará alguém com postura técnica e independente ou um perfil mais alinhado às suas expectativas políticas.


Nomeações ao Fed: trâmites e desafios no Senado

A nomeação para o Fed exige confirmação pelo Senado dos Estados Unidos. Como a vaga a ser preenchida será ocupada até o fim do atual mandato, essa primeira aprovação seria para um curto período. Um novo processo de votação deverá ocorrer no início de 2026, quando começa o mandato completo de 14 anos.

Caso Trump também antecipe a nomeação para chair do Fed, haverá um segundo processo de confirmação, separado e mais complexo. Historicamente, as sabatinas no Senado exigem do indicado ampla capacidade técnica, histórico ético impecável e, sobretudo, habilidade de articulação política — ainda mais em um cenário polarizado como o atual.


Pressão política sobre o Fed e os juros

Trump tem sido crítico feroz da política monetária conduzida por Jerome Powell, especialmente por não reduzir os juros na velocidade esperada. O presidente alega que a economia americana, embora resiliente, precisa de estímulos mais robustos para enfrentar o enfraquecimento do mercado de trabalho e os sinais de desaceleração.

O problema é que, mesmo com indícios de retração econômica, a inflação ainda está acima da meta de 2%, o que impede uma atuação mais agressiva do banco central. Essa tensão entre política fiscal expansionista e controle inflacionário torna a nomeação para o Fed um fator determinante para o rumo da economia dos EUA até 2026.


Repercussões globais da escolha de Trump

O impacto da nomeação para o Fed vai além das fronteiras americanas. Os mercados internacionais acompanham com atenção a postura futura do banco central dos EUA, pois mudanças na taxa de juros americana influenciam desde o custo do crédito global até os investimentos em países emergentes.

Um Fed mais flexível nos juros poderia favorecer a liquidez mundial e impulsionar os mercados acionários, mas também colocaria pressão sobre o dólar e poderia reacender a inflação. Por isso, investidores de todo o mundo querem saber quem será o próximo diretor e, possivelmente, o próximo presidente do Federal Reserve.


Próximos passos e expectativas

Trump prometeu anunciar “muito em breve” sua nomeação para o Fed. A expectativa é que o nome escolhido sinalize o tom da política monetária a ser adotada em 2026, caso o presidente consiga recompor o colegiado da autoridade monetária com aliados de perfil mais expansionista.

Se o nome escolhido for aceito pelo Senado e tiver postura próxima à de Trump, é possível que vejamos mudanças significativas na política de juros já no segundo semestre de 2026, influenciando diretamente setores como habitação, crédito ao consumidor, mercado de ações e financiamento à infraestrutura.

A nova nomeação para o Fed será um dos movimentos mais estratégicos do governo Trump no campo econômico até 2026. A escolha do substituto de Adriana Kugler e, eventualmente, do novo chair do banco central poderá realinhar o discurso monetário com as pretensões políticas da Casa Branca.

Em tempos de incertezas econômicas globais, essa nomeação tem poder de influenciar mercados, orientar políticas internas e gerar impactos substanciais em escala mundial. Com tantos fatores em jogo, a escolha do nome certo será decisiva para o legado econômico da atual gestão americana — e para o futuro da economia global.

LEIA MAIS

Minha Casa Minha Vida - Gazeta Mercantil
Economia

Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 500 milhões extras e subsídios chegam a R$ 13 bilhões

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aumentou em R$ 500 milhões o orçamento destinado aos subsídios habitacionais do Minha Casa, Minha Vida...

Leia MaisDetails
Consórcio Volta Ao Radar De Quem Quer Fugir Dos Juros Altos - Gazeta Mercantil
Economia

Consórcios crescem 14,9% em 2026 e movimentam R$ 331,6 bilhões

O mercado brasileiro de consórcios chegou ao segundo semestre de 2026 em ritmo de expansão, ao mesmo tempo em que os juros continuam elevados e encarecem o crédito...

Leia MaisDetails
Exportações Brasileiras - Gazeta Mercantil
Economia

Exportações de café crescem 51,6% e petróleo avança 75,6% em setembro

As exportações brasileiras começaram setembro com avanço expressivo em duas das principais cadeias de produtos básicos do país. Os embarques de café verde cresceram 51,6% na média diária...

Leia MaisDetails
Tesouro Paga R$ 79,95 Milhões Por Dívidas De Estados E Municípios Em Agosto-Gazeta Mercantil
Economia

Tesouro paga R$ 79,95 milhões por dívidas de estados e municípios em agosto

A União desembolsou R$ 79,95 milhões em agosto para honrar compromissos de estados e municípios que deixaram de pagar operações de crédito garantidas pelo Tesouro Nacional. O Rio...

Leia MaisDetails
Tcu Avalia Alerta Ao Governo Por Previsão De R$ 28 Bilhões Em Dividendos-Gazeta Mercantil
Economia

TCU avalia alerta ao governo por previsão de R$ 28 bilhões em dividendos

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) propôs que o tribunal alerte o governo federal sobre o risco de manter no Orçamento de 2026 a...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL MERCADO AGORA

13:34:58
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Jbs - Gazeta Mercantil
Empresas

Dividendos no Brasil crescem 12,8% e chegam a US$ 4,4 bilhões no 2º trimestre

Leia MaisDetails
Minha Casa Minha Vida - Gazeta Mercantil
Economia

Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 500 milhões extras e subsídios chegam a R$ 13 bilhões

Leia MaisDetails
Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje recua para R$ 5,14 antes de decisões do Fed e do Copom

Leia MaisDetails
Ibovespa Hoje - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa hoje recua na Super Quarta antes de decisões do Fed e do Copom

Leia MaisDetails
Pesquisa Eleitoral - Gazeta Mercantil
Política

Lula tem 40,6% e Flávio Bolsonaro 30,4%; distância diminui

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Dividendos no Brasil crescem 12,8% e chegam a US$ 4,4 bilhões no 2º trimestre

Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 500 milhões extras e subsídios chegam a R$ 13 bilhões

Dólar hoje recua para R$ 5,14 antes de decisões do Fed e do Copom

Ibovespa hoje recua na Super Quarta antes de decisões do Fed e do Copom

Lula tem 40,6% e Flávio Bolsonaro 30,4%; distância diminui

Consórcios crescem 14,9% em 2026 e movimentam R$ 331,6 bilhões

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP