Brasil atinge recorde histórico na exportação de algodão e consolida liderança global
O Brasil alcançou um marco sem precedentes na exportação de algodão do Brasil, consolidando sua posição como maior exportador mundial da pluma e reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no cenário internacional. Em dezembro, os embarques somaram 452,5 mil toneladas, o maior volume mensal já registrado na história do país, impulsionado principalmente pela forte demanda de mercados asiáticos e pela competitividade do produto brasileiro.
Os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que o desempenho superou em 28,2% o volume exportado no mesmo mês do ano anterior e avançou cerca de 50 mil toneladas em comparação com novembro. O resultado confirma uma trajetória consistente de crescimento da exportação de algodão do Brasil, sustentada por ganhos de produtividade, expansão de área plantada e reconhecimento internacional da qualidade da fibra nacional.
Colheita recorde sustenta avanço das exportações
O recorde mensal de dezembro é reflexo direto de uma colheita histórica. Na safra 2024/25, o Brasil produziu mais de 4 milhões de toneladas de algodão em pluma, o maior volume já registrado. Esse desempenho permitiu ao país atender simultaneamente à demanda do mercado interno e ampliar sua presença no comércio exterior, fortalecendo a exportação de algodão do Brasil mesmo em um contexto de preços internacionais menos favoráveis.
Estados como Mato Grosso, Bahia e Goiás continuam liderando a produção nacional, com investimentos constantes em tecnologia agrícola, sementes de alto rendimento e práticas sustentáveis. O resultado é uma fibra de qualidade reconhecida globalmente, fator decisivo para a expansão dos embarques brasileiros.
Novo recorde supera marcas históricas anteriores
Com as 452,5 mil toneladas exportadas em dezembro, o Brasil superou o recorde anterior, registrado em janeiro de 2025, quando os embarques haviam alcançado 415,6 mil toneladas. A nova marca não apenas reforça a liderança brasileira no mercado global, como também evidencia a capacidade logística e operacional do país para escoar grandes volumes em períodos curtos.
A exportação de algodão do Brasil representa atualmente cerca de um terço de todo o comércio mundial da pluma, colocando o país à frente dos Estados Unidos, tradicional concorrente nesse segmento. Essa posição estratégica amplia a influência brasileira na formação de preços e nas negociações internacionais do setor.
Ásia lidera compras do algodão brasileiro
Os principais destinos da exportação de algodão do Brasil continuam concentrados na Ásia, região que abriga alguns dos maiores polos têxteis do mundo. China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão figuram entre os maiores importadores da pluma brasileira, atraídos pela combinação de qualidade, regularidade de fornecimento e preços competitivos.
Mesmo com uma redução significativa das importações chinesas ao longo do ano, outros mercados compensaram essa queda. Países do Sul e Sudeste Asiático ampliaram suas compras, diversificando a carteira de clientes do Brasil e reduzindo a dependência de um único grande importador.
Crescimento anual consolida desempenho do setor
No acumulado do ano, a exportação de algodão do Brasil cresceu 9% em volume, alcançando 3,03 milhões de toneladas. Apesar da retração nos preços internacionais, a receita gerada pelo setor permaneceu próxima de US$ 5 bilhões, demonstrando resiliência e eficiência comercial.
Esse equilíbrio entre volume e receita é resultado de uma estratégia bem-sucedida de posicionamento do algodão brasileiro como um produto de alto padrão, capaz de manter valor mesmo em cenários de maior volatilidade no mercado global.
Índia, Paquistão e Egito ganham protagonismo
Entre os destaques do ano está o crescimento expressivo das exportações para a Índia. O país asiático ampliou suas compras de algodão brasileiro de 100 mil para 251 mil toneladas em apenas um ano, impulsionado pela isenção da tarifa de importação. Esse movimento reforça a competitividade da exportação de algodão do Brasil em mercados altamente sensíveis a preço.
O Paquistão também se destacou, com um aumento de quase 200 mil toneladas em relação ao ano anterior, totalizando 487 mil toneladas importadas. Já o Egito apresentou crescimento superior a 200%, superando 95 mil toneladas, sinalizando a expansão da presença brasileira também em mercados do Norte da África.
Queda nas compras da China não impede avanço
Apesar de continuar como o maior importador individual, a China reduziu em 45% suas compras de algodão brasileiro, encerrando o ano com 512 mil toneladas importadas. Ainda assim, a exportação de algodão do Brasil manteve trajetória de crescimento graças à diversificação dos destinos e à abertura de novos mercados.
Esse movimento é considerado estratégico pelo setor, pois reduz riscos geopolíticos e comerciais, além de ampliar a estabilidade das exportações brasileiras no longo prazo.
Qualidade e competitividade como diferenciais
A aceitação do algodão brasileiro em diferentes mercados está diretamente ligada à sua qualidade. A fibra nacional é reconhecida por características como uniformidade, resistência e padrão consistente, atributos valorizados pela indústria têxtil global.
Além disso, a exportação de algodão do Brasil se beneficia de ganhos logísticos, melhorias em portos e corredores de escoamento, além de uma cadeia produtiva cada vez mais profissionalizada. Esses fatores contribuem para reduzir custos e aumentar a eficiência das operações de exportação.
Sustentabilidade fortalece imagem internacional
Outro aspecto relevante é o avanço das práticas sustentáveis na produção de algodão no Brasil. Programas de certificação, uso racional de recursos naturais e respeito a critérios ambientais e sociais têm fortalecido a imagem do produto brasileiro no exterior.
Essa abordagem sustentável agrega valor à exportação de algodão do Brasil, especialmente em mercados que exigem padrões rigorosos de responsabilidade ambiental, como a União Europeia e países asiáticos com políticas industriais mais restritivas.
Perspectivas para os próximos meses
Com estoques robustos, produção elevada e demanda internacional aquecida em diversos mercados, a expectativa é de que a exportação de algodão do Brasil continue em patamares elevados ao longo dos próximos meses. O desempenho recente indica que o país está bem posicionado para manter a liderança global e ampliar ainda mais sua participação no comércio internacional da pluma.
Mesmo diante de desafios como variações cambiais, oscilações de preços e mudanças no cenário geopolítico, o setor demonstra capacidade de adaptação e resiliência, apoiado em uma base produtiva sólida e em estratégias comerciais diversificadas.
Agronegócio reforça papel estratégico na economia
O recorde histórico na exportação de algodão do Brasil reforça a importância do agronegócio para a economia nacional. Além de gerar divisas, o setor impulsiona empregos, investimentos em tecnologia e desenvolvimento regional, especialmente em áreas produtoras do Centro-Oeste e do Nordeste.
O desempenho do algodão soma-se a outros resultados expressivos do agro brasileiro, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de commodities agrícolas e fortalecendo sua posição nas cadeias internacionais de valor.






