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Criptomoedas em queda: bitcoin acumula quatro meses de perdas e mercado enfrenta incerteza global

por Camila Braga - Repórter de Economia
03/02/2026 às 11h13 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h44
em Criptomoedas, Destaque, Economia, Notícias
Bitcoin-Criptomoedas - Gazeta Mercantil

Criptomoedas acumulam quatro meses de perdas e mercado entra em fase crítica de incerteza global

O mercado global de ativos digitais atravessa um dos períodos mais delicados desde o fim do último ciclo de valorização. As criptomoedas em queda completaram o quarto mês consecutivo de desempenho negativo, em um ambiente marcado por ausência de catalisadores positivos, deterioração das expectativas macroeconômicas e forte retração do apetite ao risco por parte dos investidores institucionais e individuais.

O bitcoin (BTC), principal referência do setor, voltou a frustrar expectativas ao ser negociado na casa dos US$ 78 mil, com variação marginal positiva no início do pregão, insuficiente para alterar a tendência predominante. O movimento reflete mais um ajuste técnico do que uma reversão consistente, mantendo o cenário de cautela extrema no mercado de criptoativos.

Bitcoin perde força e consolida sequência negativa

A trajetória recente do bitcoin ilustra com precisão o momento vivido pelas criptomoedas em queda. Desde outubro do ano passado, o ativo acumula uma sucessão de perdas mensais que reforçam o esgotamento do impulso comprador observado no primeiro semestre do ciclo anterior.

No período, o BTC registrou recuo de 3,93% em outubro, aprofundou a queda em novembro com desvalorização de 17,4%, manteve perdas em dezembro (-3,12%) e encerrou janeiro com retração adicional de 10,1%. O resultado é uma compressão relevante de preços, acompanhada por redução de volume negociado e aumento da volatilidade intradiária.

Analistas apontam que, apesar da leve alta registrada em algumas sessões pontuais, o ativo permanece tecnicamente fragilizado, incapaz de sustentar movimentos de recuperação sem o apoio de fatores macroeconômicos claros.

Mercado opera sem direção e amplia sensação de desalento

A ausência de direcionamento se tornou a principal marca das criptomoedas em queda neste início de ano. Enquanto alguns ativos apresentam tentativas isoladas de recuperação no curto prazo, outros aprofundam as perdas acumuladas nas últimas semanas, resultando em um quadro de extrema assimetria entre desempenho e expectativas.

Esse comportamento errático decorre, sobretudo, da inexistência de gatilhos positivos capazes de reancorar o mercado. Diferentemente de ciclos anteriores, não há novidades regulatórias favoráveis, anúncios institucionais relevantes ou sinais claros de flexibilização monetária nos principais centros financeiros globais.

O ambiente de incerteza se reflete diretamente na postura dos investidores, que adotam estratégias defensivas, reduzem exposição a ativos voláteis e priorizam liquidez em meio ao cenário global mais restritivo.

Desempenho das maiores criptomoedas reforça tendência negativa

O quadro das criptomoedas em queda fica ainda mais evidente quando se observa o desempenho agregado dos principais ativos digitais do mundo. Entre as dez maiores criptomoedas por valor de mercado, a maioria acumula perdas expressivas tanto no recorte semanal quanto no acumulado do ano.

O ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda do mercado, apresenta uma das maiores quedas percentuais, refletindo não apenas o enfraquecimento do ecossistema DeFi, mas também a menor atratividade dos contratos inteligentes em um cenário de juros elevados. Solana, XRP, Cardano e BNB seguem trajetória semelhante, com perdas de dois dígitos no acumulado recente.

Mesmo ativos tradicionalmente considerados mais estáveis, como as stablecoins, operam sob pressão indireta, afetadas pela retração de volume e pela menor circulação de capital dentro do ecossistema cripto.

Correlação com mercados tradicionais limita recuperação

Embora as criptomoedas em queda tenham surgido originalmente como uma alternativa descorrelacionada dos mercados tradicionais, o cenário atual demonstra uma integração cada vez maior com o comportamento das bolsas globais.

As bolsas asiáticas encerraram o último pregão em alta, enquanto os índices europeus operam de forma mista e os futuros de Nova York indicam avanço moderado. Ainda assim, esse movimento positivo não se traduz automaticamente em valorização dos criptoativos, evidenciando que o mercado digital enfrenta desafios próprios, além do contexto macroeconômico.

A correlação seletiva reforça a percepção de que o mercado cripto atravessa uma fase de maturação forçada, na qual fundamentos, liquidez e confiança passam a desempenhar papel mais relevante do que o simples fluxo especulativo.

Ausência de indicadores dos EUA amplia incertezas

O cenário de criptomoedas em queda é agravado pela escassez de informações econômicas relevantes vindas dos Estados Unidos, principal referência para decisões de política monetária global.

Com a paralisação parcial do governo norte-americano, indicadores cruciais como o relatório payroll e o levantamento Jolts de criação de vagas foram adiados. A ausência desses dados deixa investidores sem parâmetros claros para avaliar os próximos passos do Federal Reserve em relação à taxa de juros.

Sem visibilidade sobre o mercado de trabalho e a trajetória da inflação, cresce a aversão ao risco, impactando diretamente ativos mais sensíveis à liquidez global, como as criptomoedas.

Política monetária segue como principal fator de pressão

O comportamento das criptomoedas em queda está intrinsecamente ligado à política monetária restritiva adotada pelas principais economias. Juros elevados reduzem o apetite por ativos de risco e aumentam a atratividade de instrumentos tradicionais de renda fixa, drenando recursos que antes migravam para o mercado digital.

Além disso, a manutenção de um discurso cauteloso por parte das autoridades monetárias reforça a percepção de que um ciclo consistente de flexibilização ainda está distante, o que limita qualquer tentativa de recuperação sustentada no curto prazo.

Investidores institucionais recuam e reduzem exposição

Outro fator determinante para a persistência das criptomoedas em queda é o comportamento dos investidores institucionais. Após desempenharem papel central na valorização do mercado em ciclos anteriores, grandes fundos e gestoras reduziram significativamente sua exposição ao setor.

O movimento reflete tanto preocupações regulatórias quanto a necessidade de reequilíbrio de portfólios em um ambiente de maior volatilidade global. A saída parcial desses agentes contribui para a redução da liquidez e amplia a sensibilidade do mercado a oscilações abruptas.

Impactos no ecossistema e projetos emergentes

O ciclo prolongado de criptomoedas em queda também afeta diretamente projetos emergentes e startups do setor. Com menor acesso a capital e queda no interesse por novas emissões de tokens, muitas iniciativas enfrentam dificuldades para manter operações e cumprir cronogramas de desenvolvimento.

Esse processo tende a acelerar a consolidação do mercado, favorecendo projetos mais robustos e com fundamentos sólidos, ao mesmo tempo em que expõe fragilidades estruturais de modelos excessivamente dependentes de especulação.

Sentimento do mercado permanece negativo

Indicadores de sentimento reforçam o pessimismo em torno das criptomoedas em queda. Métricas de medo e ganância permanecem em território negativo, refletindo a cautela dos investidores e a baixa disposição para assumir riscos adicionais.

O volume de negociações segue abaixo da média histórica, enquanto a volatilidade permanece elevada, características típicas de mercados em fase de ajuste prolongado.

Expectativa é de lateralização prolongada

Especialistas avaliam que o cenário mais provável para as criptomoedas em queda é um período prolongado de lateralização, com oscilações limitadas e ausência de tendência clara no curto e médio prazos.

A reversão desse quadro dependerá de uma combinação de fatores, incluindo melhora no ambiente macroeconômico, retomada da liquidez global, maior clareza regulatória e recuperação da confiança institucional.

Mercado cripto entra em fase de sobrevivência e seleção natural

O atual ciclo de criptomoedas em queda marca uma etapa decisiva para o setor, caracterizada por ajustes profundos, redução de excessos e maior seletividade por parte dos investidores. Mais do que um movimento conjuntural, trata-se de um teste de resiliência para todo o ecossistema digital, que precisará demonstrar maturidade, utilidade real e sustentabilidade para reconquistar protagonismo nos mercados globais.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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