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Jerome Powell preside última reunião do Fed em meio à tensão com Trump e inflação de guerra

por Henrique Valverde - Repórter de Política e Economia
29/04/2026 às 06h00 - Atualizado em 14/05/2026 às 22h06
em Economia, Destaque, Mundo, Notícias
Jerome Powell Preside Última Reunião Do Fed Em Meio À Tensão Com Trump E Inflação De Guerra - Gazeta Mercantil

A Despedida de Jerome Powell: O Fed Diante da Super Quarta e a Tensão com a Era Trump

O cenário macroeconômico global converge nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, para o que analistas e operadores do mercado financeiro convencionaram chamar de “Super Quarta”. No epicentro das atenções, o Federal Reserve (Fed), autoridade monetária da maior economia do planeta, delibera sobre o patamar das taxas de juros nos Estados Unidos. O veredito de hoje, contudo, carrega um simbolismo histórico: trata-se da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) sob a liderança de Jerome Powell, cujo mandato como presidente da instituição encerra-se em 15 de maio.

A trajetória de Jerome Powell à frente do Fed foi marcada por uma defesa intransigente da autonomia da autoridade monetária, mesmo sob o fogo cruzado da retórica política de Donald Trump. O atual presidente americano, que indicou Powell em seu primeiro mandato, transformou-o em um desafeto público, pressionando reiteradamente por cortes agressivos nos juros para enfraquecer o dólar e estimular a competitividade industrial. Powell, contudo, despede-se da presidência sem ter cedido aos caprichos do Executivo, mantendo o foco no chamado “duplo mandato” — a busca pelo pleno emprego e a estabilidade de preços.

O Legado de Jerome Powell e a Autonomia Institucional

A gestão de Jerome Powell será estudada por décadas como um exemplo de resiliência institucional. Desde que assumiu a chefia do Fed em 2018 e foi reconduzido em 2022, ele enfrentou desafios sem precedentes, desde a pandemia de Covid-19 até o repique inflacionário global de 2024 e 2025. Ao longo desse período, Powell foi alvo constante de hostilizações por parte de Trump, que o rotulava nas redes sociais como “sempre atrasado”. O embate atingiu seu ápice em 2025, quando o republicano sugeriu abertamente a possibilidade de demissão de Powell, uma medida que testaria os limites constitucionais da independência do banco central americano.

A permanência de Jerome Powell no conselho do Fed até 2028 é garantida por lei, embora a tradição dite que ex-presidentes deixem a instituição após a sucessão. Sua saída da liderança abre caminho para Kevin Warsh, indicado por Trump e aguardado para sabatina no Senado nesta semana. A transição ocorre em um momento em que o Departamento de Justiça (DOJ) encerrou investigações criminais contra Powell sobre reformas na sede do Fed, um desfecho que, para muitos observadores, limpa o caminho para uma transição republicana mais suave, mas não menos ideológica, na cúpula financeira de Washington.

A Inflação de Energia e o Impasse Geopolítico

A decisão que Jerome Powell transmitirá hoje ao mundo é influenciada por variáveis que transcendem os indicadores domésticos americanos. O prolongamento da guerra no Oriente Médio, que já entra em seu segundo mês de intensificação, gerou um choque de oferta de energia. Com o Estreito de Ormuz parcialmente bloqueado e o petróleo tipo Brent operando na casa dos US$ 111, a cautela é a palavra de ordem. Analistas de instituições como Bank of America e Citi apontam que o Fed não pode se dar ao luxo de ignorar os efeitos secundários dessa alta energética.

A economista Andressa Durão, da ASA, destaca que o núcleo da inflação — indicador que exclui a volatilidade de alimentos e energia — corre o risco de ser contaminado pela permanência dos preços elevados do petróleo. Na visão de Jerome Powell, o combate a esses efeitos secundários é prioritário. Diferentemente do Banco Central do Brasil, que persegue metas inflacionárias estritas, o Fed de Powell opera sob a pressão de equilibrar a inflação com um mercado de trabalho que, embora modesto na abertura de vagas, ainda demonstra resiliência. A expectativa unânime do mercado, refletida na ferramenta FedWatch, é de manutenção da taxa de juros na banda entre 3,5% e 3,75%.

Super Quarta: O Reflexo nos Mercados Emergentes e no Brasil

Para o investidor brasileiro, o dia de hoje é crucial. A coincidência entre as reuniões do Fomc, presidido por Jerome Powell, e do Copom, no Brasil, define o fluxo de capitais para os próximos meses. Historicamente, juros elevados nos EUA funcionam como uma força gravitacional para o capital global, que busca a segurança dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Quando Powell sinaliza a manutenção de taxas altas, o dólar se fortalece globalmente, pressionando moedas emergentes como o Real.

O Ibovespa, que flertou com os 200 mil pontos recentemente, amargou quedas sucessivas na última semana, fechando aos 188.619 pontos na terça-feira. Fernando Siqueira, da Eleven, observa que a releitura sobre o rumo dos juros sob a batuta de Jerome Powell colocou em xeque o otimismo local. Se por um lado o Brasil sinaliza novos cortes na Taxa Selic, o diferencial de juros com os EUA encurta, tornando o mercado brasileiro menos atraente para o investidor estrangeiro que busca rentabilidade com baixo risco.

Donald Trump e a Sucessão no Federal Reserve

A saída de Jerome Powell da presidência não encerra a tensão entre o Fed e a Casa Branca; ao contrário, inaugura um novo capítulo. Donald Trump sempre manifestou o desejo de um Fed mais “cooperativo”, ou seja, mais sensível às necessidades políticas de curto prazo. Kevin Warsh, o sucessor provável, assume a missão de chefiar a autoridade monetária sob a sombra de um presidente que já sugeriu querer maior controle sobre as decisões de juros.

Durante seu mandato, Jerome Powell defendeu que a política monetária deve ser baseada em dados e não em política. Sua recusa em ceder às hostilizações de Trump — que o chamava de “inimigo” do crescimento — consolidou sua imagem como um burocrata de alto calibre, capaz de navegar em águas turbulentas sem naufragar o navio da estabilidade econômica. O encerramento da investigação do DOJ contra ele é visto como o ato final de uma resistência técnica que preservou a credibilidade do dólar como moeda de reserva global.

O “Duplo Mandato” e o Cenário Pós-Powell

Ao entregar as chaves da presidência do Fed, Jerome Powell deixa um mercado de trabalho que deixou de ser aquecido para se tornar “modesto”. Analistas do Citi acreditam que essa desaceleração controlada facilita a mensagem de manutenção que Powell deve transmitir em seu último comunicado oficial. O desafio, contudo, reside na permanência da inflação de custos. A gasolina nos EUA permanece acima de US$ 4 o galão, um patamar psicologicamente sensível para o eleitorado americano e tecnicamente perigoso para os banqueiros centrais.

Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, levanta a questão fundamental que domina o Fomc neste encerramento de era Powell: os efeitos secundários da guerra serão permanentes? Se o conflito geopolítico se arrastar, a estratégia de manutenção de Jerome Powell poderá ser vista como o alicerce necessário para evitar uma nova espiral inflacionária, mesmo que isso signifique um período prolongado de crescimento econômico mais lento.

Impacto Global e a Reprecificação do Dólar

A autoridade de Jerome Powell sobre o valor do dólar é absoluta. Como o país é considerado o porto seguro para aplicações mundiais, qualquer sinalização de Powell calibra o valor da moeda frente a pares como o Euro e o Iene. Um ciclo de manutenção de juros altos, como o que se desenha hoje, mantém o custo do capital elevado em todo o mundo. Países com dívidas denominadas em dólar sentem o peso dessa política, enquanto investidores de países emergentes aguardam ansiosamente por sinais de flexibilização que possam liberar liquidez para ativos de maior risco.

A gestão de Jerome Powell evitou, até aqui, o erro clássico de cortar juros prematuramente, apenas para ver a inflação retornar com mais força. Esse rigor técnico foi o que mais irritou Donald Trump, que prioriza o dinamismo imediato da economia. No entanto, é esse mesmo rigor que permitiu que o Fed enfrentasse as perdas contábeis recordes de instituições financeiras em 2025 sem colapsar o sistema de crédito americano.

O Futuro do Federal Reserve na Era Pós-Autonomia

Com a saída de Jerome Powell da liderança, surge a dúvida sobre o grau de independência que o Fed terá daqui em diante. Se Kevin Warsh for confirmado, ele herdará uma economia com pleno emprego, mas sob a vigilância de um presidente que não esconde seu desejo de transformar o BC americano em uma extensão de sua política econômica. Powell deixa o cargo como o último dos “moicanos” da ortodoxia tradicional, protegendo a instituição de reformas estruturais que poderiam, em última análise, minar a confiança global na moeda americana.

O veredito de hoje, portanto, é mais do que uma decisão sobre juros; é o testamento político de Jerome Powell. Ele entrega uma instituição que, apesar de todas as pressões externas e das turbulências de 2025 — que custaram R$ 57,4 bilhões ao FGC brasileiro devido a liquidações institucionais reflexas —, permanece de pé. Powell provou que o presidente do Federal Reserve é, em muitos aspectos, a segunda pessoa mais poderosa do mundo, capaz de dizer “não” ao homem mais poderoso da Casa Branca em nome da saúde financeira da nação.

A Releitura dos Impactos Geopolíticos na Decisão Final

O fechamento do Estreito de Ormuz e a alta do barril de petróleo são os fantasmas que rondam o último encontro de Jerome Powell no comando do Fomc. O impacto inflacionário duradouro citado por Andressa Durão e a percepção de cautela de Marianna Costa confirmam que o Fed está em modo de vigilância total. A “Super Quarta” de abril de 2026 será lembrada como o momento em que o banco central mais importante do mundo escolheu a estabilidade sobre a popularidade, mantendo os juros elevados para combater uma inflação de guerra.

Jerome Powell encerra seu ciclo de liderança com a consciência de que cumpriu sua missão. Ele navegou por pressões políticas inéditas, uma guerra no Oriente Médio e uma reprecificação global de ativos. Se Warsh assumirá uma cadeira de banqueiro central facilitada ou dificultada pelo legado de Powell, o tempo dirá. O que é certo é que o nome de Jerome Powell ficará marcado como o homem que não piscou diante da tempestade, garantindo que o Fed operasse como o esteio do sistema financeiro internacional até o último dia de sua presidência.

Tags: banco central EUA.Donald TrumpEconomiaeconomia globalFedFederal ReserveFomcinflação EUAJerome Powelljuros americanosKevin WarshMundopolítica monetáriaSuper Quarta

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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