BNDES aprova crédito de US$ 71,4 milhões para projeto da Alupar no Chile
O BNDES aprova crédito de US$ 71,4 milhões para financiar a expansão internacional da Alupar, uma das maiores empresas brasileiras do setor de transmissão de energia elétrica. O valor será destinado à subsidiária chilena da companhia, a Sincro Energía del Desierto (SED), que utilizará os recursos na construção de duas novas subestações localizadas nas províncias de Antofagasta e Atacama, regiões estratégicas para o fornecimento energético do Chile.
Detalhes do financiamento do BNDES
O financiamento aprovado pelo BNdeS representa mais uma etapa da política de apoio à internacionalização de empresas brasileiras, estimulando a competitividade da indústria nacional. O aporte de US$ 71,4 milhões permitirá a instalação das subestações Ana María e Illapa, que serão operadas pela Alupar por 25 anos.
Além de fortalecer a presença da companhia no mercado chileno, o projeto envolve a exportação de equipamentos produzidos no Brasil pela WEG, uma das maiores fabricantes globais de motores e equipamentos elétricos, gerando impacto positivo na indústria e na geração de empregos no país.
Importância da Alupar no setor energético
A Alupar, listada na B3 sob o ticker ALUP11, é reconhecida como a única transmissora de energia 100% brasileira com presença internacional consolidada. A empresa atua em países da América Latina como Peru, Colômbia e agora reforça seu retorno ao Chile, após uma experiência bem-sucedida entre 2005 e 2016.
A estratégia de expansão internacional da companhia reforça sua posição como protagonista no setor energético, levando tecnologia e know-how brasileiros para projetos de alta relevância regional.
O papel do BNDES na internacionalização de empresas brasileiras
O fato de o BNDES aprovar crédito para iniciativas como a da Alupar mostra o papel estratégico do banco de fomento. A instituição não apenas apoia empresas nacionais na conquista de novos mercados, mas também promove a exportação de bens e serviços produzidos no Brasil.
Entre os principais impactos dessa linha de financiamento estão:
-
Fortalecimento da indústria nacional: empresas como a WEG são beneficiadas ao fornecer equipamentos para projetos internacionais.
-
Geração de empregos no Brasil: ao estimular a cadeia produtiva, o banco contribui para manter postos de trabalho.
-
Projeção internacional: companhias brasileiras ampliam sua competitividade em mercados externos.
Infraestrutura energética no Chile: oportunidades para o Brasil
O Chile é um dos países mais dinâmicos em investimentos em energia na América Latina. Com foco em ampliar a matriz renovável e garantir segurança energética, a demanda por novas subestações e linhas de transmissão tem crescido.
A entrada da Alupar por meio da SED posiciona a companhia como parceira estratégica do país, levando soluções modernas e confiáveis. Para o Brasil, o projeto significa também a consolidação da reputação de suas empresas de engenharia e manufatura no setor elétrico internacional.
Benefícios diretos do projeto
-
Para a Alupar: fortalecimento da presença internacional, diversificação geográfica e receitas de longo prazo com contratos de 25 anos.
-
Para o Brasil: exportação de equipamentos nacionais e geração de empregos na indústria elétrica.
-
Para o Chile: ampliação da infraestrutura energética, aumento da segurança de fornecimento e integração de novas fontes de energia.
Alupar: trajetória de crescimento regional
Depois de consolidar operações no Brasil, a Alupar expandiu para países vizinhos e tornou-se referência no setor de transmissão. A volta ao Chile reforça a capacidade da companhia de competir em projetos de grande porte.
Entre os diferenciais da empresa estão a expertise técnica, a capacidade de financiamento e a reputação consolidada como player de confiança em projetos de infraestrutura energética.
Perspectivas para o setor de energia na América Latina
O financiamento do BNDES à Alupar sinaliza que o Brasil pode desempenhar um papel central na integração energética da América Latina. A região vive um momento de transição para matrizes mais sustentáveis, e empresas brasileiras estão bem posicionadas para atender essa demanda.
A parceria entre BNDES, Alupar e WEG mostra um modelo bem-sucedido de cooperação, no qual todos os envolvidos saem fortalecidos: o banco cumpre sua função de fomento, a indústria nacional ganha mercado e o país vizinho recebe infraestrutura essencial.
O anúncio de que o BNDES aprova crédito de US$ 71,4 milhões para a Alupar no Chile demonstra a importância da integração entre financiamento público e expansão privada. A iniciativa fortalece a indústria nacional, gera empregos no Brasil e amplia a presença do país no mercado internacional de energia.
Para a Alupar, trata-se de um passo estratégico que reforça sua posição como uma das líderes do setor de transmissão na América Latina. Já para o Chile, o projeto representa modernização e segurança no fornecimento de energia, beneficiando milhões de consumidores.






