Ana Marcela Cunha termina em 6º lugar no Mundial de Esportes Aquáticos 2025 e projeta novos desafios
A nadadora brasileira Ana Marcela Cunha, um dos maiores nomes da natação em águas abertas da história, terminou na sexta colocação na prova de 10 km no Mundial de Esportes Aquáticos 2025, realizado em Singapura. Embora tenha ficado fora do pódio desta vez, a performance da campeã olímpica nos Jogos de Tóquio segue sendo destaque na elite mundial da modalidade.
Com o tempo de 2h09:21, Ana Marcela demonstrou resiliência em uma prova extremamente disputada, marcada por clima quente, ritmo elevado e margens de tempo muito próximas entre as atletas líderes. A vitória ficou com a australiana Moesha Johnson, seguida pela italiana Ginevra Taddeucci e pela monegasca Lisa Pou, que completaram o pódio. A outra representante brasileira na competição, Viviane Jungblut, cruzou a linha de chegada na 17ª colocação.
Neste artigo, você vai entender os detalhes da prova, o histórico de Ana Marcela Cunha, o panorama da natação em águas abertas e o que esperar para os próximos desafios da atleta brasileira no cenário mundial.
Ana Marcela Cunha: lenda da natação em águas abertas
Com uma carreira marcada por títulos históricos e perseverança, Ana Marcela Cunha é um dos maiores ícones do esporte brasileiro. A nadadora baiana soma mais de uma década de domínio nas águas abertas, sendo reconhecida por sua consistência e capacidade de adaptação em provas longas e exigentes.
Desde 2006, quando começou a se destacar em competições internacionais, Ana Marcela vem conquistando títulos importantes, incluindo vários campeonatos mundiais e o tão sonhado ouro olímpico em Tóquio 2021. Ao longo de sua trajetória, acumulou dezenas de medalhas e prêmios, tornando-se referência para atletas em formação.
Apesar de não ter subido ao pódio neste Mundial, o sexto lugar reforça sua permanência entre as melhores do mundo, mesmo enfrentando novas gerações de nadadoras e o desafio constante de manter o alto rendimento competitivo.
Detalhes da prova de 10 km no Mundial de Singapura 2025
A prova de 10 km em águas abertas, disputada em Singapura, foi marcada por temperaturas elevadas e forte umidade, condições típicas da região asiática. Essas características climáticas exigem dos atletas estratégias de hidratação, controle do ritmo e administração de energia durante todo o percurso.
A australiana Moesha Johnson conquistou o ouro com um tempo de 2h07:51, seguida de perto por Ginevra Taddeucci (2h07:55) e Lisa Pou (2h07:57). A margem de diferença entre as três primeiras colocadas foi inferior a 10 segundos, o que mostra o altíssimo nível de competitividade da prova.
Ana Marcela completou o trajeto em 2h09:21, ficando pouco mais de 1 minuto atrás da campeã. Já Viviane Jungblut, também brasileira, terminou com um tempo de 2h14:17, na 17ª colocação.
Histórico de Ana Marcela em mundiais e Olimpíadas
Ao longo de sua carreira, Ana Marcela Cunha coleciona participações emblemáticas em campeonatos mundiais. São 14 medalhas conquistadas em Mundiais de Esportes Aquáticos, sendo várias de ouro, consolidando sua posição como uma das maiores atletas de todos os tempos da modalidade.
Seu desempenho nos Jogos Olímpicos também é memorável. Após ficar próxima de medalhas em edições anteriores, a consagração veio em Tóquio 2021, com a conquista do ouro nos 10 km, resultado que emocionou o Brasil e o mundo esportivo.
Com um currículo tão extenso, cada nova competição representa para Ana Marcela a oportunidade de reafirmar seu legado e inspirar futuras gerações.

Estratégia, técnica e resiliência: marcas de Ana Marcela
Ana Marcela é conhecida por sua leitura estratégica da prova, resistência física acima da média e capacidade de acelerar nos momentos decisivos. Em águas abertas, fatores como correntes, temperatura, posicionamento e contato físico são decisivos – e a brasileira sabe como poucos administrar essas variáveis.
Mesmo em uma prova em que não subiu ao pódio, sua colocação entre as seis melhores do mundo reafirma a excelência de seu trabalho. Além disso, o calendário internacional ainda reserva importantes desafios em 2025, inclusive com o foco voltado para o ciclo olímpico de Paris 2024 já encerrado, mas com os olhos em eventos classificatórios e de prestígio global.
O que esperar de Ana Marcela para o restante de 2025?
Com o encerramento do Mundial de Esportes Aquáticos de Singapura, Ana Marcela Cunha deve reavaliar sua preparação e planejamento para os próximos compromissos. Com experiência e apoio técnico de alto nível, a nadadora possui todas as condições de retornar ao pódio nas próximas etapas do circuito internacional.
Eventos como a Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas, etapas classificatórias para os Jogos Pan-Americanos e torneios de preparação para os Mundiais de 2027 são algumas das metas do restante da temporada. A expectativa é que Ana Marcela utilize os aprendizados desta prova para fortalecer ainda mais sua trajetória.
Novos talentos e o cenário da natação em águas abertas
Enquanto Ana Marcela continua sendo referência global, novas nadadoras têm despontado no cenário internacional. A australiana Moesha Johnson, vencedora da prova em Singapura, e a italiana Ginevra Taddeucci representam uma nova geração que vem elevando o nível técnico da modalidade.
O Brasil, por sua vez, conta com um celeiro de atletas promissores, e nomes como Viviane Jungblut já figuram entre as principais competidoras em provas de resistência. Com apoio federativo e investimento em centros de treinamento, a expectativa é que a natação brasileira continue revelando talentos que poderão manter a tradição construída por Ana Marcela.
Ana Marcela Cunha segue gigante mesmo sem medalha
Embora o sexto lugar no Mundial de Singapura 2025 não tenha rendido uma nova medalha para a Ana Marcela Cunha, sua performance continua sendo digna de destaque. O nível técnico da prova, somado às condições adversas, mostra que estar entre as melhores do mundo já é, por si só, um feito expressivo.
Com uma carreira consolidada, Ana Marcela segue sendo exemplo de superação, foco e longevidade esportiva. Sua trajetória inspira atletas de diferentes modalidades e reafirma a importância do planejamento, da disciplina e da paixão pelo esporte.
O caminho rumo aos próximos desafios segue aberto, e a expectativa é alta para as próximas competições em que a nadadora representará o Brasil com garra, técnica e coragem.





