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Pesquisa Vox Brasil mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 1º e no 2º turno

Presidente lidera cenário inicial com 42,1% contra 33,6% do senador; no segundo turno, petista tem 47,8% ante 41,3%.

por Júlia Campos
05/06/2026 às 08h43
em Política
Pesquisa Vox Brasil Mostra Lula À Frente De Flávio Bolsonaro No 1º E No 2º Turno - Gazeta Mercantil - Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira, 5 de junho.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 42,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33,6%. A vantagem do presidente é de 8,5 pontos percentuais, superior à margem de erro do levantamento.

Em uma eventual disputa direta entre os dois, Lula alcança 47,8% e Flávio Bolsonaro soma 41,3%. A diferença é de 6,5 pontos percentuais.

A pesquisa ouviu 2.100 eleitores com 16 anos ou mais entre 1º e 3 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08016/2026.

Os resultados reforçam a centralidade da disputa entre o atual presidente e o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora Lula lidere os cenários apresentados, Flávio mantém percentuais que indicam uma eleição competitiva e marcada por forte polarização.

Lula tem 42,1% no primeiro turno

No cenário de primeira etapa, Lula concentra 42,1% das intenções de voto.

Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição, com 33,6%. A distância entre os dois é de 8,5 pontos, suficiente para afastar uma situação de empate técnico.

Os entrevistados que afirmaram pretender votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos representam 2,9%.

Outros 2,3% disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder.

Os percentuais restantes foram distribuídos entre os demais nomes incluídos na simulação.

O resultado coloca Lula em posição de vantagem na fotografia eleitoral registrada no início de junho, mas também mostra que Flávio Bolsonaro mantém uma base expressiva.

O senador reúne mais de um terço das intenções de voto mesmo antes do início oficial da campanha e da formalização das candidaturas.

Flávio tenta concentrar eleitorado bolsonarista

Flávio Bolsonaro aparece como um dos principais nomes considerados pelo PL para representar o campo político associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A estratégia busca preservar a identificação do eleitorado com a família Bolsonaro e manter reunida a base que apoiou o ex-presidente nas últimas disputas nacionais.

A presença do senador na segunda posição mostra que o bolsonarismo conserva força eleitoral e capacidade de concentração de votos.

O desafio de Flávio será ampliar o apoio para além dos eleitores mais identificados com o pai e reduzir sua rejeição entre os segmentos de centro.

Em uma eleição presidencial, a base ideológica pode garantir a passagem ao segundo turno, mas a vitória exige a conquista de eleitores que inicialmente apoiam candidaturas alternativas.

O levantamento mostra que Flávio permanece competitivo, mas entra em uma disputa direta com desvantagem numérica para Lula.

Lula chega a 47,8% no segundo turno

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente registra 47,8%.

O senador aparece com 41,3%.

A vantagem de 6,5 pontos supera a margem de erro e coloca Lula numericamente à frente no confronto direto.

O resultado indica que o presidente consegue ampliar sua votação em relação ao primeiro turno, passando de 42,1% para 47,8%.

Flávio Bolsonaro também cresce, de 33,6% para 41,3%, ao receber parte dos eleitores que inicialmente escolheriam outros candidatos.

A migração de votos mostra que os dois nomes conseguem reunir parcelas significativas do eleitorado, mas Lula apresenta maior capacidade de agregação no cenário testado.

Brancos, nulos e indecisos completam os percentuais da simulação.

Pesquisas recentes mostram disputa oscilante

O resultado da Vox Brasil se soma a outros levantamentos divulgados nos últimos meses sobre a corrida presidencial.

Pesquisas anteriores indicaram cenários de empate técnico ou diferenças estreitas entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Em maio, levantamento AtlasIntel/Bloomberg apontou o presidente à frente do senador em uma possível disputa de segundo turno.

A variação entre as pesquisas mostra que o cenário permanece sujeito a mudanças e pode reagir rapidamente a acontecimentos políticos, econômicos e judiciais.

Diferenças metodológicas também precisam ser consideradas. Institutos podem utilizar formas distintas de coleta, amostragem, ponderação e apresentação dos nomes aos entrevistados.

Por isso, a comparação mais consistente costuma ocorrer entre rodadas sucessivas de uma mesma pesquisa, realizadas com metodologia equivalente.

O levantamento divulgado nesta sexta-feira representa uma fotografia das opiniões coletadas entre 1º e 3 de junho, e não uma previsão definitiva do resultado das urnas.

Lula tem vantagem numérica sobre Zema

A Vox Brasil também testou Lula em uma disputa de segundo turno contra Romeu Zema (Novo).

Nesse cenário, o presidente aparece com 46,3%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais registra 42,5%.

A diferença numérica é de 3,8 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de 2,15 pontos para cada resultado, os intervalos possíveis se sobrepõem.

Brancos e nulos representam 6,1%. Outros 5,1% não souberam responder ou preferiram não declarar o voto.

O desempenho de Zema mostra que uma candidatura de direita não diretamente ligada à família Bolsonaro também poderia participar de uma disputa competitiva contra Lula.

O ex-governador busca se apresentar como alternativa liberal e de oposição ao PT, com discurso voltado à gestão pública, à redução do Estado e ao equilíbrio fiscal.

Seu desafio está em transformar a projeção regional alcançada em Minas Gerais em uma candidatura com presença nacional.

Caiado empata tecnicamente com Lula

O cenário mais equilibrado apresentado pela pesquisa é o confronto entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD).

O presidente registra 46,5%, enquanto o governador de Goiás aparece com 44,9%.

A diferença é de apenas 1,6 ponto percentual, dentro da margem de erro. Os dois estão tecnicamente empatados.

Brancos e nulos somam 5,9%. Os entrevistados que não souberam responder ou não quiseram opinar representam 2,7%.

O resultado poderá ser utilizado por aliados de Caiado para sustentar a competitividade de uma eventual candidatura presidencial.

O governador busca ocupar espaço entre eleitores de direita e centro-direita, com uma plataforma associada principalmente à segurança pública, ao agronegócio e à oposição ao governo federal.

Apesar do desempenho no segundo turno, Caiado ainda precisaria demonstrar força suficiente na primeira etapa para alcançar uma disputa direta contra Lula.

A capacidade de construir alianças nacionais e palanques estaduais será determinante para transformar o potencial mostrado na simulação em uma candidatura efetivamente competitiva.

Lula abre maior vantagem contra Aécio

A maior diferença favorável ao presidente aparece no cenário contra Aécio Neves (PSDB-MG).

Lula registra 49,1%, enquanto o deputado federal e ex-governador mineiro soma 24,5%.

A vantagem é de 24,6 pontos percentuais.

Brancos e nulos chegam a 12,7%. Outros 13,7% dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não declarar voto.

O nível elevado de eleitores sem candidato nesse confronto indica dificuldade de Aécio para consolidar apoio fora de sua base atual.

O tucano disputou a Presidência em 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.

Desde então, o PSDB perdeu protagonismo no cenário nacional e passou a enfrentar dificuldades para reorganizar uma candidatura presidencial com alcance semelhante ao registrado em eleições anteriores.

Lula lidera rejeição com 49,2%

Apesar de aparecer à frente nas intenções de voto, Lula também possui o maior índice de rejeição entre os nomes testados.

Segundo a pesquisa, 49,2% dos eleitores afirmam que não votariam no presidente de maneira alguma.

Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com rejeição de 48,3%.

A diferença entre os dois é de 0,9 ponto percentual e está dentro da margem de erro.

Aécio Neves registra rejeição de 41,3%.

Os números mostram que Lula e Flávio concentram simultaneamente os maiores níveis de apoio e de resistência.

Esse fenômeno é característico de cenários polarizados, nos quais os candidatos mais conhecidos mobilizam bases fiéis, mas também enfrentam oposição consolidada.

Rejeição pode definir disputa direta

A rejeição representa um dos principais obstáculos para os candidatos mais competitivos.

No primeiro turno, um nome pode avançar apoiado por uma base eleitoral bem definida. Na etapa final, precisa atrair eleitores que inicialmente preferiam outras opções.

Quanto maior a rejeição, menor tende a ser o espaço disponível para crescer.

Lula precisará reduzir a resistência entre eleitores críticos ao PT, ao governo e à sua trajetória política.

Flávio Bolsonaro terá de conquistar segmentos que rejeitam o bolsonarismo ou que demonstram preocupação com a continuidade da polarização.

O confronto poderá ser decidido menos pela capacidade de mobilizar as bases já consolidadas e mais pelo comportamento dos eleitores de centro, dos indecisos e daqueles que inicialmente pretendem votar em candidaturas menores.

Brancos, nulos e abstenções também podem adquirir relevância em uma disputa marcada por rejeição elevada.

Polarização segue como eixo da eleição

O levantamento confirma que a corrida presidencial de 2026 continua organizada principalmente em torno da disputa entre o PT e o bolsonarismo.

Lula representa a continuidade do atual governo e chega à eleição apoiado pela estrutura federal, por alianças partidárias e por uma base eleitoral consolidada.

Flávio Bolsonaro procura preservar o capital político do pai e manter o PL como principal força de oposição.

Os dois nomes aparecem isolados na dianteira do cenário de primeiro turno testado pela Vox Brasil.

A presença de outros candidatos, entretanto, poderá influenciar a formação das alianças e a transferência de votos para uma eventual segunda etapa.

Zema e Caiado, por exemplo, podem disputar o eleitorado de direita que rejeita o PT, mas não está necessariamente comprometido com uma candidatura da família Bolsonaro.

Aécio busca recuperar espaço para o PSDB, embora apareça em situação mais distante na simulação apresentada.

Cenário contra Caiado alimenta debate na oposição

O empate técnico entre Lula e Caiado poderá intensificar as discussões sobre qual perfil de candidato teria maior capacidade de enfrentar o presidente.

Aliados de Flávio Bolsonaro poderão destacar sua liderança no primeiro turno e sua capacidade de reunir a base bolsonarista.

Defensores de Caiado poderão argumentar que o governador apresenta menor resistência fora desse núcleo e maior potencial em uma disputa direta.

Zema também poderá utilizar o resultado para sustentar a presença de uma alternativa vinculada à direita liberal.

As simulações de segundo turno, porém, não resolvem o desafio da primeira etapa.

Um candidato precisa reunir votos suficientes para ficar entre os dois mais votados antes de disputar a Presidência diretamente.

A multiplicidade de nomes de oposição pode fragmentar o eleitorado e dificultar a construção de uma candidatura única.

Economia terá peso sobre intenção de voto

A evolução da disputa dependerá da percepção dos eleitores sobre a economia.

Inflação, renda, emprego, juros, crédito e custo de vida deverão influenciar diretamente a avaliação do governo Lula.

Uma melhora perceptível no poder de compra pode fortalecer a candidatura do presidente e reduzir sua rejeição.

Uma deterioração da atividade econômica ou das condições financeiras das famílias pode ampliar o espaço para a oposição.

A segurança pública também deverá ocupar lugar central, principalmente nas estratégias de Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.

Outros temas, como programas sociais, relação entre os Poderes, política externa e decisões judiciais, poderão modificar o ambiente eleitoral.

Como as candidaturas ainda não foram formalizadas, alianças, chapas e palanques estaduais também permanecem em negociação.

Pesquisa orienta articulações partidárias

Os resultados devem repercutir nas conversas entre partidos, governadores e bancadas parlamentares.

Para o PT, a liderança de Lula reforça a estratégia de manter o presidente como candidato à reeleição.

A rejeição próxima de 50%, entretanto, exige uma campanha capaz de dialogar com eleitores que não fazem parte da base tradicional do partido.

No PL, os números mantêm Flávio Bolsonaro como um nome relevante, mas mostram que a disputa direta com Lula começa com desvantagem.

Para PSD, Novo e PSDB, os cenários oferecem argumentos diferentes sobre a viabilidade de candidaturas próprias.

Caiado aparece no confronto mais equilibrado. Zema registra uma diferença menor do que Flávio, mas dentro de uma área de sobreposição estatística. Aécio permanece mais distante e enfrenta maior quantidade de eleitores sem escolha definida.

As decisões partidárias dependerão não apenas das pesquisas, mas também da capacidade financeira, do tempo de propaganda, das alianças regionais e da estrutura disponível para a campanha.

Levantamento mostra eleição aberta

Em 5 de junho de 2026, a pesquisa Vox Brasil coloca Lula à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno.

O presidente registra vantagem estatisticamente significativa nos dois cenários, mas enfrenta rejeição semelhante à do principal adversário.

Flávio preserva uma base expressiva e aparece como o nome mais diretamente ligado à continuidade eleitoral do bolsonarismo.

Caiado e Zema apresentam competitividade em simulações diretas, o que pode ampliar a disputa interna da oposição.

A fotografia atual favorece Lula, mas não encerra a corrida. A campanha ainda dependerá do desempenho econômico, da formação das alianças, da definição das candidaturas e da capacidade de cada nome para reduzir rejeição e conquistar eleitores fora de sua base.

Tags: Aécio NevesEleições 2026Flávio BolsonaroLulapesquisa eleitoralPLPolíticaPTRomeu ZemaRonaldo CaiadoVox Brasil

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