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Anatel garante continuidade dos serviços da Oi e prepara plano emergencial até 2028

Agência assegura recursos e busca nova operadora para evitar interrupção de serviços essenciais em todo o país

por Redação
15/10/2025 às 10h06
em Negócios, Destaque, Notícias
Anatel Garante Continuidade Dos Serviços Da Oi E Prepara Plano Emergencial Até 2028 - Gazeta Mercantil

Anatel prepara plano emergencial para garantir a continuidade dos serviços da Oi até 2028

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) trabalha em um plano emergencial para assegurar a continuidade dos serviços da Oi, mesmo diante do processo de intervenção judicial em andamento. A agência federal garantiu que os principais serviços oferecidos pela operadora — como os números de emergência e a telefonia fixa em localidades remotas — estão protegidos até 2028, graças a um fundo de R$ 450 milhões reservado especificamente para essa finalidade.

O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, afirmou que as tratativas com o interventor judicial da companhia seguem em ritmo acelerado. A agência busca uma solução que garanta a estabilidade da infraestrutura de telecomunicações, preservando os direitos dos consumidores e a integridade do sistema de comunicação nacional.


Foco em serviços essenciais e impacto social

De acordo com Baigorri, os esforços da Anatel concentram-se em três frentes prioritárias de alto impacto social. A primeira envolve os serviços tridígitos, como os números de emergência 190 (Polícia), 192 (SAMU) e 193 (Bombeiros), indispensáveis à segurança pública e à saúde.

A segunda prioridade é a interconexão entre operadoras, que garante a comunicação entre diferentes redes de telefonia e internet. Por fim, a terceira abrange o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), especialmente em cerca de 7 mil localidades onde a Oi é a única prestadora.

Esses serviços estão entre os pilares mais sensíveis do sistema de telecomunicações brasileiro e representam o principal foco da agência na manutenção da continuidade dos serviços da Oi.


Fundo de R$ 450 milhões garante segurança até 2028

Para assegurar a manutenção desses serviços, a Anatel constituiu uma conta vinculada no valor de R$ 450 milhões. Os recursos poderão ser utilizados caso a Oi deixe de cumprir suas obrigações contratuais, permitindo à agência contratar outra prestadora e evitar a interrupção do atendimento à população.

Segundo o presidente da Anatel, o objetivo é prevenir qualquer risco de descontinuidade. Se houver descumprimento, o valor depositado será acionado para garantir a execução imediata dos serviços, evitando prejuízos à segurança pública, à saúde e à conectividade de regiões dependentes da operadora.

Essa reserva financeira é considerada uma salvaguarda estratégica dentro do plano de contingência da Anatel, que busca preservar a continuidade dos serviços da Oi sem afetar a estabilidade do setor.


Plano de transição e busca por nova prestadora

Com a situação financeira da Oi ainda em análise judicial, a Anatel iniciou conversas com outras operadoras do mercado para identificar possíveis candidatas a assumir as responsabilidades da companhia.

A agência avalia que, em caso de incapacidade operacional da Oi, será necessária uma transição controlada, com transferência das obrigações para outra prestadora. Essa medida evitaria um “apagão” de comunicações em localidades que dependem exclusivamente da operadora.

Baigorri, no entanto, reconhece que o prazo de 30 dias definido pela Justiça do Rio de Janeiro para apresentar um plano de transição é apertado. Segundo ele, a complexidade do cenário técnico e regulatório pode exigir uma reavaliação desse cronograma. A prioridade, garante o dirigente, é preservar a continuidade dos serviços da Oi sem comprometer a segurança e a qualidade das comunicações.


Possível papel da V.tal e impasses regulatórios

Uma das questões em debate é o eventual envolvimento da V.tal, empresa de infraestrutura de fibra óptica que já foi controlada pela Oi e hoje pertence ao BTG Pactual. Apesar de sua estrutura tecnológica avançada, a V.tal não tem obrigação automática de assumir as responsabilidades da Oi, segundo os termos da solução consensual vigente.

A Anatel estuda juridicamente se seria possível incluir a empresa em um plano emergencial de cooperação, especialmente em áreas de transporte de dados e backbone de rede. No entanto, essa hipótese ainda está em análise e dependerá de ajustes contratuais e da viabilidade técnica.


Risco de apagão e desafios técnicos

A eventual saída da Oi do mercado de serviços essenciais representa um risco significativo para o sistema nacional de telecomunicações. Em muitas localidades, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, a empresa é a única responsável por manter a conectividade básica — incluindo telefonia fixa e interconexão com outras operadoras.

A descontinuidade desses serviços poderia afetar números de emergência, comunicações entre órgãos públicos e até a operação de sistemas críticos, como o Cindacta, que coordena a aviação civil e militar no país. Por isso, a Anatel mantém diálogo com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA) para garantir a estabilidade da rede de dados usada no sistema.

A continuidade dos serviços da Oi é vista como essencial para a segurança pública, o funcionamento de hospitais e a comunicação entre comunidades isoladas.


Crise da Oi e o cenário judicial

A Oi enfrenta sua segunda recuperação judicial após uma década de turbulência financeira e venda de ativos estratégicos. A empresa já se desfez de sua operação móvel — vendida para TIM, Claro e Vivo — e de sua rede de fibra óptica, que se transformou na V.tal.

O foco atual da companhia está na prestação de serviços fixos e de infraestrutura legada, muitos deles regidos por contratos públicos de concessão. Em setembro de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou uma intervenção judicial para evitar colapso na operação e assegurar a continuidade dos serviços da Oi.

A intervenção trouxe uma nova estrutura de governança e o acompanhamento direto de um interventor designado pela Justiça, em parceria com a Anatel. O objetivo é garantir que a empresa mantenha suas funções básicas, mesmo diante das restrições financeiras e operacionais.


Debate sobre o papel do Estado e o futuro da concessão

A crise da Oi reacendeu o debate sobre o modelo de concessão no setor de telecomunicações. Especialistas apontam que a atual legislação, criada em um contexto de telefonia fixa predominante, não reflete a realidade digital e a convergência tecnológica atual.

A Anatel defende uma transição gradual para um modelo mais flexível, que permita às operadoras investir em infraestrutura moderna e serviços digitais sem o peso das obrigações históricas.

Enquanto isso, o foco imediato da agência continua sendo a continuidade dos serviços da Oi, considerada uma missão de interesse público nacional.


Caminhos possíveis para o futuro

A Anatel analisa três alternativas principais para garantir a estabilidade do sistema:

  1. Substituição por nova operadora – Seleção de uma empresa que assuma integralmente as obrigações da Oi, utilizando os R$ 450 milhões do fundo como garantia financeira.

  2. Extensão da atuação da Oi sob supervisão direta – Manutenção dos serviços pela própria Oi, sob vigilância da Anatel e do interventor judicial.

  3. Modelo híbrido ou regionalizado – Distribuição das operações entre diferentes prestadoras, conforme o tipo de serviço e a região, reduzindo riscos de concentração.

Cada uma dessas opções exige negociações complexas, análises jurídicas e garantias de que o consumidor não será prejudicado.


Compromisso com a população e segurança nacional

A continuidade dos serviços da Oi não se limita a uma questão empresarial. Trata-se de um tema que envolve segurança nacional, saúde pública e a comunicação de milhões de brasileiros.

Por isso, a Anatel reforça que seu papel é assegurar que, independentemente da situação financeira da operadora, os serviços essenciais seguirão disponíveis e operando normalmente até, pelo menos, 2028.

O desafio agora é técnico, jurídico e político: encontrar o equilíbrio entre a preservação da infraestrutura e a sustentabilidade do sistema.

Tags: Anatelcontinuidade dos serviços da Oiintervenção judicial da OiOirecuperação judicial Oiserviços essenciais OiSTFCtelecomunicações Brasiltelefonia fixaV.tal

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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