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Axia Energia aposta em hidrogênio verde para revolucionar a produção de aço de baixo carbono no Brasil

por João Souza - Repórter de Negócios
05/02/2026 às 23h37 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h05
em Negócios, Destaque, Notícias
Axia Energia Aposta Em Hidrogênio Verde Para Revolucionar A Produção De Aço De Baixo Carbono No Brasil - Gazeta Mercantil - Negócios

Axia Energia firma parceria estratégica para produção de aço com hidrogênio verde no Brasil

A Axia Energia deu um passo relevante na consolidação do Brasil como protagonista da transição energética ao firmar uma parceria estratégica com a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH). O acordo prevê a implantação da primeira planta de hidrogênio verde dedicada exclusivamente à produção de aço de baixo carbono no país, um movimento que reposiciona a indústria siderúrgica nacional no debate global sobre descarbonização.

O projeto integra o programa develoPPP, financiado pelo Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha (BMZ), e tem como objetivo estruturar um modelo economicamente viável para a utilização do hidrogênio verde em escala industrial. A iniciativa surge em um momento em que a pressão regulatória internacional sobre emissões de carbono se intensifica, afetando diretamente setores intensivos em energia, como a siderurgia.

Parceria Brasil-Alemanha acelera inovação na siderurgia sustentável

a cooperação entre a Axia Energia e a GIZ combina expertise técnica internacional com o potencial energético renovável brasileiro. A Alemanha, referência em políticas de transição energética e tecnologias limpas, aporta conhecimento acumulado em projetos industriais de baixo carbono, enquanto o Brasil oferece uma matriz energética majoritariamente renovável, condição essencial para a competitividade do hidrogênio verde.

Segundo a Axia, a planta terá potência de até 10 megawatts (MW) e utilizará energia proveniente de fontes solares, eólicas ou hídricas para alimentar o processo de eletrólise da água. O hidrogênio produzido será direcionado a uma usina siderúrgica parceira, substituindo progressivamente combustíveis fósseis tradicionais, como coque de carvão mineral e gás natural.

Essa substituição representa uma ruptura tecnológica no modelo produtivo vigente, uma vez que o alto-forno convencional é responsável por grande parte das emissões de CO₂ do setor. Ao incorporar hidrogênio verde no processo, a expectativa é reduzir drasticamente a pegada de carbono do aço produzido no Brasil.

Hidrogênio verde como vetor da transição energética industrial

O hidrogênio verde é obtido a partir da eletrólise da água, processo que utiliza eletricidade renovável para separar a molécula de H₂O em hidrogênio (H₂) e oxigênio (O₂). Diferentemente do hidrogênio cinza ou azul, que dependem de combustíveis fósseis e geram emissões relevantes, o hidrogênio verde é considerado uma solução limpa e estratégica para setores de difícil descarbonização.

Na siderurgia, o hidrogênio pode atuar como agente redutor do minério de ferro, substituindo o carbono presente no coque. Essa mudança altera profundamente a lógica produtiva do aço, reduzindo emissões diretas e indiretas e alinhando o produto final às exigências ambientais de mercados desenvolvidos.

A Axia Energia destaca que o projeto vai além da geração de hidrogênio. O plano inclui o desenvolvimento de metodologias de certificação, capacitação de profissionais especializados e a estruturação de toda a cadeia de valor do hidrogênio verde, criando bases sólidas para a expansão do modelo em escala comercial.

Pressões globais sobre o aço e riscos para a indústria tradicional

Dados da Agência Internacional de Energia Renovável indicam que a produção de aço responde por cerca de 7% das emissões globais de CO₂. No Brasil, apesar da abundância de fontes renováveis, a siderurgia ainda depende majoritariamente de insumos fósseis, o que expõe o setor a riscos crescentes.

Entre esses riscos estão a taxação de carbono, a adoção de mecanismos de ajuste de carbono na fronteira e barreiras comerciais impostas por países que exigem comprovação de baixa emissão ao longo da cadeia produtiva. Nesse contexto, o hidrogênio verde surge como uma alternativa estratégica para preservar a competitividade do aço brasileiro no mercado internacional.

A adoção antecipada dessa tecnologia permite que o Brasil não apenas se adeque às novas regras, mas também se posicione como exportador de aço verde, agregando valor ao produto e ampliando margens em mercados premium.

Viabilidade econômica e escala comercial no centro do projeto

Um dos principais desafios do hidrogênio verde é o custo de produção. Embora os preços tenham recuado nos últimos anos com o avanço das energias renováveis, a competitividade frente aos combustíveis fósseis ainda depende de escala, eficiência tecnológica e incentivos regulatórios.

O projeto da Axia Energia foi desenhado justamente para testar a viabilidade econômica em ambiente real de produção. Ao operar uma planta dedicada à siderurgia, será possível mensurar custos, ganhos de eficiência, impactos operacionais e oportunidades de otimização ao longo da cadeia.

Além disso, a iniciativa pretende criar parâmetros técnicos e financeiros que sirvam de referência para novos investimentos, reduzindo incertezas e atraindo capital privado para o segmento de hidrogênio verde no Brasil.

Capacitação profissional e fortalecimento da cadeia produtiva

Outro eixo central do projeto é a formação de mão de obra especializada. A transição para o uso de hidrogênio verde exige profissionais capacitados em eletrólise, integração energética, segurança operacional e novos processos metalúrgicos.

A parceria com a GIZ prevê programas de capacitação técnica e transferência de conhecimento, fortalecendo o ecossistema nacional e reduzindo a dependência de expertise estrangeira no médio prazo. Esse aspecto é considerado estratégico para garantir escala e sustentabilidade ao modelo.

Ao estruturar uma cadeia produtiva local, o projeto também gera efeitos multiplicadores sobre fornecedores de equipamentos, serviços de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, ampliando o impacto econômico da iniciativa.

Declarações reforçam alinhamento estratégico do projeto

Em comunicado oficial, o vice-presidente de Inovação, P&D, Digital e TI da Axia Energia, Juliano Dantas, destacou que a iniciativa está alinhada ao propósito da companhia de oferecer soluções sustentáveis para a descarbonização de cadeias produtivas intensivas em energia.

Para Jochen Quinten, diretor nacional da GIZ Brasil, a parceria representa um avanço decisivo ao aplicar o conhecimento acumulado em projetos de transição energética em uma indústria-chave como a siderurgia, ampliando o impacto das ações de cooperação internacional.

As declarações reforçam o caráter estruturante do projeto, que não se limita a uma iniciativa pontual, mas busca criar um novo paradigma produtivo baseado no hidrogênio verde.

Brasil como potencial hub global de hidrogênio verde

Com abundância de recursos solares, eólicos e hídricos, o Brasil reúne condições únicas para se tornar um dos principais produtores globais de hidrogênio verde. A competitividade da energia renovável nacional é um diferencial relevante frente a outros países que enfrentam limitações geográficas ou climáticas.

Projetos como o da Axia Energia ajudam a transformar esse potencial em realidade industrial, conectando oferta de energia limpa à demanda de setores estratégicos. A siderurgia, por seu peso econômico e relevância exportadora, é vista como um dos principais vetores dessa transformação.

Ao integrar produção de energia, hidrogênio e aço de baixo carbono, o Brasil avança na construção de uma economia industrial alinhada às exigências ambientais do século XXI.

Siderurgia de baixo carbono como agenda permanente

A iniciativa da Axia Energia sinaliza que a siderurgia de baixo carbono deixou de ser uma tendência futura para se tornar uma agenda concreta de investimento e inovação. O hidrogênio verde passa a ocupar papel central nesse processo, não apenas como insumo energético, mas como elemento estratégico de política industrial.

À medida que projetos-piloto comprovem viabilidade técnica e econômica, a expectativa é de aceleração de novos investimentos, ampliando a escala e reduzindo custos. Esse movimento pode redefinir o posicionamento do Brasil no comércio global de aço e consolidar o país como referência em produção sustentável.

Tags: aço de baixo carbonoaço verdeAxia Energiahidrogênio na siderurgiahidrogênio verde no Brasilindústria do hidrogênionegóciossiderurgia sustentáveltransição energética industrial

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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