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Home Economia

Bancos brasileiros registram alta após decisão do BC sobre FGC e injeção de liquidez

por Maria Helena Costa - Repórter de Economia
05/03/2026 às 19h51
em Economia, Destaque, Notícias
Rombo De R$ 51 Bilhões: Como A Liquidação Extrajudicial De Três Bancos Sacode O Fgc - Gazeta Mercantil

Nesta quarta-feira, 5 de março de 2026, o mercado financeiro brasileiro presenciou um movimento significativo no setor bancário, mesmo em meio a um cenário global de aversão ao risco e volatilidade cambial. As ações dos principais bancos — Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander Brasil — registraram valorização após a decisão do Banco Central (BC) que autoriza a dedução de compulsórios vinculados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida, que pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para o sistema financeiro ao longo deste ano, reacende expectativas sobre maior liquidez e capacidade de crédito para empresas e consumidores.

O impacto inicial foi visível nos primeiros minutos de negociação na B3, quando, por volta das 10h30 (horário de Brasília), os papéis dessas instituições chegaram a subir aproximadamente 2%. Embora parte desse ganho tenha sido parcialmente revertida até 11h, as cotações ainda permaneciam em alta de cerca de 1%, reforçando o efeito positivo da medida sobre o sentimento do investidor.


Banco Central autoriza dedução de compulsórios do FGC e amplia liquidez

A decisão do BC representa um movimento estratégico de estímulo à liquidez no sistema financeiro. O Fundo Garantidor de Créditos, criado para proteger depositantes em caso de falência de bancos, atua como uma espécie de seguro para depósitos de até R$ 250 mil por cliente. Tradicionalmente, os bancos precisam manter reservas compulsórias atreladas ao FGC, o que limita a quantidade de recursos imediatamente disponíveis para operações de crédito. Com a dedução autorizada, essas reservas podem ser parcialmente liberadas, ampliando a capacidade de empréstimos e investimentos das instituições.

Especialistas apontam que a medida não apenas reforça a liquidez, mas também sinaliza ao mercado que o BC mantém uma postura preventiva diante de potenciais pressões inflacionárias e instabilidades financeiras globais. “A autorização de dedução de compulsórios vinculados ao FGC é uma ferramenta sutil, porém poderosa, de estímulo ao crédito sem recorrer a cortes de juros abruptos”, afirma o economista Paulo Ferreira, da consultoria MacroInvest.


Reação do mercado e efeitos sobre os papéis bancários

A valorização observada na B3 reflete o efeito imediato da decisão sobre a percepção de risco e retorno no setor financeiro. Os investidores interpretam a liberação de R$ 30 bilhões como um aumento da capacidade de crédito e uma melhora na rentabilidade das instituições, ao permitir que os bancos utilizem recursos que antes ficavam “imobilizados” em compulsórios.

Entre os maiores bancos, o Bradesco (BBDC4) e o Itaú Unibanco (ITUB4) lideraram a alta inicial, seguidos pelo Banco do Brasil (BBAS3) e pelo Santander Brasil (SANB11). Além da expectativa de maior rentabilidade, analistas destacam que a medida também pode favorecer a recuperação de operações de crédito mais arriscadas, como empréstimos para pequenas e médias empresas, segmento historicamente impactado pela escassez de liquidez.

A decisão do BC ocorre em um momento delicado, quando o mercado global enfrenta aumento de juros nos Estados Unidos e incertezas em relação à economia chinesa, com reflexos diretos em fluxos de capital e na volatilidade cambial. A habilidade do BC em liberar liquidez de forma segmentada reforça a confiança dos investidores na governança e na gestão macroeconômica do país.


Contexto histórico: FGC e o papel dos compulsórios

Para compreender a relevância da decisão, é necessário revisitar o funcionamento dos compulsórios no Brasil. Desde a década de 1980, os bancos são obrigados a reservar uma parcela de depósitos à vista e de poupança junto ao BC. Esses recursos têm dupla função: garantir a estabilidade do sistema financeiro e servir como instrumento de política monetária. No caso do FGC, a reserva compulsória é diretamente atrelada à proteção de depósitos, o que restringe a utilização imediata desses recursos para operações de crédito.

Historicamente, decisões que permitem a utilização parcial dessas reservas provocaram impactos diretos no setor bancário, como ocorreu em 2009, durante a crise financeira global. Na ocasião, a redução temporária dos compulsórios vinculados ao FGC permitiu que bancos liberassem recursos para crédito produtivo, ajudando a sustentar a economia brasileira em um período de retração global.


Implicações jurídicas e regulatórias

A medida do BC, embora técnica, possui implicações jurídicas importantes. A dedução de compulsórios vinculados ao FGC deve observar regras precisas para evitar risco de liquidez excessiva e proteger o seguro de depósitos. Reguladores ressaltam que a decisão precisa ser implementada com monitoramento contínuo, garantindo que a capacidade de pagamento do FGC não seja comprometida. Qualquer desequilíbrio poderia gerar contestações legais e riscos reputacionais para o sistema financeiro.

Além disso, a liberação de liquidez em grande escala pode afetar o comportamento das instituições em operações de crédito, investimentos em títulos públicos e estratégias de derivativos. O BC deve manter vigilância constante, avaliando indicadores de inadimplência e exposição a risco sistêmico.


Reações institucionais e de mercado

Representantes de associações bancárias e entidades do setor financeiro saudaram a decisão como um passo estratégico para o fortalecimento do crédito no país. Para a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), a medida oferece “flexibilidade prudente” e ajuda a aumentar a competitividade das instituições financeiras, sem comprometer a segurança do sistema.

Investidores estrangeiros também reagiram positivamente, interpretando a ação do BC como sinal de que o Brasil possui instrumentos regulatórios capazes de amortecer choques externos e fortalecer o balanço das principais instituições financeiras. A percepção de maior liquidez reduz o risco de spread bancário elevado e melhora o ambiente de crédito corporativo.


Cenários para o setor bancário

A longo prazo, a autorização de dedução de compulsórios vinculados ao FGC deve favorecer não apenas o segmento de grandes bancos, mas também a capilaridade do crédito para médias e pequenas instituições. Com maior liquidez, os bancos poderão expandir operações de empréstimos a setores estratégicos da economia, como infraestrutura, agronegócio e comércio varejista, fortalecendo o crescimento econômico.

Analistas ressaltam que o efeito da medida também dependerá da gestão interna de cada instituição e da capacidade de absorver o risco de crédito adicional. A alta nas ações, embora representativa, é um indicativo preliminar do potencial de valorização futura, condicionado a resultados concretos no balanço financeiro e na expansão do crédito.


Desafios e oportunidades no horizonte

O movimento do BC, apesar de positivo, ocorre em um contexto de desafios externos e internos. A combinação de juros globais elevados, pressões inflacionárias e volatilidade cambial exige que o setor bancário equilibre expansão de crédito com manutenção de reservas adequadas. A responsabilidade de administrar a liquidez liberada pelo FGC recai sobre os executivos das instituições, que devem demonstrar disciplina e prudência.

Por outro lado, a medida representa uma oportunidade histórica de reforçar a confiança no sistema financeiro, ampliar a capacidade de crédito e aumentar o retorno para acionistas, especialmente em um ano que exige respostas rápidas a instabilidades globais. O acompanhamento da execução dessa política será determinante para avaliar se o efeito positivo observado na bolsa se traduzirá em crescimento sustentável para o setor.


Perspectivas para investidores e política monetária

Para investidores, o movimento reforça a relevância das decisões do Banco Central como fator de influência direta sobre o desempenho das ações bancárias. A expectativa é que a valorização observada no curto prazo seja sustentada, caso os bancos consigam operacionalizar a liquidez adicional sem comprometer a qualidade dos ativos e mantendo a solvência.

A ação também serve como indicativo da política monetária futura, sinalizando que o BC está disposto a utilizar instrumentos técnicos para estimular a economia, sem recorrer a mudanças abruptas na taxa básica de juros (SELIC). esse equilíbrio entre estímulo e prudência é essencial para garantir estabilidade macroeconômica e confiança dos mercados.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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