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Home Economia

Por que o Bitcoin caiu? Entenda a queda para US$ 65 mil no governo Trump

por Antônio Lima - Repórter de Economia
06/02/2026 às 12h09 - Atualizado em 14/05/2026 às 11h56
em Economia, Destaque, Notícias
Por Que O Bitcoin Caiu? Entenda A Queda Para Us$ 65 Mil No Governo Trump - Gazeta Mercantil

Bitcoin recua ao menor nível do governo Trump e acende alerta sobre volatilidade de ativos digitais

A cotação do Bitcoin registrou nesta quinta-feira sua maior retração em 15 meses, atingindo o patamar de US$ 65 mil (aproximadamente R$ 342 mil). O movimento representa uma queda acentuada de 24% apenas no acumulado deste ano, posicionando a criptomoeda em seu nível mais baixo desde outubro de 2024. O recuo ocorre em um momento de paradoxo político-econômico: embora a administração do presidente Donald Trump tenha adotado uma postura declaradamente pró-criptoativos, o mercado reage com ceticismo a novos indicadores macroeconômicos e à mudança de comando no Federal Reserve (Fed).

Este cenário de baixa sucede um período de euforia, quando o Bitcoin alcançou a máxima histórica de US$ 122 mil em outubro de 2024, impulsionado pelas promessas de campanha de flexibilização regulatória nos Estados Unidos. Agora, com uma desvalorização acumulada de 32% nos últimos 12 meses, o ativo digital mais conhecido do mundo apaga os ganhos recentes e testa a resiliência de investidores que apostavam na consolidação dos EUA como a capital global das criptomoedas.

O paradoxo da desregulamentação e a influência da Casa Branca

Desde o retorno de Donald Trump à presidência em janeiro de 2025, o setor de ativos digitais recebeu incentivos institucionais sem precedentes. Uma das primeiras medidas do governo foi a assinatura de uma ordem executiva visando transformar o ecossistema financeiro americano em um hub de inovação para moedas digitais. Paralelamente, o governo dissolveu forças-tarefa do Departamento de Justiça voltadas à fiscalização rigorosa e a Securities and Exchange Commission (SEC) reduziu significativamente o volume de investigações sobre emissoras de tokens.

A despeito desse ambiente regulatório permissivo, o valor do Bitcoin não sustentou o fôlego. Críticos e analistas apontam que o envolvimento direto da família Trump com veículos de investimento, como a World Liberty Financial, e o lançamento de criptoativos próprios pelo presidente criaram um cenário de saturação e questionamentos éticos. Em novembro, o Comitê Judiciário do Senado destacou que o presidente acumulou cerca de US$ 11 bilhões em participações no setor, gerando uma renda pessoal de US$ 800 milhões, o que, para alguns observadores, introduz uma volatilidade política adicional ao preço do Bitcoin.

A nomeação de Kevin Warsh e o impacto da política monetária do Fed

Analistas do Deutsche Bank indicam que o gatilho específico para a queda recente foi a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve. A percepção do mercado é que Warsh possa adotar uma postura mais austera, ou “hawkish”, mantendo as taxas de juros em patamares elevados para conter pressões inflacionárias persistentes. Para ativos de risco como o Bitcoin, juros altos são tradicionalmente prejudiciais, pois elevam a atratividade de títulos públicos americanos, considerados seguros, em detrimento de investimentos especulativos.

Uma política monetária expansionista, com juros baixos, foi o combustível que levou o Bitcoin aos seus recordes anteriores. Com a sinalização de um Fed mais rigoroso, o fluxo de capital tende a migrar para o dólar e para a renda fixa. O Deutsche Bank ressalta que essa tendência de queda nos últimos quatro meses sinaliza uma perda de interesse por parte de investidores institucionais tradicionais, que agora demonstram um pessimismo crescente quanto à utilidade real do ativo fora do campo da especulação pura.

A transição do Bitcoin de ativo especulativo para a maturidade de mercado

O comportamento atual do mercado sugere que o Bitcoin está atravessando uma fase de transição. De acordo com relatórios do setor bancário, a moeda digital está deixando de ser um instrumento de ganhos rápidos e desmedidos para buscar um papel específico no sistema financeiro global. Este processo de “amadurecimento” é doloroso para os detentores de curto prazo, pois envolve a correção de excessos acumulados durante os ciclos de euforia política.

William Barhydt, diretor executivo da Abra Capital Management, reforça que o Bitcoin já sobreviveu a diversos ciclos de “inverno cripto” e que a oscilação atual, embora severa, faz parte do histórico de amadurecimento de qualquer nova classe de ativos. Contudo, a perda de mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado global de criptomoedas em apenas um mês, segundo dados da CoinGecko, demonstra que a correção atual possui uma escala sistêmica que atinge não apenas o Bitcoin, mas também outros ativos como Ethereum e Solana, que registram quedas próximas a 37% em 2026.

A correlação com o dólar americano e as projeções de suporte técnico

Um estudo recente da Stifel aponta para uma mudança estrutural na forma como o Bitcoin se comporta em relação às moedas fiduciárias. Historicamente visto como uma “proteção contra o dólar” ou “ouro digital”, o ativo passou a seguir mais de perto as flutuações da moeda americana em determinados contextos de liquidez. Na última semana, o dólar atingiu sua menor cotação em quatro anos, mas, ao contrário do esperado, o Bitcoin não se beneficiou dessa fraqueza, acompanhando o movimento de aversão ao risco global.

As projeções da Stifel para o Bitcoin são cautelosas, indicando que o preço pode recuar até o suporte de US$ 38 mil caso o sentimento negativo persista. Essa análise baseia-se na redução do volume de transações nas principais corretoras globais e na diminuição do ímpeto de compra por parte de grandes fundos de pensão, que haviam entrado no mercado no final de 2024. A estabilização dependerá, em grande medida, dos dados de inflação dos EUA e da confirmação da postura de Warsh à frente do banco central americano.

A estrutura do mercado de criptoativos e a ausência de supervisão

O esvaziamento das equipes de fiscalização da SEC e do Departamento de Justiça, embora comemorado inicialmente pela indústria, pode estar gerando um efeito colateral de desconfiança. Sem uma supervisão clara, o investidor institucional sente-se vulnerável a manipulações de mercado e ataques cibernéticos. O Bitcoin, por ser descentralizado e não controlado por instituições financeiras tradicionais, depende da confiança da rede para manter seu valor.

A liquidez do mercado também tem sido afetada. Com a saída de investidores de varejo, que sofreram perdas significativas desde o pico de outubro, o Bitcoin ficou mais suscetível a grandes ordens de venda de “baleias” (grandes detentores da moeda). Esse desequilíbrio entre oferta e demanda é o que explica as quedas abruptas em janelas curtas de tempo, muitas vezes sem um fato novo fundamentalista que as justifique, exceto a própria mecânica de exaustão de compradores.

O impacto setorial na economia digital e o futuro das altcoins

O declínio do Bitcoin arrasta consigo todo o ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi) e tokens não fungíveis (NFTs). A queda de US$ 2 trilhões no valor total do mercado cripto desde outubro de 2024 reflete uma desalavancagem massiva. Empresas que dependem da valorização do Bitcoin para financiar suas operações de mineração e infraestrutura já começam a revisar seus planos de expansão para o restante de 2026.

Diferente de ciclos anteriores, a crise atual não parece estar ligada a colapsos de corretoras específicas, mas sim a um realinhamento macroeconômico. O Bitcoin enfrenta agora o desafio de provar sua tese como reserva de valor em um mundo de juros reais positivos. Se o ativo não conseguir se desvincular da imagem de “termômetro de liquidez especulativa”, seu preço continuará refém das decisões de política monetária do Fed, independentemente do apoio retórico vindo de Washington.

Reconfiguração do fluxo de capitais e os desdobramentos na B3

O reflexo da queda do Bitcoin também é sentido nos mercados emergentes, incluindo o Brasil. Investidores que utilizavam ETFs (Exchange Traded Funds) de criptoativos na B3 para diversificar carteiras viram seu patrimônio sofrer uma erosão significativa em poucos meses. O movimento de retirada de capital de ativos voláteis impacta indiretamente o fluxo cambial, uma vez que boa parte dessas operações ocorre via conversão para dólar em exchanges internacionais.

A expectativa para os próximos trimestres é de uma consolidação. Analistas acreditam que o mercado passará por uma limpeza, onde apenas os projetos com utilidade real e lastro tecnológico sobreviverão à pressão vendedora. Para o Bitcoin, o teste de fogo será manter-se acima dos suportes psicológicos de 2024. Caso a barreira dos US$ 60 mil seja rompida, o cenário de capitulação pode se intensificar, forçando uma reavaliação completa das estratégias de investimento digital para o restante da década.

Tags: ativos digitaisB3BitcoinCriptomoedasDonald TrumpEconomiaeconomia americanaFederal ReserveinvestimentosMercado Financeirovolatilidade

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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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