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Cade aprova compra da Kovr pelo PicPay, mas vê indícios de irregularidade na operação

Superintendência do órgão antitruste liberou a aquisição, mas apontou suspeitas de gun jumping e possível triangulação financeira envolvendo a antiga estrutura do Banco Master.

por João Souza - Repórter de Negócios
12/05/2026 às 09h12 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h21
em Empresas, Destaque, Notícias
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da Kovr pelo PicPay, mas decidiu encaminhar a operação para novas apurações após identificar indícios de possíveis irregularidades na estrutura da transação. Segundo parecer da Superintendência-Geral do órgão antitruste, há sinais de que as partes podem ter fechado o acordo antes da autorização regulatória e de que o dinheiro usado no negócio teria circulado de forma artificial entre os envolvidos, em uma possível triangulação financeira ligada à antiga estrutura do Banco Master.

A aquisição da Kovr, que reúne negócios de seguros, resseguros e previdência, foi aprovada sob a ótica concorrencial. Ainda assim, o Cade indicou que o caso deve ser comunicado a outras autoridades para avaliação de possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional. A autarquia apontou, no parecer, suspeitas de gun jumping, prática vedada pela Lei 12.529/2011 e caracterizada quando empresas consumam ou integram uma operação antes da aprovação do órgão antitruste.

O caso ganha relevância porque a Kovr pertencia ao conglomerado do Banco Master antes de chegar ao PicPay. A seguradora foi vendida em julho de 2025 pela Master Serviços e pela Alliance Participações a um grupo de executivos que eram minoritários da companhia. Dois meses depois, em 19 de setembro de 2025, os mesmos compradores revenderam a empresa ao PicPay.

Cade libera operação, mas mantém suspeitas sob análise

A aprovação pelo Cade significa que, do ponto de vista concorrencial, a compra da Kovr pelo PicPay não foi considerada capaz de gerar concentração relevante ou prejuízo direto à concorrência nos mercados analisados. A decisão, contudo, não encerra a avaliação sobre a regularidade da transação.

A mesma superintendência que liberou o negócio apontou indícios de que a operação pode ter sido estruturada de forma a antecipar efeitos econômicos antes do aval regulatório. Essa hipótese, se confirmada, pode configurar gun jumping.

No Brasil, operações sujeitas ao Cade precisam aguardar a aprovação do órgão antes de serem consumadas. A regra busca impedir que empresas passem a atuar de forma integrada, troquem informações sensíveis ou executem decisões conjuntas antes da análise concorrencial.

No caso da Kovr, o Cade avalia se os atos praticados pelas partes antes da aprovação poderiam caracterizar uma antecipação indevida do negócio. O parecer também menciona a possibilidade de que a estrutura financeira tenha servido para camuflar quem estaria efetivamente vendendo a empresa.

Possível triangulação financeira envolve Banco Master

Um dos pontos centrais da suspeita levantada pelo Cade é a possível triangulação financeira. Segundo o parecer citado pela reportagem original, o órgão encontrou sinais de que o dinheiro usado na transação pode ter circulado de forma artificial entre as partes.

A hipótese é que a estrutura teria sido usada para disfarçar quem, na prática, estava vendendo a Kovr. As suspeitas envolvem o Banco Master, instituição que controlava a seguradora antes de ela chegar às mãos do PicPay.

A Kovr fazia parte do conglomerado do Banco Master e atuava como seguradora, resseguradora e administradora de previdência complementar aberta. Em julho de 2025, a empresa foi vendida por Master Serviços e Alliance Participações a Thiago Coelho Leão de Moura, Eduardo Viegas Silva e à Rrennó Participações, ligados à administração ou ao quadro minoritário da própria companhia.

Em setembro do mesmo ano, esses compradores venderam a totalidade do capital da Kovr ao PicPay. Segundo o Cade, na mesma data em que foi assinado o contrato de venda ao PicPay, instrumentos financeiros teriam sido emitidos em favor de dois vendedores para viabilizar o pagamento da compra intermediária. O Banco Original teria feito operação semelhante em favor do terceiro vendedor.

Operação intermediária está no centro da apuração

A sequência de transações é um dos elementos que levou o Cade a manter o caso sob escrutínio. Primeiro, a Kovr deixou o conglomerado do Banco Master e foi transferida a executivos minoritários e a uma holding ligada ao grupo comprador. Depois, em intervalo curto, foi revendida ao PicPay.

Esse desenho levantou dúvidas sobre a natureza da operação intermediária. A questão central é saber se a primeira venda representou uma transação autônoma e efetiva ou se teria funcionado como uma ponte para a aquisição final pelo PicPay.

Em casos de fusões e aquisições, a estrutura societária e financeira é decisiva para determinar responsabilidades, obrigações regulatórias e eventuais riscos legais. Quando uma operação envolve múltiplas etapas, financiamentos cruzados e partes ligadas, reguladores tendem a observar com mais atenção os fluxos de recursos e os beneficiários finais.

O Cade, segundo o parecer, viu indícios suficientes para aprovar a operação sob a ótica antitruste, mas encaminhar os elementos a outras autoridades competentes. A apuração sobre eventuais irregularidades não equivale a condenação, e os envolvidos têm direito à defesa.

PicPay avança em seguros com aquisição da Kovr

Para o PicPay, a aquisição da Kovr representa uma ampliação relevante de seu ecossistema financeiro. A operação permite ao banco digital expandir sua atuação para seguros, previdência e capitalização, segmentos que podem complementar sua base de clientes e diversificar receitas.

O PicPay, controlado pela família Batista, já havia protocolado o pedido de compra no Cade. Em março, informações de mercado indicavam que o banco digital buscava incorporar a seguradora como parte de uma estratégia de crescimento em produtos financeiros além da conta digital, cartões, crédito e pagamentos.

A compra também envolve a Estrutural, corretora de seguros. Segundo informações apresentadas no pedido ao Cade, a aquisição permitiria ao grupo entrar no segmento de corretagem de seguros e incorporar a oferta ao seu conjunto de atividades financeiras.

O movimento é coerente com a estratégia de bancos digitais de ampliar receitas por meio de produtos de maior margem e maior recorrência. Seguros, previdência e capitalização podem funcionar como instrumentos de monetização da base de clientes, desde que integrados de forma eficiente à plataforma.

Kovr era ativo relevante do conglomerado Master

A Kovr era um dos ativos associados ao conglomerado do Banco Master antes da transação. A instituição passou por processo de liquidação, e ativos ligados ao grupo se tornaram alvo de atenção de reguladores, credores e participantes do mercado.

A seguradora foi originalmente vendida a executivos que já atuavam ou tinham participação minoritária na companhia. Esse tipo de operação, conhecida como management buyout, pode ocorrer quando administradores ou sócios internos compram o controle de uma empresa. No caso da Kovr, contudo, a posterior venda ao PicPay em intervalo curto foi um dos fatores que despertou questionamentos.

Segundo reportagem anterior do Metrópoles, documentos ligados ao processo de entrada do PicPay na Nasdaq já mencionavam a negociação e indicavam que parte do caixa do IPO seria usada para quitar a aquisição da Kovr. A transação teria valor de R$ 657,6 milhões.

Esses elementos reforçam a necessidade de análise sobre a cronologia dos atos, os compromissos assumidos pelas partes e a eventual existência de alinhamento prévio antes da autorização regulatória.

Caso pode envolver outras autoridades

O Cade deve acionar outras autoridades para apurar os indícios apontados no parecer. A depender da avaliação, o caso pode passar a envolver órgãos com competência sobre crimes financeiros, mercado segurador e sistema financeiro nacional.

Além do Cade, operações envolvendo seguradoras podem depender de análise da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. No caso de estruturas financeiras complexas, o Banco Central também pode ser relevante quando há conexão com instituições financeiras ou conglomerados supervisionados.

A atuação coordenada entre órgãos reguladores é comum quando uma operação envolve aspectos concorrenciais, prudenciais, societários e criminais. O Cade avalia concentração econômica e condutas anticompetitivas, mas eventuais suspeitas de irregularidade financeira podem exigir apuração por outras autoridades.

Até o momento, a aprovação concorrencial não elimina a possibilidade de investigações posteriores. O aval do Cade indica apenas que, sob o ângulo antitruste, a operação foi liberada.

Gun jumping pode gerar sanções

A suspeita de gun jumping é um ponto sensível do caso. A prática ocorre quando empresas consumam ou integram uma operação antes da aprovação do Cade, seja por meio de transferência de controle, troca de informações competitivamente sensíveis, influência sobre decisões comerciais ou execução antecipada de atos típicos de integração.

A Lei 12.529/2011 prevê que operações de concentração econômica submetidas ao Cade não podem ser consumadas antes da aprovação final. O descumprimento pode gerar multas, revisão de atos e outras medidas administrativas.

No caso da Kovr, o Cade ainda não concluiu que houve gun jumping. O órgão apontou indícios e decidiu encaminhar o tema para apuração. A distinção é importante: a existência de suspeitas não significa condenação das empresas ou pessoas envolvidas.

O processo, portanto, entra em nova fase de escrutínio. As autoridades deverão avaliar documentos, fluxos financeiros, contratos, datas de assinatura, condições suspensivas e eventuais atos praticados antes da autorização formal.

Investigação amplia pressão sobre governança de operações financeiras

A aprovação da compra da Kovr pelo PicPay com ressalvas aumenta a pressão por transparência em operações envolvendo instituições financeiras, seguradoras e ativos ligados a conglomerados em situação de estresse.

O caso combina elementos sensíveis para o mercado: aquisição por banco digital em expansão, ativo que pertenceu ao Banco Master, suspeita de triangulação financeira, possível gun jumping e necessidade de comunicação a outras autoridades. Essa combinação tende a manter a operação no radar de reguladores e investidores.

Para o PicPay, o principal desafio será avançar na integração estratégica da Kovr sem que as apurações sobre a estrutura anterior contaminem a percepção sobre governança. Para os demais envolvidos, a prioridade será esclarecer a origem dos recursos, a sequência das transações e a lógica econômica do negócio.

O desfecho dependerá das próximas manifestações dos reguladores e dos documentos que venham a ser analisados. Até lá, a compra da Kovr pelo PicPay segue aprovada sob a ótica concorrencial, mas cercada por questionamentos sobre a forma como a operação foi estruturada.

Tags: Banco MasterBanco Originalbancos digitaisCadeEmpresasfintechsgun jumpingKovrPicPaysegurossistema financeiro nacionalSuseptriangulação financeira

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O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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