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Copom mantém taxa Selic em 15% e indica que cortes de juros só devem começar em 2026

Decisão reforça postura cautelosa do Banco Central diante de incertezas externas e inflação acima da meta

por Redação
05/11/2025
em Economia, Destaque, News
Decisão Reforça Postura Cautelosa Do Banco Central Diante De Incertezas Externas E Inflação Acima Da Meta - Gazeta Mercantil

Copom mantém taxa Selic em 15% pela quarta vez seguida e sinaliza corte apenas em 2026

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, pela quarta vez consecutiva, manter a taxa Selic em 15% ao ano (a.a.). A decisão, anunciada na noite desta quarta-feira (5), já era amplamente esperada por analistas do mercado financeiro e reforça a postura conservadora da autoridade monetária diante das incertezas econômicas globais e do comportamento da inflação no Brasil.

Com a taxa de juros mantida nesse patamar desde junho, o Copom optou por prolongar o período de estabilidade monetária, destacando que o ambiente internacional ainda exige cautela e vigilância constante. Segundo o comunicado, fatores como a política econômica dos Estados Unidos, a volatilidade dos mercados e o comportamento da inflação doméstica continuam a justificar uma condução mais prudente da política monetária.


Cenário externo pressiona o Banco Central

O Copom destacou que o ambiente internacional segue incerto, sobretudo diante das políticas fiscais e monetárias adotadas pelos Estados Unidos, que afetam diretamente as condições financeiras globais. A valorização do dólar, o comportamento dos preços de commodities e as tensões geopolíticas recentes continuam sendo variáveis de risco para o Brasil.

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Esses fatores, somados à postura de aperto monetário mantida por bancos centrais de economias desenvolvidas, tornam o cenário externo mais desafiador. A decisão de manter a taxa Selic em 15% reflete, portanto, a busca por estabilidade macroeconômica e o controle das expectativas inflacionárias em meio a um contexto internacional ainda volátil.

O BC reforçou que uma redução precipitada dos juros poderia comprometer o processo de convergência da inflação à meta e gerar instabilidade cambial, o que justificaria a prudência adotada pelo colegiado.


Cenário doméstico: inflação resiste e crescimento desacelera

No cenário interno, o Copom observou sinais mistos na economia. Apesar da moderação do crescimento econômico, o mercado de trabalho segue aquecido, e os salários reais têm apresentado ligeira alta, o que sustenta o consumo das famílias e mantém a pressão sobre alguns preços.

A inflação, embora em trajetória de desaceleração, ainda permanece acima da meta. As últimas leituras do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e de seus núcleos mostraram leve arrefecimento, mas os indicadores subjacentes continuam apontando resistência inflacionária.

Com base nesses dados, o Comitê afirmou que a estratégia de manutenção da taxa Selic por um período prolongado é considerada adequada para garantir que a inflação retorne gradualmente à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).


Inflação deve convergir apenas a partir de 2026

As projeções do Banco Central indicam que a inflação deve continuar desacelerando, mas ainda se manterá acima da meta nos próximos dois anos. O Copom estima inflação de 4,6% em 2025 e 3,6% em 2026, valores que ainda superam o objetivo oficial de 3%. Somente em 2027, segundo o BC, a inflação deve atingir 3,3%, o que reforça a percepção de que os cortes na taxa Selic devem ocorrer apenas a partir de 2026.

Essa leitura é compartilhada por grande parte dos economistas do mercado financeiro, que veem o atual ciclo de estabilidade como uma etapa necessária para consolidar a desinflação e preservar a credibilidade da política monetária.

o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e os demais membros do Copom enfatizaram que “os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados, e o Comitê não hesitará em retomar o ciclo de aperto caso as condições justifiquem”. A declaração reforça a mensagem de vigilância permanente sobre o comportamento dos preços e a evolução do cenário fiscal.


Por que o Copom manteve os juros elevados

A decisão do Copom de manter a taxa Selic em 15% é sustentada por quatro fatores principais:

  1. Inflação ainda acima da meta: apesar de alguma melhora recente, os índices de preços ainda mostram resistência, especialmente em setores de serviços e alimentação.

  2. Ambiente fiscal incerto: a trajetória das contas públicas segue pressionada, com desafios para o cumprimento das metas fiscais e o controle do gasto público.

  3. Cenário global de risco: as políticas monetárias nos EUA e na Europa seguem restritivas, e tensões geopolíticas ampliam a incerteza.

  4. Expectativas de inflação desancoradas: parte do mercado ainda projeta inflação acima da meta nos próximos anos, o que exige uma postura firme do BC.

Esses fatores explicam a opção do Comitê por prolongar o atual ciclo de estabilidade, evitando antecipar cortes que poderiam enfraquecer o processo de controle inflacionário.


Composição do Copom e voto unânime

A decisão pela manutenção da taxa Selic foi unânime entre os membros do Comitê. Participaram da reunião:

  • Gabriel Muricca Galípolo (presidente do BC);

  • Ailton de Aquino Santos;

  • Diogo Abry Guillen;

  • Gilneu Francisco Astolfi Vivan;

  • Izabela Moreira Corrêa;

  • Nilton José Schneider David;

  • Paulo Picchetti;

  • Renato Dias de Brito Gomes;

  • Rodrigo Alves Teixeira.

o colegiado reafirmou o compromisso de atuar com “serenidade e firmeza” para assegurar o controle da inflação, sinalizando que qualquer movimento de corte ocorrerá apenas quando houver convergência clara para a meta de preços.


Reação do mercado

A decisão do Copom não surpreendeu o mercado financeiro. As principais casas de análise já esperavam a manutenção da Selic em 15%, especialmente após a divulgação dos últimos indicadores de inflação e atividade econômica.

Os juros futuros recuaram levemente após o comunicado, refletindo a leitura de que o BC deve iniciar o ciclo de cortes apenas em 2026, quando as projeções de inflação estiverem mais próximas da meta.

O mercado de câmbio também reagiu de forma contida, com o dólar oscilando em torno de R$ 5,10 e os investidores reforçando posições em renda fixa atrelada à inflação, diante da perspectiva de juros altos por mais tempo.


Perspectivas para os próximos meses

O principal desafio do Banco Central nos próximos meses será preservar a credibilidade da política monetária em meio às pressões políticas e fiscais.

Com a taxa Selic mantida em 15%, o crédito continua caro, o que limita a expansão do consumo e o investimento produtivo. Essa condição deve manter o crescimento econômico em ritmo moderado até que haja espaço para um afrouxamento monetário sustentável.

Ao mesmo tempo, o cenário internacional seguirá influenciando as decisões do Copom. O comportamento das taxas de juros nos Estados Unidos, a trajetória do dólar e os preços das commodities continuarão determinando o ritmo da política monetária brasileira.


Estabilidade agora, cortes só depois

Ao manter a taxa Selic inalterada pela quarta vez seguida, o Copom sinaliza que está comprometido com a convergência da inflação à meta, mesmo ao custo de uma desaceleração mais acentuada da economia.

A mensagem é clara: não há pressa em cortar juros enquanto persistirem incertezas no cenário fiscal e externo. O BC aposta na estabilidade prolongada como ferramenta para consolidar o controle inflacionário e preparar o terreno para um ciclo de redução sustentável a partir de 2026.

Tags: Banco CentralCopomcortes de jurosdecisão do Copomeconomia brasileiraGabriel Galípoloinflação 2025juros no Brasilmeta de inflaçãopolítica monetáriaTaxa Selic

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