Cotação do Dólar Hoje: Perspectivas do Mercado e Impactos no Brasil
A cotação do dólar hoje (25/08/2025) abriu próxima da estabilidade, refletindo um cenário global marcado por incertezas políticas e econômicas, além da repercussão das falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed). Os investidores monitoram de perto não apenas os desdobramentos da política monetária norte-americana, mas também o impacto das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Às 9h05, a moeda norte-americana registrava leve alta de 0,04%, negociada a R$ 5,4250. Na última sexta-feira, o dólar havia encerrado o pregão em forte queda de 0,95%, no mesmo patamar de R$ 5,425, enquanto a Bolsa de Valores brasileira (B3) disparava 2,57%, alcançando 137.968 pontos.
O que influencia a cotação do dólar hoje?
A variação da cotação do dólar hoje está diretamente ligada à expectativa em relação à política monetária dos Estados Unidos. Durante o tradicional simpósio de Jackson Hole, Powell deixou aberta a possibilidade de corte de juros já na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), em setembro.
Esse posicionamento foi interpretado como um sinal positivo pelos mercados, já que juros menores nos EUA tendem a favorecer ativos de risco e aumentar o fluxo de capital para países emergentes, como o Brasil.
No entanto, as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump criam um desafio adicional. Ao elevar os preços ao consumidor, o chamado “tarifaço” pode pressionar a inflação, obrigando o Fed a agir com cautela para equilibrar estímulo econômico e controle inflacionário.
Fed em “sinuca de bico”
O Fed mantém sua taxa de juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro do ano passado, resistindo às pressões de Trump, que cobra cortes mais agressivos. Até a semana passada, investidores atribuíam 70% de chance a um corte de 0,25 ponto percentual em setembro. Após o discurso de Powell, essa probabilidade saltou para mais de 90%, segundo o Fed Watch.
Esse dilema coloca o Fed em uma posição delicada: reduzir juros pode estimular a economia e o mercado de trabalho, mas também acelerar a inflação. Por outro lado, manter juros altos contém os preços, mas pode resfriar contratações e investimentos.
Impactos no mercado financeiro global
O discurso de Powell gerou reação imediata nos principais índices de Wall Street. O Dow Jones avançou 1,89%, o S&P 500 subiu 1,52% e o Nasdaq Composite ganhou 1,88%. Esse otimismo se espalhou para outros mercados, incluindo o Brasil, onde a cotação do dólar hoje passou a refletir tanto o cenário externo quanto pressões locais.
No Brasil, a manutenção da taxa Selic em patamar elevado favorece o real, já que amplia o diferencial de juros em relação aos EUA. Isso tende a atrair investidores internacionais em busca de maior rentabilidade, fortalecendo a moeda brasileira.
Pressões internas sobre o câmbio
Apesar do alívio vindo de fora, a cena política doméstica também influencia a cotação do dólar hoje. Uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, reforçou que ordens judiciais estrangeiras só têm validade no Brasil se confirmadas pela Suprema Corte.
Na prática, isso afeta diretamente a disputa diplomática com os Estados Unidos, que aplicaram sanções contra o ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Magnitsky. A medida elevou a tensão política entre os países e adiciona volatilidade ao mercado cambial.
O papel das tarifas de Trump
As tarifas impostas por Donald Trump criam um cenário complexo para a economia global. Se, por um lado, protegem setores estratégicos dos EUA, por outro aumentam custos de importação, pressionando a inflação. Esse efeito acaba refletindo na cotação do dólar hoje, já que os mercados ajustam suas expectativas sobre a política monetária americana e suas consequências para os fluxos internacionais de capital.
Perspectivas para o curto prazo
Com o Fed indicando maior flexibilidade, a expectativa é que a próxima reunião de setembro seja decisiva para os rumos da cotação do dólar hoje e para o mercado financeiro global. Caso se confirme o corte de juros, a tendência é de fortalecimento de moedas emergentes e valorização da Bolsa brasileira.
Entretanto, se os riscos inflacionários se intensificarem, a autoridade monetária norte-americana poderá adotar um discurso mais duro, o que impactaria negativamente o real.
Como o investidor brasileiro deve agir?
Para o investidor, acompanhar diariamente a cotação do dólar hoje é fundamental, especialmente em momentos de alta volatilidade. Mudanças nas taxas de juros globais influenciam diretamente investimentos em renda variável, títulos públicos e até mesmo o consumo doméstico, já que boa parte dos produtos no Brasil depende de insumos importados.
A cotação do dólar hoje segue sendo o principal termômetro do humor do mercado, refletindo tanto fatores externos — como juros nos EUA e tarifas comerciais — quanto pressões internas relacionadas à política e ao judiciário. O mês de setembro promete ser decisivo, com a possibilidade de corte nos juros do Fed e seus impactos diretos sobre o câmbio e a Bolsa brasileira.






