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Cury (CURY3) lucra R$ 302,9 milhões no 1º trimestre, alta de 41,9%

Construtora registrou receita líquida recorde, vendas de R$ 2,3 bilhões e 28º trimestre consecutivo de geração de caixa, impulsionada pela demanda aquecida por imóveis

por João Souza
12/05/2026 às 22h19
em Empresas
Cury (Cury3) Lucra R$ 302,9 Milhões No 1º Trimestre, Alta De 41,9% - Gazeta Mercantil

A Cury (CURY3) registrou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 41,9% em relação ao mesmo período de 2025, em meio ao avanço das vendas, aumento de lançamentos, preços mais altos e controle de custos. A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento anual de 32,6% e recorde para a companhia. O desempenho foi sustentado pela demanda aquecida por imóveis, especialmente no segmento de baixa e média renda, e pela continuidade de uma operação com margens elevadas e forte geração de caixa.

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A incorporadora, uma das principais companhias expostas ao programa Minha Casa Minha Vida, encerrou o trimestre com vendas líquidas de R$ 2,3 bilhões, também em patamar recorde. Segundo a administração, o começo de 2026 foi impulsionado pela combinação entre demanda firme, eficiência de produção e maior capacidade de repasse de preços.

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O preço médio dos apartamentos vendidos no trimestre foi de R$ 325,4 mil, avanço de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A alta indica que a Cury (CURY3) conseguiu capturar valorização nos empreendimentos sem comprometer o ritmo comercial.

A companhia também contabilizou geração de caixa de R$ 93,4 milhões, completando 28 trimestres consecutivos de geração operacional positiva. O caixa líquido chegou a R$ 406,9 milhões, aumento de 28,8% em relação ao quarto trimestre de 2025.

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Receita líquida bate recorde com vendas fortes

A receita operacional líquida de R$ 1,613 bilhão foi um dos principais destaques do balanço da Cury (CURY3). O crescimento de 32,6% na comparação anual reflete o maior volume de obras, a evolução das vendas contratadas e o reconhecimento de resultados de empreendimentos em andamento.

Em incorporadoras, a receita é reconhecida conforme a evolução das obras, o que torna a combinação entre lançamentos, vendas e execução de construção decisiva para o resultado. No caso da Cury (CURY3), a velocidade de vendas e a eficiência operacional ajudaram a ampliar a base de receita sem deteriorar margens.

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A linha de equivalência patrimonial, que reflete resultados de empreendimentos realizados em sociedade, gerou ganho de R$ 2,3 milhões no trimestre, cerca de três vezes o valor registrado um ano antes.

A margem bruta ficou em 39,0%, estável na comparação anual. Já a margem bruta ajustada foi de 39,3%, alta de 0,1 ponto porcentual. A margem de resultados a apropriar, indicador que mostra a rentabilidade esperada dos empreendimentos ainda em execução, ficou em 42,9%, queda de 0,4 ponto porcentual.

Ebitda sobe 42,9% e margem avança

O Ebitda da Cury (CURY3) somou R$ 411,4 milhões no primeiro trimestre, avanço de 42,9% em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda chegou a 25,5%, crescimento de 1,8 ponto porcentual.

A expansão do Ebitda mostra ganho operacional relevante. A companhia conseguiu ampliar receita em ritmo superior ao crescimento de parte das despesas, o que contribuiu para diluição de custos fixos e melhora da rentabilidade.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 64,9 milhões, alta de 28,8% em um ano. Já as despesas comerciais chegaram a R$ 119,1 milhões, aumento de 12,1%. Embora as despesas tenham crescido, o avanço da receita e do resultado operacional compensou a pressão.

A linha de “outros” registrou despesa de R$ 44,8 milhões, aumento de 12,8% na comparação anual. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 10,7 milhões, despesa 26,2% menor do que a observada no mesmo período do ano anterior.

Demanda aquecida sustenta vendas de R$ 2,3 bilhões

A Cury (CURY3) informou que as vendas líquidas totalizaram R$ 2,3 bilhões no trimestre, o maior volume já registrado pela empresa. O resultado confirma a força da demanda por imóveis em seu segmento de atuação, especialmente em projetos enquadrados ou influenciados pelo Minha Casa Minha Vida.

O desempenho comercial foi favorecido por fatores como renda das famílias, disponibilidade de crédito habitacional, ajustes no programa federal e oferta de unidades em regiões de alta demanda. A companhia também destacou sua eficiência na produção de moradias como elemento central para sustentar margens e velocidade de vendas.

A demanda aquecida por imóveis tem beneficiado incorporadoras focadas em baixa e média renda. Esse segmento tende a ser menos sensível a ciclos de luxo e mais dependente de crédito habitacional, subsídios, funding do FGTS e políticas públicas de habitação.

No caso da Cury (CURY3), a exposição ao Minha Casa Minha Vida é um dos principais componentes da tese de crescimento. O programa ampliou o público endereçável e elevou a capacidade de compra de famílias que buscam o primeiro imóvel.

Minha Casa Minha Vida melhora perspectiva para o 2º trimestre

A administração da Cury (CURY3) afirmou que o segundo trimestre começou forte em vendas, já considerando os ajustes recentes no Minha Casa Minha Vida. As mudanças aumentaram o poder de compra da população e ampliaram o público apto a acessar unidades dentro das faixas do programa.

Para empresas como a Cury (CURY3), alterações no Minha Casa Minha Vida podem ter efeito direto sobre demanda, preços, velocidade de vendas e planejamento de lançamentos. Quando o programa melhora condições de financiamento ou amplia limites, mais famílias passam a ter capacidade de adquirir imóveis.

Esse efeito é relevante porque o setor imobiliário depende de previsibilidade de crédito. Famílias de baixa e média renda costumam financiar boa parte do imóvel, e qualquer alteração em subsídios, juros ou limites de preço pode modificar a demanda final.

A companhia indicou que já percebe impacto positivo dessas mudanças no ritmo comercial do segundo trimestre. A continuidade desse movimento será acompanhada pelo mercado porque pode sustentar novas revisões de projeções para vendas, receita e lucro ao longo de 2026.

Caixa líquido reforça posição financeira

A geração de caixa de R$ 93,4 milhões no trimestre reforça a posição financeira da Cury (CURY3). A companhia completou 28 trimestres consecutivos de geração operacional positiva, um indicador importante para incorporadoras, setor em que o ciclo de obras consome capital de giro e exige disciplina financeira.

O caixa líquido de R$ 406,9 milhões representa alta de 28,8% em relação ao fim de 2025. A posição dá flexibilidade para novos lançamentos, compra de terrenos, execução de obras, distribuição de proventos e eventual absorção de oscilações no mercado.

Em empresas de construção e incorporação, geração de caixa recorrente é um diferencial. O setor pode enfrentar descasamentos entre vendas, recebimentos, custos de obra e repasses bancários. Companhias com caixa líquido tendem a atravessar ciclos de juros e crédito com menor pressão financeira.

A Cury (CURY3) também se beneficia de um modelo operacional com foco em segmentos de alta demanda e ciclos relativamente previsíveis. Ainda assim, o setor segue exposto a custos de materiais, mão de obra, crédito habitacional, distratos e mudanças nas regras de programas públicos.

Margens mostram controle de custos

As margens da Cury (CURY3) permaneceram em patamar elevado no primeiro trimestre. A margem bruta de 39,0% ficou estável em relação ao ano anterior, enquanto a margem bruta ajustada avançou levemente para 39,3%.

A estabilidade é relevante porque o setor imobiliário segue sujeito a pressões de custo. Materiais de construção, mão de obra, frete e despesas comerciais podem afetar a rentabilidade dos projetos, especialmente quando há atraso no repasse de preços.

A margem de resultados a apropriar, de 42,9%, indica que os empreendimentos em andamento ainda carregam rentabilidade elevada, embora com leve queda anual. Esse indicador é acompanhado por analistas porque ajuda a antecipar a rentabilidade futura da companhia conforme as obras avançam.

O crescimento do Ebitda acima da receita mostra que a Cury (CURY3) conseguiu capturar ganhos de escala. A expansão da operação, quando combinada a custos controlados, tende a ampliar rentabilidade e fortalecer o lucro líquido.

Resultado reforça força das construtoras de baixa renda

O balanço da Cury (CURY3) confirma a boa fase de construtoras e incorporadoras voltadas ao público de baixa e média renda. O segmento tem sido favorecido por ajustes no Minha Casa Minha Vida, demanda reprimida por moradia e maior previsibilidade do crédito habitacional.

A Cury (CURY3) se destaca nesse ambiente por combinar vendas recordes, margens elevadas e geração de caixa. A alta de 41,9% no lucro líquido mostra que a empresa conseguiu transformar crescimento operacional em resultado final.

Para investidores, os principais pontos positivos do balanço são o avanço da receita, o crescimento do Ebitda, a manutenção das margens, a geração de caixa e o início forte do segundo trimestre. O desempenho reforça a percepção de que a companhia segue bem posicionada para capturar a demanda habitacional em 2026.

Os riscos continuam ligados a juros, custos de construção, execução de obras, velocidade de vendas, disponibilidade de funding habitacional e eventuais mudanças no Minha Casa Minha Vida. Ainda assim, o primeiro trimestre indica que a Cury (CURY3) iniciou o ano com ritmo forte e posição financeira confortável.

Vendas recordes mantêm Cury em posição de destaque na Bolsa

O resultado do primeiro trimestre fortalece a Cury (CURY3) entre as principais empresas do setor imobiliário listadas na B3. A combinação entre lucro de R$ 302,9 milhões, receita líquida recorde de R$ 1,613 bilhão e vendas líquidas de R$ 2,3 bilhões mostra uma operação em expansão, com rentabilidade e caixa.

O avanço do preço médio dos apartamentos vendidos, sem perda de força comercial, também sinaliza capacidade de gestão de produto e demanda. Em um setor sensível a juros e crédito, esse equilíbrio é decisivo para sustentar crescimento.

A continuidade do desempenho dependerá da execução dos lançamentos, do ambiente de financiamento habitacional e do comportamento dos custos. Por ora, a Cury (CURY3) entra no segundo trimestre com vendas fortes e expectativa positiva ligada aos ajustes do Minha Casa Minha Vida.

Para o mercado, o balanço reforça a leitura de que empresas bem posicionadas no segmento econômico seguem entre as mais beneficiadas pela política habitacional e pela demanda reprimida por imóveis no país. A Cury (CURY3) mostrou, no primeiro trimestre, que ainda consegue combinar escala, margem e geração de caixa em um ciclo favorável para moradia popular.

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