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Dólar hoje sobe com tensão no Oriente Médio e tarifa dos EUA

por Camila Braga - Repórter de Economia
04/05/2026 às 11h05 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h56
em Dólar, Destaque, Economia
Dólar Hoje - Gazeta Mercantil

O dólar hoje opera em alta nesta segunda-feira, 4 de maio, em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio e à cautela global provocada por novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra veículos europeus. Por volta das 9h, a moeda americana subia 0,21%, cotada a R$ 4,9632 na venda, após encerrar abril no menor nível desde março de 2024.

O movimento ocorre em um ambiente externo mais defensivo, com bolsas dos Estados Unidos e da Europa em queda, avanço do petróleo e maior busca por proteção. A escalada de declarações envolvendo Irã e Estados Unidos elevou o risco geopolítico no Estreito de Ormuz, rota por onde passa parcela relevante do petróleo comercializado no mundo.

No Brasil, o real ainda encontra sustentação parcial nos juros elevados. A Selic em 14,50% ao ano mantém o diferencial de juros atrativo para operações de carry trade, estratégia em que investidores tomam recursos em moedas de juros baixos para aplicar em mercados com retorno maior.

A alta do petróleo também tem efeito ambíguo sobre o mercado brasileiro. De um lado, pode favorecer os termos de troca e sustentar empresas ligadas à commodity, como Petrobras (PETR3; PETR4). De outro, aumenta preocupações com inflação, combustíveis e custos de produção.

Dólar hoje avança com busca por proteção

O avanço do dólar hoje acompanha o fortalecimento global da moeda americana. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, também operava em alta, refletindo maior demanda por ativos considerados seguros em momentos de incerteza.

A valorização do dólar ocorre depois de um mês de abril favorável ao real. A moeda americana encerrou o período no menor patamar desde março de 2024, beneficiada pelo diferencial de juros no Brasil e pela entrada de recursos em mercados emergentes.

A abertura de maio, no entanto, trouxe mudança de tom. A tensão no Oriente Médio, as incertezas comerciais e a agenda de política monetária voltaram a pesar sobre os mercados globais.

Em momentos de cautela, investidores tendem a reduzir exposição a moedas emergentes e buscar proteção no dólar. Esse movimento pode pressionar o câmbio mesmo quando fundamentos domésticos, como juros altos, ainda favorecem o real.

A alta desta segunda-feira é moderada, mas relevante por ocorrer em um momento de maior sensibilidade dos mercados. O comportamento do câmbio ao longo do dia dependerá da evolução do noticiário externo e da reação dos investidores aos indicadores econômicos no Brasil.

Tensão em Ormuz aumenta cautela global

O principal vetor de aversão ao risco vem do Estreito de Ormuz. O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento do Irã, Ebrahim Azizi, afirmou que qualquer interferência americana no novo regime marítimo de Ormuz será considerada violação do cessar-fogo.

A declaração faz referência ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o chamado “Projeto Liberdade”, apresentado como uma iniciativa para ajudar na retirada de navios e tripulações da passagem marítima.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo. Cerca de 20% do petróleo mundial trafega pela região, o que torna qualquer tensão militar ou diplomática um fator imediato de pressão sobre os preços da commodity.

Quando há risco de interrupção no fluxo de petróleo, o mercado tende a incorporar um prêmio geopolítico aos preços. Isso afeta não apenas os contratos de Brent e WTI, mas também moedas, bolsas, juros e expectativas de inflação.

Para o câmbio brasileiro, a tensão tem efeito duplo. A alta do petróleo pode beneficiar exportadoras e melhorar termos de troca, mas também aumenta o risco inflacionário e a busca global por ativos de proteção, o que favorece o dólar.

Política tarifária de Trump pressiona mercados

Além da tensão geopolítica, o mercado acompanha a política tarifária dos Estados Unidos. A ameaça de elevar tarifas sobre veículos europeus para até 25%, ante os atuais 15%, aumentou a preocupação com uma nova rodada de atritos comerciais.

O presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, classificou a ameaça como inaceitável e criticou o governo americano, definindo-o como parceiro pouco confiável.

A possibilidade de novas tarifas amplia o risco de desaceleração do comércio global. Medidas protecionistas podem elevar custos, reduzir margens de empresas, afetar cadeias produtivas e aumentar a volatilidade nos mercados.

Para moedas emergentes, esse tipo de tensão costuma ser negativo. Investidores globais tendem a buscar mercados mais líquidos e seguros quando há risco de disputa comercial entre grandes economias.

O dólar se beneficia desse movimento por seu papel como principal moeda de reserva internacional. Mesmo quando a origem da incerteza está nos Estados Unidos, a moeda americana costuma se valorizar em momentos de estresse global.

Bolsas internacionais operam sob pressão

O ambiente externo negativo também aparece no desempenho das bolsas. Mercados acionários nos Estados Unidos e na Europa operam em queda, refletindo a combinação entre risco geopolítico, petróleo mais caro e preocupação com tarifas.

A queda das bolsas reforça o comportamento defensivo dos investidores. Em dias de maior aversão ao risco, ativos de renda variável tendem a sofrer, enquanto o dólar e títulos considerados mais seguros ganham procura.

Esse movimento afeta diretamente países emergentes. Quando o apetite por risco diminui, investidores estrangeiros podem reduzir posições em ações, títulos e moedas de economias em desenvolvimento.

No Brasil, a bolsa e o câmbio reagem a esse fluxo. Uma saída de recursos estrangeiros pode pressionar o real e reduzir o suporte para ativos locais.

Ainda assim, o mercado brasileiro conta com um fator de sustentação: a Selic elevada. O juro doméstico em 14,50% ao ano mantém o real relativamente atrativo para investidores que buscam retorno em operações de renda fixa e carry trade.

Selic alta ainda sustenta o real

A Selic em 14,50% ao ano segue como um dos principais fatores de sustentação do real. O diferencial de juros entre Brasil e economias desenvolvidas favorece operações em que investidores internacionais buscam ganhos com o rendimento da moeda local.

Esse mecanismo ajuda a explicar por que o dólar vinha acumulando perdas antes da abertura de maio. Juros altos atraem capital financeiro e aumentam o custo de apostar contra o real.

No entanto, o suporte da Selic não elimina a influência do cenário externo. Quando há tensão geopolítica, ameaça de guerra comercial ou forte busca por proteção, o dólar pode subir mesmo contra moedas de países com juros elevados.

A ata do Comitê de Política Monetária, prevista para terça-feira, 5 de maio, deve ajudar o mercado a calibrar expectativas sobre os próximos passos da política monetária. O documento será analisado em busca de sinais sobre o ritmo de cortes da Selic.

Na semana anterior, o Banco Central manteve tom conservador, em meio à inflação acima da meta e à necessidade de acompanhar novos dados antes de definir a extensão do ciclo de flexibilização.

Focus mostra IPCA mais alto em 2026

No Brasil, o Boletim Focus também entrou no radar do mercado. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 4,86% para 4,89%, permanecendo acima do teto da meta de inflação.

Para 2027, a estimativa foi mantida em 4,00%. Para 2028, houve alta de 3,61% para 3,64%.

A piora das expectativas de inflação reforça a cautela em relação à trajetória dos juros. Se o mercado passa a projetar inflação mais elevada, o Banco Central pode ter menos espaço para acelerar cortes na Selic.

Esse quadro influencia diretamente o câmbio. Juros mais altos por mais tempo tendem a sustentar o real. Por outro lado, inflação persistentemente elevada aumenta a percepção de risco e pode pressionar os juros futuros.

O mercado também acompanha o PMI desta segunda-feira, além da ata do Copom na terça. Esses dados ajudam a formar uma leitura mais ampla sobre atividade econômica, inflação e política monetária.

Galípolo participa de audiência no STF

Outro ponto da agenda doméstica é a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência pública no Supremo Tribunal Federal às 15h30. O tema envolve arrecadação, fiscalização e eficiência da Comissão de Valores Mobiliários.

A presença de Galípolo será acompanhada pelo mercado em busca de eventuais comentários sobre regulação, sistema financeiro e cenário econômico. Embora a pauta não seja diretamente a política monetária, falas de autoridades do Banco Central costumam ser monitoradas por investidores.

Em um dia de câmbio pressionado, qualquer sinalização sobre inflação, juros ou estabilidade financeira pode influenciar a leitura dos agentes econômicos.

A CVM também tem papel relevante para o mercado de capitais, pois regula companhias abertas, fundos, ofertas públicas e demais participantes do mercado de valores mobiliários. Discussões sobre sua eficiência podem afetar a percepção de governança regulatória.

No entanto, o principal foco da semana para o câmbio seguirá sendo a ata do Copom, a evolução das expectativas no Focus e o comportamento do dólar no exterior.

Petróleo alto favorece Petrobras, mas pressiona inflação

A alta do petróleo tem impacto relevante sobre o Brasil. Como grande produtor de óleo, o país pode se beneficiar de preços internacionais mais elevados, especialmente por meio de empresas como Petrobras (PETR3; PETR4).

A valorização da commodity tende a sustentar ações de petroleiras e pode melhorar os termos de troca do país. Isso significa que o Brasil pode receber mais por parte de suas exportações, o que ajuda a entrada de dólares.

Ao mesmo tempo, petróleo mais caro pode pressionar a inflação. Combustíveis têm peso importante nos custos de transporte, logística e produção. Caso a alta internacional seja repassada ao mercado interno, o impacto pode chegar ao consumidor.

Esse equilíbrio torna a reação do câmbio mais complexa. O real pode se beneficiar do efeito positivo sobre exportações e termos de troca, mas também pode ser pressionado por preocupações inflacionárias e pelo aumento da aversão ao risco.

A Petrobras (PETR3; PETR4) fica no centro dessa leitura. O mercado acompanha o comportamento das ações da companhia, a política de preços de combustíveis e a eventual defasagem em relação aos preços internacionais.

Carry trade segue no radar dos investidores

O carry trade segue relevante para explicar a resistência do real. Com a Selic em 14,50% ao ano, o Brasil oferece retorno nominal elevado em comparação com economias desenvolvidas.

Investidores que operam essa estratégia observam três fatores principais: diferencial de juros, estabilidade do câmbio e percepção de risco. Quando o ambiente externo é favorável, o real tende a se beneficiar. Quando há choque geopolítico ou comercial, a estratégia perde atratividade.

Nesta segunda-feira, a tensão no Oriente Médio e a ameaça tarifária dos Estados Unidos aumentaram a percepção de risco global. Ainda assim, o juro brasileiro elevado limita uma desvalorização mais intensa do real.

A continuidade desse equilíbrio dependerá da sinalização do Banco Central. Se a ata do Copom indicar cortes mais lentos ou mais cautelosos, o carry trade pode continuar oferecendo suporte ao real.

Por outro lado, se a inflação continuar subindo nas projeções e o ambiente externo piorar, a moeda brasileira pode enfrentar pressão adicional, mesmo com juros elevados.

Dólar deve seguir sensível ao exterior

O dólar hoje sobe por uma combinação de fatores externos e domésticos. No exterior, pesam a tensão no Estreito de Ormuz, a alta do petróleo, a queda das bolsas e a ameaça de tarifas americanas sobre veículos europeus. No Brasil, o mercado acompanha Focus, PMI, ata do Copom e sinalizações do Banco Central.

A moeda americana deve seguir sensível ao noticiário geopolítico ao longo do dia. Qualquer nova declaração de Irã ou Estados Unidos sobre Ormuz pode alterar rapidamente o humor dos investidores.

O mesmo vale para a política comercial americana. Novas ameaças tarifárias ou reação da União Europeia podem ampliar a cautela global e fortalecer o dólar.

No mercado doméstico, a sustentação do real dependerá da combinação entre juros altos, fluxo estrangeiro e expectativa de inflação. O câmbio também será influenciado pelo desempenho das commodities e pela percepção de risco fiscal.

Depois de encerrar abril no menor nível desde março de 2024, o dólar começa maio em alta moderada, mas em ambiente mais instável. A direção da moeda nos próximos pregões dependerá da evolução do cenário externo e da leitura do mercado sobre os próximos passos da política monetária brasileira.

Tags: Boletim FocuscâmbioCopomDólardolar hojeDonald TrumpEconomiaEstados Unidosestreito de OrmuzIPCAiráPETR3PETR4PetrobrasPetróleorealSelic

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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