quarta-feira, 22 de abril de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Economia

Gasto público e crescimento devem caminhar juntos em 2024

por Redação
21/11/2025
em Economia, Notícias
Negócios Digitais - Gazeta Mercantil

O ano de 2023, marcado por ajustes econômicos e conquistas inéditas, deixa uma sólida base para o desenvolvimento sustentável em 2024. Entretanto, alertas sobre o controle dos gastos, tanto a nível nacional quanto estadual, surgem como uma precaução necessária para manter o equilíbrio. Economistas consultados pelo O POVO compartilham suas análises sobre as possibilidades e riscos projetados para o próximo ano.

Os alicerces econômicos para 2023 foram estabelecidos em 2022 com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição. Essa medida reestruturou o orçamento de 2023 e conferiu créditos a Fernando Haddad, nomeado para o Ministério da Fazenda.

Haddad desempenhou um papel crucial ao introduzir um novo arcabouço fiscal, aprovado no meio do ano, e realizar uma inédita reforma tributária. Os resultados foram notáveis: o Brasil avançou duas posições no ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI) e recebeu uma elevação no rating pela Standard & Poor já em dezembro.

Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro
PUBLICIDADE

Reforma tributária impulsiona expectativas de crescimento

A aprovação da reforma tributária é destacada como o principal impulsionador de impactos positivos na economia brasileira em 2024 e nos anos seguintes. João Mário de França, professor da pós-graduação em Economia da Universidade Federal do Ceará (Caen-UFC), ressalta a importância dessa reforma há muito aguardada.

Sem dúvida, foi a grande reforma aprovada esse ano e era uma reforma há muito tempo esperada no Brasil. Claro que podia ser melhor, mas eu acho que dadas as restrições políticas foi um ótimo condicionado que foi conseguido,” analisa França.

A reforma concentrou-se na simplificação do sistema tributário nacional, introduzindo o Imposto de Valor Adicionado (IVA). Aprovado com um período de transição até 2033, dependendo ainda de leis complementares para operar plenamente, seus efeitos na economia foram imediatos.

Igor Lucena, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), destaca o desempenho do índice Ibovespa como reflexo da aceitação do mercado financeiro à reforma. Desde a aprovação pelo Congresso, a B3 atinge recordes de pontuação, enquanto o dólar recua.

Desafios do controle nas contas públicas

Apesar das vitórias, os economistas apontam para a dificuldade do ministro da Fazenda em conter os gastos do governo federal, colocando em xeque a meta para o déficit primário de 2024. A principal crítica ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destaca um gasto público além do necessário.

A incerteza para o próximo ano continua a questão do equilíbrio fiscal das contas públicas do governo federal. Esse ano foi aprovado o arcabouço fiscal, mas ainda há muita incerteza, muita dúvida se o governo vai conseguir realmente cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2024,” expõe João Mário.

Lucena reforça a necessidade de revisão nas políticas públicas, propondo o cancelamento de programas ineficazes e realocação de recursos em iniciativas mais assertivas.

Preocupa muito terminar o governo Lula com 80% de dívida porque o próximo governo vai chegar com 100%. Se a gente chegar próximo a 100% de dívida, não importa o nível de crescimento e não importa a inflação, o Brasil perde credibilidade e a gente vai ser forçado a cortar. E a gente vai cortar aposentadoria, demitir servidor público; vai ser um negócio bem pesado. Então, acho que o foco de 2024 tem que ser fiscal,” alerta Lucena.

Juros, inflação e PIB

Os economistas expressam confiança na continuidade da política de juros do Banco Central, prevendo que a Selic encerre 2024 abaixo dos dois dígitos, mas próxima dos 10%. Embora ponderem sobre o risco do descontrole da inflação, destacam a influência de programas indutores de crescimento, como o Investimento Direto em Infraestrutura (IDI), na retomada econômica.

João Mário aponta a necessidade de um crescimento consistente para evitar pressões inflacionárias. “O grande risco, na verdade, é a inflação. Com o governo promovendo esse aumento de gastos públicos, tem que ter um crescimento econômico robusto para evitar a inflação. Se a inflação subir, a Selic vai subir, a dívida vai subir e a gente volta para a estagnação.

A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) mantenha uma trajetória positiva, impulsionada pelo investimento em infraestrutura e pelos avanços no setor agropecuário. No entanto, ressalvas são feitas em relação à dependência do Brasil em relação ao mercado internacional, especialmente diante de possíveis instabilidades globais.

Perspectivas para o Nordeste

A região Nordeste tem se destacado em diversos setores, desde o agronegócio até a tecnologia. O crescimento da economia local é visto com otimismo, mas os desafios persistem, principalmente em relação à desigualdade social.

Lucena destaca a importância de políticas inclusivas para garantir o desenvolvimento sustentável da região. A gente tem que investir pesado em educação, em saúde, em saneamento básico. Só assim a gente vai conseguir melhorar a qualidade de vida do povo nordestino e, consequentemente, aumentar a produtividade e a renda per capita na região,” afirma o presidente do Corecon-CE.

O Nordeste continua atraindo investimentos, e a perspectiva é de que o crescimento econômico se mantenha em patamares expressivos em 2024. Contudo, a vigilância quanto à distribuição equitativa dos benefícios desse desenvolvimento permanece como um desafio constante.

Em resumo, 2024 se desenha como um ano de oportunidades e desafios para a economia brasileira. A implementação da reforma tributária impulsiona expectativas de crescimento, mas a gestão eficiente do gasto público torna-se crucial para evitar desequilíbrios fiscais. A região Nordeste, em particular, busca consolidar seus avanços, enfrentando questões de desigualdade e promovendo políticas inclusivas para um desenvolvimento sustentável.

Tags: Economiaesperar

LEIA MAIS

Balança Comercial Brasileira Dispara Em Abril Com Superávit Bilionário E Exportações Em Forte Alta-Gazeta Mercantil
Economia

Balança comercial brasileira dispara em abril com superávit bilionário e exportações em forte alta

Balança comercial brasileira registra superávit robusto em abril e reforça resiliência da economia A balança comercial brasileira voltou ao centro das atenções do mercado ao registrar um desempenho...

MaisDetails
Petróleo Caro Impulsiona Petrobras (Petr4) E Prio (Prio3) E Leva Bancos A Rever Projeções-Gazeta Mercantil
Negócios

Petróleo caro impulsiona Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) e leva bancos a rever projeções

Petróleo caro redefine cenário e impulsiona ações de Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) em novo ciclo do setor O avanço do petróleo caro no mercado internacional voltou a...

MaisDetails
Carrefour Tem Vendas Abaixo Do Esperado No 1T26 E Expõe Fraqueza Do Consumo No Brasil-Gazeta Mercantil
Negócios

Carrefour tem vendas abaixo do esperado no 1T26 e expõe fraqueza do consumo no Brasil

Carrefour tem vendas abaixo do esperado no 1T26 e acende alerta sobre consumo no Brasil A divulgação dos resultados do primeiro trimestre trouxe um sinal relevante para o...

MaisDetails
Ibovespa Pode Atingir 210 Mil Pontos Até 2026, Diz Bank Of America-Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa pode atingir 210 mil pontos até 2026, diz Bank of America

Ibovespa pode atingir 210 mil pontos: projeção do Bank of America reposiciona expectativas para a bolsa brasileira O mercado financeiro brasileiro passa por uma inflexão relevante após o...

MaisDetails
Queda Da Cogn3: Entenda Por Que As Ações Da Cogna Recuam Mesmo Com Alta Do Ibovespa-Gazeta Mercantil
Negócios

Ânima (ANIM3) lidera 1T26 no setor educacional, enquanto Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) enfrentam pressão

Ânima (ANIM3) desponta no 1T26 e lidera expectativas no setor educacional, aponta Goldman Sachs O setor educacional brasileiro entra na temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026...

MaisDetails

Veja Também

Balança Comercial Brasileira Dispara Em Abril Com Superávit Bilionário E Exportações Em Forte Alta-Gazeta Mercantil
Economia

Balança comercial brasileira dispara em abril com superávit bilionário e exportações em forte alta

MaisDetails
Petróleo Caro Impulsiona Petrobras (Petr4) E Prio (Prio3) E Leva Bancos A Rever Projeções-Gazeta Mercantil
Negócios

Petróleo caro impulsiona Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) e leva bancos a rever projeções

MaisDetails
Carrefour Tem Vendas Abaixo Do Esperado No 1T26 E Expõe Fraqueza Do Consumo No Brasil-Gazeta Mercantil
Negócios

Carrefour tem vendas abaixo do esperado no 1T26 e expõe fraqueza do consumo no Brasil

MaisDetails
Queda Da Cogn3: Entenda Por Que As Ações Da Cogna Recuam Mesmo Com Alta Do Ibovespa-Gazeta Mercantil
Negócios

Ânima (ANIM3) lidera 1T26 no setor educacional, enquanto Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) enfrentam pressão

MaisDetails
Cade Aprova Compartilhamento De Combustíveis Entre Vibra E Ale E Impulsiona Eficiência Logística No Setor-Gazeta Mercantil
Negócios

Cade aprova compartilhamento de combustíveis entre Vibra e ALE e impulsiona eficiência logística no setor

MaisDetails

EDITORIAS

  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Balança comercial brasileira dispara em abril com superávit bilionário e exportações em forte alta

Petróleo caro impulsiona Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) e leva bancos a rever projeções

Carrefour tem vendas abaixo do esperado no 1T26 e expõe fraqueza do consumo no Brasil

Ibovespa pode atingir 210 mil pontos até 2026, diz Bank of America

Ânima (ANIM3) lidera 1T26 no setor educacional, enquanto Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) enfrentam pressão

Cade aprova compartilhamento de combustíveis entre Vibra e ALE e impulsiona eficiência logística no setor

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com